Like Never Before.
40 Até Logo
Notas iniciais
Rachel sabia que teria que dar a noticia para Finn, mas não sabia como fazer isso. Depois de tanto pensar, decidiu que seria melhor fazer isso o mais rápido possível. No dia seguinte pediu que Finn a ajudasse a mover algumas coisas para seu apartamento e ele obviamente disse que sim. Ela estava na sala arrumando algumas coisas quando viu ele entrar no apartamento com uma caixa enorme e colocá-la no chão.
- Acho que essa é a ultima caixa. – Ele falou suspirando cansado e passou a mão no rosto tirando o suor.
- Eu embalei 8 caixas. – Ela disse arrumando um porta retrato.
- Uma, duas, três... – Ele começou a contar e balançou a cabeça positivamente. –... Sete e oito. Sim. Tudo certinho. – Ele disse sorrindo.
- Obrigada. – Ela sorriu e ele se aproximou dela.
- Posso tomar um banho? – Ele perguntou. – To nojento.
- Claro. – Ela riu. – Eu deixei uma toalha no armário do banheiro e tem uma muda de roupa sua no quarto.
- Ótimo! – Ele sorriu e a beijou rapidamente.
Assim que Finn saiu da sala, ela sentou no sofá suspirando tentando encontrar uma forma de contar pra ele. Alguns minutos depois ele entrou na sala, apenas de bermuda e com o cabelo molhado. Rachel estava de pé mexendo na bolsa e nem ao menos viu ele se aproximar dela. Finn sorriu com o autismo dela a abraçou por trás, fazendo ela se assustar.
- Ow! Que susto. – Ela falou ao o sentir beijar seu pescoço.
- Desculpa. – Ele disse e sorriu ao ver ela se virar, para ficar de frente pra ele.
- Eu preciso falar com você. – Ela falou se soltando dele e foi andando até o sofá.
- O que foi? – Ele perguntou indo atrás dela e se sentou ao seu lado.
- Isso chegou pra mim. – Ela falou rapidamente e entregou a carta pra ele.
- O que é isso? – Ele perguntou olhando pra ela e pegou o envelope.
- Abre. – Ela disse e ele fez o que mandou.
- Rach... – Ele começou a ler e Rachel pode ver o sorriso no rosto dele ficando cada vez maior. – Você conseguiu! – Ele falou animado e abraçou. – Eu sabia que você ia conseguir amor.
- É... – Ela falou não tão animada quanto ele.
- Quando a carta chegou?! – Ele perguntou.
- Alguns dias... – Ela falou timidamente.
- Por que você só ta me contando isso hoje?! – Ele franziu a testa sem entender.
- Porque eu não sabia como te contar...
- O que...? – Ele não entendeu.
- Eu vou pra Stanford Finn. – Ela disse. – Você pra vai Harvard.
- Rachel... – Ele entendeu o que ela quis dizer e soltou um longo suspiro.
- Eu sei, eu sei que eu deveria ter te contado isso no momento em que eu recebi a resposta. – Ela coçou a testa. – Mas, eu só queria adiar esse momento...
- E-eu... Eu não parei pra pensar nisso. – Ele confessou e viu o olhar desolado dela. – Eu acho que... Talvez eu possa ir pra Stanford com você. – Ele disse.
- O que? – Ela franziu a testa.
- Eu passei pra Stanford também... Eu posso ir pra lá com você. – Ele sorriu.
- Não. – Ela balançou a cabeça negativamente. – Isso tá fora de questão.
- Você não quer que eu fique com você? – Ele recuou um pouco. – Não quer que eu vá pra Stanford?
- Claro que eu quero Finn. – Ela segurou uma das mãos dele. – Mas você passou pra Harvard! De jeito nenhum você vai pra Stanford por causa de mim. – Ela falou como se fosse óbvio e Finn ficou calado sabendo que ela tinha razão. – Eu sei que pode ser difícil, mas eu acho que a gente consegue... Não?
- Claro que sim. – Ele não hesitou em dizer. – Eu sei que vários casais se separam por causa da distancia, mas não são todos. – Ele deu com os ombros.
