Lilium

9 Codinome de uma Flor


Notas iniciais
Esse poema retrata sobre uma coisa peculiar no surgimento da relação com minha amada. A iniciar, ela comentava em meus poemas lá longínquos (há basicamente 10 anos atrás), e criamos através do tempo, uma ideia de que os comentários dela e as minhas respostas eram "conversas" que tínhamos, em que conhecíamos um pouco das nossas nuances como leitores e escritores, já que também lia alguns poemas que ela produzia. Logo, esse poema que claramente se baseia na música do Barão Vermelho - Codinome Beija-flor; diferente da premissa da música, trata de uma ode à forma que se construiu e começou nosso relacionamento, à época inocente e meramente debatedor, onde ela e eu comentávamos em nossas histórias e confabulávamos sobre nossos escritos. Curioso que tudo isso se deu aqui nesse site, que hoje lhe posto este poema, e ainda podemos revisitar essas conversas que levaram anos, até finalmente começarmos uma relação mais pessoal. Por isso, fica aqui essa ode quando ainda éramos só leitor e escritor de nossas obras: um momento que construiu muito do quanto somos hoje, e, principalmente, nos fez conhecer em uma época que era só assim que conversávamos. ~ Gaio Azul.

Em frases céleres tudo começou…

E versos inocentes ornamentados com clamor.

Eu acho que algo então despertou,

Coincidente acaso que o destino criou,

A tua mensagem foi a que mais marcou.


Por que eu deveria não relembrar?

Do início quando ainda não conhecia.

E aguardava ao momento de seu comentar,

Com uma genuína ansiedade e alegria…

Entre as outras flores do pomar.


Eu guardei através dos anos nossas “conversas" com amor…

Em codinome de uma flor.

Não permita nunca, meu amor, ouvi-lo:

De um estranho qualquer a chamar-te Lírio.


Pois só eu poderia…

Sussurrar baixinho em tua orelha,

Desejos que jamais a alguém confiaria.


Eu imaginava palavras…

Uma forma de poder te cortejar:

A flor mais bela que no meu jardim cresceu;

A flor mais bela de onde meu amor nasceu.

~Gabriel.