Like The Stars Miss The Sun In The Morning Sky

11 Capítulo 11: Contando velhas historias.


Capitulo 11: Contando velhas historias.

Eu só queria matar aquela vadia no momento. Mas o Sam me convenceu a não ir até a casa dela, pois não tínhamos provas reais de que foi ela quem fez aquilo. Pierre me deu carona até em casa e aproveitou para ficar lá um pouco. O que foi bom, pois eu cheguei em casa já xingando a Katelyn de palavrões que nem eu me lembrava que conhecia, e ele serviu para explicar a minhas irmãs o porque do meu ataque. Ainda bem que o Thomas estava no quarto e não conseguiu ouvir nada.

Depois de xingar de todos os palavrões que eu conhecia, consegui me acalmar e decidi ligar para o Josh.

– Ainda bem que você ligou, já estava achando que você foi fazer uma turnê e me deixou aqui – ele disse quando atendeu o celular.

– Desculpa, eu sei que demorei. É que aconteceu um problema, e isso atrasou as coisas. Mas vem aqui pra casa, que eu te explico tudo. – eu disse, mesmo sabendo que o Pierre ainda estava lá.

– Tudo bem, já vou pra ai. – ele desligou.

– Se você quiser eu posso ir embora, para você e seu amiguinho ficarem a sós. – Pierre disse.

– Não começa, pois se fosse assim eu teria que sair toda vez que você esta falando ou mandando mensagem para sua namoradinha. – maldita hora em que eu respondi a provocação dele.

– Isso é totalmente diferente e você sabe.

– Não, eu não vejo por que seja diferente.

– Qual é Bells, você nem conhece esse cara, e já está colocando ele aqui.

– Eu não o conheço, mas serio, estou adorando conhecer. Por outro lado, você desde que começou a namorar ficou uma pessoa totalmente diferente.

– Ah não começa vai, eu nem gosto dela para falar a verdade. Só estou namorando porque os pais dela me obrigaram. Mas a questão aqui é que você está saindo com o inimigo.

– Inimigo? Não começa Pierre. Não vejo nenhum problema em sair com ele. – eu percebi que estava falando alto demais.

– Tá bom, sai com ele então. Mas quando der tudo errado, não vem dizer que eu não te avisei. – ele se levantou e foi embora e eu não tentei impedi-lo.

– Eu não vou nem dizer nada. – Liz disse, e por um momento eu tinha me esquecido de que ela e Ash estavam na sala assistindo toda a discussão.

– E eu muito menos. – Ash comentou também.

– O que? Vocês viram que foi ele quem começou com graça. – eu disse em minha defesa.

– Mana aquilo não era graça, era ciúmes. – Ash disse.

– Ah era só o que me faltava! – eu disse e elas riram. – Quando o Josh chegar avise que estou esperando ele lá no quarto.

– No quarto Bells?

– Relaxa, vou me comportar.

– Bom mesmo.

Fiquei no quarto mandando mensagens de texto para a Emily e para a Mah, e ficamos planejando uma vingança, mas nenhuma ideia parecia boa o suficiente por enquanto. Então ficamos planejando sobre o que fazer na festa. Josh chegou algum tempo depois.

– Pronto, já estou aqui. – ele me deu um beijo e se deitou ao meu lado na cama e eu deitei sobre o ombro dele. – Como foi no estúdio?

– Foi bom até. O pior foi o que aconteceu depois. – eu disse e comecei a contar a ele sobre o meu carro e que tinha certeza que foi a Katelyn quem fez aquilo.

– Como você tem tanta certeza de que foi ela? – ele perguntou.

– Eu sei, é a cara dela fazer algo do tipo.

– Acho que já esta na hora de você me contar por que vocês se odeiam tanto.

– É uma longa historia, mas tudo bem. – eu disse. – Quando eu tinha uns treze anos, Katelyn e eu éramos muito amigas. Eu deixava até de falar com o Pierre só para ficar andando com ela, e naquela época, entrou um garoto novo na escola. Era o Jonathan.

