Lilium

10 Domingo


Notas iniciais
O poema é uma premissa nascida de uma música que sempre ressoa na minha cabeça; na verdade, um refrão que eu sempre gosto de escutar com os efeitos sonoros de trovoadas e chuva. A música é Eminem ft. Dido - Stan; cujo refrão reforça uma ideia de acordar num dia frio, chuvoso e cinzento; àqueles que não parece fazer muito sentido sequer levantar da cama. Assim, toda a descrição desse poema é baseado essencialmente nisso: um domingo melancólico, em que talvez fosse melhor ficar deitado até bem tarde. Na solidão e passagem do dia, porém, a filosofia sobre o amor, aquele que sempre permeia nossa mente, vem como um cálido conforto, que ajuda a transformar aquela melancolia e solidão em algo quase agradável e tenro. ~ Gaio Azul.

A tarde de domingo é uma dádiva silenciosa…

Um presente melancólico e frio,

Que se esvaí no tempo da aurora.


Haveria um momento ou hora;

Em que sua presença não esteja por aqui

De alguma forma?


Penso na distância dos corpos…

Na física maligna que distancia,

Dois corpos não celestes de sua companhia.


Quando chega um vento pela tangente…

Observar toda essa gente,

Silenciosamente, agonia minha solidão.


Para então minha mente sobrevoar…

Centenas de quilômetros em exaustão;

Como um gaio solitário, em busca de seu lar.


Admiro os frios da serra,

E sinto-me consonante às ondas do mar.

E tudo converge em só lugar.


Flores eu te levaria,

E em sutil aquiescência

Tornar-me-ia camponês nessa terra.


Nos domingos de tardes vazias…

A letra de um teclado substitui caneta,

Tentando recriar da tinta o nosso relicário.


O meu café esfriou e eu me pergunto…

Por que eu saí do quarto, afinal.

A chuva chega fina, e embaça o meu vitral.


Ao qual me traz a lembrança de um dia igual,

Há não tanto tempo atrás.

Onde a garoa sorria junto à sua foto em meu mural.


Eu sorrio do conforto dessa memória nessa tarde silenciosa…

Nessa tarde melancólica.

~Gabriel.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.