Like Never Before.

4 Segundas Impressões


Notas iniciais
Gente, muito obrigada pelos reviews, sério mesmo. Boas vindas pra quem começou a ler agora e espero que continuem acompanhando :) Mais uma vez, já me desculpo por qualquer erro.

Três semanas se passaram e Finn não havia visto Rachel desde o incidente na locadora. Se antes, quando era mais novo ela tinha uma imagem quase que perfeita dela, agora tudo isso tinha ido por água abaixo. Ela era prepotente, arrogante, antipática e egoísta. Uma verdadeira idiota. Era isso que ele pensava dela. E com ela não era diferente. Finn era o típico riquinho metido a humanitário. Fingia se preocupar com as pessoas. Sempre portando aquele sorriso ridiculamente lindo, tratando todas as pessoas bem, sem importar com a classe delas. Querendo ser bajulado pro todos. Um verdadeiro idiota. Era isso que ela pensava dele. Sempre que Finn até a casa de Puck evitava cruzar com ela. E sempre que ela sabia que ele estaria lá se trancava em seu quarto.


Era a primeira sexta feira do mês de novembro e Finn saía aliviado da escola. Não havia reprovado em nada e tinha conseguido apenas uma nota B, o resto era sempre A. Finn era inteligente demais, e sempre tirou notas boas. Um verdadeiro orgulho pros pais. O natal estava chegando, e as férias estavam batendo na porta. Claro que ele não teria tantas férias assim. Ele tentaria medicina pra varias universidades, então continuava estudando feito louco. Burt já tinha reservado uns 20 dias de férias e como Kurt era do 1º ano já havia acabado quase todas as obrigações na escola. Além disso, o aniversário de Finn estava próximo. Aconteceria em duas semanas. O que causava um frisson entre os estudantes. Era a festa de 18 anos do queridinho da escola, do filho prodigo da família Hummel, do quarterback do time, do voluntário no hospital publico. Os convites já estavam sendo enviados e a noticia que seria um baile de máscaras surpreendeu a todos, inclusive Finn.


Era outono e o dia estava lindo em Los Angeles. Não tinha muito sol, mas o clima era assustadoramente acolhedor. Na casa dos Berry, Puck e Hiram foram até a casa de lago da família para pescar. Era algo que sempre faziam nessa época do ano, já Shelby tinha ido até Chicago visitar os parentes antes das viagens de fim de ano, que nesse ano seria na França. Hiram convidou os Hummel para passarem o ano novo com eles em Paris, na casa de praia deles. O que não foi bem recebido nem por Rachel, nem por Finn. Mas teriam que se aturar. A noite tinha caído e Rachel ficou em casa sozinha, pois não quis acompanhar ninguém. Já na casa dos Hummel tudo estava bem. Kurt, Mercedes e Tina estavam fazendo uma pequena festa do pijama, enquanto Carole e Burt namoravam no sofá em frente à lareira após uma onda de frio passar pela cidade. Finn descia as escadas com uma calça jeans, um all star e uma camisa do Rolling Stones acompanhado da jaqueta de couro em sua mão esquerda.


– Vai sair filho? – Burt perguntou.

– Sim. – Respondeu chegando perto deles. – Vou entregar um jogo que peguei emprestado com Puck e depois vou me encontrar com Santana e o pessoal da escola pra comemorar a ultima vitoria do time de basquete da escola – Explicou

– Sei... – Carole falou. – Vai voltar que horas?

– Não sei mãe. – Falou rindo.

– Use camisinha ein! – Carole disparou arrancando uma risada de Burt e deixando Finn envergonhado.

– Tchau! – Falou saindo rapidamente.


Finn entrou em seu carro e em minutos já estacionava na casa de Puck. Olhou pro céu e viu que uma chuva leve começava a cair, foi até a porta e tocou a campainha. Estranhou um pouco, pois Jenna nunca demorou tanto assim pra abrir a porta. Tocou de novo. Nada. Deu três batidas. Nada. Quando já estava desistindo ouviu a porta abrir e se virou vendo Rachel já de pijamas ali.


– Onde esta Jenna?

– Dei folga pra ela e pros outros empregados.

– Ah sim...

– O que você quer? – Perguntou com sua delicadeza de sempre.

– Vim entregar isso pro Puck. – Falou estendendo a mão e mostrando o jogo.

– Pode deixar aqui em cima. – Apontou pra uma pequena mesa que ficava na sala. Finn olhou pra Rachel e viu que ela estava um pouco abatida. O nariz vermelho, os olhos lacrimejados, a voz um pouco fanha. O que aconteceu ali?

– Você esta bem?

– Sim.

– Tem certeza? Parece que está abatida. – Falou como se dissesse o obvio.

– Por que você sempre tem que fazer isso? – Perguntou irritada.

