Ligadas pelo destino

40 capítulo 40- Raízes inconscientes parte 2


Notas iniciais
Cara, pra uma fic que não teria nem 20 caps, chegamos ao 40 ehhhhhhh. Essa fic foi uma experiência que até hoje amo e me divirto fazendo. O fim se aproxima, mas depois vira a segunda temporada e se tudo der certo novamente, renorarei uma terceira mais foda ainda. Enfim, agradeço o carinho de todos em acompanhar minhas loucuras, aos que estão comentando e aos que não estão, convido a comentar também pra eu saber como estou me saindo nessa bagaça. Desculpem a demora, depois da minha graduação, que eu passei graças a Deus, eu adquiri uma gripe mediúnica e quase me vou pro céu dos unicórnios. Mandem ver aí:Desculpem qualquer erro.

Há uma dúvida em meu consciente de que tenho quase que a profunda certeza da dificuldade que eu terei para saná-la algum dia:

Que efeito é esse que Santana possui naquele corpo que me deixa tão a seu mercê... Tão calma, relaxada... Deus.. VIVA?

Desde que a conheci melhor, que não estava agarrada a uma imagem morena, latina especificamente, estampada em uma folha de papel, usando óculos visualmente ultrajantes para qualquer ser humano que possuísse o minimo que seja de senso de moda, ou uma calça xadrez folgada coberta por um blusão com a imagem de super heróis, segurando uma casquinha de sorvete, cujo conteúdo gelado já havia derretido e caía em sua calça edionda de número maior que ela usava de verdade, fazendo uma careta desesperada por isso, me fez perceber melhor o ser humano que se perdia no meio daquele jeito desleixado e nada bom de ver que ela levava.

Eu a julguei mesmo antes de conhecê-la de verdade, a seu lado mais humano que o meu, sua simpatia, seu senso de amor ao próximo, de como via a vida e era tão intensa em seus atos, que me tirava o ar cada vez que demonstrava aquela bravura tão rara, apesar de altamente inconsequente. Santana parecia não pensar ou medir as consequencias de suas escolhas e atos malucos como eu sempre fiz, sem falar das brincadeiras sem limites que ela levava em tudo, o que muito me tirava do sério. Mas o pior de tudo isso, era que sempre acabava dando certo e me levava a me questionar realmente se aquele ser incalculável era real... E graças a Deus era.

Tudo isso, todas essas ponderações, questões confusas, vieram em minha cabeça quando Santana tomou minha mão e saiu daquele restaurante. No interno de Francyne beirava o silêncio suspeito de sua parte. O jeito que apertava o volante, como se estivesse em um alto grau de expectativa, me fez erguer uma sobrancelha, desconfiando do que ela pretendia com aquela pressa e ansiedade toda, comparada a de uma criança que anseia ganhar seu brinquedo favorito. Não somos um casal de muito tempo, mas já temos o suficiente para eu saber que ela iria aprontar... E eu sentia que iria... Aquela cara de menina levada nunca mente.

–Poderia ir mais devagar, por favor? Anseio chegar com vida a nosso destino- eu a repreendi quando notei no marcador do carro que já estávamos passando dos 100 km/h.

–Se eu ir mais devagar, vou explodir aqui, amor... Um mês sem seu corpo gemendo sob o meu é um pecado gravíssimo- fez bico pra mim quando foi trocar a marcha- Pode ter certeza que minha calcinha já deve ter derretido pelo tanto que minha amiguinha lá de baixo está quente. Eu to pegando fogo, Fabray... FOOOOOOOGO!- colocou a cabeça pra fora do carro, gritando- CHAMEM OS BOMBEIROS... EU TO PEGANDO FOGO... TA QUEIMANDO TUDO, NEGADA... ME ACODE! ESSA LOIRA VAI ME MATAR CARBONIZADA! LOIRA INCENDIÁRIA QUE EU AAMOOOOO- algumas pessoas na rua apontavam rindo pela loucura dela- HEY, VOCÊS... EU AMO QUINN FABRAY! ELA É FOFA... E EU QUERO BEIJÁ-LA PORQUE ELA É FOFA!

–Meu Deus, Santana... Deixe de escândalo!- a puxei de volta pro carro, com vergonha dessa exposição- Não deveria ter bebido tanto... Está parecendo uma louca- me inquietei no banco, levando o rosto para longe de seu olhar malicioso, ruborizada.

–Você que me provoca isso... Culpe-se... Não a mim- notei de canto que ela havia dado de ombros e voltado a atenção a estrada, mas sem tirar o sorrisinho safado. Suspirei em segredo, tentando não demonstrar minha ansiedade também em tocá-la por completo, mas mantive minha postura sensata- E se te desejar tanto me faz louca... Baby... Me interne, porque seu corpo me tirou dos eixos- disse tudo naquela voz rouca que só deixou tudo cada vez mais quente. Alisei minha franja enquanto me aproximava da janela pra tomar ar, abanando meu rosto e escorregando a mão pela nuca suada. E ainda estávamos tão longe de casa- Humm... Pelo visto não sou a única quente aqui.

–Está uma noite abafada, hum?- limpei a garganta, sem jeito. Ela soltou uma risadinha sapeca- Logo esfria.