- Você quer manter um relacionamento a distancia? – Ela perguntou.
- Claro! – Ele disse se aproximando mais dela. – Olha... Nós ainda temos muito tempo pela frente. – Ele começou. – As aulas só começam daqui a cinco meses e nós ainda temos o verão inteiro pra ficarmos juntos. – Ele a abraçou de lado e ela deitou a cabeça no ombro dele.
- Nós vamos conseguir, não vamos? – Ela perguntou olhando pra ele que sorriu e concordou.
- Eu vou te ligar todos os dias, te mandar mensagem todos os dias e sempre que puder, eu venho pra casa te visitar. – Ele falou dando um beijo na testa dela.
- Você promete? – Ela perguntou e sentiu ele a puxar pra se sentar no colo dele.
- Eu prometo. – Ele sorriu de deu um selinho nela. – Nós vamos conseguir fazer isso.
- Eu sei. – Ela sorriu e o abraçou. – Eu te amo.
- Eu também te amo. – Ele fechou os olhos e a apertou mais em seus braços. – Não vamos pensar nisso agora. – Ele disse mexendo no cabelo dela. – Ainda temos muito tempo até lá.
- Tudo bem. – Ela respondeu e o beijou.
Finn sorriu durante o beijo e correu as mãos pela cintura dela delicadamente. Rachel se acomodou no colo dele e levou suas mãos até o rosto dele carinhosamente, enquanto suas línguas se tocavam com mais desejo, até que ela ouviu um barulho estranho vindo do estomago dele. Finn riu e eles acabaram parando o beijo.
- O que...? – Ela perguntou olhando pra barriga dele.
- Eu to com fome. – Ele falou rindo e viu ela sair de seu colo.
- Então vamos cozinhar! – Ela se levantou, mas ele continuou sentado.
- Não é melhor a gente sair pra comer? – Ele franziu a testa.
- Ta com medo de comer minha comida? – Ela perguntou se sentindo ofendida.
- Aham. – Ele falou brincando e viu a cara que ela fez. – Calma! To brincando. – Ele falou divertido.
- Idiota. – Ela foi andando até a cozinha. – Fique sabendo que eu cozinho muito bem. – Ela gritou da cozinha.
Ele riu ao ouvir as reclamações dela e se levantou indo atrás dela. Assim que chegou na cozinha viu que ela estava mexendo em algumas panelas e algumas formas de vidro.
- Onde você arrumou isso tudo? – Ele perguntou franzindo a testa.
- Eu comprei semana passada. – Ela disse dando com os ombros. – Depois eu quero sua ajuda pra comprar uma TV pra sala.
- Claro, a gente pode ir amanhã. – Ele disse se sentando num banco que tinha na cozinha. – O que você vai fazer?
- Lasanha. – Ela sorriu e ele esfregou as mãos.
- Ótimo! – Ele disse empolgado. – Acho melhor fazer duas, porque com a fome que eu to...
- Você sempre ta com fome. – Ela falou arqueando as sobrancelhas e ele riu.
- É verdade... – Ele concordou. – Mas eu to em fase de crescimento.
- Mais? – Ela perguntou com um tom surpreso que beirava o sarcasmo.
- Não é minha culpa se você parou de crescer aos 15 anos. – Ele disse pegando uma maçã da fruteira.
- Eu não sou baixa. – Ela protestou. – Você que é alto demais!
- Eu posso ser alto. – Ele deu uma mordida na fruta. – Mas isso não muda o fato que você é baixa. – Ele disse enquanto mastigava.
Rachel ficou calada apenas observando ele falar e sentiu as borboletas em seu estomago se revirarem loucamente. Era possível que ela se apaixonasse por aquele garoto?
- Rachel? Rachel! – Ele passou a mão na frente do rosto dela ao ver que ela estava no mundo da lua.
- Oi! – Ela disse piscando os olhos rapidamente, saindo de seu transe.
- Tudo bem? – Ele perguntou sem entender a ‘viagem’ dela.
- Sim, sim. – Ela respondeu rapidamente e voltou a fazer o que estava fazendo antes.
