Like Never Before.
37 Fazendo a Coisa Certa
Notas iniciais
– Eu vou com você. – Puck falou enquanto via Finn colocar uma jaqueta jeans.
– Cara, não precisa. – Finn falou terminando de se arrumar e se virou para encarar Puck, que estava sentado em sua cama.
– E se esse cara tentar fazer alguma coisa com você? – Puck indagou.
– Num bar? Cheio de gente? – Finn arqueou as sobrancelhas. – Sem falar que olha o meu tamanho! – Ele riu convencido.
– Vamos fazer assim. – Puck se levantou. – Eu vou com você e fico olhando de longe, se ele tenta algo e apareço.
– Tudo bem. – Finn concordou. Até que não era má ideia.
– Beleza. – Puck sorriu e colocou sua jaqueta. – Vamos logo que já são 7:50.
– Ta apressadinho por quê? – Finn falou debochado. – Parece até que vai pra algum encontro.
– Nossa como você é engraçado. – Puck falou irônico e os dois saíram da casa de Finn, indo até o bar onde iriam encontrar Jesse.
Enquanto Finn dirigia, não podia deixar de pensar no que estava prestes a fazer. Ele até pensou em entregar Jesse para o tal Marco e se livrar logo daquele problema, mas o que esse cara iria fazer com Jesse? Finn não queria ser responsável por nada que fosse acontecer com ele, então resolveu apenas assustá-lo. Aquilo bastaria. Não? Bom, ele não sabia, mas iria descobrir a qualquer momento. Olhou no relógio do carro e viu que já eram 8:10, estacionou o carro e ele e Puck saíram do automóvel, caminhando até o bar. Abriram a porta do bar e começaram a passar olho por todas as pessoas no bar. Logo viram Jesse sentado de costas pra porta e Finn fez menção de caminhar até ele, mas a mão de Puck segurou seu braço e o impediu.
– Qualquer coisa eu to no bar. – Puck apontou para o balcão e Finn concordou.
– Não vai ser necessário. – Ele suspirou e foi caminhando até Jesse.
Quando foi a ultima vez que viu Jesse mesmo? Ah sim... Na formatura. É obvio que os Hummel foram prestigiar a formatura de Rachel, portanto Finn estava lá. Sim, ele era bem novo, tinha apenas 13 anos e tinha uma queda pela irmã mais velha de seu melhor amigo. Rachel era a Senhorita Popular, sempre nas festas, cercada de amigos e sempre do lado do namorado. É claro que Finn sempre achou Jesse gigante e forte, mas agora ele via que ele não era aquilo tudo. Finn poderia facilmente quebrá-lo ao meio. Ele sorriu com o pensamente e quando chegou à mesa, puxou a cadeira que estava na frente de Jesse e se sentou com um sorriso beirando o deboche.
– O que você ta fazendo aqui? – Jesse perguntou alarmado ao ver Finn se sentar.
– Ta mais do que na hora da gente ter uma conversinha, você não acha? – Finn sorriu sarcástico e Jesse fechou a cara.
– Onde está Rachel? – Ele perguntou, ignorando o sorriso de Finn.
– Você realmente achou que ele iria vir se encontrar com você? – Ele arqueou uma sobrancelha e depois riu.
– Eu não tenho nada pra falar com você. – Jesse falou ríspido e fez menção de levantar.
– Eu acho que você gostaria de ouvir o que eu tenho pra dizer. – Finn falou despreocupado e o garoto o encarou.
– O que você quer? – Jesse perguntou.
– Eu quero que você suma da vida da Rachel. – Finn falou sério e Jesse soltou uma risada debochada.
– Você realmente acha que me assusta? – Ele arqueou uma sobrancelha.
– Eu quero você fora de Los Angeles. – Finn continuou sério. – E é melhor você seguir meu conselho.
– Oh! E o que você vai fazer? Chamar a policia? – Jesse perguntou debochado e Finn colocou um sorriso irônico nos lábios.
– Você sabe muito bem que se eu fizer isso a Rachel se ferra junto com você. – Jesse riu e Finn se inclinou na mesa se aproximando mais dele. – Mas eu posso ligar pra um tal de... Marco? – Finn falou sarcástico e Jesse congelou. Finn sorriu por dentro ao ver a cara de Jesse endurecer e viu como ele engoliu seco.