–Eu prefiro que esquente mais, sabe?- senti dedos quentes trilhar por minha coxa, e dessa vez minha coluna gelou pelo caminho que eles estavam alcançando. Bati na sua mão rapidamente, sentindo as bochechas pegarem fogo. Ela riu intensamente.

–V-Você poderia prestar atenção na estrada, por favor?- consertei a postura no banco e nem ousei olhá-la... Minha situação pioraria.

–Prefiro prestar atenção em você- roubou um beijo fundo em meu pescoço, onde eu a empurrei de volta, prendendo a respiração-Deus... Você está tão excitada!- exclamou em meio a risadinhas em um misto de deboche e satisfação, que só piorava meu estado. Acabei mais vermelha ainda enquanto ela ria sem limites de minha reação- Está tão quente quanto eu, amor... Louca de tesão pra que eu te satisfaça.

–Vai acabar nos fazendo bater o carro- a repreendi, engolindo seco suas palavras.

–Minha loira! Por que tão pancada?- cantarolou batucando os dedos contra o volante- Não precisa ter vergonha de admitir que quer nossos corpos unidos agora tanto quanto eu- diminuiu o som do rádio, onde o ouviamos agora muito fraquinho- Acho lindo esse seu jeito tímido, acanhado quando o assunto é o seu corpo ou sexo, mas eu amo você e sei que você me ama... Perante isso não deve existir vergonha, pois amar nunca é motivo de se ter vergonha... Só se fizer algo que faça quem ama sofrer... Isso sim é motivo pra isso, não a se entregar ao que temos no amor que compartilhamos no qual nunca se findará... Porque te digo com toda certeza de minha vida que eu morrerei amando você- ela pausou, agora reflexiva.

–Eu não tenho vergonha de nós... Eu tive medo, nunca vergonha- Santana soltou o ar falho pelo nariz- Amor...

–Eu quero você- me cortou, olhando sisuda para além da escuridão na estrada- Sempre vou te querer e vou provar que mereço seu amor.

–Você não precisa me provar nada- levei a mão até sua nuca e escorreguei até os cabelos negros, perdendo meus dedos por ali em uma carícia que em parte demonstrava cuidado, em parte demonstrava desejo, vontades que o corpo suplica... E ela ronronou como um gatinho manso, levando uma mão ao meu braço que lhe acariciava, passando as unhas afiadas por ali enquanto a outra mão cuidava de manter seu carro estável na estrada- Deus, o que é isso que temos?

–Eu não sei- ela respondeu entrelaçando nossos dedos sobre sua coxa, passando a acariciar minha mão calmamente com seu polegar- Mas eu morreria um milhão de vezes para que nunca acabasse- levou minha mão aos lábios, em um beijo terno- Não vivo mais sem você, Quinn... Sem seu corpo aquecendo o meu... Sem seus toques que me acedem de uma forma incontrolável, que me mostram o meu caminho certo pra longe da escuridão...- me encostei a seu ombro, encantada por cada palavra, onde estava preso um sorriso apaixonado a sua direção- Muito menos conseguiria viver sem esse seu sorriso... Sorriso esse que corri risco de vida pra conseguir, porque, meu amor... Você é uma mulher muito da dificil, sabia?- eu ri, depositando um beijo demorado em sua bochecha- Dificil, mas que amo conquistar a cada dia que acorda ao meu lado com uma carinha fofa de sono... Ou quando solta gritinhos excitantes quando estou lhe dando prazer enquanto fazemos amor. E cada vez é especial... Cada vez eu descubro o quanto quero mais de você, do seu corpo, da sua alma...

–Pare ali, por favor- a interrompi de uma forma tão agoniada que ela freou bruscamente Francyne.

–O que foi, querida? Está se sentindo mal?- ela me encarou preocupada e eu lhe preenchi com um beijo sem pudores de tão apaixonado, excitado, admirado... Eram tantas coisas um beijo só que quando nos separamos, ambas parecíamos tontas- Q...

–Estou ótima!- respondi com os lábios ainda sobre os seus- E agora é a minha vez de provar meu desejo por você- ela parecia confusa, dando umas sacudidinhas na cabeça. Saí do carro antes que ela dissesse algo e logo senti que me acompanhava, passando por mim pra estacionar Francyne.

–Quinn, pra onde você está indo?- desceu correndo, trancando seu veículo.

–Cumprir minha parte do acordo.

–Mas isso é um motel- ela apontava pro letreiro gigantesco e luminoso que continha letras piscando forte um Motel Sex Wild" (Motel Sexo Selvagem)-Achei que não gostasse de motéis, principalmente um com o nome tão santo e aconchegante quanto esse, onde esse casal da imagem mostra sua devossão a bíblia de um jeito nada sugestivo- tombou o rosto pro lado, observando a imagem no painel onde um homem estava por trás de uma mulher, investido a si enquanto puxava seus cabelos e ela parecia gritar por isso. Santana como sempre pouco irônica- Enfim, pensei que quisesse chegar em casa para fazermos amor na tranquilidade do meu quarto.

