Like I'm Gonna Lose You
22 Capítulo 20 - Sizzy
Notas iniciais
P.O.V Isabelle
Ao iniciar a minha caminhada para fora d’água, sentindo as minhas pernas extremamente doloridas, a primeira coisa que eu vi foi o Simon. Ele estava sentado na areia com os joelhos dobrados e brincava com a areia ao seu redor. Usava a mesma roupa da noite anterior, mas sua calça já estava seca.
Ele ficou a noite inteira ali?
Assim que ele percebeu a movimentação na água, abriu um sorriso e veio ao meu encontro com a jaqueta estendida. Vesti a peça, que felizmente era grande o suficiente para cobrir até quase a metade das minhas coxas. Fiquei na ponta dos pés e uni os nossos lábios em um beijo casto.
— Você ficou aqui a noite inteira? — Perguntei.
— Queria estar aqui quando saísse da água. — Abri um sorriso para ele. — Está cansada?
— Bastante. Preciso de um banho e uma cama. — Ele riu e passou o braço pelos meus ombros antes de começar a andar em direção o carro, parou apenas para pegar as nossas coisas da areia e continuou a me guiar. Ao sentar no banco do carro eu percebi como a manhã estava fria, já que dentro do mesmo devia estar muito mais quente que o lado de fora. — Simon, posso te pedir uma coisa? — Ele me olhou enquanto colocava o cinto. — Posso ir para a sua casa? — Ele me olhou para alguns segundos, antes de abrir um pequeno sorriso.
— Claro. — E com isso ele deu partida no carro.
…
— Está com fome? — Ele perguntou antes de se levantar da cama. Novamente ridiculamente sexy com aquela calça de moletom. — Eu vou fazer sanduíches para nós dois e você pode escolher um filme para nós vermos. Havíamos acordado há pouco tempo, e tínhamos continuado na cama, pois de certa forma ainda estávamos com sono e cansados.
— Qualquer um? — Perguntei com uma sobrancelha erguida.
— Nessa casa não assistimos a Star Trek, Lightwood. — Ele disse apontando um dedo na minha direção e estreitando os olhos.
— Eu assisti ao 5º Episódio de Star Wars com você, Lewis. — Sentei-me na cama com as mãos na cintura. — Nós vamos assistir, sim! — Peguei o controle da televisão e o balancei na direção dele. — Além da Escuridão, aqui vamos nós. — Ele bufou.
— O que eu não faço por você. — Saiu resmungando do quarto. Coloquei o filme e deixei pausado esperando para assistir ao filme com ele. Levantei-me da cama e comecei a passar a mãos pela lombada de seus quadrinhos que estavam na prateleira, escolhendo o próximo que eu sequestraria para ler.
O quarto do Simon era simplesmente a cara dele. As paredes eram pintadas de cinza escuro, mas quase não eram visíveis, pois além das muitas prateleiras com livros, quadrinhos, mangás e vários itens colecionáveis, havia também posters colados na parede de diversas bandas, além da que ele fazia parte. O Simon tinha um armário preto que continha mais camisas geeks do que qualquer outra peça; e a sua cama ficava no centro do quarto, era de casal e tinha uma divisória que separava a bagunça do quarto de um pequeno escritório, como eu gostava de chamar, onde tinha uma estante com o material escolar e uma escrivaninha com computador. Já tive vários pensamentos impuros envolvendo eu e ele e aquela escrivaninha.
— Eu podia observar essa cena por dias. — Tomei um susto ao ouvir a sua voz. — Desculpa se pareceu muito tarado da minha parte.
— Tudo bem. — Abri um sorriso para ele. — Se você quiser, pode tirar uma foto, eu deixo. — Ele arregalou os olhos. — Mas, só se prometer colocar como papel de parede no celular.
— Não vou tirar uma foto sua assim e expor como papel de parede, Isabelle, ficou maluca? — Perguntou enquanto colocava a badeja com o nosso lanche sobre a cama.
— Então, tira para mim, por favor, quero postar no Instagram. — Ele voltou a arregalar os olhos. — O que acha? — Voltei a ficar de costas para ele, joguei os meus cabelos para o lado, fiquei na ponta dos pés, como se tentasse alcançar algo na prateleira mais alta. Mas aquilo não era o importante, o importante era o fato de eu não usar nada além de uma camisa dele dos vingadores; e tanto eu quanto ele sabíamos que não havia mais nada por baixo. — Fica boa assim? — Olhei-o sobre o ombro, ele estava descaradamente encarando a minha bunda. Fazia umas semanas que não tínhamos nenhum tipo de relação, nenhum tipo de contato que não fossem beijos rápidos trocados na escola. Naquele momento, não sabia dizer se era período fértil, ou algo com a minha transformação, mas eu estava quase subindo pelas paredes sob o seu olhar. — Tira a foto, Simon. — Ele pareceu despertar de um transe, mas assentiu e pegou o meu celular. Voltei a ficar na posição de antes e ouvi o som de disparo da câmera. — Abri um sorriso e o olhei pelo ombro, ele aproveitou e tirou mais uma. — Ficaram boas?
