Ligadas pelo destino

6 Capítulo 6- Viva, viva... Las Vegas!


Notas iniciais
Heyyyyyyyyyyy. Demorei que só a cabra,não é? Mas ando meio dodói esses dias, então me deem um desconto aí. Contente com os comentários, com os que estão favoritando, acompanhando, xingando, brigando comigo e tal. Quero mandar meu abraço especial para minha leitora mais que participativa, especial, parceira nas louqueadas, gentil e apaixonada... jc iartelli, minha xará de apelido, que arrasa em sua fic tão intensa, apaixonante e extremamente interessante, pois nela conseguimos captar as coisas que tanto ignoramos e que nos faz tão bem. Esta aí o link para quem quiser dar uma olhada, vão lá, vocês vão amar: http://fanfiction.com.br/historia/452195/os_sentidos_do_amor/ E a mais uma pessoinha... A Doce de Leite, meu doce anjo roqueiro. Sinto sua falta. Capítulo dedicado a você e a minha xará, jc iartelli. Espero que gostem: Então, aproveitem...

Nasci cagada de pombo, só pode. Eu não tenho azar... Tenho é um carma chumbado nas costas. Só posso ter assado a galinha preta do terreiro de macumba da Madona, para merecer isso. Perdi meu emprego, minha faculdade, minha sanidade mental (como se um dia eu já tivesse tido uma), uma super gata que por milagre gostava de mim (pausa para lembrar da noite passada com ela... Ui!... Nossa! ... Ah, tudo bem, passou) e totalmente meu senso de credibilidade comigo mesma. Eu jurei a mim, quando sai do Texas, que não me deixar levar por nada nem ninguém e agora aqui estou eu... Sentada de frente ao volante de minha Francyne, dirigindo para Las Vegas, com uma loira homicida dormindo no banco do passageiro. Ela parecia tranquila em seu sono deveras profundo, cabeça encostada ao vidro, pernas encolhidas próximas ao peito e uma das mãos por baixo cabeça enquanto a outra descansava entre suas pernas e a barriga, enfim, até que era bonitinho o jeito que ela dormia. Estou querendo enganar quem? Era mais que bonito o jeito serene que ela descansava e isso meio que acabou me prendendo algumas vezes. Me peguei muitas vezes desviando minha atenção a ela enquanto dirigia, era algo meio que involuntário da minha parte, mas não conseguia evitar fazer isso.

Beauty queen of only eighteen

Rainha da beleza de apenas 18 anos

She had some trouble with herself

Não se aceitava muito bem

He was always there to help her

Ele sempre estava perto para ajudá-la

She always belonged to someone else

Ela sempre pertenceu a outro

I drove for miles and miles

Eu viajei muitos quilômetros

And wound up at your door

E vim parar na sua porta

I've had you so many times but somehow

Eu tive você tantas vezes. Mas, por algum motivo

I want more

eu quero mais

Isso, agora era só o que me faltava! O filho da mãe do rádio começou a tocar She Will be loved do Maroon 5 bem nesse momento de lerdeza minha encarando Quinn dormindo. Já vi que o destino gostava de rir da minha cara. Na verdade eu acho que ela gostava de sambar, dançar break, dar uma paranauê e um pliet na minha cara.

–Onde eu fui me enfiar, meu pai?- me questionei baixo para mim mesma, remoendo tudo que fique sabendo durante esse tempo na estrada. Não sabia o que me espera daqui em diante, muito menos o que aconteceria comigo e com minha vida depois que aceitei essa ‘’missão suicida’’ com essa maluca bonitinha, que dorme como um anjo e... PRESTA ATENÇÃO NA ESTRADA, SUA IDIOTA! Me repreendi percebendo que o caminho era a única coisa que eu não me concentrava.

–Preciso ter foco... Isso! Foco, muito foco, fo-fo co-co!- repetia para mim mesma, feito uma retardada, batendo a palma da mão contra a minha testa. Um carro me ultrapassou buzinando e o motorista gritou:

–VOLTA PARA A AULA DE DIREÇÃO, SUA BARBEIRA!

–BARBEIRA É A MÃE, SEU CORNO!- rebati colocando a cabeça para fora da janela e ele me devolveu com um gesto obseno com as mãos. Quinn se mexeu, me fazendo gelar, porém voltou a dormir em seguida- UFA!

