Ligadas pelo destino

5 Capítulo 5- One way or another


Notas iniciais
Segue o poeminha: Hey, how, let's go... Eu cheguei agora e já vou avisando... Quem balança a cabeça para tudo é filhote de calango. Quando for nadar não esqueça do oxigênio e sua toca... Por que afogamento é uma coisa que deixa a gente com água na boca. Facebook é coisa do capeta e já vou falando...Tem gente que coloca na legenda "Tô feia, mas estou com elas". Que bom, agora tá feia em bando. Dizer que eu não bato bem, me deixa moca... Nove em cada dez vozes na minha cabeça não acham que eu sou louca. E por aqui eu vou ficando e hoje estou sentindo... Deem uma lida no capítulo e me digam se estão curtindo:

... Meu queixo quase bate contra o chão quando abri a porta sem olhar no olho mágico.

— Quinn? O que você faz aqui, encosto?

—O que você acha?- ela rebateu com os braços cruzados, me olhando de uma forma enigmática, assustadora e um tanto... Sexy.

O que foi? Estou no meu período fértil.

—E eu lá tenho que achar alguma coisa? Você que aparece do nada e eu que tenho que saber? OXi!- respondi seca.

Não sei por que, mas aquela garota me fazia entrar sempre no modo de defesa, alguma coisa nela me perturbava o juízo. Me deixava repimbocada da parafuseta por qualquer motivo.

—Ora, Santana, como é que você me deixa sozinha naquela rodoviária? Falta de consideração da sua parte- ela argumentou, entrando a toda pelo meu apartamento.

—Primeiramente, ser humano o confuso, eu nem te conheço. E por que eu teria consideração com uma pessoa de mão leve como você? Tá se achando a última tangerina da feira agora? – retruquei, a seguindo pelo lugar e ela parou de repente, me fazendo tropeçar nela.

Mas que droga de magnetismo era aquele?

—Eu...

—Santana?- Brittany apareceu do nada, interrompendo a argumentação de Quinn e as duas se olharam por um instante, cruzaram os braços e me encararam assustadoramente. Agora ia ferrar legal!- Quem é ela?

—Quem é VOCÊ?- Quinn rebateu, recebendo um olhar mortífero da outra loira- Santana será que você poderia pedir a ela que nos deixe conversando sozinhas?

—Como é que é? Santana fala pra ela que você está comigo agora- Brittany pediu em uma pose ameaçadora e eu estava quase sem fôlego, por dois motivos. Primeiro: Duas loiras super gatas estavam para se engatarem no meu apartamento. Segundo: Duas loiras super gatas estavam para se engatarem no meu apartamento e eu não tinha uma câmera comigo. Era meu aniversário e não sabia. UIA!

—Bem... -tentei dizer alguma coisa enquanto as duas trocavam farpas.

Quinn me interrompeu.

—Meu assunto com você é mais importante do que suas vadias, Santana.

—Você me chamou de que?- Brittany urrou, encarando Quinn incrédula.

Pronto, agora ferrou mesmo de verdade. Elas iam se matar bem na minha frente.

—V-A-D-I-A... Vadia!- Quinn cutucou com um sorrisinho sarcástico e Brittany não gostou nada.

—Deixa eu te mostrar quem é a vadia aqui- a líder de torcida disse indo na direção de Quinn e eu temendo por uma desgraça gostosa, segurei ela no pulo.

— UEPA! Ninguém vai mostrar nada pra ninguém aqui não. Hey, hey... Muita calma nessa hora, senhoritas. Paz na terra e as loiras que vivem nela — eu alertei, puxando Brittany para o lado oposto de Quinn, que se mantinha na mesma posição, neutra a tudo.

Pelo visto se eu não desse um fim naquilo, quem acabaria apanhando seria eu. Era um cogumelo perto das duas.

— Brittany... Será que você poderia me dar licença enquanto eu converso com a Quinn lá fora por um instante?- pedi e ela me olhou de boca aberta. Não sei por que fiz isso, mas queria acabar com aquilo logo de uma vez. Percebi que Quinn deu um sorrisinho de vitória- É só por alguns minutos.

—Quer saber? Faça o que você quiser- ela disse chateada, entrando em meu quarto.

E nessa hora o sangue me esvaiu. Cara, quando a mulher diz "Faça o que você quiser", nessa pequena frase existe uma mensagem subliminar do capeta que diz: "Experimenta fazer pra ver o que te acontece".

