Like Never Before.
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Notas iniciais
Era sexta-feira e após um longo e cansativo dia na escola, Finn finalmente chegava a sua casa. Tudo que ele queria fazer era tomar banho e dormir como um bebê durante o resto da tarde. Além de estar cansado, ele estava um pouco aborrecido também. Todos os seus amigos já tinham recebido as cartas de aceitação das Universidades em que se inscreveram, menos ele. Santana e Sam conseguiram entrar em Stanford, Mike e Brittany em Julliard e Puck conseguiu entrar na UCLA. Claro que ele estava se sentindo péssimo, afinal ele tentou pra várias universidades e até agora nada. Nenhuma resposta. E mesmo com Santana dizendo que ele ainda iria receber as cartas, ele não se sentia melhor. Seu plano inicial era ir direto para o seu quarto e depois de um banho relaxante ele iria cair em sua cama, mas assim que abriu a porta se deparou com sua mãe e seu pai parados perto da escada. Ambos com uma expressão que ele não sabia decifrar.
- Oi mãe. – Ele a abraçou.
- Finn... – Burt começou um pouco hesitante.
- O que foi? – Finn franziu a testa. – Aconteceu algo?
- Filho, vamos conversar... – Carole disse e Finn se sentiu preocupado.
- O que aconteceu? – Ele perguntou de novo. – O Kurt ta bem?
- Ta tudo bem, não aconteceu nada com ele. – Burt falou.
- É a Rachel?! Aconteceu alguma coisa com ela?! – Finn começou a se desesperar. – O que ta acontecendo?
- Se acalma Finn! – Carole pediu. – Vamos pra sala. – Os três seguiram para o cômodo e Finn viu quando Burt tirou algumas cartas de cima da mesa.
- O que é isso? – Finn apontou para as cartas.
- São as cartas das Universidades. – Burt falou.
- Eles começaram a chegar a alguns dias... – Carole começou.
- Por que eu só to sabendo disso agora?! – Finn aumentou o tom da voz.
- Nós queríamos te dar quando chegassem todas... – Ela falou e Finn ficou um pouco irritado com isso.
- Vocês não tinham o direito de fazer isso! – Ele reclamou.
- Filho, nós sabemos o quanto você se esforçou pra conseguir isso e sabemos que medicina não é um curso fácil. – Burt tentou acalmá-lo. – Só assim você vai saber se entrou de uma vez só.
- Sei... – Finn falou, mas ainda estava contrariado. – Vocês já abriram?
- Claro que não. – Carole falou e se sentou no sofá menor.
- Não importa o resultado, nós vamos te apoiar. – Burt disse e entregou as cartas pra ele.
Finn suspirou e pegou as cartas da mão de Burt. Ele olhou novamente para os pais e se abriu a primeira carta que era de Yale. Correu os olhos pela carta e suspirou. Olhou para os pais novamente, balançando a cabeça negativamente. Carole lhe deu um sorriso empático e ele partiu para a outra carta, que era de Princeton. Ele sorriu logo de cara ao ver que tinha conseguido. Burt esfregou as mãos em excitação e viu ele abrir a próxima carta, que era da UCLA. Não, ele não tinha conseguido, mas não se sentiu tão mal assim, afinal ele já estava em Princeton. A próxima era Stanford e ele sorriu abertamente ao ver que tinha sido aceito. Carole pulou de felicidade e viu quando ele abriu a ultima que seria a de Harvard. Ele não tinha esperança nenhuma para entrar em Harvard, afinal era super difícil e bastante concorrido, mas seu queixo foi ao chão quando ele viu que havia conseguido.
- Eu consegui. – Ele falou com os olhos arregalados. – Eu consegui! Eu entrei em Harvard!
- Oh Meu Deus! – Carole berrou feliz. – Meu bebê conseguiu!
- Eu consegui! – Ele disse abraçando os pais e Burt deixou algumas lágrimas de felicidade cair por seu rosto.
- Eu estou muito orgulhoso de você Finn. – Ele falou e Finn sorriu o abraçando.