– Eu n-não sei do que você ta falando. – Jesse riu nervoso e tentou parecer despreocupado.
– Sério? – Finn falou irônico. – Porque parece que você ta devendo 50 mil pratas pra ele. – Finn falou debochando e Jesse ficava cada vez mais nervoso. – Mas se você não sabe do que eu to falando, eu posso ligar pra ele e talvez ele possa refrescar sua memória. – Jesse continuou calado. – Me diz... Onde ta esse dinheiro? Pra que você queria 50 mil?
– Isso não é problema seu. – Jesse falou ríspido.
– Foi por isso que você abandonou a Rachel em São Francisco, não foi? – Finn jogou verde e Jesse encarou ele. – Você não tava fugindo da policia, você tava fugindo desse agiota. – Finn ligou os pontos e riu sem acreditar naquilo.
– O que você quer? – Jesse ignorou ele e perguntou vendo que aquilo não iria terminar bem.
– Eu já disse. – Finn ficou sério. – Some de Los Angeles e da vida da Rachel. Se eu te ver outra vez, as coisas não vão terminar bem pro teu lado. – Ele disse ameaçador e Jesse ficou encarando ele.
– É... Você realmente ta apaixonado por ela. – Jesse cruzou os braços e Finn continuou olhando pra ele. – Pra fazer isso tudo por ela... O ela fez pra te conquistar hein? – Ele perguntou num tom malicioso e Finn já começava a se irritar.
– Da o fora de Los Angeles. – Finn ignorou o sorriso malicioso de Jesse quando ia se levantar, ouviu ele:
– Me conta... O que Rachel fez pra te deixar aos pés dela? – Ele colocou uma falsa cara pensativa e Finn o encarou. – Já sei! Foi o sexo não foi? – Jesse falou malicioso. – Com certeza foi isso! Aquela boca dela faz maravilhas...
E depois dessa, Finn não conseguiu se controlar. Jesse nem ao menos terminou de falar e Finn segurou os cabelos dele tacando a testa dele na mesa três vezes seguidas. Na primeira pancada, Jesse já tinha ficado completamente tonto e na segunda foi possível ver o sangue escorrendo pelo supercílio dele. Finn o levantou pela jaqueta e acertou um soco em seu rosto, pra logo depois acertar outro. As pessoas que estavam no bar se afastaram assustadas e Puck pensou que Finn iria matar Jesse e logo correu pra perto dos dois. Finn tentou partir pra cima dele de novo, mas foi impedido pelos braços de Puck, que o segurava firmemente. Um garoto que estava observando a briga apareceu segurando Jesse que estava cambaleando, totalmente zonzo e tinha o rosto coberto de sangue. Finn estava tão transtornado que conseguiu se soltar de Puck e foi caminhando em direção a Jesse. Ele segurou o rapaz pela jaqueta e caminhou com ele, o imprensando na parede e levantou ele a alguns centímetros do chão.
– Some de Los Angeles. – Finn cuspiu as palavras com raiva. – Se eu ver você aqui de novo, você vai se arrepender de ter cruzado meu caminho. – Ele terminou de falar e soltou Jesse, que estava tão tonto que não conseguiu ao menos se sustentar e caiu no chão. Puck foi até ele e se abaixou ficando na altura dele.
– Esquece a minha irmã. – Puck falou e saiu do bar seguindo Finn.
Finn parecia estar com muita, muita raiva. Puck observou ele caminhar até o carro e viu quando ele deu alguns chutes no pneu. Ele observou Finn extravasar sua raiva e quando o garoto mais alto se acalmou, ele colocou uma mão no ombro dele.
– Ta tudo bem? – Puck perguntou e Finn balançou a cabeça positivamente.
– Eu só me irritei com ele. – Finn falou soltando o ar.
– O que ele falou pra te deixar daquele jeito? – Ele perguntou curioso.
– É melhor se você não souber. – Finn disse arqueando uma sobrancelha e Puck desconfiou do que poderia se tratar.
– Se você diz, eu acredito. – Ele realmente não queria saber.