–Sim, de fato eu não gosto de motéis, porém o que tenho em mente não dará pra fazer em casa com seus familiares por lá... Será, como dizem, um pouco barulhento demais, sabe?- Santana freou na calçada, pasma, e eu parei na porta do estabelecimento com a mão na maçaneta, lhe enviando uma piscadela sugestiva.

–Vou pegar minha carteira- deu uma arrancada na direção de Francyne, um tanto desesperada, o que me fez rir entrando no motel. Logo estávamos registradas e caminhávamos aos beijos pelos corredores estreitos daquele motel esquisito. Ela estava agarrada a minha cintura, tentando me derrubar com seus beijos quentes e nada comportados a meu pescoço. Quando tentei me soltar dela para chegarmos logo ao nosso quarto, e com ela assim seria impossivel, acabei me desequilibrando e dando de costas contra a porta de um dos quartos e essa se abriu facilmente, revelando um casal de homens sobre a cama, em uma posição deveras intrigante- Filhos de Deus, se convertam! Que pintura do satanás é essa?- Santana expôs, fazendo careta ao olhar pros dois um tanto bravos por serem interrompidos- Meu Deus, estou cega! Meus olhos estão pegando fogo! Aaargh, visão dos infernos!

–Nos desculpem... Tenham uma boa noite!- fechei a porta com um sorriso sem graça, voltando a Santana que coçava os olhos fazendo careta.

–Nunca mais assisto Discovery Channel depois dessa... Aquilo parecia o acasalamento de dois mamutes- colocou a língua pra fora, como se estivesse enojada. Abracei sua cintura.

–Se você não percebeu, somos um casal homossexual também, então nosso sexo igualmente não é nada convencional.

–Eu sei, mas eu não tenho uma tromba feia, enrugada e que dá duas voltas no cara daquele jeito- ela se sacudiu todinha, como se quisesse afastar a imagem- Vou precisar de muitas seções de terapia pra tirar aquela cena de minha cabeça... Senhor, repreende essas coisas da minha pobre vista de novo! Nunca mais chego perto de uma linguiça- eu ri, beijando sua bochecha.

–Se quiser sua primeira terapia pra esquecer tal coisa, senhorita, é só me seguir. Sou uma moça bem capacitada para a tarefa em questão- mordi o canto do lábio, encarando-a sugestivamente, passando então a andar de costas, de um jeito sensual e enigmático.

–Ahhhhh. Vem cá, minha delícia- ela começou a correr atrás de mim e eu dei um gritinho assustado quando me alcançou e me puxou pela cintura, erguendo-me como uma criança. Eu ria como uma boba enquanto ela fazia palhaçadas tipicas suas até que chegássemos no quarto. Sempre muito divertida, ela tornava qualquer momento uma grande festa. Entramos finalmente no nosso quarto alugado pela noite e Santana colocou-me no chão, passando a trancar a porta enquanto eu fazia um reconhecimento estratégico do lugar- Uhhhh, é vermelho. E vermelho lembra...?

–Balas de morango?- encolhi os ombros e ela riu.

–Não, gatinha... Esse quarto vermelho lembra pecado-as sobrancelhas se desencontraram em uma olhada pecaminosa- E desse tipo de pecado eu não seria nada obstante de ir para o inferno.

–Você é quente- me aproximei, acariciando com a ponta de meus dedos a extensão de seu abdomen até sua nuca, os enroscando ali, findando logo o encontro de nossos corpos. Ela suspirou sem parar de me encarar- Amo esses seus rompantes de palhaça à o ser mais quente do universo. Você me deixa fora de mim, Santana- foi me beijar, mas desviei no último instante, me aproximando de seu ouvido pra sussurrar- Agora é minha vez de tirar você de seus eixos.

–Hum, e posso saber o que a moça está pretendendo?- sua voz era baixa, mansa, porém ainda mais provocativa.

–Logo saberá... Mas agora- fui a guiando até próximo da cama- Fique aí e só faça o que eu mandar.

–Sério isso?- ela riu, debochada. Em resposta, lhe empurrei com certa violência na cama, onde ela me olhou de olhos arregalados ao aterrisar de mau jeito. Devolvi o olhar de maneira superior- Ok, agora eu fiquei com medo.

–Shi, Santana Lopez... Só fale se eu mandar, ok?

–Ok, eu posso pelo menos saber que divindade te possuiu, senhorita Fagay?- girei sobre calcanhares, deixando uma risadinha como resposta- Diós... É hoje que o pau da barraca quebra e acerta minha fussa. Cobra que fuma? Pulmão cancerígeno como a água mole em pedra dura que tanto bate até que o fura o gato que se atira o pau e ele não morre. Dona Chica-Ca, uma senhora sadomasquista que se admira ao ver animais sob maus tratos merece o espeto de pau do ferreiro que na verdade mexe é com ferro.

–O quê?- me virei pra Santana, confusa com aquilo.

–Nada. Quando estou nervosa, costuma dar pane no meu cérebro- sorriu sem graça, passando a tirar sua jaqueta, porém eu a interrompi.

–Não... Deixa que eu faço isso depois... Agora quero que apenas fique quietinha aí, entendeu?

–Claramente, minha dama- levantou as mãos em rendição e voltou a sua posição na cama- Posso pelo menos saber o que a senhorita tem em mente?