- Filho! Você conseguiu passar! – Carole já chorava de emoção e Finn riu.
- Eu consegui. – Ele pulou de felicidade. – Quando essas cartas chegaram mesmo?
- Começaram a chegar no começo da semana, a de Stanford que foi a última chegou hoje. – Carole falou enquanto secava as lágrimas.
- Eu preciso contar isso pra Rachel. – Ele disse contente e os pais concordaram.
- Não volte muito tarde! – Carole advertiu. – Eu vou mandar preparar um jantar pra comemorar!
- Tudo bem. – Finn riu e saiu de casa como um foguete.
Em poucos minutos ele chegava a afobado na casa dos Berrys. Assim que tocou a campainha viu Puck abrindo a porta e deu um abraço no amigo. Puck ficou um pouco surpreso com a animação do amigo e riu enquanto o abraçava.
- Cara, se você me agarrar mais, acho que minha irmã vai ficar com ciúme. – Puck falou rindo.
- Eu consegui! – Finn falou se soltando dele e entrando na casa.
- Conseguiu o que? – Puck perguntou confuso.
- Eu entrei em Harvard! – Ele falou animado e Puck sorriu com a animação dele.
- Ta falando sério?! – Puck perguntou.
- Tô! – Finn falou rindo.
- O que ta acontecendo? – Os dois viraram a cabeça e viram Rachel surgindo da cozinha com a expressão confusa. – O que você ta fazendo aqui essa hora?
- Eu passei pra Harvard. – Ele falou empolgado.
- Sério?! – Rachel sorriu e foi correndo abraçá-lo. – Eu disse que você ia conseguir.
- Eu ainda não to acreditando nisso. – Ele falou enquanto a apertava mais em seus braços.
- Eu sabia que você ia conseguir. – Ela o beijou delicadamente.
- Parabéns cara! – Puck falou interrompendo os dois.
- Valeu. – Finn colocou Rachel no chão. – Agora só falta você receber a sua. – Ele disse olhando pra Rachel que suspirou desanimada.
- Não acho que vou receber carta nenhuma. – Ela disse dando com os ombros.
- Não fala isso. – Finn falou tentando animá-la. – A gente já tinha combinado que mesmo que você não fosse aceita agora, você tentaria no próximo semestre, certo?
- Sim.
- Mas não vai ser preciso. – Ele sorriu e abraçou de lado. – Você ainda vai receber sua carta.
- Eu já falei isso pra ela. – Puck disse. – As cartas de Stanford ainda estão sendo enviadas, a sua deve chegar a qualquer momento.
- Vamos ver. – Ela suspirou.
- Eu tenho que ir na casa do Mike pegar uns CD’s que emprestei pra ele. – Puck falou.
- Tudo bem. – Finn respondeu.
- Só vou pegar um casaco. – Puck subiu as escadas e deixou os dois sozinhos.
- Eu to tão feliz por você. – Ela disse subindo um degrau na escada e ficando quase do tamanho dele.
- Acho que a ficha não caiu ainda. – Ele disse rindo e colocou as mãos na cintura dela.
- Você vai ser um ótimo médico. – Ela disse beijando o queixo dele.
- Minha mãe quer fazer um jantar lá em casa de comemoração, coisa pequena. – Ele falou. – Se você quiser ir...
- Claro. – Ela sorriu abraçando ele pelo pescoço. – Que horas?
- Não sei ainda. – Ele deu um selinho nela. – Depois te aviso.
- Tudo bem. – Ela se aproximou mais e mordeu o lábio inferior dele. – O que você acha da gente subir pra comemorar? – Ela perguntou com um sorriso malicioso enquanto subia as escadas e ele logo a seguiu agarrando ela por trás. Os dois gargalharam enquanto andavam pelo corredor na direção do quarto dela.
Puck estava saindo de seu quarto, quando viu os dois entrarem no quarto dela e ouviu quando Rachel trancou a porta. Ele balançou a cabeça negativamente e desceu as escadas querendo sair de casa o mais rápido possível pra não presenciar o que os dois iriam fazer naquele quarto.