– Vamos embora? – Finn perguntou e Puck concordou. – Toma. – Ele entregou as chaves do carro para o amigo. – Não to com cabeça pra dirigir.
– To vendo... – Puck falou e os dois entraram no carro. Puck começou a dirigir na direção da casa de Finn, enquanto o mesmo verificava seu celular. Ele viu algumas chamadas não atendidas – Seis pra ser mais exata. — E três mensagens de Rachel. Arqueou a sobrancelha um pouco surpreso. Rachel nunca foi de deixar inúmeras mensagens e muito menos ficar ligando pra ele o tempo inteiro. Deu com os ombros e começou a ler.
“Ta tudo bem? Me liga.”
Ele sorriu com a preocupação dela e passou pra próxima mensagem.
“To com saudades :/ Queria te ver. Te amo”
Ele suspirou. Estava morrendo de saudades dela e se pudesse iria agora mesmo pra New Haven buscar ela. Espera. Ele podia fazer isso. Colocou um sorriso no rosto e leu a próxima mensagem dela.
“O que você esta fazendo que não atende o celular ou responde minhas mensagens?!”
Ele riu e se virou pra Puck que já estacionava o carro na garagem de sua casa.
– Cara, eu vou pra New Haven agora. – Finn falou eufórico.
– Agora?! – Puck perguntou surpreso. – Você nem sabe se tem voo essa hora Finn.
– Não é nem 11 horas ainda. – Finn saiu do carro afobado e Puck o seguiu.
– Mas e seus pais? – Puck perguntou. – Vai dizer que vai pra New Haven do nada?
– Meu pai ta em Washington e minha mãe foi visitar uma amiga em San Diego. – Finn deu com os ombros. – Eu volto amanhã mesmo.
– Bom... Se você diz, quem sou eu pra não concordar? – Puck o seguiu até o quarto e viu ele colocando algumas roupas numa mochila.
– Você pode ver se tem passagem pra mim? – Ele apontou para o notebook e Puck concordou.
– Claro. – Puck sentou e ligou o notebook. – Ta ligando pra quem? – Perguntou ao ver Finn no celular.
– Bryan, o detetive. – Ele falou.
– Pra que? – Puck perguntou.
– Quero ver se o Jesse vai embora mesmo. – Finn disse. – Vou pedir pra ele ficar de olho nele pra mim.
– Ah sim... – Puck falou e voltou a atenção ao computador.
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– Alô?
– Quinn, sou eu. – Finn falou enquanto caminhava pelos corredores do aeroporto.
– Ah, oi mãe. – Quinn e ele vinham mantendo contato nos últimos dias e sempre conversavam por códigos.
– Ela ta do seu lado? – Finn perguntou.
– Sim, sim. – Quinn falou e Finn riu.
– Olha, tem algum problema se eu for pra New Haven agora?
– Agora?! – Ela falou um pouco surpresa.
– Sim. – Finn disse num tom mais baixo. – Eu to com saudades da Rachel. – Quinn riu.
– Claro. – Quinn se afastou das pessoas que estavam com eles. – Olha, eu to num barzinho perto da universidade com uns amigos e a Rachel ta comigo. – Ela falou
– Ótimo. Eu to entrando no avião agora, devo chegar ai em algumas horas. – Finn disse.
– Eu vou te passar o endereço e quando você chegar, me avisa.
– Tudo bem.
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Depois de algumas horas de voo, Finn chegou a New Haven. Olhou no relógio e viu que ainda iria dar 3 horas da manhã. Pegou o celular e mandou uma mensagem pra Quinn, como ela havia pedido.
“Acabei de chegar. Vocês ainda estão no bar? F”.
Alguns minutos depois recebeu a resposta.
“Sim. Vem logo que ela ta um pouco bêbada. Se ela beber mais, vai acabar dormindo e vocês não vão ter nenhum tipo de ação essa noite. Hahaha Q”.