–Daqui a pouco- avistei um pequeno aparelho de som ao fundo, procurando entre os cds algo que me fosse agradável. Depois de muito bufar pelas opções de mau gosto musical dos donos do estabelecimento, me dei por vencida e escolhi o menos pior. A música preencheu todo quarto, e eu respirei fundo torcendo pra que desse certo o que eu faria agora. Me virei pra Santana e a mesma estava de testa franzida, com se estivesse confusa.

–Sério? Britney Spears?- ela me encarou, zombando do fato de eu ter escolhido Oops, i did it again da Britney Spears- Não tinha um pior aí não?

–Era isso ou I will survive- dei de ombros e ela fez careta- Não importa a música... Quero que foque aqui- apontei para meu corpo e ela sorriu maliciosa.

–Está sempre sendo bem focada aí, minha linda- piscou safada e eu corei. Deus, Quinn! Se controla! Ela é sua namorada, já viu seu corpo e tocou nele. Deixe de timidez e a surpreenda. Faça ela lhe desejar ainda mais... Aiiiiii, vou acabar fazendo besteira-É pra hoje, Fabray? Essa cama já era pra estar balançando com a gente encima faz tempo.

–Deus, não piore minha situação, sua despudorada- Santana se jogou na cama, se contorcendo de rir de meu estado nervoso.

–Esquece, amor. Não precisa fazer nada se não quiser. Entendo que seja timida demais pra coisas ousadas, então, tudo bem. Vem cá logo, vem! Aqui dentro já está esfriando- apontou para o próprio corpo, com um biquinho pidão. Então é isso, Santana Lopez... Você duvida que eu possa ser ousada? Veremos então. Mordi o cantinho do lábio, decidida a continuar- Amor, estamos perdendo tempo assim. Nós...

Ela foi interrompida quando meu casaco aterrissou de forma certeira em sua cabeça. Tirou uma parte do seu rosto e me encarou confusa. Voltei até o aparelho de som e reiniciei a música. Eu estava de costas pra Santana, ela ainda permanecia em silêncio, então mais uma vez respirei fundo e decidi me deixar levar, como sempre fiz quando dançava na academia, ou em algumas baladas de Londres, enfim, deixei parte da velha Quinn se apossar de meu corpo.

Meu primeiro movimento foi de soltar meus cabelos do coque que eu havia preso por causa do forte vento que atravessava sem pudor os vidros de Francyne. Os fios loiros quase que tomaram por completo a extensão de minhas costas, em uma cascata dourada que esvoaçava pelo ar que vinha da fresta mal fechada da janela. Os joguei levemente pro lado enquanto começava a movimentar sinuosamente meu quadril. Fazia anos que eu não passava da valsa com meu pai ou algum amigo durante alguma comemoração da base na Alemanha. O máximo que tive de algo envolvente por esses tempos foi a dança com Santana no museu de aviação, que apesar de quente, não conta como uma tentativa de dança sensual pra namorada em um quarto de motel. Fiquei com medo de decepcioná-la ou não agradar o bastante pra ser a amante que ela precisava, mas o jeito agora era continuar e dar meu máximo pra não passar por uma ridículo sem graça.

Quando dei por mim, eu estava com as mãos apoiadas a uma mesinha qualquer, de bumbum empinado enquanto rebolava mais precisamente e me agachava pra depois subir da mesma forma, segurando alguns fios de cabelo como se os puxasse, me virando a ela pra morder o lábio enquanto uma de minhas mãos passeava por meu corpo e puxava um pouco do pano de vestido que eu usava para expor parte da minhas coxas branquelas. Eu fazia tudo isso de olhos fechados, deixando-me levar pelo momento e pela melodia da música pop na voz da polêmica Britney Spears. Santana continuava calada e isso pra mim era algo preocupante... Ela nunca ficava calada. Será que não estava gostando? Droga! O que faço? Espera... Stripper!

Dei uma voltinha em mais reboladas sensuais, escorregando meus dedos desde a cintura até perto de meu busto, onde o fecho do vestido se encontrava. E ela continuava calada... E eu estava quase querendo desistir com medo de que estivesse vulgar demais. Acho melhor encará-la logo e me deparar com sua frustração. Lentamente fui entortando o pescoço para fitá-la por cima do ombro e a encontrei abraçada aos joelhos na cama, com a boca arregalada, como se tivesse visto uma assombração. Droga, ela não está gostando? Vou parar antes que...

–WOW... Não pare... Fabray de Deus, continua, mulher- ela ergueu os braços e puxou uma almofada da cama para seu colo. Eu sorri vitoriosa e fui deslizando o zíper do vestido lentamente, sem deixar de encará-la provocantemente. Mordi o lábio inferior enquanto deslizava a alça do vestido pelos ombros e ele deslizou por meu corpo, parando a meus pés.

–Ooops... Caiu!- fingi um biquinho inocente e ela mordeu a almofada enquanto dava socos na mesma, agoniada. Isso foi minha deixa pra continuar ... ela estava gostando. Deus, eu a estava agradando grandemente!- E agora, o que eu faço com você, Santana Lopez?