I don't mind spending everyday

Não me importo de ficar todo o dia

Out on your corner in the pouring rain

Na sua esquina debaixo de chuva

Look for the girl with the broken smile

Procure a garota do sorriso partido

Ask her if she wants to stay awhile

E pergunte se ela quer ficar um pouco

And she will be loved

E ela será amada

She will be loved

Ela será amada

E mais uma vez minha mente me traiu, me levando a encarar novamente a loira dormindo ao meu lado. Sei lá, aquela garota intrigante chamava minha atenção de uma forma assustadora e eu, sinceramente, não sabia o que sentir por ela agora... Receio? Intranquilidade? Pavor? Confusão? Atração? Não, atração não... Bom, talvez só um pouquinho hehe... Tudo bem, atração também, mas ela era linda, corpo escultural e aqueles olhos... E QUE OLHOS! Acho que tenho sérios problemas com olhos! Mas os dela continha um imã que me prendia e não sei explicar como ou o por que... Fazer o que? É a vida, meus queridos. Tão amada vida, que sempre está lá para nos ferrar e lascar como um desgarrado infeliz. Aquela que nos faz ir contra nossas vontades mais profundas, tipo quando vamos a um casamento e dá aquela vontadezinha do capeta de dizer que tem algo contra, quando o padre pergunta, só pra trollar com os infelizes dos noivos. Mas voltando ao que eu estava pensando... Ih, acho que esqueci! Ah, lembrei... Quinn Fabray, vulgo loira pancada intrigante, dos olhos cor de mel, que me remexia e me deixava atormentada mais que o normal e que agora... Está acordando. Caramba! Caramba! Pensa rápido, Santana!

–Uhm, oi!- ela disse consertando sua posição no banco. Tratei logo de mudar a estação do rádio, que começou a tocar Viva La vida loca, do Rick Martin. Eu, hein? Rádio maluco!

–Hey!- saiu mais como um gemido. Continuei na minha falsa concentração na estrada, desviando dos pensamentos de segundos atrás.

O silêncio se espalhou pelo local, olhei pra ela de canto, percebendo que a mesma estava com a atenção voltada à paisagem pela janela... Me parecia muito tranquila para alguém que estava em uma situação tão arisca quanto a dela e infelizmente também ... A minha agora. Fiquei minutos tentando adivinhar o que se passava naquela cabecinha intrigante, mas desisti antes que eu atravessasse um carro com essa minha desatenção toda na estrada e com esse meu azar de peba seria um da polícia, se duvidar até o carro do próprio presidente Obama, que mais parece o Alexandre Pires do Só pra Contrariar, só acho. Quinn ‘’a sonhadora’’ limpou a garganta para perguntar:

– Não está cansada de dirigir? Já faz horas que está aí, se quiser posso tomar seu lugar.

–Não, obrigada. Estou legal- respondi ligeiramente.

–Tudo bem, então- deu de ombros, voltando para sua posição anterior. Eu funguei alguns segundos e resolvi puxar um papo com ela:

–Então... Mas alguma coisa que eu deveria saber sobre essa enrascada que me meteram?- Poxa, Santana! De tantas coisas para perguntar, vem com essa pergunta idiota? Fazer o que, eu só conseguia falar com ela assim.

–Uhm... Tipo o que?

–O que vamos fazer em Las Vegas novamente? Pensei que queria fugir daqueles caras?

–Um dos chips está lá e temos que consegui-lo antes que os capangas de Karofsky o pegue.

–E esse tal de Karofsky... Por que quer tanto esses chips?- indaguei interessada em saber sobre o desgraçado que armou para meu pai... Com certeza teria o que merecia.

–Poder, Santana... Não sabe como esses russos são quando o assunto é quem manda mais- explicou com seu olhar fixo ao caminha à frente- Mas o Karofsky que estamos lidando agora é o filho... David. Seu pai e o pai de David eram inimigos e pelo o que meu pai me contou... Acabaram se matando.

–Pelo visto nós três temos pais meio radicais- ironizei, fazendo-a dar um meio sorriso debochado.

–Nem sabe o quanto- ela insinuou revirando os olhos, me intrigando com aquilo.

–Então agora o filhinho quer da continuidade a insanidade de seu papai? Tenho nojo de gente assim.

–Ele é tão perigoso quanto pai. Vai por mim, temos que ter muito cuidado com ele.

–Como sabe tanto sobre esse tal David?

–Apenas sei- respondeu meio vacilante. Arquiei a sobrancelha desconfiada e ela virou seu rosto para a janela novamente, parecia que tinha medo de eu lê-la de alguma forma.

–E os chips?

–São sete. Meu pai os espalhou pelo país com pessoas de sua confiança, porém perdeu o contato com elas, o que torna ainda mais difícil a localização dos chips.

–Então o que faremos? Não podemos viajar pelos Estados Unidos inteiro sem ter noção de onde estão esses tais chips. É como atravessar uma avenida de olhos vendados e eu não quero morrer atropelada pelo caminho- ralhei.