—Me acompanhe, por favor- pedi com a gentileza de um ogro, arrastando-a apartamento a fora- O que foi aquilo? Além de roubar meu carro quer estragar minha vida social também? Ela deve estar me odiando agora.

—Não tenho tempo de debater com crianças- ela disse cruzando os braços e se encostando a parede- Garota mais sem noção.

—Sério, me diz logo o que você quer de mim. Quer mais dinheiro? Me enlouquecer? O meu fígado? Eu juro que arranco até meus olhos e dou para você se me deixar em paz, já tenho problemas demais- perguntei empurrando meus óculos para cima, porque eles tinham mania de escorregar pelo meu nariz, principalmente pelo fato de eu estar suando feito uma condenada por conta dessa loira maluca, que eu tentei furtivamente arrancar da minha mente, no entanto ela sempre voltava, como sogras em datas comemorativas. Nada contra elas, mas se sogra fosse boa, não começava com S de Satanás.

—Eu já disse que preciso de sua ajuda. Algo muito grande está para acontecer e você está envolvida nisso- Quinn disse mais calma e eu franzi o cenho confusa.

—Como assim, uma grande coisa está para acontecer? Tipo o que? Os aliens vão fazer contato através da sua rainha mãe Lady Gaga?- ironizei e ela entortou a boca- Quer saber de uma coisa? Não me importa. Não acredito em nada que diz e tchauzinho pra você. Cuidado para não prender seu cabelo na porta do elevador quando sair- me despedi, porém ela segurou meu braço, me puxando para mais perto e sabe quando você vai pegar alguma coisa detrás da estante da sala e sem querer mete o dedo na tomada e leva um puta choque? Pois é... Multiplique isso por mil. Nós nos encaramos por um instante, sua respiração pareceu um tanto tensa próxima de mim- -Uhm... Será que você poderia me soltar?

—Claro- ela concordou meio desconsertada e se afastou de mim- É sério, você precisa me escutar.

—Olha, Quinn... Eu tenho tanta coisa para me preocupar e isso só me atrasa mais, porque algo me diz que você é meio pancada- argumentei, tentando estar recomposta para lidar com a maluca.

Ela pareceu pensar em alguma coisa e ficar meio recusa para dizer o que passava em sua cabeça. Dei alguns passos em direção para onde morava e ela me parou com uma frase que me congelou no mesmo instante.

—Tem a ver com a morte de seu pai.

—O que disse?- perguntei achando que meus ouvidos me enganavam.

—Tem a ver com a morte de seu pai. Eu sei que não ficou claro o porquê de sua morte, mas eu posso clarear isso para você- Quinn explicou. Aquilo mexeu comigo terrivelmente, a morte do meu pai foi um dos motivos por eu ter saído do Texas sem olhar para trás.

—Meu pai morreu lutando por seus ideais e pelo país. Não venha mexer com a memória dele. Por, favor...Agora eu peço que saia daqui- pedi firme, me virando para ir embora. Falar de meu pai me fazia muito mal.

—Espera! -parou segurando meu braço, porém retirei sua mão do local rapidamente.

—Precisa tocar toda hora?

—Desculpe- se refez- Eu sei que isso te machuca, mas ele me pediu que se as coisas piorassem, eu teria que te procurar.

—Chega de mentiras!- gritei, assustando-a- Se sua intenção era me deixar mal, saiba que conseguiu. Me diz, quem está te pagando para fazer isso comigo? Norton? Meus irmãos? Porque se for diga a eles que os mandei irem para o inferno- despejei tudo com raiva, pude senti-la revirar os olhos- Agora é sério, tchau pra você e não me procure mais.

—Espera... Não foi nenhum desses que você citou. O que quero de você é algo de suma importância, no entanto deixarei que pense se deve me escutar ou não- disse pegando algo em sua bolsa- Se quiser me escutar, me ligue nesse número. E, por favor, se você considerar pelo menos um pouquinho, não hesite em me procurar. Seu pai ia querer que pelo menos me desse uma chance de explicar o que está acontecendo- disse me oferecendo um papel com seu número de celular. Eu encarei o papel hesitante, porém algo dentro de mim quis aceitar.

—Tudo bem, mas se eu não quiser prometa que me deixará em paz- impus e ela assentiu sorridente.

—Excelente!- ela comemorou, dando alguns passos para trás- Santana... A proeza está dentro de quem persiste por seus ideais e luta por eles- dito isso saiu, me deixando atônita.