–REBOLA! REBOLA! REBOOOOLA, GOSTOSA!- tive que segurar minha vontade de rir pelo jeito afoito dela. Santana já havia bebido um pouco além da conta, e agora tinha mais aquele efeito que só quando ameaçavamos nos entregar uma a outra me paixão de corpos emanava... Nos drogávamos de amor. Será isso considerado crime?

–Sente-se na ponta da cama agora!- pedi com meu jeito mais engrossado de autoritária e ela atirou a almofada em qualquer canto, acatando minha ordem.

–Pronto. Já estou aqui. Vou poder te tocar agora?

–Nem pensar!

–Por que? Eu quero tanto!- fez um bico pidão que eu me segurei pra não correr até lá e desmanchar com um beijo.

–Terá seu momento, agora... Concentre-se em mim- ela abriu um sorriso lindo, tão apaixonado que me fez ter medo de cair por tanto que minhas pernas pareceram amolecer.

–Vem cá, então- Santana me olhou com lascívia, me chamando sensualmente com o polegar. Sorri pecaminosa e chutei o vestido na direção dela, que o aparou e cheirou devassamente o jogando logo de canto. Me aproximei sem pressa, provocando seus sentidos com olhares e movimentos sinuosos. Ela mordia o canto dos lábios, ansiosa e agradada... As pernas se comprimiam e eu bem sabia o porquê do gesto. Fervi por dentro, mas me equilibrei no seu olhar de desejo agora mais perto e sentei no seu colo- Oi!

–Oi- respondi sem desviar das orbes negras e dilatadas a minha direção- Se incomoda se eu me acomodar aqui?

–Fique à vontade... Mi colo és su colo- deu de ombros e eu sorri, mordendo seu queixo-Adorei a lingerie!- comentou passando os dedos levemente pela alça de meu sutiã branco.

–Ah é? Muito obrigada- recolhi o ombro e ela tombou a cabeça, me olhando em avalia- O que foi?

–Nada. Gostei da lingerie... Mas estava aqui imaginando você sem ela... Sem nada, na verdade. Bom, talvez com minha língua viajando sobre sua pele, mas isso não é lá bem um problema.

–Você não presta!

–E você é gostosa!- passou o nariz por meu pescoço, me arrepiando.

–O que tinha pra me mostrar?- lembrei-me desse fato do restaurante. Ela franziu os lábios.

–Você primeiro... O meu só depois de no mínimo 10 orgasmos.

–San!

–Depois, Fabray!- me corrigiu, impaciente. Passou a beijar o meu pescoço do jeito que só ela sabia me deixar arrepiada.

–3 orgasmos... Ai, San!- reclamei quando ela me mordeu naquele ossinho abaixo do pescoço.

–7.

–5 e não se fala mais nisso- abracei sua nuca e ela riu, me dando um selinho.

–Ok, chata... Agora dance pra mim...E a propósito...- me deu uma olhada segura- Loira, você sabe mesmo ser gostosa. Que é isso!- comentou, abanando o rosto com aquela cara de cafageste costumeira dela.

Eu sorri danada, saindo de seu colo. Me pus a dançar sensualmente a sua frente enquanto ela agonizava de desejo e prazer, mordendo o nó do dedo indicador tão forte que eu me preocupei de logo o mesmo sangrar. Ela sentou-se mais relaxada na cama, inclinando o corpo pra trás apoiada nas mãos esparramadas pelo colchão. Sentia mesmo de longe sua respiração mais pesada, o estralar de seus dedos se comprindo na coberta em um vermelho sangue sugestivo eram tensos como se alguém os martelasse. Ouvia gemidos sofridos dela, como se eu a tivesse torturando com agulhadas no estômago, e ficava cada vez pior quando eu rebolava e passava os dedos pelo vale entre meus seios e os levava a boca, mordendo a pontinha do indicador com cara de menina sapeca. Deus, ali era uma pessoa totalmente em oposto a mim. Nem quando eu vivia de farra cheguei perto do que estava fazendo agora. Nunca me senti ousada, sexy ou nada parecido e estava agora pra provocar um aneurisma em minha namorada com uma dança pra lá de erótica.

Andei lentamente até ela novamente e sentei sobre suas pernas estiradas. Com a mão envolvendo seu pescoço morno, eu passei a rebolar lenta e precisamente ali. Santana arfou e se agarrou a meu traseiro, gesto esse que me fez lhe acertar um tapa no rosto para tirar a mão. Hoje era o dia que eu deixaria meus pudores de lado, então que ela sofresse com isso.

–Já disse que só pode me tocar se eu permitir.

–Puta que pariu! Esto no tienes la puta graça, Fabray! Estás a querer putear me hoy?- inflou as bochechas emburrada. Me segurei pra não agarrá-la ali mesmo. Umas das coisas que muito me excitava em Santana era aquele espanhol preciso, em um sotaque ao mesmo tempo bonito e charmoso.

–Diga que me ama!- ignorei sua revolta e ela me olhou intrigada enquanto eu ainda rebolava provocantemente em seu colo.

–Eu te amo, oras.

–Assim não- invadi sua blusa por baixo e a deslizei por seu abdomen gostoso e quente, escorregando até seu busto e passar a brincar com os dedos ali. Ela então fechou os olhos, entreabrindo os lábios em apreciação aos toques em seus seios volumosos e excitantes-Diga que me ama em espanhol e no pé de meu ouvido- ela inesperadamente me puxou numa arrancada que eu cheguei a bater meus seios contra os dela... E foi gostoso! Desviou de meus lábios com uma pura provocação e alcançou meu ouvido, ninando-os com aquela voz divina.

