Like Never Before.
38 Drunk Rachel, Fun Rachel!
Notas iniciais
Antes de eles irem embora, Rachel ainda tomou mais alguns drinks e doses de tequila sob os protestos de Quinn. Finn até tentou impedir, mas não havia nada que ele pudesse fazer quando ela pedia algo pra ele. Ele simplesmente não sabia dizer não para ela. Depois de algumas doses e alguns drinks, ela voltou ao estado que estava antes de Finn chegar, ou até pior. Ela ria sem motivo e tinha uma necessidade quase que patológica de tocar o namorado o tempo inteiro. Não que Finn reclamasse, mas ele temia que ela passasse mal a qualquer momento e saísse dali vomitando, como aconteceu no dia do jogo. Vendo que a noite já estava condenada, Quinn deu seu endereço pra Finn e entregou as chaves reserva de seu apartamento pra ele – No estado que Rachel estava não deveria se lembrar nem de seu próprio nome, muito menos onde Quinn morava. Finn agradeceu e por fim saíram dali pegando o primeiro taxi que apareceu. Depois de sair do taxi aos risos, Rachel foi andando — com Finn que estava grudado atrás dela -, até a entrada do apartamento onde Quinn vivia. Assim que passaram pela recepção e entraram no elevador, Rachel atacou os lábios dele que ficou surpreso com a empolgação dela. Finn riu durante o beijo e a abraçou pela cintura enquanto se inclinava mais para ficarem da mesma altura. Assim que a porta do elevador abriu Finn teve que se separar dela e a tirar do elevador junto com ele. Ele não evitou achar graça da cara de irritada dela. A Rachel bêbada era bem divertida e completamente diferente da Rachel sóbria – Ele pensou. Encarou o corredor vazio e soltou um palavrão ao lembrar que havia se esquecido de perguntar qual era o número da casa dela.
– Onde a Quinn mora? – Ele perguntou se virando para Rachel e a viu caminhar até uma porta com o número 415 pendurado.
– N-não t-to achando as c-chaves. – Ela falou soluçando.
– Tá comigo. – Ele falou mostrando o chaveiro e ela se afastou pra ele abrir.
– Finnie... – Rachel sussurrou se agarrando na cintura dele e Finn sorriu entrando no apartamento com ela.
– Onde você ta dormindo? – Ele perguntou se virando pra ela, logo depois de fechar a porta.
– V-vem... – Ela falou animada e o puxou pelo braço.
Finn foi caminhando com ela até o quarto onde ela estava dormindo e colocou sua mochila numa cadeira que avistou. Ele viu que o quarto tinha algumas caixas no canto, mas até que era bem arrumado. Pensou que deveria ser o quarto onde Quinn guardava as coisas que não usava mais ou que atrapalhavam de alguma forma. Ele tirou a camisa na esperança de poder tomar banho e quando começou a desafivelar o cinto, sentiu as pequenas mãos de Rachel correr pelo seu abdome e ela riu debilmente ao o sentir contrair a barriga. Finn se virou pra ela com um sorriso no rosto e se inclinou para beijar-lhe a testa.
– Rach... Você ta muito bêbada. – Ele disse docemente. – Acho melhor a gente dormir.
– Não! – Ela protestou um pouco irritada. – Eu quero você! Agora.
Foi a última coisa que Finn ouviu sair da boca dela antes de ser jogado na cama. Ele não queria fazer nada com Rachel naquele estado, ainda mais porque ela provavelmente nem se lembraria, mas quando sentiu as mãos dela puxarem sua calça com tanta facilidade ele respirou fundo e tentou se controlar.
– Rachel, vamos dormir. – Ele falou enquanto ela passava as unhas pelo abdome dele indo até a barra da cueca. – P-por favor.
Rachel soltou uma risada provocativa e pôde ver que ele até poderia estar querendo dormir, mas o corpo dele não dizia a mesma coisa. Ela mordeu os próprios lábios e se inclinou mordendo o pescoço dele que suspirou fechando os olhos. Rachel começou a descer a cueca dele e Finn ergueu o quadril ajudando ela a jogar o tecido pelo quarto. Finn abriu os olhos e viu quando Rachel lambeu a palma da mão direita pra logo depois segurar seu membro já rígido. Ele não evitou soltar um pequeno gemido de satisfação e Rachel começou a acaricia-lo para cima e para baixo por alguns minutos, para o prazer dele. Finn abriu os olhos ao sentir ela se movimentar na cama e sentiu a boca dela se fechando em volta de seu pênis. Finn abriu um pouco a boca ao sentir a língua de Rachel brincar com seu órgão mais sensível e levou a mão até o cabelo dela, enquanto ela insistia em passar as unhas no abdome dele. Rachel começou a movimentar a cabeça para cima e para baixo, levando ele até sua garganta repetitivamente e só ouvia os gemidos dele. Ela continuou chupando suavemente, até que seus movimentos foram ficando mais suaves e cada vez mais lentos, até que finalmente pararam.