Finn concordou e voltou a comer sua maçã, enquanto prestava atenção em Rachel. Quem diria que um dia ele iria se apaixonar pela irmã mais velha e rebelde de seu melhor amigo? Ninguém. Às vezes até ele mesmo parava pra pensar em como a vida pregava peças. Ele sabia que Rachel não era a pessoa mais fácil para se lidar. Ele sabia que ela tinha um temperamento explosivo e uma personalidade bipolar. Namorar com ela era quase como andar com uma bomba no pescoço esperando que ela exploda qualquer momento, mas estranhamente ele adorava isso. Rachel fazia ele se sentir o cara mais feliz do mundo. Ela o fazia se sentir como se ele pudesse fazer o que quisesse ou ser quem ele quisesse ser.
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Depois de alguns minutos no fogão, Rachel terminava de fazer a lasanha e colocava a uma forma imensa dentro do forno. Assim que ela terminou, colocou a louça na pia e se virou vendo que Finn a observava como se ela fosse alguma atração de circo.
- Que cara é essa? – Ela perguntou confusa.
- Oi? – Ele saiu de seus devaneios.
- Você ta me olhando com uma cara esquisita. – Ela disse querendo rir.
- Não posso apreciar a beleza da minha namorada? – Ele falou num tom tão serio que Rachel não evitou soltar uma gargalhada. – Que foi?
- Nada. – Ela disse lhe dando um selinho e subitamente lembrou-se de algo que queria perguntar a muito tempo para ele. – Finn...
- Que? – Ele olhou pra ela.
- Posso te fazer uma pergunta? – Ela se sentou de frente pra ele e viu ele apoiar os cotovelos no balcão que ficava no centro da cozinha.
- Claro. – Ele concordou e ela suspirou.
- Você se lembra da festa do Mike? – Ela perguntou um pouco cautelosa.
- Qual delas? – Eles já foram a várias festas na casa do Mike.
- A primeira. – Ela estava torcendo para que ele se lembrasse. – Quando você ficou bêbado e eu tive que te levar em casa...
- Depois que eu te beijei na cozinha... – Ele sorriu se lembrando daquela festa, afinal foi ali que tudo começou.
- Isso... – Ela balançou a cabeça positivamente.
- O que tem? – Ele perguntou.
- Se lembra de quando vocês estavam jogando “Eu Nunca”? – Ela perguntou e viu ele tirar os cotovelos do balcão.
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Sam olhou pra cima e viu Rachel sorrindo da brincadeira, depois olhou pra Finn e um sorriso malicioso brotou em seus lábios.
- Eu nunca tive uma queda pela irmã do meu melhor amigo. – Ninguém entendeu nada, portanto ninguém virou. Finn olhou pra Sam com um olhar assassino, pois ele era o único que sabia que Finn um dia teve uma paixão platônica por Rachel. Finn passou a língua pelos lábios e virou a dose de tequila. Alguns riram, outros ficaram calados e Rachel ficou catatônica depois disso. Seria ela a irmã?
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- Lembro... – Ele respondeu já sabendo qual era a pergunta.
- Você disse que tinha-
- Uma queda pela irmã do meu melhor amigo. – Ele a interrompeu e concluiu o que ela iria dizer. Ela ficou calada e concordou. – O que você quer saber?
- De quem você tava falando? – Ela arqueou uma sobrancelha, como se fosse a curiosidade dela fosse óbvia.
- Deus... – Ele abaixou a cabeça, um pouco envergonhado.
- O que foi? Não quer me contar? – Ela perguntou um pouco agressiva.
- Não. – Ele olhou pra ela. – É que isso é um pouco embaraçoso.
- Por que? – Ela ficou sem entender.
- Porque era você. – Ele disse sentindo o rosto queimar e Rachel sorriu ao ver as bochechas dele ficarem vermelhas.
- Isso é sério? – Ela perguntou achando graça da situação e viu ele balançar a cabeça positivamente. – Por que você não me contou isso antes?
- Ta de brincadeira? – Ele perguntou surpreso. – Nem o Puck sabe disso!