Essa era a frase que meu pai sempre me dizia quando me incentivava a fazer algo. Apenas ele e eu conhecíamos isso. Pronto... Agora além de confusa fiquei com minhocas na cabeça.

Voltei chucha para meu apartamento. A cada passo que eu dava milhares de coisas bombardeavam meu cérebro. Será que fiz mal em não aceitar o que ela tinha para me dizer? Porém aquelas malditas palavras me remexeram como a comida da escola pública onde eu estudava quando criança. Estava confusa, recusa, incrédula, com fome (puxa vida! Esqueci de almoçar. Que cabeça essa minha!).

Depois de muito tempo matutando e assaltando minha geladeira na procura de algo para mastigar, me lembrei de uma coisa importante

— BRITTANY!- constatei batendo em minha testa e fui correndo para o quarto, mas antes esperei cinco minutos, tinha comido e segundo minha abuela, se correr enquanto come... Pode adquirir um problema sério de flatulência e, além de Nerd estranha, não queria ser chamada de vazada.

—Brittany!- a chamei, procurando pelo quarto, mas a mesma não se manifestou- Droga! Ela deve ter ficado com raiva e foi embora... Mas por onde?- reclamei para mim mesma feito uma louca.

Cara, que azar maldito era esse que eu tinha? Dizem que bater na madeira atrai sorte, no meu caso teria que desmatar a floresta Amazônica inteira na base da porrada.

—Falando sozinha, Lopez?- Brittany perguntou ,saindo por detrás de mim. Tomei um puta susto, que se estivesse grávida, meu filho cairia no chão.

—Minha nossa, Britt. Quer me enfartar?- perguntei, de olhos fechados, me recuperando do choque, mas ao abri-los... Aí que o coração pulou no ritmo do carnaval infernal do Brasil.

—Quero enfartar você sim, mas não dessa forma- ela disse sapeca, se aproximando. Britt vestia meu robe, com o cabelo amarrado em um coque e um olhar de menina danada.

—Misericórdia!- engoli a saliva como se fosse uma pedra- Achei que tinha ficado brava e ido embora voando- comentei, gracejando nervosamente.

Meu coração parecia ter sido possuído pelo espírito do ragatanga e não aquietava em meu peito.

—Confesso que no começo tive vontade de ir embora e nunca mais falar com você, mas sabe de uma coisa?- eu neguei com um gesto de cabeça e ela foi me puxando na direção da cama, ficando de joelhos na mesma enquanto eu ficava do lado de fora com seus braços envolta do meu pescoço- Não sou do tipo de mulher que se dá por vencida e quando quero muito alguma coisa... Uso todas minhas armas para conseguir.

A loira então, do nada, me puxou numa retrancada digna da brecada de um carro, e me beijou tão intensamente, que fiquei sem reação, apenas me deixando levar pelo beijo tão doce e provocante dela. Suas mãos foram para minha blusa no intuito de tirá-la, mas eu a parei no mesmo instante.

—Britt, espera... Antes que você me jogue nessa cama e me estupre selvagemente... Tem certeza que quer isso? Nós mal sabemos muito sobre a outra e...

—Shiii- ela me interrompeu colocando seu indicador em meus lábios- Eu te quero desde a hora que você tropeçou pela primeira vez nos pés quando eu sorri para você.

Isso deveria ter soado romântico? Mas Que bom! Pelo menos minhas idiotices serviram para alguma coisa.

Embora estar totalmente levada pela sedução da loirinha pernuda ali, Quinn não saia da minha cabeça. Suas palavras grudaram em mim como cheiro de perfume em café. Não conseguia dar a Brittany a concentração que ela merecia e isso já estava me dando nos nervos.

—Olha, Brittany, minha cabeça está bagunçada e não quero ficar com você dessa forma- expliquei acariciando seu rosto, ela me puxou ainda mais para perto.

—Quem sabe sua cabeça não melhore se me deixar relaxar você?- propôs brincando com os lábios pelo meu rosto.

Eu a encarei por um instante, ela me olhava de forma maliciosa e aquilo me possuiu por completo. Será que ela tinha razão? Mas não seria errado ficar com alguém para tirar outra da cabeça?

Mo saiu debaixo da cama e começou a miar.

—Mo, meu filho, saia daqui agora. Você é muito criança para ver essas coisas- eu o repreendi, pegando ele no colo e o colocando no outro cômodo. Brittany sorriu.

—Não sabia que tinha um gato.

—Isso não é um gato... É uma anta- brinquei e ela deu uma gargalhada um tanto sexy.