– R-Rach? – Finn abriu os olhos, ofegante e encontrou a cabeça de Rachel repousada perto de seu estomago. Ele levou uma mão até os cabelos dela, os tirando do rosto dela e soltou um grunhido de decepção ao encontrá-la de olhos fechados e dormindo profundamente. – Puta que pariu! – Ele xingou e tacou a cabeça de volta no travesseiro respirando fundo.
Finn se sentou na cama devagar e puxou a namorada, deitando ela ao seu lado. Balançou a cabeça negativamente quando olhou pra baixo e viu sua ereção. Ele bufou um pouco irritado e se levantou, indo até sua mochila. Pegou uma camisa, uma bermuda e enrolou sua toalha na cintura, saído do quarto e procurando pelo banheiro.
Logo após sair de longo banho frio, Finn começou a caminhar até o quarto, quando ouviu um barulho vindo da sala. Ele foi até a sala e viu Quinn chegar.
– Que susto! – Ela falou ao ver Finn aparecer do nada.
– Foi mal. – Ele se lamentou. – Tava tomando banho.
– Se divertiram? – Quinn arqueou uma sobrancelha.
– Hum... Não. – Ele disse com uma cara de desgosto e Quinn riu.
– Ela dormiu. – Ela nem perguntou, apenas afirmou. Conhecia Rachel suficientemente bem para saber que aquilo era típico dela.
– Como um bebê. – Finn disse suspirando e Quinn riu novamente.
– Eu te disse para não a deixar beber. – Ele viu Quinn colocar a bolsa no sofá e se sentar em seguida.
– Dá próxima vez ela não vai nem chegar perto de álcool. – Ele disse arqueando as sobrancelhas.
– Você gosta mesmo dela, não? – Ela perguntou ao o ver encostar-se à parede.
– Muito. – Ele respondeu e Quinn suspirou.
– Eu sei que ela pode ser complicada. – Quinn começou. – Ela tem esse temperamento explosivo e é um pouco agressiva. – Ele concordou com um sorriso. – Mas ela é sensível. Ela às vezes pode ser pior que essas adolescentes de filme de comédia romântica. – Quinn falou. – Ela sempre acreditou nessa historia de príncipes encantados e amor a primeira vista. E por mais que ela não admita, ela é toda romântica, toda mulherzinha. – Finn ouvia tudo o que Quinn falava com um sorriso no rosto.
– Ela é uma caixinha de surpresas. – Ele concluiu.
– Exatamente. – Quinn riu. – Eu sei que ela é louca por você e eu realmente espero que de tudo certo entre vocês dois.
– Obrigado Quinn. – Ele respondeu. – Isso significa muito pra mim. – Ela sorriu e concordou.
– Bom, eu vou dormir. – Ela disse se levantando do sofá.
– Eu também to indo. Boa noite. – Ela o respondeu e ele foi caminhando até o quarto onde dormiria com Rachel.
Assim que fechou a porta, encontrou Rachel com as pernas e braços abertos, tomando conta de todo o espaço da cama e não evitou sorrir. Ele tirou os sapatos que ela estava usando e se deitou ao lado dela, a puxando para perto de si. Ele a abraçou pela cintura e sentiu ela se aconchegando mais pra perto dele. Finn sorriu e passou o nariz pelo pescoço dela, aspirando o inconfundível perfume dela, que ele tanto amava.
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Finn abriu os olhos devido a claridade e voltou a fechar os mesmos. Logo depois tentou se mover, mas sentiu um peso em cima de si e franziu a testa. Quando olhou pra baixo viu Rachel dormindo tranquilamente, aninhada em seu peito. Ele sorriu e fechou os olhos novamente enquanto acariciava os cabelos dela lentamente. Finn não podia deixar de pensar o quanto ele estava apaixonado por Rachel, não podia deixar de pensar o quanto sua vida mudou nos últimos meses. Ele nunca havia se apaixonado por ninguém, nunca tinha tido uma namorada e agora estava ali com a mulher mais perfeita do mundo ao seu lado. Mais uma vez sorriu com o pensamento e sentiu Rachel se mexer embaixo de si. Ele parou de acaricia-la e ouviu a voz dela.
– Não para. – Soou mais como um gemido de dor e ele riu divertido e voltou a levar sua mão esquerda ao cabelo dela.
– Dor de cabeça? – Ele perguntou e ouviu ela gemer em resposta. – Eu te disse pra não beber tanto assim.
– Cala a boca. – Ela falou se agarrando mais nele. — Eu preciso fazer xixi. – Ela falou se soltando e se sentou na cama.
– Quer ajuda? – Ela perguntou ainda deitado.
– Não. – Ela respondeu. – Não precisa me tratar como se eu tivesse 2 anos. – E pelo visto estava de mau humor. Finn concordou e viu ela sair do quarto.
Ele riu sozinho das coisas dela e continuou deitado. Pegou o celular e viu que eram 2 da tarde. Ele suspirou e mandou uma mensagem pra Puck, dizendo que o voo deles sairia de New Haven às 5 da tarde. Assim que ele colocou o celular de volta na mesinha, viu Rachel entrar no quarto com a testa franzida.