— Ótimas. — Sorri para ele.
— Você quer ver a foto que eu tirei sua? — Ele arregalou os olhos. Peguei o meu celular de suas mãos e abri a minha galeria. Ao encarar a foto o Simon gargalhou e me encarou. Havia tirado aquela foto em um de seus momentos ridiculamente sexys; foi quando ele estava indo para o banho. Chegou no quarto e tirou a camisa com uma expressão séria, e extremamente sexy enquanto olhava para a calça, parecia decidir se a tirava ou não. — Gostou?
— Vai colocá-la de papel de parede?
— Se você permitir. — Dei de ombros.
— Sério? — Ele pareceu surpreso. — Vai colocar a minha foto no seu celular? — Balancei a cabeça em afirmação enquanto sorria o roubava um selinho.
— Preciso te contar uma coisa. — O sorriso dele instantaneamente morreu. Virei-me de frente para ele e respirei fundo, sentindo as minhas pernas tremerem com aquilo. — Você lembra que a Clary falou que tem 700 anos? — Ele assentiu, provavelmente sabia onde eu queria chegar. — E que Sereias só se apaixonam uma vez? — Ele repetiu o movimento. — Eu estou com medo, Simon. — Admiti e baixei o meu olhar.
— Por quê? O que tem isso? — Respirei fundo tomando coragem e falei tudo de uma vez só.
— Porque eu amo você, e eu estou apavorada com a ideia de um dia acordar e perceber que você não está mais do meu lado. — Falei olhando em seus olhos, mas assim que terminei voltei a abaixar a cabeça.
— O que disse? — Ele perguntou enquanto acariciava o meu rosto e o levantava delicadamente. Eu sabia o que ele queria que eu repetisse, e, estranhamente eu não senti medo ou vergonha ao voltar a admitir o que o meu coração parecia ter certeza desde a primeira vez que eu o vi.
— Eu amo você. — Minha voz saiu mais firme do que eu esperava. O sorriso que ele abriu fez aquela maldita sensação de borboletas no estômago aflorar dentro de mim.
— Eu amo você. — Ele disse. — Com e sem calda. — Eu ri e o beijei. Enlacei o seu pescoço o puxando para mim, fazendo-o se curvar, já que ele era mais alto que eu. Abri um sorriso involuntário entre o beijo e o senti sorrir também.
Arfei ao ser imprensada nas prateleiras, e nenhum de nós ligou se derrubamos alguma coisa ou amassamos alguma daquelas preciosidades. Era bom saber que eu não era única a sentir falta do corpo do outro. Eu via o Simon quase todos os dias, embora eu estivesse com saudade do meu Simon, o que só aparecia quando estávamos sozinhos, eu estava com muito mais saudade do corpo dele. Deixei um gemido escapar pelos meus lábios quando suas mãos deslizaram pelo meu corpo e apertaram a minha bunda, me unindo ainda mais a ele, e caramba! Ele estava excitado, e nós nem tínhamos feito nada.
— Isabelle, eu sei o quanto você quer isso na minha escrivaninha, do jeitinho que você gosta.— Um arrepio atravessou o meu corpo e terminou em meu sexo; Simon, não comece a ter conversas sujas tão cedo, ou eu não vou responder por mim. — Mas hoje eu quero fazer amor com você. — Murmurou contra os meus lábios, diferente do que eu imaginei, a ideia de fazer amor não me desanimou, pelo contrário, o fato de ser lento e intenso me fez ficar ainda mais molhada.
— Então, faça, por favor. — O Simon me virou de costas para a prateleira. Ele sabia que eu tinha um fetiche em ser tocada de costas; eu simplesmente amava sentir os músculos dele contra as minhas costas.
Seus lábios tomaram o meu pescoço com beijos molhados e mordidas pecaminosas que me faziam suspirar cada vez mais. Eu podia sentir o meu sexo molhado, e o fato dele estar com sua ereção colada em minha bunda não facilitava em nada o meu raciocínio. Sorri quando ele começou a me empurrar delicadamente em direção a cama, sem jamais soltar o meu pescoço; se tivessem marcas depois, eu não ligaria nem um pouco.