- Por que não?
- Como eu ia falar pra ele que eu gostava de você?!
- Qual o problema?
- Pra começar você é irmã dele. – Ele falou pontuando. – Sem falar que eu só tinha 10 anos e você 15.
- Aww. – Ela falou com uma voz infantil e apertou as bochechas dele. – Quer dizer então que eu fui seu primeiro amor? – Ela levantou e se sentou no colo dele.
Finn riu e a segurou pela cintura.
- É... Você pode dizer isso. – Ele fez um biquinho e ela o beijou.
- Você podia ter me contado isso antes. – Ela reclamou.
- Eu não sei como tive coragem de admitir isso agora. – Ele falou arqueando as sobrancelhas e ela riu.
- Eu achei fofo. – Ela disse dando com os ombros e segurou o rosto dele em suas mãos para lhe dar outro selinho.
Finn a segurou pela nunca aprofundando o beijou e ela deixou se levar. Ele girou no banco e a pressionou contra a bancada. No momento em que suas línguas se tocaram, eles ouviram o barulho do forno avisando que a lasanha já estava pronta.
- Depois nós continuamos. – Ela falou lhe dando mais alguns selinhos saindo do colo dele.
- Vou cobrar. – Ele falou sério e viu ela tirar a lasanha do fogo. – Vamos ver se você realmente sabe cozinhar.
Ele se levantou e pegou dois pratos e os talheres, colocando sobre a mesa. Rachel sorriu e os dois se sentaram. Finn esperou ela lhe servir e assim que colocou o primeiro pedaço na boca viu o olhar apreensivo de Rachel sobre ele.
- Então? – Ela perguntou.
- Wow! – Ele respondeu surpreso. – Eu não sabia que você cozinhava tão bem assim.
- Eu te disse. – Ela falou convencida.
- Acho que o Jesse veio atrás de você pra você poder cozinhar pra ele. – Ele falou arqueando uma sobrancelha e levou outro pedaço da lasanha a boca.
- Besta. – Rachel riu e começou a comer também.
- É... Acho que a gente já pode casar. – Ele falou brincando e ela o encarou por alguns segundos achando graça.
Os dois voltaram a comer em meio a piadas e carinhos, aproveitando o tempo que tinham para ficar juntos.
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A cozinha estava uma bagunça. A pia estava cheia de pratos sujos, cobertos de molho e resto de massa, todos empilhados esperando para serem limpo, juntamente com as panelas e a forma que fora usada para fazer a lasanha. Utensílios e copos com resto de suco e refrigerante também faziam parte da grande pilha de louça suja.
Apesar de ser totalmente chata quando o assunto se tratava de higiene ou limpeza, seja lá o tipo que fosse; Rachel não poderia se importar menos com o estado nojento que a cozinha de seu apartamento se encontrava, afinal quem se importaria com algumas louças sujas enquanto estava em cima de homem daqueles?
Até agora Finn não tinha entendido o porquê de ela ter comprado uma cama tão grande, já que ela não ocupava nem um terço daquele espaço, mas ele se sentia completamente confortável naquela cama. Ele olhou pra cima e viu como Rachel descia e subia rapidamente de seu colo. Em meio a alguns gemidos dela, ele subiu uma de suas mãos e tomou o seio direito dela, massageando, apertando e passando os dedos em seu mamilo turgido. Rachel mordeu os próprios lábios ao sentir o toque dele e rebolou algumas vezes enquanto descia e subia por toda extensão dele.
- Rach...
Finn desceu as mãos segurando a cintura dela e começou a mover seu quadril de encontro com o dela, fazendo ela se contorcer em cima dele. Ele abriu os olhos e viu a expressão no rosto dela, e aquilo só o incentivou a ir mais rápido e mais forte. Finn a segurou pelas costas e girou trocando de posição, ficando por cima dela. Rachel nem ao menos percebeu o que aconteceu, apenas sentiu o colchão de encontro com suas costas e a língua dele abrindo seus lábios pedindo passagem, que ela concedeu no mesmo milésimo de segundo. Ele procurou a mão dela e assim que encontrou entrelaçou seus dedos enquanto ainda se movimentavam na busca de alcançarem o ápice do prazer. Com sua mão livre, Rachel correu as unhas pelas costas dele e o agarrou pela nuca aprofundando mais o beijo, como se fosse possível. Eles separaram os lábios por alguns instantes para buscarem por ar e Finn aumentou a velocidade de seus movimentos, atingindo o ponto mais sensível dela.