– O que aconteceu ontem? – Ela perguntou um pouco confusa.
– Você não se lembra? – Ele perguntou divertido.
– Se eu to perguntando... – Ela disse com seu velho humor de sempre.
– Você bebeu mais do que devia e nós acabamos dormindo. – Ele falou tentando tirar algumas partes do que realmente aconteceu.
– Só isso? – Ela perguntou desconfiada.
– É... Tirando o fato de que você dormiu enquanto... Hum... Bom... – Ele não sabia como dizer e fez o gesto com as mãos.
– Oh meu Deus! – Ela falou levando as mãos até o rosto.
– É... Deus. – Ele falou irônico. – Você me deve uma. – Ele falou tentando esquecer o banho frio que havia tomado.
– Me perdoa? – Ela falou com o ar divertido e subiu na cama indo até ele.
– Sempre. – Ele sorriu e lhe deu um selinho.
– Eu te amo Finn. – Ela falou se sentando no colo dele e viu quando ele sorriu.
– Eu também te amo. – Ele respondeu a abraçando pela cintura.
– Muito? – Ela sorriu.
– Muito, muito, muito. – Ele riu e a beijou lentamente. Rachel sentiu as borboletas em seu estômago se fazerem presente quando a língua dele tocou a sua e o abraçou mais, tentando fazer com aquele momento durasse para sempre.
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Os dois andavam pelos corredores do aeroporto com pressa, antes que perdessem o voo. Assim que se despediram de Artie e Quinn, o casal percebeu que estavam um pouco em cima da hora e se apressaram para fazer o check-in. Por sorte, tudo deu certo e Rachel já se acomodava eu seu assento, enquanto Finn guardava a bolsa de mão dela no suporte.
– O que você disse para os seus pais? – Ela perguntou quando o viu se sentar ao seu lado.
– Sobre...? – Ele perguntou confuso.
– Você ter vindo pra cá. – Ela respondeu como se fosse óbvio.
– Oh, eles não sabem. – Finn deu com os ombros.
– Como não sabem? – Rachel arqueou a sobrancelha.
– Meu pai ta em Washington e minha mãe foi visitar uma amiga, eu vou chegar e eles nem vão saber de nada.
– Você não podia ter feito isso Finn! – Ela o repreendeu.
– Ta tudo bem. – Ele falou. – Nós vamos chegar bem e vai dar tudo certo. – Ele sorriu e lhe deu um selinho. – Além do mais, meu pai nem liga pra essas coisas, o problema mesmo é minha mãe. – Ele riu.
– É... O Burt é bem legal. – Rachel concordou.
– Demais. – Finn sorriu e os dois apertaram os cintos quando o avião começou a andar. Enquanto o avião decolava Rachel olhou para Finn e um pergunta veio até sua cabeça.
– Posso te fazer uma pergunta? – Ela virou o rosto pra ele um pouco apreensiva.
– Claro. – Ele respondeu.
– O que aconteceu com seu pai? – Ela perguntou ficando um pouco mais séria.
– Ué, eu acabei de falar que ele ta em Washington. – Finn falou confuso.
– Não... Eu digo seu pai, pai mesmo. – Ele entendeu o que ela estava dizendo e ficou um pouco sério.
– Oh... – Ele suspirou. – Pra falar a verdade eu não sei. – Finn mordeu os lábios e olhou pra ela. – Ele abandonou minha mãe quando eu tinha 10 meses e ela nunca mais soube dele. – Ele deu com os ombros. – Ele simplesmente saiu de casa um dia, levou uma mala com todas as roupas e nunca mais voltou.
– Você não tem vontade de saber mais? – Ela perguntou curiosa.
– Eu já tive, quando era mais novo. – Ele confessou. – Mas não tenho mais. Eu nem sei quem ele é. – Ele suspirou. – Não o conheço, nunca vi na minha vida. A única coisa que tenho dele é uma foto. – Ele riu sem vontade. – Parece até que eu to olhando para o espelho. – Se referindo a foto.
– Ele nunca tentou entrar em contato com você? – Rachel perguntou e ele balançou a cabeça negativamente.
– Não. Eu sempre quis saber o porquê dele ter ido embora, mas depois eu desencanei e deixei isso pra lá. – Ele disse. – Meu pai é o Burt e nada vai mudar isso. – Ele viu ela sorrir e sentiu a mão dela sobre a sua. – Por que você me perguntou isso?
– Só quero te conhecer melhor. – Ela respondeu dando com os ombros e ele sorriu.
Os dois trocaram alguns beijos rápidos e logo depois Finn recostou na cadeira, deixando Rachel deitar a cabeça em seu ombro. Ele passou o braço pelo ombro dela e a puxou mais pra perto de si. Rachel sorriu em resposta e entrelaçou sua mão, com a mão livre dele. E foi dessa forma que eles adormeceram.
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