–Não precisa se preocupar quanto a isso. Meu pai já cuidou disso- explicou, pegando algo em sua bolsa que estava no banco do meio de trás- Com esse aparelho podemos rastrear todos os chips através dos que encontrarmos... Como já disse antes, um está ligado ao outro.

–Então é só conectar um dos chips a esse aparelho rastreador e ele dará a posição dos demais?

–Não, apenas um por vez. Por que se um apenas dê a localização de todos os outros, alguém pode conseguir ter acesso a eles e nossa missão seria à toa- guardou o aparelho na bolsa e a jogou no banco novamente.

–Estamos em uma missão?- brinquei, fazendo-a me encarar com a sobrancelha arqueada.

–Estamos. Uma missão perigosa e de suma importância para o país.

–O que te levou a aceitar essa missão suicida dada por seu querido papai?- perguntei um tanto petulante. Quinn ficou ereta no banco, calando-se por um instante:

–Isso não vem ao caso... Precisamos chegar logo em Las Vegas- desconversou cruzando os braços, aquietando-se.

–Claro que vem já que meu pescoço também está a prêmio e apesar de eu não ser lá muita coisa... Adoro meu pescoço- tentei parecer engraçada e irônica ao mesmo tempo e pude perceber que ela queria sorrir da minha careta, mas segurou-se para parecer que não se importava com o eu dizia ou fazia.

–Não, não tem, mas saiba que temos os mesmos interesses.

–Acho que não. Por que se fosse, você já teria se jogado desse carro em movimento- zombei e ela me encarou com os olhos semicerrados.

–Muito engraçada você- apontou pra mim com um olhar desafiador, devolvi com um sarcástico- Poderia usar essas suas ‘’habilidades’’ para nos fazer chegar mais rápido a Las Vegas.

–Desculpe queridinha, mas a Francyne ainda não possui a opção velocidade da luz.

–Pois então pelo menos me deixa dirigir um pouco.

–Não... Meu carro, minhas regras. Não ache que com tudo isso eu esqueci o que fez comigo levando minha Francyne... Sou maluca por te seguir, mas não idiota pra confiar em você- sorri vitoriosa, passando a mão por minha franja, que já estava caindo nos olhos, voltando minha atenção onde deveria estar... Na estrada.

–Besta!- ela reclamou, ficando emburrada, ajeitando-se no banco.

Living easy, livin' free

Vivendo fácil, vivendo livre

Season ticket, on a one, way ride

Um bilhete para a temporada, numa viagem só de ida

Asking nothing, leave me be

Sem pedir nada, me deixe em paz

Taking everything in my stride

Pegando tudo em meu caminho

Don't need reason, don't need rhyme

Não preciso de razão, não preciso de rima

Ain't nothing I would rather do

Não tem nada que eu prefira fazer

Going down, party time

Descendo, hora da festa

My friends are gonna be there too

Meus amigos vão estar lá também

Agora sim uma música condizente com a ocasião tocava na rádio. Eu não podia negar, mas realmente eu estava confusa e deveras preocupada pelo o que aconteceria dali em diante, no entanto devia isso ao meu pai, ele foi um homem maravilhoso e não merecia morrer sendo acusado de uma coisa que nunca iria fazer, pois amava seu país e o que fazia por ele. Era sim uma missão suicida, porém meu pai merecia o esforço, ele sempre estava para mim quando precisava e tudo que sei e que sou devo a ele, apesar de ainda estar confusa com o que fazer da vida. É... Então aqui estou eu, Santana Lopez, nessa estrada que não sei aonde vai dar, indo em direção a algo que não fazia ideia de como me viraria... Como dizia Angus Young do AC/DC: ‘’Estou na estrada para o inferno’’... Literalmente.

I'm on the highway to hell

Estou na estrada para o inferno

On the highway to hell

Na estrada para o inferno

Highway to hell

Estrada do inferno

I'm on the Highway to hell

Estou na estrada para o inferno

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Finalmente chagamos a cidade dos jogos e loucuras... Las Vegas. Já estava toda desconjuntada pelas horas que passei sentada dirigindo. Quinn pediu que parássemos em algum lugar para comer e eu meio a contra gosto aceitei. Queria ir logo atrás desse tal lugar que ela me disse durante a viagem, para resolver logo essa pendenga para eu poder voltar logo para minha vida deprimente e enfadonha. Nossa, que demais! Só que não. Estacionei próximo a um shopping da principal e para lá fomos. A loira pancada me arrastou para uma lanchonete mais discreta, se entocando comigo mais no fundo, perto da saída de incêndio, para caso de alguns dos gorilas Neandertais meterem as caras por aqui e sair chumbando o lugar. Em menos de dez minutos uma garçonete veio anotar nossos pedidos, vindo nos deixá-los quinze minutos depois. Eu pedi apenas um sanduíche de frango e uma coca-cola, enquanto a minha ‘’parceira no crime’’ pediu um prato grande de ovos com bacon e pela quantidade, acho que ela é viciada naquilo.