Ficou em pé em cima da cama, começando a fazer uma dança mais que sensual retirando o robe, deixando a mostra seu corpo totalmente nu e perfeitamente desenhado.

—Me faça sua!

Vocês ouviram. Eu tentei, né? Negar o pedido daquele anjo era até pecado.

Caminhei em sua direção e fui deixando algumas peças de roupa pelo caminho, inclusive meus óculos, o que me ocasionou uma trombada em alguma coisa por ali e uma risada da loira. Fiquei com uma certa vergonha de ficar sem roupa na frente dela, mas como ela não saiu gritando assustada quando fiz isso, deixei as coisas rolarem.

Ela deitou na cama e eu fui subindo lentamente por seu corpo, alisando a lateral do mesmo, sentindo aquela pele tão macia e a explorando por completo. Subi com beijos por suas coxas, quadris, seios, pescoço e finalmente... Sua boca, tão deliciosa boca. Nos beijamos vorazmente, sem deixar que nenhuma parte daqueles lindos lábios fossem inexplorados. Dei atenção a seu pescoço com beijos e sugadas intercaladas por ele, sentindo suas mãos passearem por meus braços e costas, agradando-se com minhas ações.

—Sua pele cheira tão bem!- expus, embriagada ao seu ouvido e senti seus pelinhos claros, quase imperceptíveis, do pescoço dela se arrepiarem.

—É? Pode fazer o que quiser dela- ela disse em quase um sussurro, me fazendo beijá-la da mesma intensidade que antes.

Comecei a escorregar delicadamente minha mão por seu abdômen lisinho, fazendo seu corpo arquear com o contado. Parei por instante em seu sexo e a olhei. Ela retribuiu o olhar consentindo que eu continuasse e foi o que fiz, a penetrei calmamente.

Brittany entreabriu os lábios e pude sentir o quanto estava excitada, aumentando gradualmente meus ritmos em sua intimidade. Ela me puxou um pouco para trás para poder arranhar meu abdômen, descendo sua mão para minha virilha, me devolvendo o prazer que eu a estava proporcionado naquele momento. Comecei a movimentar meus quadris contra seus dedos, me sentindo preenchida pela sensação maravilhosa de tê-la daquela forma.

— Vai, Britt, assim...- gemi tirando meus dedos dela, colocando minhas mãos em cada lado de sua cabeça enquanto me movimentava sobre ela de uma forma intensa e gostosa.

Depois de mais algumas estocadas infinitamente maravilhosas de Britt em mim, me derramei em seus dedos em um orgasmo majestoso.

Suas mãos foram para meu rosto me puxando para um beijo demorado, porém me separei de seus lábios, escorregando os meus por seu corpo até sua intimidade, lhe preenchendo com minha língua buscando lhe proporcionar o mais absoluto prazer daquele gesto. Brittany colocou suas pernas sobre meus ombros, movimentando freneticamente seu quadril para obter mais contato. Ajudei-a pondo as mãos em sua cintura.

—M-Mais rápido, San... Estou quase- ela pedia com a voz entrecortada. Senti seu abdômen contrair, alertando que havia um orgasmo se aproximando e foi isso que aconteceu.

Fiquei de joelhos na cama a observando em seus últimos espasmos pós-orgasmo, seus seios subiam e desciam buscando encontrar seu fôlego perdido após nossa última aventura naquela cama. Voltei a ficar sobre ela, passando minha língua por meus lábios, retirando as últimas gotas de seu líquido excitante que pairava sobre os mesmos, e em seguida lhe beijei por alguns segundos.

Eu a observava por alguns instantes. Seu rosto alvo e delicado era tão belo que me fazia pensar no quão sortuda estava sendo agora por ela ter me escolhido para compartilhar esse momento tão íntimo.

Brittany deitou então sobre meu peito de uma forma preguiçosa. Passeei os dedos fios de cabelo caídos sobre sua testa um tanto suada. Ficamos em um silêncio confortável por um tempo, apenas apreciando a quietude da noite e a companhia uma da outra.

Apesar dessa maravilhosa sensação que estava sentindo de estar com Brittany, algo voltou com tudo em minha mente e tive vontade de me jogar janela a fora por isso. O que Quinn me disse ainda me assombrava. E se ela estivesse dizendo a verdade sobre a morte de meu pai? O que eu sabia era muito pouco sobre isso, apenas o que uns agentes do exército disseram para minha família e a mim. Porém alguma coisa naquela garota me intrigava, não sei nem mesmo o porquê, somente sentia.

