Like Never Before.

2 Uma Tarde Não Tão Comum


Notas iniciais
Obrigada pelas reviews gente, de verdade :) Que bom que gostaram!

Finn não podia acreditar naquilo que estava vendo. Rachel, a irmã mais velha de Puck. Sua primeira paixão. A menina que fugiu de casa logo depois da formatura, estava ali. Bem na frente dele e agora sim ele podia dizer que ela era bem pequena. Sorriu sozinho ao ver ela reclamar de algo que estava diferente no quarto dela. Achou melhor saber o que estava acontecendo ali. Foi até o quarto de Puck e deu duas batidas na porta. Esperou o amigo abrir a porta e assim foi feito. Puck abriu a porta e quando viu que era Finn, logo deu passagem pro amigo entrar, pra logo depois fechar a porta.


Hey Doc. – Puck cumprimentou o amigo.

– E ai cara, tudo bom? – Finn perguntou lhe dando um tapinha nas costas.

– Não. – Puck falou rapidamente.

– O que houve? – Finn perguntou curioso. – Aquela menina no quarto da Rachel, é ela mesma?

– É. – Puck riu nervoso. – Eu recebi uma ligação ontem de madrugada da delegacia de São Francisco. Acredita nisso? – Estava transtornado. – Rachel foi presa Finn!

– O que?! – Finn ficou surpreso. – Presa? O que ela fez?

– Foi pega com aquele idiota do namorado dela roubando uma loja de conveniência. – Puck estava irritadíssimo.

– Roubando loja? Como assim? – Finn ficou chocado.

– Eu nunca gostei de comentar isso com ninguém. Quando Rachel fugiu de casa, isso virou um inferno. Meu pai zerou a conta dela, a deixou sem dinheiro nenhum. Ele ficou acabado. Como você sabe minha mãe ficou até internada porque teve principio de depressão. Os dois primeiros anos foram um verdadeiro caos. – Finn ouvia o desabafo do amigo. – Eu nunca gostei de falar sobre isso com ninguém. Minha mãe sofreu demais e agora com a volta da Rachel, eu estou com medo que ela sofra de novo.

– Mas, porque ela fugiu? – Finn não entendia. – Qual o motivo?

– Ela fugiu com aquele idiota do Jesse. Foram pra Nova York. – Puck agora sentia algo como raiva. – Ele não conseguiu a bolsa de futebol na UCLA. Convenceu-a de ir com ele e fugiram logo depois da formatura.

– Como você a achou? – Finn tentava esclarecer todas suas duvidas.

– Ela ligou ontem da delegacia. Falou que tinha sido presa e precisava de ajuda. – Puck coçava a cabeça. – O que eu iria fazer? Ela minha irmã! Fui até São Francisco, paguei a fiança e trouxe-a pra casa. Acredita que ela nem me reconheceu?

– Acredito. Afinal, quase 6 anos sem te ver. – Eles mudaram demais. – E o Jesse? – Finn perguntou.

– Fugiu. – Riu nervoso. – Segundo Rachel, ele foi quem roubou a loja. Ela estava com ele e acabou se ferrando.

– Que loucura cara. – Finn estava perplexo.

– Cheguei em casa já era de manhã. – Desabafou. – Nem tive coragem de ir pra escola.

– Claro. Te entendo. – Finn falou. – Depois te passo a matéria.

– Valeu Doc. – Puck sorriu agradecido. – Vou comer algo. Você quer?

– Não, não. – Finn agradeceu. – Almocei na escola. Eu queria o Mass Effect 3. Você me empresta? Meu pai ficou de comprar pra mim, mas ele não comprou ainda e eu to louco pra jogar. – Riu.

– Claro. Pega na gaveta de jogos ali. – Puck falou e saiu, buscando o que comer.