Finn riu das coisas de Quinn e balançou a cabeça. Colocou a mochila nas costas e foi andando até o taxi. Deu o endereço que Quinn lhe passou e 15 minutos depois chegou ao local. Pagou o taxista e desceu do carro, ficando fascinado com o que via. Era uma rua cercada de bares, pessoas conversando e se divertindo. Quinn disse que as pessoas que moravam no Campus da universidade sempre iam nesses bares e que era bem legal. Ele andou um pouco até ver o bar onde elas estavam e sorriu ao ver Rachel nos braços de Artie que parecia estar consolando ela. Ele franziu a testa e se aproximou um pouco mais. Viu Quinn, mais algumas pessoas que não conhecia e se sentiu um pouco tímido de chegar ali do nada.
– Finn? – Rachel levantou a cabeça e viu ele parado a alguns metros dela.
– Que? – Artie perguntou sem entender nada.
– Eu to muito bêbada ou aquele é o Finn? – Ela estreitou os olhos e se levantou do colo dele.
– É o Finn mesmo. – Artie sorriu e Rachel foi andando até ele com o maior sorriso do mundo.
Finn riu ao ver como ela cruzava as pernas e ficou com medo dela cair, então foi andando até ela e quando chegou mais perto a sentiu pular em seu colo. Ele riu e a beijou sem cerimônias. Como ele sentiu falta dos lábios dela, do cheiro dela, do toque dela. Como ele sentiu falta dela. Rachel estava da mesma forma. Era a cara dele fazer esse tipo de surpresa. Era a cara dele deixar ela louca daquela forma. Enquanto sentiam o gosto da boca um do outro, ela passou as pernas em volta da cintura dele e Finn a segurou mais pra perto de si, pela cintura. Ela sorriu ao o sentir respirar com um pouco de dificuldade quando ela mordeu o lábio inferior dele, do jeito que ela sabia que o deixava louco. Ele ouviu a risada dela e sorriu separando beijo com alguns selinhos.
– Eu não acredito que você ta aqui. – Ela falou passando a mão no rosto dele carinhosamente.
– Eu tava morrendo de saudades de você. – Ele falou dando outro selinho e ela sorriu, o abraçando mais uma vez.
– E eu de você. – Ela respondeu e ele sorriu.
Ela por fim saiu do colo dele e os dois deram as mãos, cruzando os dedos e foram andando até a mesa onde eles estavam.
– Até que enfim você chegou! – Quinn se levantou e o abraçou.
– Você sabia que ele estava vindo? – Rachel perguntou surpresa.
– Claro. Você acha que ele adivinhou que você estaria aqui? – Quinn perguntou irônica e Rachel ficou com cara da paisagem.
– Gente, esse é o Finn, namorado da Rachel e amigo nosso. – Artie falou e todos da mesa se apresentaram. Finn educado como sempre, falou com todos e depois se virou pra Rachel que ainda tinha o maior dos sorrisos no rosto.
– Que foi? – Ele perguntou.
– Nada! – Ela o abraçou de novo. – Só estou feliz por você estar aqui.
– Eu também estou feliz por estar do seu lado. – Ele beijou a ponta do nariz dela e se sentou na cadeira onde ela estava.
– Hey! – Ela reclamou. – Onde eu vou sentar?
– Vem cá. – Ele a puxou e ela se sentou no colo dele. – Como você está?
– Bem. – Ela respondeu manhosa e deitou a cabeça no ombro dele. – Senti tanto sua falta.
– Eu também. – Ele a abraçou pela cintura.
– Onde você estava hoje mais cedo? – Ela levantou a cabeça e encarou. – Eu te liguei, mandei mensagens e você não retornou.
– Eu preciso te contar algo... – Ele suspirou e ela continuou encarando ele. – Eu me encontrei com o Jesse hoje.
– O que?! – Ela perguntou surpresa.
– Eu queria falar com ele e falei. – Ele deu com os ombros e viu a testa dela franzir em confusão.
– E sobre o que vocês falaram? – Ela perguntou.
– Na verdade não falamos muito. – Finn suspirou. – Eu descobri alguns podres dele em Nova York e falei que se ele não parasse de te perturbar eu iria entregar ele. – Ele disse.
– O que? – Ela pareceu surpresa. – Como assim você descobriu alguns podres dele?
– Olha, não fica brava comigo... – Ele começou falando manso. – Eu contratei um detetive.