—UAU!- Brittany comentou quebrando meus pensamentos- Eu vim aqui para surpreender você e quem acabou sendo surpreendida fui eu- eu sorri e ela me encarou- Sério, quando eu olhei para você achei que nunca tinha feito e agora vejo que sabe mais do que eu.

—Vamos dizer que eu já tive algumas experiências boas antes- disse e ela arqueou a sobrancelha me encarando.

—Como assim?- Brittany perguntou transparecendo alto grau de curiosidade.

—É uma história longa e chata demais. Não gosto muito de falar sobre isso.

—Tudo bem- sentou-se sobre meu quadril- Então ao invés de me contar, que tal me mostrar tudo que sabe?- propôs maliciosamente, eu apenas sorri e fui mais uma vez atacada por seus beijos vorazes e excitantes.

Ficamos horas nisso, não sei ao certo quantas vezes foram, porém foram o suficiente para eu deixar de lado um pouco de minhas preocupações, embora muitas vezes durante nosso entrosamento, eu pegar pensando em Quinn e no que ela queria me dizer.

MALDIÇÃO! MALDIÇÃO! MALDIÇÃO!

Por que eu, estando com uma mulher daquelas na minha cama, ficava pensando em outra que até agora só me trouxe problemas e dores de cabeça? Pelo jeito teria que esperar até de amanhã para saber.

Pois é, caros amigos. A maluca aqui ia fazer isso... Ia dá à cara a tapa por essas minhocas que Quinn, não sei do que, colocou em minha cabeça empirombada.

XD

O dia amanheceu e lá estava eu sem pregar os olhos a noite inteira. Brittany tinha dormido por aqui, tinha ficado tarde, então resolveu me dar colo a noite inteira. Decidi me levantar logo já que não ia conseguia dormir mesmo. Sai devagarzinho, tomando cuidado para não acordar a loira ao meu lado, que dormia tranquilamente inerte em seus sonhos. Fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e tomei um bom banho relaxante. Depois de me vestir, escrevi um bilhete para Brittany dizendo que não demoraria e se quisesse poderia tomar café e me esperar no apartamento. Era sábado, então não se preocuparia em perder aula.

Durante meu percurso até a saída do prédio, liguei para Quinn para marcarmos um lugar para nos encontrarmos naquele momento e a mesma indicou um restaurante próximo ao que eu trabalhava. Depois de cinco minutos eu estacionava minha Francyne e adentrava o local na procura da loira, que já me aguardava sentada a uma mesa.

—Sabia que você reconsideraria- Quinn comentou com seu tão famoso sorriso sarcástico e a sobrancelha arqueada, que me dava uma raiva da prega quando ela fazia isso, pra mim demonstrava pouco apresso pelos outros.

—Vamos ao que interessa, embora eu não tenha a mínima ideia do que seja- disse seca, sentando-me de frente para ela- Por que me persegue?

—Eu não te persigo, você que foge- respondeu como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu dei uma gargalhada potente e ela rolou os olhos.

—Eu que fujo? Você me segue, rouba meu carro, me faz te seguir por quase toda Las Vegas e vem com essa de que eu fujo. Você é hilária, sabia? Sério. Deve assobiar e chupar cana que é uma beleza.

—Você quer saber ou não o que eu tenho a dizer sobre seu pai?- questionou, me fazendo comprimir meu cérebro quando ela tocou na palavra pai.

—Tudo bem- eu consenti e ela continuou- Mas quero deixar claro que você deixando eu saber disso, não me fará começar a ter empatia por sua cara de azeda.

— Muito menos eu por você. -corrigiu a franja loira que caia nos olhos- Alguns anos atrás, a CIA juntamente com o FBI e o exército americano estavam trabalhando em dispositivos de acionamentos para armas nucleares que poderiam utilizar em um possível ataque das forças inimigas de outros países...

—E o que meu pai tem a ver com isso? Ele era militar, não cientista.

—Exatamente! Ele era o melhor no que fazia, por isso foi designado na proteção desses dispositivos.

—De que tipo?

—Armazenamento de dados, conversão e ativamento de armas nucleares e biológicas através de comandos à distância por numeração criptografada.

—Chips interligados, dependentes do outros, não é isso? Detonamento à base de códigos que se ativam separados, depois remontam um código conjunto. Porém, que se podem manter sem contato algum a seu progenitor. É genial, porém idiota. Um tiro no pé – expus, lançando uma expressão de descaso.

