Like The Stars Miss The Sun In The Morning Sky
10 Capítulo 10: : Um aviso nada discreto.
Capitulo 10: Um aviso nada discreto.
Odeio ir para escola! Sério. Tenho que acordar cedo e isso é uma das coisas que mais me deixam nervosa. Mas mesmo assim eu consegui reunir forças para ir mais cedo. Mais uma prova de que estou enlouquecendo!
Kevin já estava lá, mas dessa vez a marcela estava junto com ele.
– Desculpa eu estar atrapalhando... – eu disse quando me juntei aos dois.
– Sem problemas, cunhada. – Kevin disse fazendo Marcela rir.
– Ótima piada. Mas agora é serio, onde está seu irmão? – perguntei a ele.
– Já esta com saudade Bells? – Marcela disse rindo.
– Engraçadinha você Mah. – Eu disse com a cara séria.
– É, estou vendo que já está com saudade mesmo. – Josh disse surgindo atrás de mim.
– Que susto garoto! – eu dei um tapa no ombro dele quando virei para olha-lo, mas antes que eu pudesse dizer algo, ele me agarrou pela cintura e me beijou. – Ficou maluco?
– Eu já disse que não quero me esconder de ninguém.
– Uma coisa de cada vez tá? – eu disse o afastando no momento em que a Katelyn veio falar com ele.
– Oi Josh! – ela disse com aquela vozinha nojenta e o abraçou.
– Oi Katelyn. – ele disse sem entusiasmo e a afastou. Mas isso não deve ter melhorado minha cara no momento.
– Vem vamos sair daqui. – ela disse o puxando pelo braço e me olhando com cara de nojo.
– Tudo bem, a gente se fala depois. – ele foi com ela, mas me deu um beijo no rosto antes.
– Eu juro, que ainda rasgo cada milímetro do rosto dessa vadia. – Eu disse a encarando de longe
.
– E eu juro que te ajudo. – Marcela disse com a mesma cara que eu.
– Vocês me dão medo, sério. – Kevin disse fingindo dar um passo para trás.
– Mas é bom você ter medo mesmo, porque se eu ver você com ela, eu mato primeiramente ela, e depois você. E eu tenho certeza que a Bells me ajuda. Entendido? – Mah disse fazendo cara de brava para o Kevin.
É você quem manda amor! – ele disse.
Ficamos conversando e depois fomos para a sala de aula. A todo o momento eu olhava para o outro lado da sala só para ver o que o Josh estava fazendo. Quase fui até lá dar uns tapas na Katelyn, porque ela estava perto demais, mas consegui me conter.
– Ei, tenta controlar esse ciúmes todo, daqui a pouco as meninas vão começar a perceber, ou pior, o Pierre vai perceber. – Marcela veio falar comigo durante o intervalo.
– Acho que ele nem iria se importar. Mas vou tentar ser mais discreta. – eu disse enquanto nos juntávamos ao resto do pessoal.
Estava muito chato aquele clima. Pierre ficava trocando mensagens com a namoradinha dele, Liz com o Otávio, Marcela e Kevin ficavam se agarrando. A única coisa legal era o Pietro tentando ensinar a coreografia de Single Ladies para a Emily. Uma das cenas mais bizarras que eu já vi. Mas o Josh chegou e tirou toda minha concentração da dança.
– Ei, pode vir dar uma volta comigo? – ele disse com aquele sorriso que tornaria impossível dizer não.
Todo mundo parou o que estava fazendo para olhar para nós.
– Claro, vamos. – Todo mundo menos a Mah e o Kevin e a Liz ficaram confusos.
Ficamos andando pela escola. Claro, todo mundo estava olhando (todo mundo mesmo!).
– Você acha que eu não percebi você olhando para mim o tempo todo? – ele disse.
– O que você esperava? Aquela loira vadia ridícula ficava dando em cima de você a cada cinco minutos.
– E isso tudo é ciúmes? – ele disse sorrindo torto.
– Pode ser, mas também é ódio, raiva, nojo, e novamente, ódio mortal! – eu disse em um tom de normalidade.
– Mas por que tanto ódio assim? Ela não é tão ruim, tudo bem que ela é mimadinha, mas é só isso, nada de mais.
– Acredite, ela é tudo isso e muito mais. Ela me da nojo.
