Like Never Before.

5 Terceiras Impressões


Notas iniciais
MONCHELE IS ON! Tô muito feliz, vocês não tem noção UAEHEAUHEAU Enfim, Desculpa a demora, mas uma nuvem negra pairou por aqui. Eu já tinha escrito dois capítulos - que eu amei escrever - dessa fic e 2 capítulos da Lust, mas o hd no notebook queimou e eu não tinha passado pro pendrive, ou seja, perdi TUDO. Quase chorei hahaha, maaas, escrevi de novo né? Vamos lá!

Rachel estava deitada em sua cama segurando a sacola de gelo na testa, enquanto Finn estava em pé, olhando umas fotos em mural que ela tinha no quarto. Sorriu ao ver que ela fazia o tipo party girl, sempre rodeada de amigos e sempre a mais louca das fotos. Olhou pra ela e teve vontade de fazer uma pergunta, mas se segurou. Continuou vendo as fotos.


– Puck... – Ela sussurrou.

– O que? – Ele se virou ao ouvir a voz dela.

– Eu sempre vejo você e os outros amigos do Noah chamarem ele dessa forma. O que significa isso? – Perguntou ela.

– Ah... – Ele sorriu. – É um apelido. Nem me lembro o motivo, nós éramos bem novos. – Riu.

– E Doc? Seus amigos também te chamam assim.

– Doc é de doctor, doutor. – Ele se aproximou e ficou olhando dela de pé.

– Você quer ser médico?

– S-sim. – Não respondeu muito seguro disso. – Eu gosto de ajudar as pessoas, e existe forma melhor de ajudar do que salvar a vida delas?

– Você não precisa ser médico pra ajudar as pessoas – Falou como se estivesse dizendo que o céu é azul.

– Eu sei... – Continuava de pé. – Mas sei lá. Meu avô é médico, meu pai também. Fica tudo entre família. – Ele sorriu e ela se mexeu pro outro lado da cama, indicando que ele podia se sentar ali.

– Você não precisa fazer tudo que sua família quer que você faça. – Viu ele se sentar e olhou pro teto.

– Assim como você? – Ele disse pra logo se arrepender ao ver a expressão dura no rosto dela.

– Sim. Assim como eu. – Ele se deitou ao lado dela e os dois ficaram olhando pro teto.

– Posso te fazer uma pergunta? – Ela suspirou.

– Sim. – Já sabia o que ele iria perguntar.

– Foi difícil? – Ela virou a cabeça pra ele. – Foi difícil abandonar seu família, seu irmão, seus amigos... Deixar todo esse conforto pra trás, pra fugir?


Rachel não esperava por isso. Pensou que ele fosse perguntar o porquê dela ter indo embora, ou até mesmo porquê ela voltara. Mas por essa ela não esperava. Ela piscou algumas vezes pensando na resposta e voltou a mirar o teto.


– No começo não. Eu tinha 17 anos, sempre fui imprudente. Já tinha sido detida algumas vezes na delegacia, aqui em Los Angeles. Nada sério, era sempre por bebida, direção imprudente no transito, por festejar até tarde... Eu vivia como se não tivesse amanhã. Como se minhas ações não fossem gerar conseqüências. Quando eu fui pra Nova York, eu era essa menina. Eu estava apaixonada, morta de amores por Jesse. Eu faria tudo por ele. E fiz. – Ele a ouviu suspirar. — Nos primeiros meses foi tudo tranqüilo. Eu tinha um dinheiro, ele também. Nós ficamos num hotel. – Ela riu sarcástica. – Éramos dois idiotas. Logo o dinheiro acabou e ficamos morando de favor com uns amigos que fizemos. O plano de Jesse era tentar uma vaga em times de futebol americano, mas obviamente não deu certo. Ele começou a trabalhar numa padaria, conseguimos pagar um aluguel e eu tive que me virar. Eu que nunca tinha lavado uma meia sequer, tive que aprender a cozinhar, lavar roupa, limpar a casa. Depois Jesse se meteu com um pessoal errado e eu me desesperei. Quando dei por mim ele tava ajudando uns traficantes no Bronx. – Finn estava perplexo com aquilo tudo, mas não falava nada. Só ouvia. – Eu não me orgulho disso... Mas eu já cheguei a ajudar ele. Já vendi drogas pra uns garotos. Já cheguei a fugir da policia, e até mesmo fui confundida com prostitutas. – Ela se virou pra ele. – Acredita nisso? Depois de alguns anos, as coisas começaram a se complicar por lá e ele decidiu voltar pra Califórnia e acabamos parando em São Francisco. Ele roubou uma loja de conveniência, fugiu e eu fui presa. – Ela terminou com um sorriso triste no rosto.

