Lily Oliver e a Profecia Perdida
7 Capítulo 07 – Aula de vôo e surpresas
Notas iniciais
P.O.V. Lily Oliver Evans
Não demorou muito para a diretora realizar o feitiço nas demais mesas e antes do que eu imaginava, todas as famílias estavam formadas e com seus novos sobrenomes registrados.
– Avisarei a todos os professores seus novos sobrenomes, agora, por favor, sigam-me. – pediu McGonagall por fim. – Vou mostrar-lhes sua nova casa.
Saímos da Sala Precisa e caminhamos pelo corredor, eu não fazia idéia de onde a diretora nos levaria. Ela parou em certa parte, aonde outros três professores nos aguardavam.
– As famílias que possuem totalidade ou maioria grifinória, sigam o Prof.º Longbottom; os que possuem os mesmos critérios para a Sonserina, sigam o Prof.º Slughorn; para a Lufa-Lufa, acompanhem a Prof.ª Trelawney; e os demais, me sigam, por favor.- disse a diretora e logo se afastou com um grupo de alunos.
O professor Longbottom nos levou até uma porta no dormitório da Grifinória, nos falou a senha para entrar na mesma e, então, novamente fui pega por uma visão espetacular. Dentro da sala tinha uma vila, como o professor mesmo disse, com pequenos locais de lazer e uma ruela com casas dos dois lados e um anfiteatro, aonde assistiríamos as aulas de Educação Trouxa com nossa família.
Por fim, depois de uma meia hora, recebemos a chave da nossa casa, a de número cinco, bem em frente da casa de número dez, a da família Potter.
P.O.V. Alice Longbottom Evans
Eu estava bem animada por ter uma “família”. Ia ser bem divertido. O engraçado era a Vicky que, ao mesmo tempo em que estava brava com o Teddy, estava gostando muito de tudo isso. E a Lily, então? Estava odiando até demais os nossos vizinhos, por que será? Resumindo, até parecíamos uma família mesmo.
Por todo o caminho até o Salão Principal, e até no mesmo, murmúrios perseguiam a Lily, alguns sem graça, outros idiotas e até alguns engraçados, mas nem ela e nem eu ligamos muito.
~ ~ ~ ~
Hoje era um dia especial. Era nossa primeira aula de vôo e eu estava mais que ansiosa com ela, acho que era uma das mais animadas do nosso ano. E por mais que eu tentasse nada passava pela minha mente a não ser essa aula.
Era engraçado o como me dava bem com a vassoura. Em casa ou na casa do James, quando jogávamos Quadribol entre nós, eu era uma ótima batedora, modéstia a parte, e eu sabia bem que naquele anho, o nosso time estava bem desfalcado.
Claro que com aquela regra ridícula de quem primeiranistas não podem entrar no time, eu pus meu sonho de jogar Quadribol em Hogwarts para dormir um pouquinho, quem sabe ano que vem? Sei que o Sr. Potter entrou no primeiro ano dele, mas era uma exceção. E era isso que mantinha a esperança queimando dentro de mim, que talvez, só talvez, eu também fosse uma exceção.
Enquanto eu me dirigia para o campo, arrastava uma Lily emburrada e nervosa, que não parava de murmurar coisas sem sentido para si mesma.
– Anda Lily, eu não quero perder essa aula. – eu resmunguei puxando minha irmã.
– Mas... Mas...
– Anda! – briguei com ela.
– Eu ainda acho que devíamos ter aula teórica e eu li em Quadribol Através dos Séculos que muitos se acidentaram gravemente voando e... – ela continuou com seu discurso e eu só ouvia blá blá blá.
– Lily, foco! Amos aprender a voar e não a jogar. – e ela continuou com esse falatório até chegarmos ao campo, onde Madame Hooch já nos aguardava.
– Estão atrasadas, senhoritas! – nos repreendeu a professora.
– Sentimos muito, professora.
– Andem, se posicionem como seus colegas ao lado de uma vassoura. – disse ela e nos logo fizemos o que ela mandou. – Agora, estiquem o braço direito e digam em alto e bom som, sem medo, “SUBA!”.
Logo todos estavam fazendo o que a professora mandara. A minha vassoura subiu quase que instantaneamente, a de Li precisou de umas quatro tentativas, pelo menos. Então, quando todos já tinham a vassoura em mãos, ela nos mostrou o jeito correto de montar e nos instruiu que, quando o apito soar, era para darmos um leve impulso e levantar vôo.