–O que faremos agora?- perguntei depois de provar meu sanduíche, estava realmente maravilhoso.

–Vamos ao cassino restaurante de Olívia. Ela está com um dos chips.

–Não é aquela mulher que praticamente expulsou você do restaurante dela aquela vez que te segui até aqui?- estranhei arqueando a sobrancelha. Ela deu uma garfada em seu prato, mastigando calmamente.

–É, mas dessa vez ela vai ter que me entregar- tomou um pouco de suco- Já estou atrasada demais e até agora só tenho um chip.

–E por que ela não te entregou o outro antes? Não me disse que os chips estão com pessoas de confiança do seu pai- ela ficou recusa com a minha pergunta e mais uma vez milhões das malditas minhocas roíam meu cérebro.

–Foi por algumas coisas que aconteceram antes, mas com você ao meu lado ela voltará atrás em sua decisão- Não entendi nada, mas fazer o que? Ela não ia me dizer mesmo.

–Por que estava de peruca quando eu achei você naquela loja de roupas?- sim, hoje eu fui possuída pelo espírito curioso.

–Às vezes tenho que me disfarçar por conta do Bilbo e do Toni.

–Quem?

–Os caras que você teve o desprazer de trombar no restaurante da Olívia e que deixou os dois meio atordoados- explicou terminando seu prato, chamando a garçonete para pedir mais. Eu fiz uma careta incrédula quando ela começou a devorar outro prato de ovos com bacon. Tirou sua atenção do prato pra me olhar quando percebeu que eu a encarava- Que foi?

–Minha filha... Pra onde vai isso tudo?- comentei meio assombrada, por que aquela danada tinha um corpo mais que perfeito, cheio de curvas, bem montado, do tipo... UAU... Se comia feito um caminhoneiro e um pedreiro juntos?

– Sei lá... Sempre fui magrinha- Quinn deu de ombro, dando mais uma garfada- Acho que é bem distribuído pelo meu corpo ou algo parecido.

“E como é bem distribuído! ’’ – pensei dando uma reparada singela no corpo da loira a minha frente, afastando em seguida os velhos pensamentos sujos da minha cabeça

– Sem falar das vezes que fujo dos lugares às pressas, é melhor que academia, vai por mim- deu um sorrisinho, tomando um pouco de suco. Parecia faminta, do tipo que não come nada há dias- E você? Não vai querer comer mais nada?

–Você.

–O que?- ela me encarou espantada.

–V-Você pode ficar à vontade aí comendo, enquanto eu resolvo algumas coisas- me consertei tentando afastar a má impressão da resposta. Eu tenho mania de travar quando fico nervosa e sai isso às vezes.

–Espera, vou com você- ela disse fazendo menção de se levantar.

–Hey, calma! Não vou fugir ou algo parecido- ela sentou-se novamente, com um semblante preocupado- Só vou até uma farmácia comprar alguns compridos que tomo pra dor de cabeça. Não vou demorar.

–Tudo bem, mas qualquer coisa me dá um toque.

–Okay, mamãe. Já volto- ironizei rolando os olhos, me levantando da cadeira, seguindo para fora do restaurante.

Fui até a farmácia mais próxima, comprei os comprimidos e quando me preparava pra voltar, algo me chamou atenção em uma vitrine próxima:

–Uhm, bela jaqueta!- a admirei pelo vidro e algo tomou minha mente- É, Santana... Já que sua vida está mais que uma merda agora, nada como dá uma repaginada nessa carcaça que você chama de corpo- e foi isso que fiz. Adentrei aquela loja e por lá fiquei por um tempo. Com certeza Quinn piraria com a demora, mas a ocasião pedia um check-up.

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Sabe quando você foge de uma coisa há tempos e ela sempre volta para sua vida de uma forma ou outra? Quando você quer que aquilo fique no passado, mas te segue milhares de vezes até desistir e deixar que ela tome conta de você novamente? Pois é... Quando eu saí do Texas, deixei tudo que tinha e quem tinha para trás... Objetos, lembranças, família, a droga do Cabrito que comia meu dever de casa, meu estilo de vida... Tudo. E agora cá estou eu... Saindo dessa loja exatamente como era antes de desistir de tudo aquilo. Pois é, a velha Santana de alguma forma queria se apossar do meu corpo e como dizer não para essa maravilhosa entidade latina?