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O jantar na casa dos Hummel foi bem simples, além da família, Rachel, Puck e Santana também estavam lá. Todos estavam bem animados e felizes com o feito de Finn, mas ele ainda sentia mal por estar tão feliz enquanto sabia que Rachel estava sofrendo por dentro por não ter recebido sua carta ainda. Mais alguns dias se passaram e nada de Rachel receber sua carta, ela já estava tão conformada que não tinha conseguido, que na verdade ela nem ligava mais.
- Rachel?! – Ela ouviu a voz de Puck ecoar pela casa.
- Que foi? – Ela perguntou descendo as escadas.
- Chegou uma carta pra você. – Ele disse empolgado e entregou pra ela. Rachel estava muda e quando segurou o pequeno envelope viu que tinha o timbre da Universidade de Stanford. – Não vai abrir? – Ele perguntou sem entender.
- E se eu não conseguir? – Ela perguntou temerosa.
- Rach... – Puck não sabia o que dizer. – Ainda tem Yale, não? Mas fica calma... Você vai conseguir. – Ele sorriu e ela concordou.
Depois de um longo suspiro, ela abriu a carta com um pouco de dificuldade ao ver que suas mãos tremiam. Puck a observava com os olhos atentos. Claro que ele queria que irmã passasse. Ela já havia passado por tantas coisas que seria injusto se ela não conseguisse. Além do mais, ele sabia como ela havia estudado e se esforçado para fazer o teste. Rachel puxou o papel e começou a ler atentamente. Puck não soube o que fazer quando viu os olhos dela se encherem de lágrima. Aquilo era um mau sinal, não? Ele suspirou triste não soube o que dizer. Ela continuou passando os olhos pelo papel por vários segundos enquanto o irmão continuava de pé ao lado dela.
- Rach...
- Eu consegui. – Ela interrompeu ele e levantou a cabeça encarando o irmão.
- O q-que? – Ele perguntou sem acreditar.
- Eu consegui. Eu fui aceita. – Ela disse deixando algumas lagrimas caírem pelo rosto e Puck a abraçou tão forte que a tirou do chão.
- Eu sabia que você ia conseguir. – Ele disse orgulhoso.
- Eu não acredito. – Ela disse rindo em meio a lagrimas.
- Você conseguiu. – Ele falou deixando ela no chão e limpou o rosto dela. – Você merece isso.
- Obrigada. – Ela falou sorrindo e o abraçou mais uma vez.
- Não consigo acreditar! – Ele falou animado. – Eu consegui entrar na UCLA, você conseguiu entrar em Stanford e o Finn em Harvard! Que loucura.
- É... – Ela disse não tão animada.
- Que foi? – Puck não entendeu a repentina mudança de humor dela.
- Finn vai pra Harvard... Eu vou pra Stanford... – Ela falou.
- É. Isso não é ótimo? – Puck franziu a testa com um sorriso, sem entender.
- Harvard fica em Boston Noah. – Ela falou e ele entendeu o que ela quis dizer.
- Rach... – Mais uma vez ele não sabia o que dizer. Puck sempre foi péssimo para dar conselhos.
- Boston fica do outro lado do país. – Ela falou suspirando.
- Eu não sei o que dizer... – Ela começou. – Mas vocês precisam conversar e resolverem essa situação. Isso é problema de casal, então eu não vou me meter. – Ele falou e Rachel ficou calada.
É claro que ela já tinha pensado nessa possibilidade. Ela sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde. Vários casais, amigos dela do tempo de escola, se separaram exatamente por esse motivo: Distância. A verdade é que ela não estava se preocupando muito com isso, porque no fundo ela não esperava passar pra nenhuma universidade, mas agora tudo mudou. Ela tinha conseguido, Finn tinha conseguido e as universidades que ambos entraram ficavam bem distantes e ela não sabia o que fazer ou como contar isso pra ele. Mas uma coisa era certa: Eles teriam que conversar sobre isso. Uma hora ou outra.
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