Lilium

2 Mais um dia no paraíso.


Notas iniciais
oii gente!!! bem vindos ao primeiro capitulo oficial de Lilium!! S2 espero que gostem da fic!!! agente se vê lá embaixo!

Pov. Lyinn

Eu e meus amigos estávamos indo para nosso primeiro dia de aula. Caminhávamos rindo e... espere, vocês não estão entendendo nada, não é mesmo?

Deixem eu me apresentar, me chamo Lyinn, tenho 16 anos, e estudo em um colégio de ensino médio em Hyunkai, no Japão.

Meus amigos de quem eu falei são Erik e Christyn. Erik é alto, pele meio bronzeada, olhos cinza e cabelos longos e lisos, que ele tinge de verde marinho. Ele é um fofo, sempre me defendendo. E a Chris é meio baixinha, morena, olhos verdes e seu cabelo é curto e ruivo. É melhor não mexerem com ela.

Eles são meus únicos e melhores amigos. Os conheço desde os seis anos, quando eu estava tentando fugir de casa após a morte dos meus pais.

Eles estavam lá, me viram e resolveram me consolar. Me levaram de volta pra casa e desde então somos inseparáveis.

Como eu ia dizendo, estávamos indo para nosso primeiro dia de aula, rindo muito e descontraindo o caminho todo. Ao chegarmos ao portão, acenamos para o porteiro Jiuhi, que sempre nos ajudava.

Passamos pela portaria, e nos dirigimos aos armários, para guardar nossas coisas. Fomos os segundos a chegar, já que haviam alguns alunos novos já sentados. Nos sentamos encostados na parede, nas três primeiras cadeiras. As últimas carteiras já tinham ‘donos oficiais’. E esses donos acabaram de entrar pela porta. Os ‘populares’ ou ‘mauricinhos’, como Christyn os chamava, eram em seis. Havia Matsuy, uma vadia loira que adorava rebolar para os garotos; Hilly, a melhor amiga de Matsuy, que basicamente era um clone dela, só que morena e baixinha. Macaon, um babaca que zoava com todo mundo e adorava me chamar de ‘Careta’, aliás ele namora com a Hilly. Haviam também as gêmeas Mereen e Myah, que estavam sempre inventando fofocas sobre os alunos. E, por fim, Zander. Ele era o líder deles, eles faziam tudo que ele mandava. Zander era bom em quase todos os esportes, e também era muito bonito, eu tinha que admitir. Ele era alto e musculoso, tinha cabelos lisos e negros como a noite, olhos azuis escuros penetrantes e um sorriso... Bem, voltando ao assunto, eles faziam o que bem entendiam.

Ao passarem por onde nós estávamos sentados, alguns deles sussurraram:

– Olha a Careta ali!

Olhei para minhas roupas. Eu estava usando uma blusão cinza com uma camisa preta por baixo, calças meio largas e um par de tênis surrados.

Eu nunca me achei muito bonita, achava meu cabelo sem graça, liso e castanho, e meu rosto era muito comum. Já havia me acostumado com os apelidos.

Erik me olhou de relance e sorriu para mim. Ele sempre insistia em me dizer o quanto eu era linda, mesmo eu nunca acreditando, achava sua atitude fofa.

O professor entrou logo em seguida e começou a dar a matéria. Ele se virou e disse:

– Alunos, vocês terão um trabalho para entregar esse mês. Terão que pesquisar sobre as lendas do nosso folclore. Separem-se em duplas!

Instantaneamente me virei para olhar para Erik, sempre fazíamos os trabalhos juntos. Mas um garoto novo pediu para ser o par dele, então olhei para Christyn, só que ela também já tinha um par: Macaon.

Chris sempre teve uma queda por Macaon, mas ela dizia que já havia superado. Eu duvidava.

Sem um par, resolvi fazer o trabalho sozinha mesmo.

Depois do sinal bater desci as escadas, procurando uma mesa ao ar livre para me sentar.

Os garotos estavam jogando basquete ali perto, então resolvi andar depressa para não ser atingida. Estava carregando meus livros quando uma bola de basquete me atingiu em cheio no peito e eu fiquei um pouco desnorteada.

Olhei para cima e vi Zander parado na minha frente, me olhando com uma cara estranha. Ele se abaixou para pegar a bola, mas quando achei que ele ia me ajudar a recolher os livros, ele levantou e gritou:

– Mais cuidado na próxima, Careta!

E então ele voltou correndo para o jogo e me deixou sozinha. Tentei engolir meu orgulho, mas uma força dentro de mim gritava para que eu corresse atrás daquele moleque e desse uma surra nele. Infelizmente, eu não tinha nem a força nem a coragem para fazer isso.

Continuei andando e me sentei ao lado de Erik e Chris, que me olhavam com compreensão. Todos nós passamos por isso todos os dias, é como um milhão de pequenas agulhadas todo dia. E chega uma hora que cansa.

Erik pôs a mão sobre a minha e perguntou:

– Você está bem?

Essa pergunta foi a mesma que ele me fez quando tínhamos seis anos e eu estava chorando pelos meus pais. Eu disse o mesmo que havia dito quando ele me perguntara antes:

– Não, não estou. Até um cego notaria isso.

Ele provavelmente lembrou-se do mesmo que eu e sorriu para mim.

Tentei sorrir de volta, mas não acho que tenha sido convincente. Eles apenas me olharam e eu olhei para o céu, como costumava fazer quando estava triste.

Mais um dia no paraíso, pensei comigo mesma.

Notas finais
e aí, o que acharam? comentem, please!! um milhão de bjosss, até semana q vem!!!