Vejo Quinn na porta do restaurante de braços cruzados, com um olhar nada amigável, que se tornou um perfeito semblante de embaraço, curiosidade, espanto e um tanto... TU É LOCO, MERMÃO! QUE QUE É ISSO! E lá se vai eu, toda toda, desfilando na direção da loira pancada, totalmente na beca, jaqueta preta de couro, calça colada também de couro e da mesma cor, um cordão de caveira com uma cruz atravessando seu crânio, franja cortada e refeita abaixo da orelha e um puta óculos escuro estilo motoqueiro... Já sentindo vir aquela musiquinha em minha cabeça...

Como uma deusaaaaaaaaaa... Você me mantémmmmm...

Puta que pariu, de onde saiu essa música? Estragou o momento. Deixa eu voltar e começar de novo... blá blá blá Franja cortada e refeita abaixo da orelha e um puta óculos escuro estilo motoqueiro... Já sentindo vir aquela musiquinha em minha cabeça...

Singin' I love rock and roll

Eu amo rock and roll

So put another dime in the jukebox baby

Então bote outra moeda no jukebox, baby

I love rock and roll

Eu amo rock and roll

So come on take some time and dance with me

Então venha, fique à vontade e dance comigo

Agora sim... Joan Jett saca dos paranauê da vida. Essa sim era a trilha perfeita para meu ressurgimento das profundezas de meus medos e incertezas. Abri a porta para os meus objetivos, indo a sua direção firme e forte, disposta a enfrentar tudo e todos para provar a inocência do meu pai. Não vou mentir que isso me aturdiu, me fazendo muitas vezes negar a mim mesma que teria que enfrentar aquilo do que fugi esses anos todos, mas se pula na fogueira, meus amigos... Tenha certeza que vai queimar seu querido traseiro.

–M-Mas... O que é isso?- Quinn questionou meio que se recuperando do susto.

–Inovação, minha cara. Já ouviu falar que camaleões se adaptam ao território para sua segurança e para surpreender seus inimigos?- ela me encarou com um semblante confuso- Uma coisa, Fabray... Agora sei o porquê de meu pai ter me treinado durante minha vida toda e assim que ele me ensinou a agir... Surpreenda seu inimigo, se adaptando ao campo de batalha.

–Mas precisava essa transformação toda?

–Não me transformei em nada, apenas vesti minha antiga carapaça- expliquei, enquanto começamos a caminha rumo à saída do shopping, para pegar Francyne.

–Por que isso agora? Você até parece outra pessoa- indagou preparada para entrar no carro. Eu a encarei por uns instantes, retirando meus óculos escuros para que pudesse olhá-la fundo em seus olhos esmagadoramente chamativos.

–Por que, loirinha... Eu posso ser uma mosca morta durante todo o tempo dessa vida patética que criei pra mim, mas, por favor... Nunca mexa com o que amo e meu pai era o meu tudo- ela parecia surpresa, mas até eu estava surpresa por estar agindo e falando dessa forma, mas a ocasião faz o psicopata (não que eu seja uma)- Não queira despertar o meu outro lado. E quando encontrar esse tal Karofsky... Ele vai odiar saber que se é ruim mexer com um Lopez... Experimenta só mexer com dois- finalizei, entrando no carro, o ligando. Quinn ficou alguns segundo lá fora, como se estivesse digerindo toda aquela informação. Entrou, sentando-se ao meu lado em silêncio. Não precisei de seu consentimento e segui nosso caminho até o tal cassino restaurante da mulher que estava com um dos chips. Dez minutos depois, estacionava no fundo do estabelecimento, entrando pela porta que dava a um beco.

Quinn parecia familiarizada com o local, nos guiava pelos corredores do lugar que começava pelo restaurante no primeiro andar e o lugar de jogos nos demais. Entramos com cautela para que alguns seguranças do cassino nos vissem, parando em frente a uma porta dupla com os seguintes dizeres: ‘’Tribiani & filhos’’ escritos nela. Dei duas batidinhas (Que foi? Não é só por que a pessoa está na labuta que tem que esquecer a educação), uma voz de mulher soou lá de dentro:

–Pode entrar, Júnior!- nós entramos- Quinn! O que faz aqui?

–Olívia, vim pedir novamente que entregue o chip que meu pai deixou sob a sua proteção.

–Já disse que não vou te entregar nada- a senhora disse firme, pegando o telefone.

–Hey, não vamos radicalizar as coisas... Que tal um café? Uma cerveja? Talvez um drink? Um remédio tarja preta, uma maracujina? — propus, mas pareceu que ela não foi muito na brincadeira não.

–Quem é você?