- Oh Deus! Finn!
Ela gritou em meio a gemidos e quando ela cravou as unhas em seu braço esquerdo ele soube que ela estava perto de chegar. Ele inclinou a cabeça, distribuindo beijos pelo pescoço dela e foi indo mais pra baixo. Rachel contraiu os dedos do pé ao sentir a língua quente dele fazendo círculos em seu mamilo e gemeu mais alto ao sentir como ele sugava e chupava ao mesmo tempo. Ela levantou seu quadril e começou a se movimentar junto com ele e mordeu os próprios ao sentir ele se empurrar pra dentro dela com mais brutalidade. Foi questão de minutos para que os dois atingissem o orgasmo e caísse um nos braços do outro.
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Rachel estava com os olhos fechados deitada no peito dele, enquanto ele acariciava os cabelos dela, delicadamente. Ela se agarrou mais a ele, tentando fazer com que aquele momento durasse para sempre. Finn sorriu ao ver que ela cheirava o pescoço dele e desceu as mãos para a cintura nua dela. Eles ficaram assim por um tempo, sem trocarem nenhuma palavra. Apenas sentindo a presença um do outro. Até que ela quebrou o silêncio.
- Você realmente acha que nós vamos conseguir? – Ela perguntou com medo da resposta. Finn a encarou. – Manter nosso relacionamento... Com a distância e tudo mais...
- Eu sei que pode ser um pouco difícil. – Ele confessou. – Mas nós vamos conseguir.
- Você não vai me trocar por uma menina mais nova? – Ela se levantou olhando pra ele que franziu a testa. – Não vai me trocar por uma dessas meninas dessas irmandades?
- Rachel. – Ele sorriu com a preocupação dela. – Você ta falando sério?
- Óbvio! – Ela disse gesticulando. – E se você não me quiser mais? – Ela disse começando a ficar com paranoias.
- Rach... – Ele a interrompeu. – Eu não quero ninguém além de você. – Ele disse com seriedade, olhando nos olhos dela. – Eu amo você e nenhuma garota de nenhum irmandade vai mudar isso.
- Você promete? – Ela perguntou ainda preocupada.
- Eu prometo. – Ele sorriu e beijou rapidamente. – Eu sei isso pode ser difícil. – Ele começou a falar. – O lance da distancia e tudo mais, mas eu tenho certeza que nós vamos conseguir fazer isso.
- Eu te amo. – Ela disse se deitando novamente e ele rapidamente a abraçou, sentindo as costas dela se chocarem contra seu peito nu.
- Eu também te amo e nada vai mudar isso, entendeu? – Ele perguntou entrelaçando seus dedos nos dela e sentiu a cabeça dela se mover, quando ela concordou.
- Já está escurecendo. – Ela falou olhando pela janela do quaro o Sol se por.
- Posso passar a noite com você? – Ele perguntou passando o nariz na nuca dela.
- Deve. – Ela fechou os olhos e sorriu.
Finn a abraçou mais forte e fechou os olhos. Ele poderia se acostumar com aquilo. Ele queria se acostumar com aquilo.
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Eles sabiam que não seria fácil e nem prazeroso ficarem tanto tempo longe um do outro, mas teriam que se conformar e se acostumar com isso. Além disso, eles teriam que lidar com os ciúmes de Finn e a paranoia de Rachel, que cismou que seria trocada por uma menina mais nova que ela. Todos diziam que isso era loucura, já que Finn só tinha olhos pra ela.