– Um... Dois... Três... – e quando ela foi apitar algo acontecera.
Um dos meninos que eu não lembro o nome levantou vôo e o pobre coitado não tinha nenhum controle sobre a vassoura. Alguns olhavam para ele confusos, com medo, já outros davam risadas dele.
Então, a vassoura o levou para uma estátua sob uma das janelas do castelo atrás de nos, fazendo o meso ficar preso a ela e antes que a professora pudesse agir, ele caiu com tudo no chão.
– Ai! – gemeu o garoto segurando o braço.
– Todos para trás! – gritou a professora.
Ninguém hesitou em obedecê-la, mas permanecemos bem próximos. Lily, ao meu lado, olhava de mim para o garoto caído no chão com um sorriso bem aéreo, estranho... Mas tarde ela teria que me explicar direitinho esse olhar sob mim.
– Vou levar o Sr. Fin...Quer dizer, o Sr. Longbottom para a enfermaria. – disse a professora ajudando o menino a se levantar. – Se eu ver alguém no ar quando eu voltar, será expulso antes que possa dizer Quadribol.
– Parecer que se tornar um Longbottom o deixou ainda mais idiota, ele tem até um Lembrol – disse um idiota da Sonserina. – Se ele tivesse apertado isso aqui, teria se lembrado de cair de bunda.
– Cala a boca, idiota! – eu e James dissemos juntos e depois nos entreolhamos.
– Olha só, o Longbottom tem guarda-costas. – zombou o sonserino idiota.
– Cale-se, seu filhote de buldogue! – eu falei irritada. – Eu não sou guarda-costas dele, ele é meu amigo, ao contrário desses dois ai atrás de você.
– Ui, ela está irritadinha.
A única coisa que pensei foi se ele não ficaria irritadinho com a minha mão naquilo que ele chama de cara, ainda mais que ele ficava jogando o Lembrol para cima e para baixo.
– E quer saber, eu vou colocar essa coisinha aqui em algum lugar para aquele mestiço imundo pegar. – disse o idiota montando na vassoura. – Que tal no telhado?
E ele saiu voando. James e eu nos entreolhamos e, após o mesmo assentir, montamos em nossas vassouras.
– Vocês não ouviram a professora? – disse Lily nos impedindo. – Vocês serão expulsos!
– Não se preocupe, ruivinha. – disse James com um sorriso maroto e logo levantamos vôo.
Se ela respondeu alguma coisa a James ou falou comigo, eu não sei, pois não demoramos a alcançar o idiota e o cercarmos. E sonserino, se vendo encurralado, jogou o Lembrol longe e James voou atrás rapidamente, enquanto eu fiquei para trás e soquei aquele idiota, que quase caiu, mas eu o segurei e o deixei de volta ao chão.
Ainda na vassoura, vi James fazer uma manobra perfeita e apanhar o Lembrol, que escapou de suas mãos indo direto para os alunos lá em baixo. Consegui chegar a tempo de rebater o objeto com a calda da vassoura para que James pudesse o agarrar de vez.
– Potter! Evans! – disse a voz que eu menos queria escutar nesse momento, a voz de Minerva McGonagall. – Venham comigo, por favor.
Eu e James trocamos um olhar nervoso antes de pousarmos e acompanharmos a diretora até uma sala de aula. Por todo o caminho, eu pensei em diversas coisas que poderia acontecer conosco, até mesmo em expulsão.
– Esperem aqui. – ela nos disse entrando numa sala de aula e saindo pouco depois acompanhada de um rapaz. – Potter, Evans, esse é Rafael, capitão do time de Quadribol da Grifinória. Rafael, encontrei um apanhador e uma batedora para você.
– Condições físicas perfeitas para um apanhador. – disse Rafael analisando James de cima a baixo e fazendo o mesmo comigo logo depois. – Mas uma garota batedora, diretora? A senhora tem certeza?
– Um soco, vamos ver quem é mais forte. Eu ou você? – disse com raiva, sabendo que meus olhos escureciam.
Eu juro que tentei não respondê-lo, juro que tentei, mas foi mais forte que eu. Odiava sentir-me menosprezada, ainda mais quando duvidavam da minha capacidade como batedora.