–Ah, Olívia... Essa é Santana... Santana Lopez- Quinn explicou, a senhora me analisou de uma ponta a outra. Confesso que fiquei com um pouco de vergonha com a olhada dela.

–Então essa é filha do Antony?

–Sim, ela está aqui para me ajudar com os chips.

–E como posso ter certeza que as duas não estão mancomunadas com Karofsky?

–Já expliquei a você, Olívia. Meu pai me mandou até aqui para pegar os chips antes que David pegue. Você sabe o tanto quanto eu o que acontece se ele conseguir.

–Olha, mocinha... Eu tenho mais anos de experiência nisso do que você tem de vida e algo me diz que não posso confiar em você e...

Eu fiquei parecendo que estava em um jogo de ping pong vendo as duas falarem como se eu não tivesse ali. Pelo visto aquela senhorinha era osso duro e não retrocederia em sua decisão e, já temendo que as duas entrasse no tapa (pobre da velhinha), resolvi intervir, usando meus argumentos de lesma. Se você não pode ajudar, atrapalhe! O importante é participar!

–Já disse que eu não vou confiar em você e sabe que tenho os meus motivos. Saia daqui com sua latina irritante, caso contrário eu...

–Hey, hey, hey... Primeiramente não sou cachorro pra ter dona- interrompi. Como é que ela me chama de irritante, se eu só disse uma frase? É, acho que as pessoas do planeta terra e seus vizinhos não gostam muito de mim não. É arriscado, com esse meu azar, de um ET aparecer por aqui só pra me visitar e dizer: ‘’Você é Santana Lopez?’’ e eu responder assombrada: ‘’Sou sim’’, então ele me dá um puta tapa na cara e fala: ‘’Sua trouxa!’’, daí volta para o seu planeta liderado pela Lady Gaga e... Sério que estou pensando nisso enquanto as duas ainda estão gritando uma com a outra? Gente, sou coisada demais!- PAREM DE GRITAR E ME ESCUTEM, SUAS MALUCAS. VAI COM CALMA AÍ, DONA CLOTILDE E NOS DÊ ESSE CHIP LOGO E...

–Hey, agora é você quem está gritando- dona Olívia me interrompeu cruzando os braços, com um olhar repreendido.

–Desculpe por isso- fiquei sem graça- Bom, dona Olívia Trombone...

–Tribiani.

–Foi o que eu disse, Tribiani... Meu pai confiou isso tudo a mim e lhe peço que nos ajude- pedi sinceramente, fazendo-a concentrar-se em mim por um instante- Sei que é difícil de acreditar que duas simples garotas, uma meio estranha e a outra pancada, podem fazer isso dar certo, mas milhões de pessoas dependem da gente para isso. Eu não lhe conheço e muito menos a senhora me conhece, mas como Quinn mesmo disse, sabe o quanto isso é importante- ela parecia matutar alguma coisa e eu resolvi reforçar: — A proeza está dentro de quem persiste por seus ideais...

– E luta por eles- ela completou pegando minhas mãos- Seu pai era um ótimo soldado e um homem maravilhoso. Não sei por que, mas confiarei o chip a você, somente... Você- deu uma olhada séria para Quinn por cima de meus ombros e continuou- Aguarde um instante- pediu indo na direção de uma estátua de uns cinquenta centímetros de um cozinheiro bigodudo, símbolo de empresa e de lá retirou uma pequena caixinha — Está aqui, os demais vocês encontrarão a partir desse.

–Já sabemos disso, meu pai me deu um aparelho que rastreia a partir de qualquer dos sete- Quinn explicou, fazendo menção de pegar o chip, mas Olívia a impediu:

–Sabe, Santana... Sei que o seu pai deve ter te treinado muito bem, mas vou te dar um conselho. Não confie em todo mundo... – dizia isso sem tirar os olhos de Quinn, que desviou seu olhar do de Olívia- Principalmente nos que não transparecem tanta confiança. O golpe mais dolorido pode sair de quem menos esperamos.

–Tudo bem... Muito obrigada pelo conselho- que eu não entendi nada, mas relevei pela expressão de Olívia. Acho que não era só eu que tinha um pé atrás com a loirinha ali.

–Só... Tome cuidada, por favor, estou arriscando minha vida te entregando isso.

–E agradeço por isso- disse simpaticamente, recebendo o chip de sua mão, colando-o em seguida no meu bolso, Quinn pareceu não ter gostado muito de eu ter ficado com ele.

–Sabe Santana, gostei de você- Olívia comentou me dando um abraço demorado.

–Todo mundo gosta- brinquei em um sarcasmo óbvio. Tadinha de mim... Todo mundo gosta hahaha Todo mundo faz é me odiar... É tipo um Todo mundo odeia o Chris versão latina desengonçada.

