Notas iniciais
Esse poema retrata sobre uma coisa peculiar no surgimento da relação com minha amada.
A iniciar, ela comentava em meus poemas lá longínquos (há basicamente 10 anos atrás), e criamos através do tempo, uma ideia de que os comentários dela e as minhas respostas eram "conversas" que tínhamos, em que conhecíamos um pouco das nossas nuances como leitores e escritores, já que também lia alguns poemas que ela produzia.
Logo, esse poema que claramente se baseia na música do Barão Vermelho - Codinome Beija-flor; diferente da premissa da música, trata de uma ode à forma que se construiu e começou nosso relacionamento, à época inocente e meramente debatedor, onde ela e eu comentávamos em nossas histórias e confabulávamos sobre nossos escritos.
Curioso que tudo isso se deu aqui nesse site, que hoje lhe posto este poema, e ainda podemos revisitar essas conversas que levaram anos, até finalmente começarmos uma relação mais pessoal. Por isso, fica aqui essa ode quando ainda éramos só leitor e escritor de nossas obras: um momento que construiu muito do quanto somos hoje, e, principalmente, nos fez conhecer em uma época que era só assim que conversávamos.
~ Gaio Azul.
Em frases céleres tudo começou…
E versos inocentes ornamentados com clamor.
Eu acho que algo então despertou,
Coincidente acaso que o destino criou,
A tua mensagem foi a que mais marcou.
Por que eu deveria não relembrar?
Do início quando ainda não conhecia.
E aguardava ao momento de seu comentar,
Com uma genuína ansiedade e alegria…
Entre as outras flores do pomar.
Eu guardei através dos anos nossas “conversas" com amor…
Em codinome de uma flor.
Não permita nunca, meu amor, ouvi-lo:
De um estranho qualquer a chamar-te Lírio.
Pois só eu poderia…
Sussurrar baixinho em tua orelha,
Desejos que jamais a alguém confiaria.
Eu imaginava palavras…
Uma forma de poder te cortejar:
A flor mais bela que no meu jardim cresceu;
A flor mais bela de onde meu amor nasceu.
~Gabriel.
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