– Você ainda gosta dele?

– Não sei. – Respondeu com sinceridade. – Nós passamos por muita coisa juntos e eu sempre estive lá por ele. De uma forma que ele nunca esteve presente por mim.

– Bom, eu acredito que tudo acontece por um motivo. – Ele tentou colocar um sorriso no rosto.

– Sério? – Eles estavam um de frente pro outro.

– Sim. Se ele não tivesse te deixado lá e fugido, você não teria sido presa, não teria ligado pro Puck, não teria voltado pra casa e nós não estaríamos aqui agora. – Ele finalizou colocando aquele sorriso torto no rosto e ela sorriu.

– É verdade.


Os dois ficaram se olhando por alguns minutos sem nem ao menos perceberem. Em alguns momentos, Finn desviava o olhar pros lábios dela sem nem ao menos disfarçar e ela não conseguia tirar os olhos do sorriso torto desenhado nos lábios dele, ainda mais quando a lingua dele insistia em aparecer. Depois de um tempo ele resolveu quebrar aquela tensão.


– Ah! Já que estamos nessa fase amigável – Ouviu ela dar uma risada histérica e riu junto. – Eu quero te convidar pro meu aniversário.

– Oh! quantos aninhos? Quinze? – Ela brincou e ele fingiu se ofender.

– Não! Dezoito. – E sorriu. – É um Baile de Máscaras. Era pra ser algo simples, mas minha mãe definitivamente não sabe o conceito de simplicidade, então...

– Um baile de máscaras? – Ele viu os olhos dela brilharem e riu.

– Sim. É daqui a duas semanas... Estou te avisando porque sei como as mulheres gostam de escolher vestido e essas coisas. – Falou sem se importar.

– DUAS SEMANAS?! – Ela gritou. – Finn é muito pouco tempo! Como vou arrumar um vestido que me deixe linda em apenas duas semanas?

– Ah! Você nem precisa se esforçar tanto assim. Você já é linda. – Ele sorriu galanteador e ela sorriu com o elogio.


