Lily

1 Prólogo


Notas iniciais
Olá, amores! Bem, essa não é uma fic do meu Fandom usual... hahaha ^^ Mas depois de ver essa Season finale com minha Agnes Bruckner interpretando a Lily, não consegui me conter...

Espero que curtam, estou escrevendo com o coração e sendo guiada por ele, então... Realmente torço para que curtam. :D

#BoaLeitura! :)

Não importava pra que lado eu corresse. Água. Água por todos os lados como se houvesse sido engolida por uma maldita ilha dos horrores. Aquele era o meu pesadelo de estimação. – Todos temos um, no fim das contas. O meu era esse em que estava perdida numa droga de ilha gigantesca. Devia ter uns 5 anos de idade, não mais do que isso. Minha mochila surrada carregava o último sanduíche de queijo e eu me perguntava como raios eu tinha ido parar ali. Então, ao pôr do sol, a ilha começava a diminuir da orla até o centro e eu parecia que seria esmagada ou simplesmente abandonada no oceano quando ela finalmente desaparecesse. Daí, no final, depois de perder a ilha de vista e cair num mar salgado e bravio, quando minhas pernas já se debatiam pelo cansaço e meus pulmões já estavam quase cheios de água, surgia este dragão enorme e me apanhava com a cauda e me levava para longe dali. Eu não conseguia me soltar dele não importava o esforço que eu fizesse para conseguir isso, mas até onde eu sabia, permanecer com aquele monstro era minha única escolha viável naquela situação.

Daí eu acordava.

O suor escorria quente pelo meu rosto e meus olhos ardiam desesperadamente. Eu apenas conseguia pressionar contra o peito a única coisa que tinha da minha mãe biológica, e, quase por instinto, eu me agarrava àquele cordão em formato de lua como se ele pudesse espantar todos os meus pesadelos e temores. Ironicamente, tempos depois eu percebi que era exatamente o contrário. Eu nunca iria me livrar daquele sonho. Porque, na verdade, não tinha sido só um sonho. E o meu colar era um lembrete daquilo. A frágil lua – que formava um par perfeito com minha marca de nascença em formato estrelar – fora a única testemunha daquele dia. O dia em que meu pai me salvara de desaparecer para sempre com a terra do nunca. E era aquele colar que fazia minha mente pairar sobre a lembrança da única vez que me senti realmente amparada por alguém na minha vida.

(…)

Confusão. Essa seria a melhor palavra para descrevê-la. Seus olhos intensos eram fruto de um coração partido tantas vezes que Lilith não poderia contar. Suas mãos frágeis e rebeldes, haviam sido forjadas no fogo de batalha. No mesmo fogo em que fora gerada, para começo de história. Havia uma chama, um mal entendido, uma canção que nunca saíra de seus lábios. Toda uma vida resumida a perdas e devaneios que tiravam a sanidade de Lily pouco a pouco. Era simplesmente incompreensível perder o rumo de sua própria vida daquela forma. Ser tão vívida e enérgica e ao mesmo tempo guardar tanta escuridão dentro de si. Lily não escolhia sempre o mal. Mas o mal, esse sempre a escolhia.



* Minnesota, 5 anos atrás.



- Por Deus, Matt! Eu não tive nada a ver com isso! — ela juntava as mãos e aproximava-se do namorado, que tinha ira queimando em seus olhos.

- Não, Lilith, claro que não! – ele puxava sua jaqueta jeans do cabide com violência, há menos de um metro da porta. – Você e eu… Isso daqui – ele gesticulava com a mão, traçando um círculo apressado entre ele e a jovem à sua frente. – Acabou!

- Não, Matt, por favor – o tom de desespero aquecia os olhos cinzentos da morena, que ameaça desabar em pranto a qualquer instante – Você não pode fazer isso! Não pode sair assim… Você… Você disse que…

- Disse o quê, Lily? Hein? – Matt deu dois passos de volta, como se realmente ameaçasse agredi-la – Que amava você? Isso foi antes! Antes de você me ferrar com a polícia! Agora eu tô correndo risco de vida por sua culpa!

- Eu não sei o que aconteceu, Matt, eu juro! Eu saí do clube o mais rápido que consegui… Eu… A polícia talvez deva ter meu registro na…

- Talvez?! – dessa vez, Matt deixou um sorriso de sarcasmo escapar de seus lábios – A polícia já sabe decorado o número de tatuagens que você tem, Lil… Seu nome está em todos os noticiários… Você foi descuidada e eu não vou perder minha liberdade por você.

- Matt, eu não posso te perder… Eu não tenho ninguém mais, você sabe.

- Se vire com isso. Não é problema meu.

Matthew Price apenas apertou as bochechas de Lily e a beijou forçadamente. Não de um modo carinhoso. Na verdade, ela sentiu nojo daquilo no exato momento em que Matt passou pela porta. Sentiu nojo de si mesma por ter sido tão fraca a ponto de implorar pelo amor de um desgraçado egoísta como ele. Mas aquela, ela tinha certeza, seria a última vez que deixava ser pisada por mendigar o amor de alguém.

- Okay, Matthew – Lily respirou fundo e sentiu os olhos queimarem, as mesmas chamas que sentia quando os pesadelos iam embora. – Vamos ver quem é a namorada frágil agora.

Notas finais
E então, o que acharam?

P.S.: Esta é minha primeira fic de Once Upon a Time, nossa, assisto há bastante tempo, mas nunca tinha sido tão impulsionada a escrever sobre OUAT como agora, e com o hiatus, vai ser legal de desenvolver, espero que vocês gostem, porque eu AMO a Lily! :)

Até o próximo capítulo! :)