Como ele tinha falado, eles passaram o verão inteiro juntos. Logo depois de formatura, os dois viajaram junto com Santana, Brittany, Mike, Sam e Noah para o México. Eles ficaram na casa de praia da família Lopez e alguns dias depois Quinn e Artie se juntaram ao grupo. Aquelas férias foram as melhores férias de suas vidas. Sempre iam passear juntos, conhecer todos os lugares juntos e mesmo Finn odiando ir a praia pelo fato de se queimar tão facilmente, ele estava sempre lá com Rachel, afinal ele não poderia deixar a namorada de biquíni andando por ai, sozinha.
Quando Finn foi a Boston para ver os dormitórios e resolver as questões de matrícula, Rachel o acompanhou como qualquer namorada faria, e ele fez o mesmo com ela. Os dois foram até Stanford junto com Sam e Santana e viram onde eles iriam estudar. Depois de algumas conversas com a direção da faculdade, conseguiram acomodar ela no mesmo quarto que Santana. Sendo assim, as duas seriam amigas de quarto pelos próximos quatro ou cinco anos.
Agora ele estava indo de vez para Boston, logo depois de ter comemorado nove meses de namoro com Rachel. Burt e Carole preferiram não ir com ele até o aeroporto porque começavam a chorar com a partida dele. No aeroporto estavam apenas Puck, Santana, Kurt e Rachel. Após se despedir do irmão e de Puck, ele agora abraçava a amiga.
- Toma conta dela lá em Stanford. – Finn falou no ouvido de Santana que sorriu.
- Pode deixar. – Ela respondeu apertando mais ele no abraço. – E você se cuida lá.
- Pode deixar. – Ele sorriu e lhe deu um beijo na bochecha. – Te amo.
- Eu também te amo. – Ela sorriu. – Quando chegar me liga. – Ela disse e ele riu.
- Tudo bem. – Ele a saltou e foi caminhando até Rachel que estava com os olhos cheios de lágrima. – Hey... – Ela a abraçou. – Não chora.
- V-ocê ta indo em-embora. – Ela falou soluçando e ele acariciou as costas dela.
- Quando você menos perceber eu já vou ter voltado. – Ele disse apoiando o queixo no ombro dela.
- V-ai demorar. – Ela o abraçou pela cintura, como se não quisesse soltar ele.
- Eu vou te ligar todos os dias e você vai me ligar todos os dias, como nós combinamos certo? – Ele perguntou e ela concordou.
- S-sempre que vo-você precisar, pode me li-ligar. – Ela se afastou um pouco para limpar as lágrimas.
- Eu vou ligar. – Ele sorriu triste e arrumou a franja dela. – Eu te amo Rachel. Muito. – Ele falou olhando nos olhos dela.
- Eu também te amo. Demais. – Ela continuou chorando e Finn colou os lábios nos dela.
Os dois ficaram presos naquele momento que durou apenas alguns segundos. Eles não queriam se separar e aquilo estava matando Finn por dentro, mas ele sabia que se demonstrasse isso, Rachel só iria chorar mais. Ele acariciou a pele macia do rosto dela e eles ouviram a voz feminina soando nos alto-falantes do aeroporto. Com muito custo se separaram dando alguns selinhos e se olharam mais uma vez.
- Se c-cuida. – Ela falou. – Me liga q-quando chegar. – Ela limpava algumas lágrimas.
- Vou ligar. – Ele disse lhe dando outro selinho. – Te amo.
- Te amo. – Ela respondeu e o viu arrumando a mochila nas costas.
Ele falou mais uma vez com Puck e abraçou o irmão que começou a chorar também. Santana sorriu a abraçou Kurt de lado. Finn olhou mais uma vez para Rachel e acenou enquanto andava para o portão de desembarque. Os quatro ficaram observando ele sumir na multidão com tristeza.
Rachel ficou parada olhando para o corredor que já se encontrava vazio. Ela estava triste e ao mesmo tempo feliz. Triste por causa da distancia e de como as coisas seriam complicadas entre os dois, mas feliz por Finn estar indo para a mulher faculdade do mundo e ela sabia o quanto ele queria aquilo. Não seria fácil. Não seria simples. Mas eles ficariam juntos.
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