–Te quiero, Quinn Fabray... Mi amor- mordi os lábios e não suportei aquilo, agarrando-me a seus ombros, prensando nossos lábios com força e desejo. Santana mexeu o corpo e foi tirando desajeitadamente a jaqueta e a jogou próxima a cama. As mãos ganharam vida e arrancaram fora meu sutiã claro, logo se apossando dos dois seios, agraciando-os como uma massagem erótica que me fez gemer sobre seus lábios, mordendo a ponta do superior até que pudesse olhá-la nos olhos. Com uma força desumana, me ergueu na cama e saiu dela comigo ainda no seu colo, me jogou encima de uma mesa que jazia esquecida no canto da parede, passando agora a beijar ardentemente cada dobrinha do meu corpo.

E agora estava em meu abdomen... A língua riscando minha cintura em seguida até que agora os dentes dela alcançaram as tiras finas de minha calcinha e puxaram até soltá-las, fazendo-as acertarem na pele do meu quadril. Puxei o ar entredentes ao sentir o impacto do elastico, onde com certeza ficaria marcado em minha pele. Santana beijou o local com carinho, e então posicionou dois dedos em cada lado de minha calcinha e a escorregou por minhas pernas, atirando-a para longe. Ela retornou trilhando beijos por minha perna esquerda, parando no quadril quando a este chegou. Ela chupava os ossinhos de canto, causando arrepios por todo meu corpo. Mais ainda quando abriu-me as pernas, fazendo com que eu as dobrasse na mesa, pra que ela pudesse ter mais liberdade para o que iria fazer ali.

Apesar de sermos um casal, de já termos compartilhado lençóis antes, e de várias formas, eu ainda conseguia ficar envergonhada com certas coisas com ela. Sei que pode ser besteira minha, mas é meu corpo, meu templo sagrado. Depois que me separei de David, não fiquei com mais ninguém, pois aprendi a dar valor a meu corpo e que entregá-lo a alguém, numa confiança absurda, significaria que era com essa pessoa que eu viveria pela eternidade de meus dias. Confesso ter vergonha de Santana pelo meu corpo, não que seja feio ou estranho, mas é meu íntimo. Entretanto, não vejo pessoa melhor para confiá-lo se não for ela... e eu a amo. Respiro seu amor e é o que me segura na terra agora.

–Eu amo você- ela disse como se adivinhasse meus pensamentos, notando o quão vermelha eu estava por ela estar entre minhas pernas, encarando minha intimidade- Confia em mim, não é?

–A minha vida, meu amor- respirei fundo e ela escorregou por mim para deixar um beijo casto em meus lábios- Amo você também, querida- ela sorriu lindamente pra mim e voltou a sua posição entre minhas pernas. Santana posiciou o nariz ali, no meu LÁ, onde o Sol se esconde no horizonte e sorriu agradada. Bom, e eu corei violentamente.

–Amo seu cheiro.

–San!

–Desculpa, amor... Mas você me viciou no seu corpo- beijou o interno de minhas coxas e se aproximou do destino desejado. Lentamente ela tocou meu clitoris já inchado com a língua e eu arfei.

–Deus!- levei a mão aos cabelos enquanto já sentia a língua investir com mais precisão a meu montinho de nervos- Ah, amor-desdobrei as pernas e as joguei sobre os seus ombros... Elas logo doeriam se eu deixasse naquela antiga posição. Santana agarrou minhas nádegas e puxou sem pudor meu quadril mais forte para sua língua me afundar até o limite, fazendo com que eu soltasse um gritinho agudo capaz de despedaçar qualquer vidraça. Uma das mãos quentes adornaram meu seio e eu a segurei, entrelaçando nossos dedos como se puxasse as forças dela para aguentar o prazer que estava me doando agora.

E ela era rápida agora... Senti uma erupção vulcânica se formar em meu ventre e logo Santana desfrutava do sabor de minha larva que ela mesmo provocou. Um sorriso preguiçoso se desenhou em meus lábios e ela corrigiu sua postura, limpando os próprios lábios com a língua para desaparacer com as gotículas provenientes de meu orgasmo majestoso.

–UAU!- murmurei rouca... Aquele grito arranhou minha garganta.

–Cansada?- provocou, deslizando a mão de minha intimidade, pelo abdomen, seios e pescoço, onde eu peguei sua mão e chupei cada dedo, fazendo-a ficar boqueaberta com o gesto.

–Estou com cara de quem está cansada?- lhe enviei um olhar marcante e provocante. Ela gargalhou, me puxando pela cintura em surpresa, até que eu estivesse em seu colo novamente e ela nos guiava até a cama, me deitando com cuidado e em seguida moldando seu corpo ao meu- Um orgasmo. Faltam quatro pra eu receber minha surpresa.

–Acho bom se esforçar mais pra alcançar sua surpresa- passou a beijar meu pescoço, onde eu senti seus lábios quentes aquecerem minha pele.