Eu já imaginava que o governo poderia criar esse tipo de sistema contra roubos de códigos de armas de amplas magnitudes, mas não que meu pai, Tenente do exército americano, estava envolvido nisso.

—Isso mesmo... Creio que entende disso levando em conta seus estudos- ela comentou e eu franzi o cenho.

—Sabe que eu faço faculdade de engenharia?

—Sei tudo sobre você, Santana. Tive que estudar cada movimento seu para poder agir- ela explicou e mais daquelas malditas minhocas começaram a roer meu cérebro- Eu sei que está confusa, mas irei responder tudo que estiver ao meu alcance.

—E quanto a meu pai? No que isso veio a se tornar da minha conta?

—Seu pai, como eu já disse, ficou encarregado da proteção desses chips, da peça chave e do cientista que os elaborou... Russel Fabray.

—Eu ouvi falar desse cientista, foi acusado de envolvimento com terroristas alemães e da destruição da base onde meu pai foi assassinado- senti o ódio por aquele homem me subir novamente só de lembrar da sua existência.

Quinn pareceu inquieta depois que eu disse isso.

—Quem disse isso a você, mentiu. Russel não teve culpa de nada, foi apenas mais uma vítima de uma armação comandada por Roger Karofsky, chefe de uma das maiores facções criminosas da Rússia. Seu pai e ele eram amigos e se conheciam há muitos anos, porém Karofsky usou essa aliança para armar contra os dois e os declarar desertores após sumir com um dos chips.

—E como sabe de tudo isso? Digo, quem enviou você até a mim?- perguntei intrigada com tantas informações que eu nem sequer imaginava que rondavam a morte do meu pai.

—Meu pai me enviou... Me chamo Quinn Fabray- pasmei com sua revelação.

A filha do cara que eu acreditava que estava envolvido com a morte do meu pai estava na minha frente e passou esses últimos dias me infernizando o juízo. Simplesmente perdi qualquer coordenação do meu corpo nesse momento e minha raiva aumentou.

— Ah, sua cobra encubada. Sabia que nada bom poderia vir de você. Como acha que agora que sei que você é filha daquele desgraçado, posso acreditar que esteja dizendo a verdade? Se o seu pai não te enviou para me fazer ajudá-lo em algum plano maluco dele ou talvez para me matar, já que é isso que tem tentado ultimamente?- disparei um tanto alto, fazendo algumas pessoas nos encararem.

—Eu entendo sua revolta, Santana, mas vou apelar pelo seu bom senso quanto a isso. Não acha que eu estaria me arriscando demais vindo atrás de você se tem um sádico atrás de informações sobre os chips que meu pai fez?- respondeu em uma calma de dar raiva.

. Eu a encarei em silêncio, puxando todo o fôlego que podia. Minha cabeça já não processava mais nada, apenas pesava com tudo aquilo. Meu passado estava vindo buscar o que deixei para trás, o que eu não queria mais ter que lidar, o que me atormentava os sonhos desde então.

— Ele pediu a meu pai que se algo acontecesse a ele, te entregaria essa carta- ela tirou um envelope totalmente lacrado de sua bolsa e colocou em cima da mesa. Eu o peguei receosa e meus olhos arregalaram quando vi que se tratava da caligrafia de meu pai. Com as mãos trêmulas o abri e comecei a lê-lo.

—Oi, minha filha. Creio que se estiver lendo essa carta é porque já não estou mais em combate. Peço que me perdoe por não dar notícias durante esse tempo todo, mas você em breve entenderá todos os motivos pelo qual não quis que vocês soubessem do que estava acontecendo. Sei que fui um bom pai na criação de meus filhos, mas apenas em você deposito toda minha confiança se eu falhar na minha missão. Peço que confie em Russel e faça tudo que ele pedir, tudo que te ensinei e orientei tinha um propósito, para sua proteção e meu auxílio caso precisasse. Quero que saiba que sempre amei você e se escondi tudo foi para sua proteção, porém se me pegarem você não estará mais segura. Amo você e peço que pense com atenção no que vai decidir quando ler isso. Lembre-se: A proeza está dentro de quem persiste por seus ideais e luta por ele. Atenciosamente...- minha garganta ardia pela vontade de chorar- Antony Lopez... Papai.