– Detetive?! – Ela quase gritou e algumas pessoas na mesa olharam pra eles. – Pra que isso? – Ela falou mais baixo e todos voltaram a atenção ao que faziam antes.
– Eu não conhecia ele Rachel, como podia te proteger?! – Ele falou o óbvio e ela continuou séria. – Eu sei que o que eu fiz foi errado, mas pelo menos deu certo.
– Como assim deu certo? – Ela perguntou confusa. – O que aconteceu?
– O detetive descobriu que ele tava devendo 50 mil dólares pra um agiota em Nova York. – Finn falou e viu os olhos de Rachel arregalarem e a expressai confusa dela, ficar mais confusa ainda.
– 50 mil dólares?! – Ela perguntou chocada. – Que dinheiro é esse? Pra que ele queria isso? Eu não sabia disso... – Ela começou a tagarelar e Finn ficou calado. – O que aconteceu?
– O detetive não descobriu onde esse dinheiro foi parar, nem pra que ele queria esse dinheiro. – Finn continuou. – Enfim, esse agiota ta atrás dele a um bom tempo e foi por causa dele que ele te deixou em São Francisco sozinha.
– E você descobriu isso tudo? – Rachel perguntou ainda surpresa.
– Sim. – Ele respondeu.
– E como foi a conversa de vocês? – Ela perguntou um pouco curiosa.
– Eu falei o que eu sabia e ameacei ele. – Finn deu com os ombros. – Ele ficou um pouco assustado e concordou em sair da cidade. – Ele disse sem parecer muito convincente.
– Só isso? – Rachel não tinha acreditado que a conversa terminou daquela maneira.
– Só. – Ele concordou.
– Só isso Finn? – Ela perguntou de novo e ele suspirou.
– A gente brigou. – Ele disse tirando as mãos da cintura dela e viu Rachel balançar a cabeça.
– Eu sabia! Eu sabia! – Ela disse irritada. – O que aconteceu?
– Ele falou de você! – Finn se irritou também. – Eu não ia ficar parado ouvindo ele falar merda de você. – Ele falou como se fosse obvio e ela ficou quieta. – Ele teve o que mereceu.
– Desculpa. – Rachel o abraçou de novo. – Você ta bem?
– Sim. – Finn falou encostando o queixo no ombro dela. – Ele nem encostou em mim... Se o Puck não tivesse me parado eu nem sei o que iria acontecer... – Finn confessou. – Eu fiquei com muita raiva.
– Então quer dizer que Noah estava metido nessa com você? – Ela arqueou a sobrancelha. Era evidente que seu irmão iria se meter nisso.
– Ele é meu melhor amigo e seu irmão. Como ele não estaria comigo? – Finn falou irônico.
– Então vocês voltaram a se falar? – Rachel perguntou.
– Sim. – Ele sorriu. – Ta tudo bem agora.
– E o Jesse? – Ela perguntou.
– Eu mandei ele ir embora e honestamente acho que ele vai... – Ele disse. – De qualquer forma eu pedi que o detetive ficasse de olho nele, e me avisasse qualquer coisa.
– Ótimo. – Ela o beijou e sentiu as mãos dele passearem por suas costas. – Já podemos voltar pra casa?
– Sim. – Ele disse. – Comprei as passagens pra amanhã de tarde.
– Humm... – Ela mordeu a ponta da orelha dele e sussurrou. – O que você acha de sair daqui? – Finn sentiu os pelos de seu corpo eriçar e mordeu o pescoço dela.
– Só se for agora. – Ele sorriu malicioso e trocaram alguns selinhos. Rachel levantou do colo dele e ele levantou logo em seguida.
– Nós estamos indo. – Rachel falou se aproximando de Quinn que logo soltou um sorriso malicioso.
– Usem camisinha hein. – Quinn falou arrancando risada de todos na mesa.
Finn riu sem graça e olhou para Rachel, que nem ao menos se importou com as brincadeirinhas de Quinn. Se fosse em outra situação, ela provavelmente estaria vermelha como um tomate, mas ela realmente não estava nem ai pra isso, talvez por consequência do álcool que já havia ingerido. Mas essa noite, ela só queria estar nos braços do namorado e matar a saudade que ela sentia dele.
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