Finn se abaixou e começou a procurar na gaveta de jogos pra videogame do amigo. Rachel saiu o quarto e ouviu um barulho no quarto do irmão. Sabia que cedo ou tarde ela iria ter uma conversa com a família e não poderia evitar aquilo. Foi andando até o quarto do irmão e viu um menino abaixado mexendo nas gavetas do armário dele. Quem era aquele garoto? Ela abriu a porta e fez um barulho de propósito, esperando que ele a notasse. Finn virou pra trás e viu Rachel. Levantou-se rapidamente, surpreso pela presença dela ali. Rachel ergueu as sobrancelhas querendo saber quem era aquele cara. “Nada mal” pensou Rachel. Ele era bonito. Era gigante, tinha os ombros largos e as mãos eram enormes. Viu ele colocar um sorriso torto no rosto e se encantou mais ainda.


– Oi. – Finn não sabia o que dizer, então achou melhor ser curto e educado.

– Oi. – Rachel respondeu no mesmo tom. – Quem é você?

– Não se lembra de mim? – Finn arqueou as sobrancelhas em surpresa.

– Deveria? – Agora foi a vez de Rachel ficar surpresa.

– Bom, você me conhece desde que eu nasci, então sim. – Riu baixo ao ver a cara de confusão dela. – Finn. Meu nome é Finn.

– Filho dos Hummel? – Rachel arregalou os olhos surpresa. Aquele garotinho franzino e minúsculo virou aquele homem todo? – Nossa, você esta bem diferente.

– É o que acontece durante os anos. As pessoas mudam. – Riu divertido. – Quer dizer, quase todas. Você continua a mesma.

– Nem tanto. – Rachel ficou um pouco mais séria.

– Bom, eu acho melhor eu ir embora. – Colocou o jogo debaixo dos braços e foi se encaminhando até a porta. E parou se virando pra Rachel. – Sabe... Eu não sei por que você fugiu. Mas, sua mãe sofreu demais. Se você não tem intenção de voltar a conviver com eles, é melhor você voltar pra onde você estava.

– C-como? – Rachel se surpreendeu. Não esperava por aquilo. Quem aquele moleque pensava que era pra falar com ela daquela maneira?

– Rachel, Shelby é como se fosse uma mãe pra mim. E eu sei como ela sofreu durante todo esse tempo, e o tempo que ela levou pra fechar a cicatriz que você deixou aberta quando você foi embora. E ela não merece sofrer mais. – Finn foi sincero e direto no que falou. – É obvio que eu não tenho direito de me meter nos assuntos da família Berry, mas eu me sinto parte dessa família também, e não quero ver ninguém se machucando.

– Hum. – Depois dessa, Rachel não tinha nada pra falar. Ela sabia que as ações dela tiveram conseqüências, mas não sabia que havia causado tanto dano naquela família. – Tudo bem.

– Até mais. – Finn sorriu simpático e foi saindo do quarto, mas esbarrou com Puck na escada. Rachel viu os dois conversando e se aproximou um pouco pra ouvir a conversa.


– Já ta indo? – Puck perguntava com um saco de batata frita na mão e um suco na outra.

– Já. Meu pai chega de Nova York hoje, ai já sabe... – Finn sorria. – Jantar em família!

– Sei, sei como é a Senhora Carole. – Puck riu. – Vai levar alguém? – Sorriu malicioso.

– Quem te falou? – Finn nem estava surpreso.

– Ninguém. Só perguntei. – Puck continuava rindo. – Então? Quem é a felizarda da semana?

– Que besteira! – Finn riu. – Vou levar Santana.

– Santana? – Puck arregalou os olhos. – Sério? – Finn concordou com a cabeça. – Wow! As coisas estão ficando sérias?

– Não... – Finn coçou a cabeça. – Sei lá. Eu gosto dela, mas... Hmm. Nem sei.

– Entendi. – Puck riu.

– Deixa eu ir lá cara. – Finn deu um soquinho no ombro de Puck que riu e o abraçou de lado.

– Tchau Doc! – Finn descia as escadas sob os olhares de Rachel que havia escutado a conversa toda.

– Tchau Puck. – “Pelo menos Noah tinha amigos”, foi o que Rachel pensou antes de voltar pro seu quarto. A conversa com o irmão poderia ser adiada.