Like Never Before.

1 Um Dia Comum


Notas iniciais
Tive a idéia pra essa fic e fiquei animada pra escrever; e não se preocupem que não vou abandonar a 'Lust'. Espero que vocês gostem! :)

Finn abriu os olhos de uma vez. Sentiu a cabeça girar ao olhar pro teto de seu quarto enquanto ouvia aquele som irritante do despertador de seu celular. Ergueu o braço e buscou o aparelho, desativando o som do mesmo. Ficou deitado por mais alguns minutos tentando se acostumar com despertar repentino. Levantou-se da cama coçando os olhos. Respirou fundo sabendo que seu dia ia ser corrido. Além da escola e do treino de futebol americano, ainda tinha suas obrigações na clínica do padrasto, ou como ele mesmo gostava de chamar, seu pai. Abriu a porta do banheiro e se olhou no espelho. As olheiras estavam denunciando que não havia dormido direito. Deu com os ombros, nunca ligou para o que os outros pensam dele, mesmo. Tomou seu banho, escovou os dentes e colocou suas roupas. Desceu as escadas da luxuosa mansão onde vivia. Sorriu ao ver os empregados correndo pra lá e pra cá. Viu sua mãe sentada à mesa folheando uma revista e sorriu se aproximando.


– Bom dia! – Falou beijando a bochecha dela.

– Oh meu amor! Bom dia. – Disse Carole sorridente.

– Vai sair hoje? – Finn se sentou pegando um pedaço de pão.

– Sim. Vou até Malibu resolver umas pendências da casa da ultima venda que eu fiz. – Finn concordou com a cabeça e olhou no relógio de pulso. – Está atrasado?

– Não. Tenho mais alguns minutos. – Falou bebendo o suco que acabara de por no copo. – Onde está Kurt?

– Dormiu na casa da Mercedes ontem. – Carole se levantava. – Seu pai chega de Nova York hoje. Então quero você em casa às 7, pro jantar.

– Pode deixar. – Terminava de comer o pão. – Estarei aqui.

– Se quiser pode trazer Santana. – Carole pegava sua bolsa. – Vocês fazem um ótimo casal.

– Já disse que Santana não é minha namorada mãe. – Finn esclarecia aquilo pela milésima vez.

– Tudo bem, tudo bem. – Revirou os olhos. – Se cuide ein! Juízo. Bom dia. – Deu um beijo na testa do filho e saiu.

– Bom dia Finn. – Uma senhora já de idade entrava na sala.

– Bom dia Olivia. – Finn sorriu simpático. – Puck ligou?

– Não. – Começou a tirar a mesa. – Você vai se atrasar menino!

– Eu sei. – Riu. – To indo lá! – Deu um beijo na bochecha da mulher que sorriu. Pegou sua mochila, as chaves do carro e saiu.


Finn era um rapaz adorável. Além de lindo, era educado, integro e amável com as pessoas. Nascer em um berço ouro não fizera muita diferença para a formação de caráter dele.

Os Hummel eram ricos. Rico é até pouco. Eram podres de rico. Burt era filho de médico. Seguira a mesma profissão do pai, e queria que Finn seguisse a mesma profissão dele. Investiu ao abrir um clinica na Califórnia, e quando deu por si sua clinica expandiu, se tornando a clínica mais freqüentada por famosos e pessoas com dinheiro. Tinham sedes por todos Estados Unidos. Mas agora Burt estava centrado na política. Candidatou-se ao congresso e ganhou, e agora tentava concorrer ao senado, e ao que tudo indicava, ele seria um dos novos senadores da Califórnia. Burt e Carole se conheceram quando Finn tinha apenas alguns meses de vida. Por isso para ele Burt era seu pai e ponto final. Quando Finn tinha 2 anos, Carole ficou grávida e deu a luz ao seu irmão, Kurt. Finn acenou para um dos jardineiros e entrou em seu carro. Um Aston Martin amv01. Assim como Burt, ele era apaixonado por carros. Dividiam essa paixão, como várias outras. Saiu do luxuoso condomínio localizado em Hollywood Hills. Viu uma jovem e famosa atriz passeando com seu cachorro, mas nem ligou pra isso. Aquilo já era comum por ali. Após dirigir por alguns minutos chegou até sua escola. O McKinley era uma escola caríssima, localizada em Bel Air. Talvez a mais cara de toda Califórnia. Ele não sabia muito bem quanto era, mas já chegou a escutar uma conversa dos pais sobre algo como 200 ou 300 mil dólares ao ano. Estacionou o carro e sorriu ao ver a ‘amiga com direitos’ vindo até ele.


Hey babe. – Disse ele.

Hey Doc! Sentiu minha falta? – Santana sorriu ficando na ponta dos pés para beijá-lo.

– Como sempre. – Sorriu e pegou na mão dela.

– O que vai fazer hoje a noite? – Santana perguntava empolgada.

– Ah, meu pai ta chegando de NY, então já sabe. Jantar em família. – Falou sem muita empolgação.

– Ah sim... – Pareceu ter murchado depois disso.

– Se você quiser ir, está convidada. – Finn falou depois de ver a cara dela.

– Ótimo! Estarei lá. – Sorriu e deu um selinho no garoto. – Tenho que ir, te vejo mais tarde.

– Tudo bem. Vou procurar Puck. – Sorriu e foi pra outro lado.


Finn e Santana foram criados juntos, o pai de Santana era um dos médicos na clinica de Burt, por isso sempre estavam juntos nas festas de família, reuniões e tudo mais. Eles estavam ficando há quase cinco meses, mas nenhum dos dois queria rotular aquela relação, nem dar nome aos bois. Finn rodou a escola inteira e não viu Puck em lugar nenhum. Deu com os ombros e ouviu o sinal tocar. Hora de estudar!