O Simon puxou a camisa do meu corpo, me deixando nua novamente. Apoiei os meus joelhos na cama e me virei de frente para ele, cruzando as pernas e o lançando um sorriso malicioso. Separei as minhas pernas, ficando cada uma em um lado do seu corpo e puxei o laço da sua calça, quando puxei a peça para baixo quase tive um susto, pois ele estava sem cueca, e bem, o Simon não era nem um pouco pequeno.
Comecei a acariciar o seu membro o masturbando lentamente, os gemidos que ele soltava eram deliciosos demais. Sorri e aproximei os meus lábios dele, lambi sua extensão, e então o abocanhei fazendo o urrar e agarrar os próprios cabelos. Continuei a chupá-lo, de vez em quando ele estocava na minha boca, quase perdendo o controle do próprio corpo, e quando isso acontecia era uma delicia.
— Ah, Isabelle. — A forma como gemia o meu nome sempre me excitava. Ele segurou os meus cabelos e me afastou de seu membro; passei a minha língua pelos meus lábios e mordi o inferior para provocá-lo, e vi os seus olhos ficarem ainda mais escuros. — Não me faça perder o controle. — Pediu.
— Isso é com você. — Eu disse inocente enquanto me deitava no meio da cama, e ficava de bruços, comecei a balançar as minhas pernas e o olhei sobre o ombro. — É demais para você, Lewis? — Ele rosnou e me puxou pelos pés, me virando na cama cuidadosamente antes me sentar, se ajoelhou na minha frente para poder dar a devida atenção aos meus seios.
Eu adorava provocar o Simon quando estávamos transando, mas principalmente quando estávamos no meio dos nossos amigos, e eu dizia algo com duplo sentido para ele entender, e via o mesmo me devorar com os olhos. Aquelas semanas foram repletas daquelas provocações, mas a melhor parte, com certeza, era a resposta que ele dava a elas, geralmente me levava ao orgasmo, quando não me deixava molhado pelo resto do dia.
Voltei-me a deitar na cama quando seus lábios escorregaram dos meus seios para o meu abdômen. Eu admito que tova vez que receberia um oral dele, precisava me controlar para não rir pois na primeira vez que transei com ele, quebrei a cara. Até então, eu havia transado com outros meninos, e nenhum deles sabia onde ficava o bendito clitóris, mas como eu conhecia o Simon, e sabia que ele não se incomodaria, eu me preparei para guiá-lo até lá, mas o meu tiro saiu pela culatra, pois o Simon o encontrou com maestria, e me fez gemer desesperadamente por isso, pois até então, nunca tinha recebido um oral tão bom. E ele nunca me decepcionava.
— Oh, Simon! — Contorci-me na cama quando sua língua deslizou deliciosamente pelo meu sexo. Abri um sorriso quando ele começou a dar atenção ao meu clitóris, arrancando gemidos que envergonhariam metade da minha família de mim. Um de seus dedos escorregou com facilidade para dentro de mim, me fazendo gemer mais ainda, e quando ele introduziu o segundo eu achei que veria estrelas. Agarrei os lençóis e comecei a morder o meu lábio quando sentia o orgasmo se aproximando. — Aaah… Por favor, não para. — Desviei o meu olhar ele e a imagem dele entre as minhas pernas, com expressão de puro prazer enquanto me chupava era demais para mim. Gozei chamando por ele, e me contorcendo na cama. — Porra, Simon! — Ele parecia estar muito entretido pois continuou a fazer o que fazia me dando arrepios. Quando finalmente, deu-se por satisfeito, afastou os lábios do meu sexo e subiu beijando o meu corpo, sem nunca parar os movimentos lentos de seus dedos, que tirava a minha concentração.
— Você me deixa louco. — Ele comentou quando chegou a base do meu pescoço, ele mantinha as pernas entre as minhas, me impedindo de fechá-las. — E eu adoro a carinha que você faz quando tem um orgasmo.
— E qual é? — Perguntei inconsciente, ainda aproveitando o movimento de seus dedos, quase rebolando contra eles pedindo por mais.
— Assim. — O movimento repentino e rápido de seus dedos me tirou do mu transe me fazendo arregalar os olhos e inconscientemente tentar fechar as pernas por puro reflexo. Seus dedos estavam me deixando louca, agarrei-me a ele me deixando gemendo no pé de seu ouvido. Com o resto de sanidade que me restava encontrei o membro dele e comecei a masturbá-lo ouvindo gemer automaticamente no meu ouvido. Xinguei metade dos palavrões que eu conhecia quando atingi o orgasmo e finalmente os dedos dele me deixaram. — Viu como é linda? — Perguntou ofegante e com um sorriso no rosto.