– Odeio esse cara. – Josh disse

– É, eu também. Mas quando ele entrou na escola eu gostava dele, então começamos a namorar, era coisa de criança, mas mesmo assim minha irmã deixou. Ficamos juntos por um pouco menos de um ano, até que eu estava indo pra escola um dia e vi ele beijando outra garota. Ele disse que não a conhecia, mas isso só piorou a situação. Fiquei muito triste com aquilo, ele era meu primeiro namorado oficial, tirando o Pierre.

– Eu sabia que você já teve algo com o Pierre. – Josh me interrompeu outra vez.

– Essa já é outra historia. Bom, depois de que aconteceu aquilo, eu me afastei do grupo da Katelyn, pra não ter que ver mais o Jonathan. E eu comecei a andar com uma menina que era mais velha, ela tinha uns dezesseis anos, o nome dela é Joyce. E ela me ajudava a esquecer do que aconteceu. Nós matávamos aula pra sair pela cidade, beber e fumar cigarro sem ninguém saber. Mas o problema é que descobriram que a Joyce gostava tanto de garotos como de garotas, então começaram a espalhar que estávamos juntas. Mas não era verdade. E se não bastasse isso, colocaram drogas na bolsa da Joyce e a escola descobriu e ela foi expulsa. E adivinha só quem fez tudo isso?

– Mas como você tem certeza de que foi a Katelyn quem fez isso tudo?

– Eu sei porque depois que a Joyce foi expulsa da escola, eu estava esperando o Sam ir me buscar na escola e eu estava sozinha na rua, até que chegou um grupinho, eram três meninas e dois meninos. Os meninos me cercaram e me seguraram enquanto as meninas me batiam, a Katelyn estava do lado assistindo, e quando eles acabaram ela disse que fizeram um bom trabalho. Então ela disse pra mim que eu era muito burra de ter achado que éramos amigas, e que foi ela quem fez a Joyce ser expulsa, e era uma amiga dela quem beijou o Jonathan só para eu terminar com ele, porque ela é quem queria ele e iria conseguir tudo o que ela queria. Depois disso eu desmaiei e acordei no hospital. Minha irmã queria ir a policia, mas eu achei um jeito melhor de me vingar.

– E como você se vingou? – Josh me perguntou.

– Bom, depois que eu contei para a Joyce ela mesma deu uma surra na Katelyn, e me chamou para destruir a casa dela. O que foi bem legal, – eu ri– mas depois disso tudo eu nunca dou chance para a Katelyn tentar algo contra mim, agora sou eu quem bate primeiro.

– Nossa! Eu nunca iria imaginar que aquela garota faria algo do tipo. Ela é louca. – Josh disse quando eu terminei de contar. – E o Jonathan sabe do que ela fez?

– Ele sabe, mas mesmo assim está com ela. Até porque eu já o recusei umas cinquenta vezes, e então ele volta atrás da Katelyn igual a um cachorrinho. Eles se merecem.

– E essa Joyce, vocês ainda se falam? – ele disse o nome dela com certa dificuldade, por causa do sotaque.

– Algumas vezes. Ela é DJ agora então às vezes vou a alguns shows dela. – eu disse.

– Entendo, mas estou preocupado com uma coisa. Se foi a Katelyn que fez aquilo no seu carro por minha causa, você não acha que ela pode fazer algo contra você outra vez?

– Ela sabe que não tenho medo dela. E só me fez aquelas coisas porque sabia que eu nunca iria esperar aquilo dela. Mas agora as coisas mudaram e muito.

– Se for preciso, eu te protejo, sou forte o bastante pra isso. – ele me abraçou e eu sorri.

Aquilo foi bom, eu estava feliz em contar aquilo a ele finalmente, e me sentia realmente segura ao lado dele. O que me fazia sentir algo muito bom por dentro.