Terminei de ler a carta com o coração querendo pular do meu peito. Então era verdade. Meu pai foi morto para servir de álibi para aquele maldito russo. Eu me amaldiçoei internamente por achar por um instante que meu pai teria nos abandonado, morrendo como traidor de seu país, e apesar de sempre defendê-lo quando os chamavam assim, ainda tinha as minhas dúvidas quanta a sua inocência.

—Santana...

—O que quer que eu faça?- perguntei lhe interrompendo. Eu tentava a todo custo segurar as lágrimas que se já se formavam aos montes- O que tenho de fazer para inocentá-lo?

—Quero que venha comigo e me ajude a recuperar os chips antes que Karofsky os ache e possa usar as armas para bombardear o país- ela explicou e eu apenas ri nervosamente.

—Mas e minha faculdade? Eu tenho uma vida sabia?

—Eu sei, mas você não quer limpar a memória de seu pai? Não acha que se ele te treinou desde pequena não tinha um propósito para isso? Eu não estou falando de salvar só a mim e você, Santana, mas o país. Milhões de pessoas morrerão se esses chips caírem em mãos erradas.

—Olha, eu...- eu ia argumentar, mas um barulho alto me chamou atenção.

—Achamos vocês!- aquela voz me gelou a espinha.

Os gorilas de quem salvei Quinn entraram a toda pelo restaurante, já com armas em punho.

— Você me paga pela aquela frigideirada, sua maldita- se dirigiu a mim e disparou.

Com uma rapidez de um lince ou de um ladrão de galinhas quando o dono o descobre e corre atrás dele com uma espingarda, derrubei a mesa puxando Quinn para trás enquanto eles disparavam. Ouvi gritos desesperados de algumas pessoas que estavam pelo local e uma correria se instaurou.

—Droga! Eles sempre descobrem onde eu estou- Quinn reclamou enquanto tentava se proteger.

—Sorte a sua- ironizei, tentando achar uma possível rota de fuga- Quinn, puxa aquele balde para mim- pedi e a mesma cuidadosamente o fez. Ainda bem que existem maus empregados hoje em dia- Escuta, eu tenho um plano. Está vendo aquela entrada que dá para cozinha?- ela assentiu- Pois é, ao meu sinal corra até ela o mais rápido que puder, deve ter uma saída que dá ao beco da outra esquina, podemos dar a volta e pegar o meu carro. Entendeu?- ela assentiu novamente e eu esperei minha deixa.

Quando escutei os cliques das armas deles descarregadas, joguei o balde com água suja nos dois (pelo visto isso era uma arma e tanto contra malas sem alças), em seguida peguei Quinn pelo braço e fui a toda pelo lugar que designei alguns minutos atrás. Ainda pude ver os dois escorregando na água suja que ainda tinha muito sabão.

Depois de uma leve corrida chegamos a Francyne (leve nada, quase perco os pulmões durante ela. Fui sugando a bombinha até chegar lá). Tirei a chave do bolso e fui tentar abrir a porta do carro, porém havia caído um pouco de sabão em minhas mãos, ficando escorregadias.

—Me dê elas- Quinn pediu pegando a chave de minhas mãos e a colocou na fechadura da porta do carro. Pelo vidro da entrada pude ver vindo os dois Neandertais correndo para fora.

—É pra hoje, Quinn. Eu sou alérgica a morrer, se você quer saber.

—Estou tentando, mas você melecou a chave- ela disse em mais uma tentativa furtiva de abrir a porta- CONSEGUI!- comemorou. Os dois já se aproximavam a mando de bala.

—Entra rápido- eu mandei e Quinn entrou pelo lado do motorista, já ligando o carro. Eu pulei pelo capô de Francyne, escorregando para o outro lado e nem tive o trabalho de abrir a porta, entrei pela janela do carro de cabeça mesmo, ficando com as pernas do lado de fora- Acelera!

Quinn pisou com tudo no acelerador e lá se foram nós duas a toda pelas ruas de Nova York. Depois de uma performance circense, entrei no carro me ajeitando no banco do passageiro.

—Hey, vai devagar aí, Vin Diesel- quase gritei, colocando o cinto de segurança, nós já devíamos estar a uns oitenta por hora.

—Se eu diminuir eles nos alcançam- disse concentrada na estrada, desviando de alguns carros pelo caminho- Temos que sair o quanto antes da cidade.

—WOW, WOW, WOW... Muita calma nessa hora, veloz e furiosa... Como assim sair da cidade?