–Tomem cuidado- intimou, Quinn e eu já nos preparávamos para sair quando ouvimos tiros vindos de baixo e gritos por toda parte.

–Eles já estão aqui- Quinn constatou. Olívia correu até sua mesa puxando uma gaveta, começando a procurar algo por lá.

–Ai, cara... De novo?- reclamei inquieta, observando Olívia na sua busca.

–Tome!- ela me jogou algo e arregalei meus olhos quando me deparei com uma pistola Glock 18 calibre 9mmP, totalmente personalizada. Era preta, com uma cobra de prata que ia desde o cabo até a outra ponta formando o cano, com um ferrolho de acabamento fosco e chassi de polímero. Notei que tinham iniciais gravadas nela: ‘’AL”.

–O que é isso?- indaguei surpresa. Olívia me respondeu rapidamente:

–Uma arma!- sério? Claro que eu sabia que aquilo era uma arma. Não, era um guarda-chuva que disparava, tipo a varinha do Hagrid, o guarda caça dos filmes e livros de Harry Potter. Mas ao invés de responder mal a Hebe Camargo ali na minha frente, resolvi ser mais delicada.

–Me refiro o porquê de você estar me dando ela.

–Para sua proteção- explicou, me entregando em seguida uma bolsa com munições- Conhecendo seu pai como eu conheço, creio que ele te ensinou a usar uma, não foi?

–Foi, mas não uso armas... Elas não escolhem em quem acertar- argumentei lhe devolvendo os objetos, porém a mesma não aceitou.

–Era de seu pai... Vê as iniciais?- apontou para o cabo, onde estavam gravadas as duas letras- AL- Antony Lopez... Acredito que ele iria querer que ficasse com você para sua proteção, era sua preferida- encarei aquela arma por segundos, enquanto ainda ouvia a confusão lá embaixo já se aproximando para o andar onde estávamos. Virei para Quinn, que me incentivou a aceitar e foi isso que fiz.

–Tudo bem... Vamos Quinn- chamei, colocando a mão na maçaneta da porta para abri-la, mas antes virei para Olívia- Você vai ficar bem?

–Eu sempre fico, criança- eu assenti, seguindo com Quinn pelo o corredor. Escutei Olívia gritar- Desçam pela lavanderia. Lá tenha uma porta que dá até a saída dos empregados- agradeci novamente e para lá fomos.

Quinn e eu corríamos pelos corredores, nos distanciando do barulho dos tiros e gritos.

–A lavanderia fica por ali!- Quinn apontou durante nossa corrida. Tomei a sua frente para checar se estava tudo limpo, após isso entramos pela mesma atravessando pelas máquinas e carrinhos cheios de roupa suja. De repente ouço um barulho e puxo Quinn para dentro de um armário que havia por ali. Tapei rapidamente sua boca para que não fôssemos descobertas.

–Aonde será que aquelas vadias se meteram?- escutei um deles comentar. Sinalizei para que Quinn fizesse silêncio que tiraria minha mão da sua boca, quando a mesma o fez, a libertei. O armário era deveras pequeno, tivemos que ficar com os corpos quase grudados e ficar com ela daquela forma eram um tanto tortuoso. Com a proximidade pude sentir o quão cheiroso era seu cabelo... Sua pele exalava um sinuoso aroma, que enriquecia minhas narinas e estar tão perto daqueles olhos que, agora me encaravam com um misto de sensações que não pude descrever, me energizavam. Só pode estar de brincadeira... Por que eu estava lesando uma coisa dessa com essa maluca que até agora só me atrasou em tudo? Ela é chata, arrogante, prepotente, mandona, gata, magnífica, tinha um cheiro bom e... Vamos parar com isso, por que já estamos nos encarando tempo demais.

–Fica quieta... Eu vou cuidar disso- sussurrei, tentando afastar meu corpo o máximo possível do dela antes que fizesse uma besteira. Ela segurou meu braço:

–Hey... Pode ser perigoso- ela alertou, me puxando de volta. MEU DEUS, MULHER... FAZ ISSO COMIGO NÃO! Gritei em pensamento. Olhei pela fresta da porta para avaliar os caras que estavam lá fora:

–Estão em dois, posso resolver- argumentei, empurrando-a um pouco mais para trás para botar em prática o que eu já tinha confabulado- Só saia daqui quando eu mandar- ordenei, ela ia dizer alguma coisa, mas acho que desistiu me dando um voto de confiança. Esperei que eles passassem em frente à porta e bati com tudo com o pé para que ela acertasse os dois, os levando a baixo. Aproveitei que eles estavam atordoados para desacordar um com uma bela de uma vassourada no cocuruto, porém o outro conseguiu se recuperar rápido e já via na minha direção. Fez menção de tirar a arma da cintura, porém fui mais rápida e o impedi com o pé, fazendo-o se chocar contra uma das lavadoras. Peguei uma toalha de mesa e antes que ele levantasse, enrolei sua cabeça, o enfiando dentro de um carrinho para roupas sujas. Guiei o carrinho até a escadaria que dava para o lado oposto de onde iríamos e o empurrei escada abaixo. Quinn veio correndo na minha direção:

–Você está bem?