— Ainda não. — Respondi com a respiração igual, se não pior. — Não estávamos fazendo amor?
— Para não perder o costume. — Eu ri enquanto ele se esticava até a cabeceira e pegava uma camisinha. Às vezes nós dávamos uns surtos como aquele e simplesmente perdíamos o controle de tudo, e como eu havia dito antes, era delicioso. — Você está bem? — Perguntou depois de vestir o preservativo.
— Melhor, só com você dentro de mim. — Ele sorriu posicionou-se em minha entrada.
— Seu pedido, é uma ordem. — Gememos juntos com a penetração.
O Simon deitou-se sobre mim e começou a estocar lentamente, diferente do que fazia antes, mas tão gostoso quanto. Deslizei as minhas unhas pelas suas costas, sentindo-o arrepiar sobre mim e aumentar a intensidade dos movimentos. Meus gemidos iam direto no pé de seu ouvido, assim como os dele, e aquilo me deixava louca.
Mordi o seu ombro em busca de controle, pois aquele ritmo estava me matando. Era a primeira vez que estávamos fazendo daquela maneira, como ele mesmo disse: fazendo amor; mas eu não imaginei que poderia ser tão gostoso quando to sexo que fazíamos.
— Você está tão apertada, Isabelle. — A expressão de prazer no rosto dele era impagável, e, com certeza, me daria sonhos molhados depois. — Eu vou gozar.
— Eu também. — Admiti. Eu estava a ponto de explodir, ele parou de estocar e rebolou contra mim, mordi o seu ombro novamente para conter o meu gemido. Ele não o fez, e gemeu deliciosamente no meu ouvido. — Assim… Oh… Merda… — Explodi em um orgasmo chamando por ele e rebolando embaixo dele, ele veio logo em seguida. Saiu de dentro de mim e continuou deitado por alguns segundos antes de ir se livrar da camisinha.
— Isso foi ridiculamente sexy. — Ele disse ao deitar-se ao meu lado, me fazendo gargalhar.
— Sabe o mais seria ridiculamente sexy? — Perguntei olhando para ele. O Simon desviou o olhar até a divisória, como se pudesse ver a escrivaninha por trás dela.
— Eu tenho uma ideia.
…
Assim que o carro parou na frente da minha casa eu me permiti soltar um suspiro. Eu simplesmente não queria entrar ali. Não queria correr o risco de encontrar com o Hodge. Não queria correr o risco de encontrar com o Alec. Não queria correr o risco de encontrar com o Jace. Eu só queria ter paz até o dia seguinte, até a segunda-feira.
— Entregue. — Eu forcei um sorriso e o olhei. — O que foi?
— Nada. — Respondi, mas continuei no mesmo lugar.
— Iz, o que foi? — Desviei o olhar para a minha casa e soltei um suspiro.
— Não quero entrar. — Admiti. — Não quero ficar aqui. — Suspirei novamente. — Eu… Eu não quero encontrar nenhum dos três, e se eu for para a casa da Clary corro o sério risco de encontrar com a Maryse, e isso é algo que eu simplesmente não quero. — Voltei a encará-lo, o Simon tinha uma expressão pensativa no rosto.
— Você tem duas opções. — Disse enquanto vira-se para mim. — Pode passar o resto do fim de semana trancada no quarto, ou… — Ele coçou a nuca como se tivesse sem jeito de falar a outra opção.
— Ou…? — Incentivei.
— Ou pode ficar lá em casa. — Ergui uma sobrancelha.
— Você me trouxe até aqui para falar isso? — Ele riu. — E a sua mãe?
— Minha mãe está com um super processo nas costas, não tem entrado muito no meu quarto, e nem saído muito do escritório. — O encarei. — Acho que é melhor do que correr o risco de discutir com alguém que gosta de cabeça quente.
Debati a ideia por alguns segundos. Era verdade que eu ainda estava de cabeça quente, e encontrar com algum deles naquele momento não seria bom. Eu estava com raiva do Hodge por ter mentido para mim por todos esses anos, nós não passávamos de uma obrigação, e não uma família; estava com raiva do Alec por ter ficado com a Maryse, e eu sabia como ele tinha um coração mole quando se tratava de família, e não demoraria muito para ele perdoar a Maryse por tudo; não queria ver o Jace porque estava com raiva pela maneira que ele tratou a Clary; e não queria ver a Maryse porque ela me abandonou, e por ser o motivo de eu estar com raiva do meu próprio irmão.
— Okay. — Disse depois de um tempo. — Eu vou entrar e pegar umas roupas. Não demoro.
Talvez uma possível discussão com a mãe do Simon fosse o menor dos meus problemas.
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