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O sinal bateu e Finn suspirou aliviado. Hora de ir embora! Saiu apressado da sala e começou a buscar Puck com os olhos, inutilmente. Não o achou em lugar nenhum. Viu Sam conversando com uma menina e se aproximou.


– Samuel! – Gritou pra Sam que virou sorrindo.

Doc! – Abraçou o amigo de lado.

– E ai Charlotte. – Finn sorriu pra menina que se derreteu por dentro. – Você viu o Puck? – Voltou o olhar pra Sam.

– Nem vi cara. – Respondeu coçando a cabeça. – Deve ter perdido a hora, sei lá.

– Acho que sim. – Viu Santana do outro lado do corredor. – Valeu então cara! Tchau.


Finn saiu dali antes que Charlotte o agarrasse. Passou os braços pelo ombro de Santana e foram andando até a saída, enquanto conversavam sobre o jantar de hoje.


– Quer que te leve em casa? – Finn indagou.

– Não. Estou de carro. – Respondeu enquanto mostrava a chave do carro.

– Tudo bem. – Sorriu e se aproximou encostando os lábios com os dela. Foi um beijo rápido, mas qualquer menina – e alguns meninos também – daquele pátio dariam tudo pra estar no lugar dela. – Te vejo as sete então?

– Com certeza. – Sorriu e cada um entrou em seu carro.


Finn estava preocupado com Puck. Ele era um pouco “porra-louca”, mas não era de faltar aula. Então resolveu passar na casa do melhor amigo pra saber se algo tinha acontecido. Eles moravam perto, então nem era tanto desdobramento assim. Parou o carro na entrada e o porteiro logo o reconheceu, soltou um aceno com a cabeça e entrou no condomínio de luxo, indo até a casa do amigo. Puck era filho de um famoso empresário do ramo da televisão, Hiram Berry. Sua mãe, Shelby, não fazia nada da vida. Só cuidava da casa e do filho. Depois que Rachel, a irmã mais velha de Puck fugiu de casa, Shelby ficou desolada, chegou até mesmo a ficar um tempo internada numa dessas clinicas de reabilitação. Mas aquilo era um assunto que ninguém tinha o atrevimento de tocar. Nem mesmo Finn que era como um irmão pra ele. Viu a moto caríssima de Puck estacionada na entrada e mais um carro, que julgou ser barato demais para ser de alguém daquela família. Estacionou o carro e logo saiu, andando em direção a casa do amigo. Bateu duas vezes e viu a empregada abrir a porta.


– Oh, olá Finn! – Falou sorrindo. – Entre.

– Oi Jenna. – Finn devolveu o sorriso. – Noah está em casa?

– Sim. – A mulher fechou a porta. – Esta no quarto dele. Vá lá. Ele precisa de um amigo agora. – Falou fechando o sorriso.

– O que houve? – Finn indagou preocupado.

– Acho melhor ele dizer. – E saiu sem mais explicações.


Finn não entendeu e achou melhor ver o que estava acontecendo. Subiu as escadas e foi andando em direção ao quarto de Puck. Franziu a testa ao ouvir um barulho no quarto que estava abandonado a quase seis anos. Curioso como sempre, Finn seguiu o barulho e viu que tinha alguém dentro do quarto da irmã mais velha de Puck. Arregalou os olhos. Ninguém entrava naquele quarto! Será que era o dono do carro que estava do lado de fora? Enfiou a cabeça um pouco e viu que era uma mulher. Ficou mais curioso ainda ao ver que a menina estava de toalha e que essa tinha ido pro chão. Finn sorriu malicioso e se lembrou de uma cena quase igual a essa.


Flashback


Finn estava na casa de Noah para comemorar o Bar Mitzvah do amigo e estava achando aquilo tudo muito intediante. Até que resolveu passear pela casa e achou algo muito mais divertido de se fazer: Espiar a irmã mais velha de Noah trocar de roupa. Ele sempre achou Rachel perfeita e tinha quase certeza que aquela era a primeira paixão dele. O único problema é que ela tinha 17 anos e ele só tinha 12. Deu com os ombros. Por enquanto só queria ver a menina trocar de roupa. Por hora só aquilo estava bom. Mas ouviu um barulho vindo da escada, arregalou os olhos e saiu correndo dali. Escondeu-se no quarto de Puck, mas deixou a porta um pouco aberta. Viu que era Jesse, o namorado de Rachel. Para ele, Jesse era imenso. O cara tinha 18 anos, era quarterback do time de futebol do McKinley. Viu Jesse abraçando Rachel – que já estava devidamente vestida. – por trás e viu como ele ficava mais enorme ainda ao lado dela. Sempre ouvia os outros dizerem que Rachel era pequena, mas ele não achava isso. Rachel era maior que ele! Naquela tarde mesmo tinha se queixado com o pai que ele não crescia. Finn era pequeno. Pequeno até demais para um garoto de 12 anos. Às vezes parecia ter 10 anos de tão magrelo que era. Burt já tinha explicado que ele iria crescer quando entrasse na puberdade, e foi o que aconteceu. Dois verões depois, Finn cresceu quase 40 centímetros ficando maior que Puck. Resmungou qualquer coisa ao ver eles se beijando e saiu dali discretamente.

Fim do Flashback


Finn perdeu a noção do tempo observando aquela menina se trocar, até que acordou de suas lembranças num estalo ao ver que a intrusa no quarto de Rachel, era a própria.


– Ra-Rachel? – Sussurrou mais pra si do que pra ela.


Notas finais
Já me desculpo por qualquer erro, eu escrevi isso às 2 da manhã e nem revisei :P A história é meio louca, sei lá. Mas espero que vocês gostem! Reviews? :)