Lily Oliver e a Profecia Perdida

9 Capítulo 09 – O começo dos problemas...


Notas iniciais
Bem...vocês já devem ter lido esse, mas eu arrumei a ordem e alias quero agradecer o comentário de victoria realmente me animou a escrever

P.O.V. Observador

James e Lily continuaram perambulando pelas ruas até começar a escurecer, mas não acharam uma alma viva. Parecia mais um vilarejo fantasma que bruxo.
— Ruivinha, vamos achar um lugar para descansarmos. – Potter pediu pela milésima vez. – Já está anoitecendo.
— Já disse para não me chamar de ruivinha, é Evans, Potter! – respondeu a ruiva já sem paciência.
— Eu sei que está louca para casar comigo, Evans, — ele enfatizou o sobrenome. – Mas tem uma casa logo ali, podemos pedir informações ou, ao menos, teremos onde descansar.
Nem deu tempo para o rapaz continuar a falar e Lily já seguiu até o pequeno casebre e passou a bater na porta repetidas vezes, sem obter nenhuma respostas. Rindo da reação da ruiva, James seguiu até a mesma e abriu a porta do casebre, algo que ela nem pensara em fazer.
— Como sabia que estava aberta? – perguntou a ruiva virando-se para o moreno, mas sentiu um bafo quente em sua nuca.
Os dois jovens ficaram, então, lado a lado e observaram a figura monstruosa que se revelava. Parecia um tigre, a primeira vista, mas possuía asas de morcego. Na verdade, parecia bem mais um fantasma negro que qualquer outra coisa. O monstro encarou bem os dois bruxinhos e sorriu.
— Ora, ora, ora se não é o casal da profecia... – ronronou o monstro. – Seria uma honra matá-lo, mas o mestre os quer vivos.
O monstro avançou em James, já que o mesmo se pôs na frente de Lily, mas antes de acertá-lo, uma forte luz clareou o lugar e uma rajada de ar derrubou o monstro, sumindo com ele pouco depois.
— Graças a Merlin, achamos vocês! – disse a diretora McGonagall aparecendo no casebre. – as o que um Hellick fazia aqui?
— Por sorte era um Hellick do ar. – disse uma morena agachada próxima ao local que o monstro sumiu.
— Helli o quê? O que é isso? – disse um James totalmente confuso, puxando Lily pela mão.
— É uma criatura mágica mitológica... Ah, depois eu explico. – disse uma loira entrando no casebre e ficando ao lado da morena. – E ah, Lily, a Vicky está louquinha atrás de você.

P.O.V. Lily Oliver Evans

O caminho de volta para o castelo foi silencioso, acho que todos nos tínhamos pensamentos para organizar. Mal percebi quando chegamos a Hogwarts, mas senti todos os olhares em nossa direção.
Ainda pensando naquele monstro que quase nos atacou, nem percebi que o Potter anda segurava minha mão e me puxava para sala da diretora, mas quando eu percebi, não esperei mais nenhum segundo para soltá-la.
— Baka¹! – disse batendo na cara dele.
— Ok, isso é novidade. – sussurrou Minerva entre os risos de todos ali.
Enquanto os ânimos se acalmavam, a diretora disse a senha para as gárgulas liberarem nossa passagem e logo nos encontrávamos na ampla sala da diretora. Minerva sentou-se em sua mesa com alguns livros e não falou mais nada, me deixando meio nervosa.

P.O.V. Observador

Todos estavam novamente em silêncio, perdidos em pensamentos, sem saber o que falar. Lily ainda sentia uma leve raiva de si mesma por ter ficado tão perto do insuportável Potter e, o mesmo, encarava sua própria mão, pensando no que, diabos, aquela ruivinha fizera com ele.
— Bom, acho que vocês merecem uma explicação... – a morena quebrou o gelo e recebeu um olhar de desaprovação de Minerva, mas continuou mesmo assim. – Há muito tempo foi feita uma profecia, dividida em duas partes. Infelizmente, ou felizmente, poucos a ouviram...
— Desculpem-me, mas o que temos a ver com isso e o que a profecia falava? – perguntou James petulantemente, recebendo um pisão no pé de Lily.
Aparentemente Minerva fora a única a ver a reação de Lily com a resposta mal-criada de James, o que a fez sorrir e parecer o antigo diretor, Albus Dumbledore, tinha um brilho similar nos olhos.
— Como a Srta. Black disse, há uma profecia e ela fala sobre alguns alunos do castelo. – disse a diretora tomando o cuidado de falar “alguns”. – E é completamente sigilosa, ou seja, a grande maioria sabe sobre ela.
— Pera, Black? – disseram os dois menores juntos, se entreolhando pouco depois.
— Sou Kayla Black, mas podem me chamar apenas de Kay, sou sua nova professora de DCAT e, antes que perguntem, não sou parente de nenhum Black que vocês conheçam, nasci no sul da Escócia, mas vive no Brasil a maior parte da minha vida, por isso me considero brasileira. – ela disse normalmente e sorriu para Lily no final. – E pelo visto não sou a única, será um prazer ensinar alguém da minha terra. Minha irmã e eu viemos ajudá-los.
Kayla era uma mulher muito bonita e não aparentava ter mais de dezoito anos. Possuía o estereótipo típico do Brasil, com coxas e curvas que dariam inveja em qualquer mulher.
— Obrigada, Srta. Black. – disse Minerva. – Agora podem se retirar.
— Mas a senhora ainda não nos explicou quem é esse Hellick ou seja lá o nome daquilo Enem o que ele queria conosco. – protestou a ruivinha.
— Disse sim, agora vão descansar. – disse Minerva decidida. – Ainda terão uma grande surpresa no baile.
Após isso, Minerva fez um sinal para Kayla, que os levou para fora da sala e os deixou próximos ao dormitório da Vila em que viviam.
— Agora vão e não se metem mais em confusão. – disse a brasileira, para ajeitar seus óculos ao vê-los longe, sorrindo marotamente. – Isso vai ser divertido.

Notas finais
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