– O-O que? – Não entendeu. – O que eu fiz agora? – Soltou uma risada nervosa

– Você é tão educado. Tão simpático e tão prestativo. – Falou irritada. – Você não pode ser assim o tempo todo. – Finn não soube o que dizer e começou a rir. – Falei alguma piada?

– Na verdade sim. Qual o seu problema com pessoas educadas e simpáticas? – Não entendia aquela menina.

– Meu problema é que elas não existem no meu mundo. – Falou séria e Finn fechou o sorriso.

– Nem todas as pessoas são ruins, Rachel. Seja lá em qual for o mundo. – Rachel foi falar algo, mas começou a ter uma crise de espirros. Finn se afastou por um momento e ao ver que ela parou de espirrar ele se aproximou. – Você ta bem?

– Estou. – Falou enquanto passava a mão no rosto. – É só uma crise de rinite. Essa mudança de tempo sempre faz isso. – Se esquivou ao ver Finn levando a mão até a testa dela.

– Calma. – Finn riu e colocou a mão nela, constatando que ela estava com febre. – Deus, você esta queimando de febre. – Ele disse.

– Não. – Falou rápido, — Eu estou bem. Vou tomar um banho e tomo uma aspirina. Amanha acordo outra pessoa. – Forçou um sorriso.

– Nada disso. – Finn falou tirando a jaqueta e colocando em cima do sofá. – Eu fico aqui com você ate você se sentir melhor.

– Você não precisa fazer isso Finn.

– E você não precisa afastar pessoas que querem te ver bem. – Falou sem pensar e depois limpou a garganta. – Você é irmã do meu melhor amigo. Não posso deixar você aqui, sozinha nesse estado.

– Tudo bem. – Rachel se deu por vencida. Devia ser a febre falando mais alto. Foi o que ela disse pra si mesma.

– Toma um banho frio, vou fazer uma compressa de água.


Rachel não sabia o que tinha dado nela. Uma mulher de 23 anos, obedecendo às ordens de um pivete de 17 anos, que ela nem sequer ia com a cara. Realmente delírios de febre são horríveis. Finn buscou uma sacola térmica e colocou água com gelo dentro. Depois ligou pra Burt falando o que estava acontecendo e que talvez passasse a noite ali com a irmã do amigo. Burt falou o que ele deveria fazer e que se caso ela não melhorasse era pra Finn levar ela no hospital. E assim Finn fez, pegou o remédio que Burt orientou e subiu as escadas levando um copo de água, o remédio e a bolsa térmica. Entrou no quarto de Rachel e ouviu um barulho vindo do banheiro.


– Rachel, eu deixei um remédio aqui em cima do criado-mudo.

– Tá. Obrigada. – Obrigada? Ela realmente estava delirando. Finn pensou.

– Vou fazer uma ligação. Já volto.


Finn saiu do quarto e encostou a porta. Tirou o iPhone do bolso e discou o numero de Santana. Chamou, chamou, chamou, mas ninguém atendeu. Tentou o numero de Sam, mas aconteceu o mesmo. Depois ligou pra Mike e por fim o amigo atendeu.


– Hey Mike.

– Fala ai Doc!

– A Santana ta por ai? – Aumentou o tom da voz porque ouviu um barulho muito alto do outro lado.

Sim, sim. – Ouviu Mike gritar por Santana.

Alô?

– Santana?

Finn? Onde você está? – O barulho diminuiu.

– Oi. Aconteceu algo de ultima hora. – Tentava explicar. – Não vou poder ir hoje.

Ah... Que chato! – Ela parecia um pouco alterada

– Eu sei... Depois eu faço uma reuniãozinha la em casa pra galera. – Tentou acabar com aquela situação.

Tudo bem então Doc. – Falou mais alto. – Tchau

– Tchau. – Finn sorriu e desligou o celular.

– Você não precisava ter feito isso. – Ele se virou no susto.

– O que? Cuidar de você? – Sem entender.

– Sim. – Rachel estava encostada no batente da porta. – E deixar de sair com seus amigos pra fazer isso. Vamos ser sinceros: Eu não te tratei bem nenhum dia desde que cheguei aqui.

– Você pode me compensar depois de hoje. – Riu ao ver a cara dela. – E quanto aos meus amigos... Eles são meus amigos sim, mas você é família. – Rachel não soubesse o que dizer apenas sorriu e sentiu a pele arrepiar quando Finn colocou os braços em volta do ombro dela a puxando pra dentro do quarto.

– Eu acho que te entendi errado. – Rachel falou pegando o comprimido da mão dele, que fez uma cara de paisagem. – Você é um cara legal Finn. – Sorriu e tomou o remédio.

– Eu acho que essa sua febre deve estar muito alta. – Finn disse colocando a mão na testa dela.

– Também acho. – Ela sorriu e se deitou na grande cama de casal sob os olhares de Finn.

Notas finais
E ai, o que estão achando? Não se já junto eles ou espero mais um pouco hmm hihihi reviews?