Capítulo 26: Unconditionally.

Geralmente eu não sou muito fã de praias. Mas ficar na praia com meu amor era a definição de dia perfeito.

– Mô, você definitivamente não sabe como fazer desenhos na areia. – Mel me disse olhando para o desenho na areia que eu tinha feito de nós duas.

– Meu trabalho é fazer musicas e não desenhos mô. – eu ri.

– Depois vou te ensinar como se faz desenhos. – ela disse se gabando, já que desenhava bem.

– Nunca fui uma boa aluna de arte meu amor. – a puxei para mais perto. – Vamos voltar para a casa, já estou cansada.

Voltamos para a casa e eu fui tomar um banho enquanto ela preparava algo para comer.

– Amor vem comer, – ela apareceu na porta do quarto. – fiz lasanha só para você.

– Uau, se possível, eu até casava outra vez com você. – eu disse e ela entrou no quarto.

– Teremos muitos anos pela frente, e podemos nos casar várias vezes. – ela se deitou na cama e me puxou junto com ela.

– E você acha que vai ser fácil ficar a vida toda do meu lado? – a fiquei olhando na cama.

– Bom, fácil não irá ser. – ela sorriu de lado. –Mas você não resiste ao meu charme baby. É só te encher de beijo que você fica caidinha por mim.

Ela começou a me beijar devagar.

– Acho que eu não sou tão difícil quanto pareço. – eu disse entre o beijo sorrindo.

– Nem um pouco. – ela sorriu.

A primeira peça de roupa dela a deixar seu corpo foi a camiseta que ela vestia. Ainda depois de todo aquele tempo, eu estava completamente apaixonada. Cada parte do seu corpo me fazia querer mais, cada parte me fazia ver o quando ela era perfeita, ate quando tinha suas imperfeições. E até mesmo o jeito com que ela me fazia sorrir de lado quando sussurrava coisas safadas para mim.

– Olha para mim. – ela pediu enquanto eu estava no colo dela e arranhou minha cintura. – Seja boazinha.

Gemi no ouvido dela e ela suspirou alto.

– Não sei ser boazinha. – mordi o lábio inferior dela.

Ela me empurrou na cama, e segurou meus braços acima da minha cabeça.

– Eu disse para ser boazinha, agora não vai poder brincar. Só eu posso.

– Não me parece muito justo. – eu sorri.

– Não precisa ser justo. – ela soltou minhas mãos devagar e desceu pelo meu corpo distribuindo beijos. – Só precisa ser bom.

A língua dela percorria meu corpo com urgência. Ela sabia o jeito como eu gostava, e amava me fazer implorar por mais. A cada gemido que ela arrancava de mim, eu também arrancava suspiros e sorrisos maliciosos dela. E ela fazia com que eu me entregasse a ela com facilidade, e com urgência, naquele momento, ela me tinha por completo.

Depois de termos chegado ao máximo, ela estava deitada na cama me observando enquanto eu me vestia.

– Acho que a comida já esfriou. – ela riu.

– Não tem problema, depois comemos. – peguei o violão que estava encostado na parede do quarto. – Foi uma boa ideia ter trazido isso.

– Depende. – ela se sentou na cama, me dando espaço a frente dela. – Vai me fazer uma serenata?

– Vou. – me sentei de frente para ela. – Só não sei o que cantar.

– Cante o que sente. – ela pediu com um sorriso no rosto.

Sabia o que cantar, e as notas foram se formando, estava meio nervosa em cantar o que sentia, então escolhi uma musica conhecida. Sabia o quanto ela gostava da Katy Perry, e o quanto ela me tinha feito gostar. Então decidi Unconditionally.

Quando terminei de cantar a musica para ela, ela estava sorrindo para mim, se aproximou um pouco, e sussurrou no meu ouvido:

– I will love you, unconditionally. – a voz dela me fez arrepiar, e naquele momento, eu sabia que aquilo era uma promessa.