– Será que algum dia alguém vai me contar o porquê de tudo isso?
– Um dia eu te conto, mas agora não é hora pra isso. – sorri para ele
– Tudo bem... A proposito, você está linda hoje. – ele disse e colocou o braço em volta de mim, e ficamos andando assim. O que me fez sorrir igual uma retardada.
Voltamos para a sala juntos, e a cara da Katelyn quando nos viu... Bom, digamos que a cena não foi das melhores. Foi até pior que a cara do Pierre. Mas eu simplesmente ignorei. Mais tarde tivemos permissão para ir embora mais cedo.
Quando eu estava saindo da aula, o Sam me ligou.
– Você está tendo aula agora? – ele perguntou quando atendi o celular.
– Estou saindo mais cedo nesse exato momento. – eu respondi – Mas por quê?
– Bom, alguns dos meus pacientes cancelaram as consultas de hoje, então tirei o dia de folga no hospital, – talvez eu não tenha mencionado, mas o Sam é médico, neurocirurgião – ai pensei em passarmos no estúdio para tocarmos algumas musicas. E tenta trazer o Pierre junto.
– Ok. Vou avisar ele e já vou pra ai. – Desliguei o celular e fui falar com o Pierre.
– A que devo a honra de sua presença? – Pierre disse quando cheguei para conversar com ele no estacionamento.
– Menos, por favor. O Sam ligou, e ele quer ir ao estúdio tocar algumas musicas agora.
– Tá bom, eu não tenho mais o que fazer mesmo. Mas seu amiguinho está esperando por você. – ele apontou para o Josh que estava encostado no meu carro.
– Depois conversamos sobre isso.
– Você é quem sabe. – ele deu partida na moto e foi embora.
Ótimo agora ele vai ficar bravinho! Só o que me faltava.
Fui ver o que o Josh queria comigo.
– Pode ir lá para minha casa? – ele disse sorrindo.
– Agora eu não posso, tenho que ir ao estúdio tocar algumas musicas com o Sam, mas mais tarde eu passo por lá eu acho.
– Ótimo, vou ficar te esperando. – Katelyn passou entre nós, me empurrando, mas por sorte eu ignorei. – Ela veio perguntar por que eu estava com você hoje.
– E o que você disse a ela? – perguntei.
– Que não era da conta dela, e isso não a deixou muito contente. – ele riu.
– É assim mesmo que se fala! Bom, eu preciso ir. Mais tarde nos vemos outra vez.
– Até mais então. – ele deu um beijo demorado no meu rosto e abriu a porta do meu carro para eu entrar.
Foi tudo bem no estúdio. Até o Sam me lembrar da maldita aposta e aparecer com uma água oxigenada. Logico que tomei a atitude mais correta nessa situação... Sai correndo.
– Para Sam! – eu gritei me escondendo atrás da bateria – Sai daqui demônio! Foi só uma aposta cretina.
– Para de graça, você perdeu a aposta! Vai ser por bem ou não? Você quem decide. – ele disse parando de correr atrás de mim. – Além disso, vai ser só um tempo, depois você muda de novo.
– Mas Sam...
– Mas nada! É isso ou você vai tatuar meu nome na testa.
E no final das contas, voltei a ser loira. Droga. Pelo menos eu convenci o Sam a me levar em um cabelereiro profissional para fazer o serviço. Graças a Deus.
Voltamos ao estúdio para mostrar o resultado para os meninos, e combinamos de ficar tocando alguns covers, depois de eu ser vitima de mil e uma piadinhas sobre loiras. Saímos de lá e era por volta das seis da tarde. Estava indo com o Sam pegar meu carro do outro lado da rua. Mas quando eu vi meu carro parei imediatamente.
– O que aconteceu? – Eu perguntei já entrando em estado de choque.
– Do que você está fal... Fuck! – Sam disse finalmente notando meu carro.
O carro estava destruído. Vidros quebrados, marcas de amassado provavelmente provocados por pedras. Retrovisor? Nunca mais os vi. O resto que não estava amassado estava riscado, e os pneus estavam furados. Havia uma folha de papel presa no capo do carro, fui até lá e peguei a folha.
– “Eu consigo tudo o que eu quero. E eu o quero! Isso foi só um aviso.” – li em voz alta – Vadia maldita!
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