Os dois se encaram novamente por alguns segundos e dessa vez Finn não conseguiu se conter. Por impulso levou a mão direita até o rosto dela e se inclinou colando os lábios com os dela. Rachel ficou sem expressão por alguns segundos, mas resolveu mandar tudo pro espaço e passou a língua nos lábios dele, que abriu e deixou a língua dela entrar em sua boca. Ele soltou um suspiro de satisfação e desceu a outra mão pra cintura dela, que já estava completamente entregue. Ficaram saboreando aquele beijo por um tempo e não se separavam nem pra buscar ar. Finn mordeu o lábio inferior dela e ouviu a respiração dela ficar mais pesada. Rachel se mexeu e ele pensou que ela fosse parar o beijo, mas ele não poderia estar mais enganado. Ao contrario do que ele pensava, ela se virou ficando por cima dele, puxando ele mais pra perto de si. Finn afim de brincar, se virou ficando por cima dela, e os beijos continuavam, cada vez mais ávidos. Ele foi fazendo uma trilha de beijos até o pescoço dela e ela afim de provocar ele começou a acariciar a barriga do menino, que soltou um gemido baixo. Rachel riu e mordeu os próprios lábios enquanto Finn passava a língua pelo pescoço dela, pra depois morder e ao sentir as unhas dela em seu abdome não se conteve e deixou a marca de um chupão que ficaria ali por muito tempo. Ela levou a mão até a nuca dele e o puxou pra si. Ele prontamente atendeu ao pedido dela e voltaram a grudar as bocas. Ele sentia a mão dela passeando pelos cabelos dele, e ele que já estava com a calça um tanto quanto apertada, passeava com as mãos pelas coxas desnudas dela. Os dois estavam mais do que empolgados e loucos de tesão. Ela novamente se virou ficando por cima dele e ele a encarou por alguns segundos. Ali, em cima dele, sorrindo como se ele fosse a pessoa favorita dela. Mas ele não queria pensar nisso e ela nem sequer pensava. Quando foram se beijar novamente Rachel ouviu seu celular tocar. Finn fechou os olhos e suspirou e ela fez o mesmo, saindo de cima dele pra ir buscar o aparelho.


– A-alô? – Rachel tentava buscar o ar. – M-mãe? Não... Ta tudo bem. – Ela olhou pra cara dele e viu ele segurando o travesseiro na cara. Depois desceu o olhar e viu o volume na calça dele. “Deve estar pensando em coisas ruins.” Foi o que ela pensou. – Sim. Ele está aqui. Hum. Ok. – Ela caminhou até ele e entregou o celular. – Minha mãe quer falar com você.

– Comigo? – Ele tirou o travesseiro da cara e fez um careta. – Alô? Oi tia. Sim. Aham. Ah sim... – Ela olhava pra ele curiosa. – Sim. Pode deixar. Tchau. Boa noite. – Ele desligou e entregou o celular pra ela.

– O que foi?

– Ela queria saber se você estava melhor.

- Ah sim. — Ele sorriu. — E como ela sabia que eu estava com febre?

- Eu liguei pro meu pai pra perguntar o que fazer e ele acabou ligando pra ela.

- Entendi. — Ela olhava pra ele.

- Ah.. Outra coisa. Sua mãe pediu pra eu passar a noite te vigiando. – Ele sorriu com deboche.

– O que?! Me vigiar?! Ela acha que eu tenho quantos anos? – Ela estava irada. – Aliás, a criança aqui é você!

– Pois é. Nada do que você diga ira muda isso. – Ele falava debochado, enquanto tirava o tênis.

– É serio Finn. – Ela começava a voltar ao antigo humor. – Não precisa ficar aqui. Pode ir embora. Vai ficar com sua namorada.

– Que? – Ele riu. – Não tenho namorada, mas se você quiser, nós podemos brincar de papai e mamãe agora, ein? O que acha? – Ele sorriu malicioso achando que seria engraçado tirar uma com a cara dela e alisou o lado onde ela estava deitada na cama.

– Argh garoto! – Ela se irritava e ele apenas ria. – Tudo bem. Você fica. – Ele sorriu. – Mas calado. – Ele assentiu sorrindo. – Não quero dor de cabeça.

– Tudo bem madame. – Ele colocou os braços atrás da cabeça e sorriu.

– Chega pra lá. – Ela falou séria, e viu ele dando espaço pra ela deitar e assim ela o fez.


Os dois ficaram na cama um do lado do outro, sem se tocarem. Estavam com vergonha de comentar o que aconteceu minutos atrás e com vergonha de se encararem. E em meio a trovões, relâmpagos e a incessante chuva que caia, os dois adormeceram tranquilamente com um sorriso no rosto.


Notas finais
Não, não vou juntar eles agora. Eu amo essa implicância deles e quero escrever mais cenas assim. UAHEAEOHAEOIH Espero que gostem desse capítulo. E pra quem lê Lust, eu vou reescrever o capítulo e devo postar amanhã. :D