–Ó, então devo começar logo, não acha?- ergui uma sobrancelha e ela deu de ombros. Fui escorregando uma mão por seu abdomen até alcançar a intimidade morena incrivelmente úmida- Assim está bom?

–Assim está ótimo... Não pare!- fechou os olhos enquanto eu estimulava seu clitoris com as pontas dos dedos, pra cima e pra baixo, fazendo pressão com a palma da mão. Ela gemeu se curvando pra frente... Tirei como deixa para lhe penetrar suavemente com dois dedos, porém a mesma não queria cuidado, queria força e profundidade. Santana então apoiou-se de joelhos na cama, me cercando com seus dois braços a cada lado de minha cabeça, e, Deus, foi a visão mais sexy que vi na minha vida. Ela cavalgava contra meus dedos e jogava a cabeça pra trás, de boca arfante e nervosa, pois mordia sem pudores os lábios carnudos. Os seios caramelados balançando acima de mim só me fizeram salivar com a cena mais que excitante. Arqueei um pouco o corpo para poder beijar e acariciar com a língua seus atributos volumosos. Ela então gemeu forte e prendeu minha cintura com as pernas, ameaçando estar próxima de chegar a seu ápice.

–Isso, amor... Se entregue!- Santana me beijou... Na verdade, se agarrou com força a meus lábios, puxando parte de meu cabelo pra descontar o orgasmo furioso que lhe assolou. Acima de nós havia um espelho redondo grudado no teto, onde pude ver toda a extensão do corpo moreno ofegante se moldar ao meu e por fim, meu sorriso de satisfação por ter acertado na escolha da noite- Você foi perfeita!

–E ainda te devo três orgasmos!- beijou a boca, sapeca.

–HA HA... Quero bem mais que isso!

~§~

–Vocês estão presos... Começando por vocês, Russel e Lucy Quinn Fabray.

–Mas o quê? Com que direito?- meu pai indagou, levantando-se da poltrona estupefado, porém sendo parado por um dos agentes no mesmo instante.

–Não venha me falar de direitos, seu traidor- Brittany, a tal a gente que surge do nada, caminhou até meu pai- Vocês trairam nosso país... Praticam terrorismo contra sua nação, matam pessoas inoscentes... E ainda vem me falar de direito? Me poupe! Algemem esse cínico!

–Veja bem como fala de meu pai, sua vadia!- me alterei, tentando me soltar do agente que me segurava, vendo meu pai ser algemado.

–Ora, ora, ora... Tal pai, tal filha, não?- ela refez seu caminho até mim, onde os saltos estupidamente finos de sua bota fazia um barulho irritante- Cara, eu sabia que você não prestava. Desde a primeira vez que vi você no apartamento da San. Farejei de longe uma vagabunda sem escrúpulos e mentirosa. Só sinto pena de Santana por ter se apaixonado por você. Era tudo mentira, não era? A enganou bonitinho.

–CALA ESSA BOCA!- cheguei a encostar meu pé nela, mas o agente me puxava de volta.

–Quinn, não dê ouvidos a ela. Não pode se alterar, lembra?- Rob pediu daquele jeito controlado e limpo que só ele possuía. Da porta que dava pro quintal, pude ver Nilo sendo imonilizado por três agentes enquanto gritava por mim. Escute Rob, Quinn, você precisa se manter calma pela familia de Santana. Deus, San, como você me faz falta! Respirei fundo e me mantive mais calma. A loira me olhava com um semblante gritante de ódio, mas também de tristeza. Ela chegou a balançar a cabeça inúmeras vezes, como se estivesse desacreditada.

–Você disse que a amava.

–O que?- não entendi a revolta.

–Você a levou pra morte mesmo dizendo que a amava... Sua desgraçada!- ela avançou sobre mim, e por sorte, um dos agentes a segurou- Ela te amava de verdade... Ela acreditava que você a amava e queria seu bem. Santana morreu por quem não merecia. Era VOCÊ, Quinn Fabray, que deveria ter pegado aqueles tiros desumanos- Brittany parecia magoada, tão enfurecida que mesmo sendo uma agente de alto nivel, não conseguia segurar a raiva. Meu peito ardeu em lágrimas pelas acusações e eu me pus a chorar sofrida ali pra quem quisesse ver.

–Calma, chefe... A casa caiu pra eles. Nós vencemos!- seu agente lhe tranquilizava. Ela olhou pra mim mais uma vez e se recompôs, ajeitando sua roupa desalinhada.

–Me desculpem, agentes. Foi um momento de fraqueza- os homens lhe fizeram sinais positivo- Só quero que saiba de uma coisa, Quinn Fabray... Te dou a minha palavra que você nunca mais sairá de tras de uma grade pelo o que provocou a Santana. Ela só foi mais uma vítima da sua ganância e maldade. Porra, ela era tão doce!

–Eu não fiz nada- enxuguei minhas lágrimas, encarando-a a altura- Foi tudo culpa do David... Ele me ameaçou pra que eu fizesse aquilo.

–Tente explicar isso a um juíz na segunda de manhã. Levem todos- ela ordenou, porém eu ri zombeteira- O que foi? Enlouqueceu?