– Ok, ok... Acredito em você.
~ ~ ~ ~
Antes mesmo do jantar, todos já sabiam que James e eu estávamos no time da Grifinória e, é claro, os comentários começaram. Alguns inocentes, outros descrentes, mas a maioria era maldosa.
O final do dia, quando estava com Lily em nosso quarto na “mansão Evans”, eu só pensava em tudo o que acontecera no dia. Na verdade, eu mal conseguia assimilar tudo. Até o primeiro treino já estava marcado! Era tudo muito... Surreal.
– Sabe, eu não entendo o porquê todo mundo fica olhando para mim e para o James, até parece que isso nunca aconteceu antes. – resmunguei depois de um tempo. – É irritante isso, eu não consigo nem respirar direito sem que alguém fique me encarando. Odeio essa atenção toda.
– É assim que me sinto depois de me tornar Lily Evans, maninha, bem vinda ao clube. – disse Lily sorrindo para mim. – Além do mais, aconteceu antes sim, da mesma maneira, só que com o adicional da sua pessoa, e foi completamente igual.
– Estranho, muito estranho...
P.O.V. Lily Oliver Evans
Lá para meados de Outubro, num dia como qualquer outro, estava jantando no Grande Salão junto da minha família, quando a professora Minerva pediu silêncio. Aos poucos, todas as conversas acabaram e os olhares dos alunos todos se voltaram para ela.
– Com a aproximação do dia das Bruxas, a escola resolveu promover um baile para as famílias da classe de Educação Trouxa e para os alunos do quarto ano em diante. – disse Minerva para todos, deixando a maioria bem animada. – Haverá, então, por esse motivo, uma visita ao vilarejo de Hogsmeade neste sábado, as informações de tais eventos se encontram em seus salões comunais. Sem mais delongas, bom apetite.
Por todo o jantar todos murmuravam. Os alunos do segundo e terceiro ano, bem como os primeiranistas que não faziam parte de nenhuma família, comentavam em sussurros a injustiça de não poderem ir ao baile, os demais, só comentavam animados com os eventos futuros.
Naquela mesma noite, apareceu o recado no mural da sala comunal e, ao que parecia, além de nossos “pais”, os primeiranistas da aula de Educação Trouxa teriam, cada um, um acompanhante pré-definido.
Na minha visão, nada poderia estragar o meu sábado, pois teria jogo de Quadribol e eu ainda conheceria Hogsmeade dois anos antes do que imaginava. Seria uma das experiências mais gratificantes da minha, se não fosse a pessoa que foi escalada como meu acompanhante, James Potter. Pois é, não adiantou rezar e nem sonhar demais, o idiota do Potter era meu parceiro.
– Não adiantou de nada recusar meu pedido, minha ruivinha. – disse o Potter atrás de mim. – No final, vamos juntos.
– Eu não sou sua ruivinha, Potter. – respondi sem me alterar... Tanto. – E para você é Oliver, não, quero dizer, Evans, Potter.
– Evans Potter. – repetiu James pensativo, mas logo abriu um sorrisão. – Hm, gostei!
– idiota. – revirei meus olhos e segui para minha casa e meu quarto.
Enquanto estava deitada em minha cama, tentando adormecer, a cena que acontecera depois do jantar voltou a minha mente sem minha permissão, o que não gostei nem um pouco.
Flashback on
Voltava para a vila junto de Lice que estava bem mais do que animada com o baile e com a visita, bem mais do que eu, na verdade.
– E ai? Já sabe com quem vai?
– Não, por quê? Você já tem idéia? – perguntei curiosa, mas logo seu sorriso sumir. – Pelo visto não, também.
– Olá, minha ruivinha. – disse o idiota do Potter me abraçando. – Seu par para o vilarejo acabou de chegar.
– Primeiro, não sou sua ruivinha e para você, Potter, é Evans! – disse me soltando dele. – E segundo, nem em meus pesadelos isso acontecerá, Potter.
– Isso é o que veremos, ruivinha. – disse o Potter enquanto eu saia de lá com a Licely.
Flashback off
Pouco depois, acabei adormecendo de vez, mas não antes de praguejar e amaldiçoar toda a geração Potter, bem, não... Apenas toda geração James Potter mesmo.
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