–Eu estou... Mas aquele cara ali aprendeu que carrinhos não foram feitos para descer escadas- brinquei apontando para o coitado todo estatelado escadaria abaixo- Hey, não disse que só era para sair quando eu mandasse?

–Não recebo ordens suas- falou petulante. Eu senti o espírito da Nazaré Tedesco querer se apossar do meu corpo e jogar aquela loira escada abaixo. Um, dois, três, Brittany, Candice Accola, Milla Jovovick, Kate Beckinsale, Lucy Liu, Cameron Diaz, Shay Mitchel... Contar carneirinhos acalma e contar gatinhas? Pronto Santana... FOCO!

–Vamos logo- disse ríspida, tomando-a pelo braço e a arrastando escadaria abaixo, mas uma capanga vinha subindo as escadas- Quinn, me entrega o extintor de incêndio- pedi, Quinn estranhou, porém me entregou o objeto. Tirei a etiqueta de segurança e despejei tudo na cara da enfezada, que desceu as escadas mais rápido que subiu. Outro a seguia e aquilo já me dava uma raiva... Aqueles desgraçados estavam minando do chão, só pode. Joguei logo o extintor nele e tudo resolvido. Parei um pouco no fim da escada com a mão no peito, adivinhem! ASMA. Aquilo era terrível, qualquer esforço que eu fazia sentia meu peito apertar terrivelmente.

–Tudo bem?- Quinn perguntou, transparecendo preocupação. Eu assenti pegando a bombinha, dando uma profunda sugada. Quando me senti mais leve, a incentivei voltar a correr dizendo que estava tudo bem.

Entramos na Francyne, partindo dali rapidamente. Pelo caminho ainda fui dando umas sugadas na bombinha para acalmar o pulmão, sempre na atenção de estarmos sendo seguidas. Quinn estava quieta e aquilo me deixou curiosa:

–Não que eu esteja preocupada, mas agora que teremos que viajar juntas até juntar os chips do seu pai e não querendo ter que... Ah, você está bem?- perguntei logo. Sou péssima com diálogos, principalmente com Quinn. Como já comentei, ela mexia com tudo dentro de mim, só não sabia o por que.

–Vou ficar- disse curta. Eu apenas olhei para a estrada em silêncio. Senti que ela deu uma profunda suspirada- Me desculpa por tudo, ok? Só quero que isso acabe logo.

–Também... Qual é a da Olívia não gostar de você?- ela encarou suas mãos pensativa, dando mais uma profunda suspirada:

–Podemos deixar isso quieto? Temos que focar em achar o outro chip agora.

–Tudo bem- me dei por vencida. Mas que aquilo estava estranho... Ah se tava!- Pra onde agora?

–Só segue a estrada, o caminho eu descubro daqui a pouco.

–Okay- continuei com nosso caminho tortuoso e intrépido à frente. Acho que tanto eu quanto Quinn fomos vítimas do destino. Essa loira me intrigava. Não sei o que mais me assustava nela, se era suas informações e ordens ou o seu... Silêncio. Teria que conviver com ela agora gostando ou não, mas pelo visto o ou não ia predominar. Muitas perguntas me tomavam:

Quem era essa loira? O que a fazia ser assim? O que me reservava a seu lado? E a mais importante:

Por que o destino nos ligou dessa forma?

Notas finais
Gostaram? Me contem o que. kk Vamos lá, faça essa autora dodói feliz. Aaaamo seus comentários. Não sei quando volto a postar, mas me agraciem com seus comentários maravilhosos e me inspirem a um próximo kkk Obs 1: Músicas do cap: She Will be loved- Maroon 5, Highway to hell- AC/DC e I love rock'n roll da maravilhosa Joan Jett. Obs 2: Hoje é dia dos namorados e olha que coincidência... Amanhã é sexta-feira 13, pra mim dá no mesmo kkk Cuidado aí, pessoas... Presente não deu, Jason te fu... Visita, ele te visita kkk Ah, Dica pra quem tatuou o nome do namorado e se arrependeu: compre um cachorro e coloque o mesmo nome. Feliz dia dos namorados.