–Você assinou sua setença de morte vindo aqui- olhei para meu pai e depois Rob- Essa casa está cheia de explosivos de grande escala e se alguém ao menos pensar em sair... Todos nós morreremos, inclusive você, grande agente Pierce".

~§~

Não sei ao certo quanto tempo durou toda aquela discussão que se instaurou naquela sala depois que eu lhes alertei dos explosivos. De início Brittany achou que eu estava blefando, mas logo um de seus agentes lhe mostrou a leitura do escaneamento que fez da casa, sinalizando a quantidade de explosivos regado a radiação que se encontrava ali. Logo a loira se inquietou, e depois de uma conversa mais civilizada, lhe contei sobre a condição que o tal ser de nome Scorpius me impôs para desativar nossa setença de morte. Ela então dividiu seus agentes, juntamente com meu pai, que foi solto unicamente para dar meios de se desarmar esses explosivos e como funcionava a frequencia dos chips a serem encontrados, pois assim talvez eles pudessem criar algo que pudesse rastreá-los.

Eu me sentia enjoada, saturada e com vontade de morrer pela situação. Depois da conversa com Brittany, acabei passando mal e desmaiando, onde agora por consentimento da loira, Olyn me examinava no quarto de Santana. Papai estava ao meu lado, segurando minha mão quando agora Olyn se preparava pra realizar uma ultrassom em mim. Eu havia contado a meu pai sobre as minhas suspeitas, onde agora eu teria certeza se seria isso a causa dessas minhas inconstâncias.

Sei que muitos devem estar se perguntando: Como? Como ela pode estar grávida da noiva falecida? Ela tinha pênis?

Eis que lhes respondo: Não, Santana era tão mulher quanto eu. E, o ponto alto da resposta é... Russel Fabray pode tudo!

Há uns três meses eu andava muito mal pela perda da mulher que amo. Estava em uma tristeza tão profunda que eu via em pouco tempo simplesmente meu coração parar de bater. Meu pai, vendo meu estado, me propôs algo que no início achei humanamente insano: Ele disse que poderia me fazer engravidar da Santana. Mas como?

Antes de Santana ir para o galpão que lhe findou a vida, meu pai recolheu algumas amostras de seu corpo para testes sobre a injeção que Carter a havia aplicado. Dentre esses materiais, principalmente os genéticos, ela conseguiria tirar o suficiente para que eu pudesse gerar uma criança biologicamente filha dela, tão qual será minha. No começo fiquei assustada, mas parei pra pensar: pelo menos eu a teria perto de mim de alguma forma.

Eis que aceitei a proposta e semanas depois fizemos a seção de fertilização, depois de claro eu passar por vários testes para saber se meu corpo receberia bem os materiais. Depois de terminada, eu só precisaria de bastante repouso e cuidado desde então, e foi o que fiz à risca. Os meses foram passando e nada de sinais que havia dado certo... e não deu. Fiquei triste, mas fazer o que? O jeito era me conformar, já que só existia material suficiente para uma tentativa... Mas agora, parece que meu pai e eu nos enganamos.

–Pronto, acho que temos algo conclusivo aqui- Olyn alertou, observando algo no monitor. Meu coração disparou e eu senti que meu pai suava a mão apertada a minha.

–Então, Olyn... Eu vou ser avô novamente?- nesse momento meu corpo inteiro tremeu. Eu já chorava de aflição olhando o monitor com imagens que eu não sabia distinguir o quê, mas algo me fazia querer chorar sem limites. Olyn sorriu para nós abertamente.

–Positivo, senhor... Temos aqui um anjinho de mais ou menos 6 semanas à caminho- meu peito afundou em um suspiro audível, que eu cheguei a soluçar, agarrando-me ao peito forte de meu pai. Senti que ele também chorava, beijando várias vezes o topo de minha cabeça, banhado em alegria.

–Deu certo, minha filha... Você conseguiu.

–Vou ter um bebê da San, papai... Um bebê nosso- minha voz falhava perante meu estado de choro, que era de um misto de sentimentos que me assustava por completo, que me sufocava- Deus, papai... Eu a quero de volta! Quero meu amor de volta.

–Eu sei, meu amor... Tudo isso vai melhorar... Respire fundo, ta?- ele olhou pra mim, mostrando-me como fazer e assim o imitei- Isso, dessa forma. Se concentre nos seus filhinhos agora que o resto eu dou um jeito, filha... Você vai ver.

–Vou amá-lo como nunca amei nada na vida... A ele e Beth- fitei minha barriga enquanto a acariciava com um carinho extremo e cuidadoso- Meu pedacinho do meu amor com Santana. Veja, San... Eu tenho dois corações batendo por você dentro de mim agora!

Notas finais
Então, o que me dizem? Muchi louco? He hey... o negocio ta esquentando, e já deixo um spoiler de graça aqui que no próximo, vão tentar capturar Scorp-tesão... será que vai sair alguma coisa que presta dali? Muhahahaha e a gravidez de quinn? O que acharam? Me contem, benhês! Galera, eu to com um grupo maneiro no whats que fiz pra meus leitores de uma fic, então resolvi abrur espaço para tods que acompanham minhas loucuras no nyah. Quem quiser participar, deixe seu número nos comentários ou me envie uma mp com o mesmo. Um grande abraço. Paz!