—Eles com certeza já sabem onde você mora. Seria o primeiro lugar aonde iriam te procurar- ela explicou e eu arregalei os olhos:

—Ai, meu Deus... Brittany! Ela ainda está por lá- constatei preocupada, nunca na vida ia querer que ela se machucasse por minha causa... Ou da maluca que estava dirigindo meu carro como se dirige um jato da força aérea.

—Não se preocupe, eles não farão nada com sua namorada. Não são do tipo que fazem reféns desnecessários.

—Primeiramente: Ela não é minha namorada, muito menos desnecessária- pode ter certeza que ela não era desnecessária... EITA!- Depois, como fica minha vida?- como se eu tivesse uma.

—Acho bom esquecê-la... O que aqueles caras fizeram naquele restaurante não é nem a metade do que eles podem fazer se nos pegarem... Daqui pra frente você não existe mais- aquelas palavras, ditas de uma forma tão séria, de alguma forma me tocaram.

Certo de que eu achava minha vida uma merda, mas não era tão maluca para pedir uma coisa tão extrema como aquilo que Quinn me propôs. No entanto me senti na necessidade de fazer aquilo. Uma parte para limpar o nome do meu pai e salvar minha própria vida, pois aqueles gorilas rascunhos do demônio agora sabiam quem eu era e onde morava, tornando tudo aquilo perigoso para as pessoas próximas a mim, que se resumiam a Tina, Mo (que era mais um gato amaldiçoado pelos duendes do coisa ruim) e de alguma forma Brittany, não que o fato de termos transado a torne alguma coisa minha, mas também a queria em segurança, era uma ótima garota.

Como eu explicaria para ela depois? Será que eu a veria depois? Ia ser uma conversa bem interessante: Ah, oi Britt. Pois é, né? Eu sumi. Mas não se preocupe, eu estava acompanhada da loira psicopata que roubou meu carro e te xingou. Engraçado isso. Sei lá vamos tomar um café qualquer hora dessas ?. Eu teria sorte se ela pelo menos me xingasse depois. E a faculdade? Santa mãe dos azarados desesperados, eu estava tão perto de me formar e finalmente ser alguém na vida. Mas calma... São nessas horas difíceis da vida que você deve levantar a cabeça, estufar o peito e dizer de boca cheia: FUDEU!!!

—Tudo bem... Eu vou com você, mas primeiro pare o carro e deixe que eu tome a direção. Só o Rony Weasley e o Harry Potter andam em carros invisíveis, eu ainda posso ser multada se um guarda nos pega andando na velocidade da luz.

—Quem são esses?- Quinn perguntou confusa enquanto estacionava.

—Como assim quem são eles? Nunca ouviu falar de Harry Potter?- rebati incrédula.

—Não, são cientistas?

—Não, são bruxos. Em que planeta você vive? Júpiter?- disse totalmente assombrada- Que ser humano não conhece Harry Potter?- ela deu de ombros sentando-se no banco do passageiro, enquanto eu tomava a direção- Minha nossa!

—Vamos logo!- ela pediu impaciente e eu revirei os olhos.

Se ela pensava que ia manda em mim estava totalmente enganada. Sou do tipo que se me derem amor, sou amável, mas se me chutarem... Devolvo com uma voadora.

— Pra onde?- perguntei continuando o caminho tomado pela loira arrogante ao meu lado.

—Vamos para Las Vegas... Não sou de aceitar um não.

É... Pelo visto isso ser uma jornada maravilhosa. Maldita hora que eu trombei com essa louca naquele posto de gasolina. Calma, Santana, não se preocupe- eu dizia em pensamento- Você tem muito chão pela frente... E pelo jeito com aquela garota maluca seriam 7 palmos, para ser mais específica.

Notas finais
E aí? O que me dizem? Melhorou Miloca? kkk Como eu disse, tinha uma coisinhas para essas cositas kkkk Comentem, digam alguma coisa, me ensinem um poema, me xinguem, contem uma piada, uma história engraçada, qualquer coisa... Apenas se manifestam, vocês também meus queridos leitores fantasminhas sequestrados por aliens, vamos lá, façam uma autora feliz. Podem falar a vontade, sou do tipo que escuto com atenção e também sou do tipo que sempre alerto meus amigos quando tem algo errado. Aviso uma, duas, três vezes, e se ele não atender tiro o chinelo, miro na cabeça e acerto, pronto caso encerrado. Mas aviso de qualquer forma kk Beijo e muuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada pelos comentários, nunca tive tantos em minha vida ou pelo menos aqui como escritora kkkk Até a próxima.