Ligadas pelo destino
43 Capítulo 43 - Game Over - Part 3
Notas iniciais
–Temos aqui os chips! – Papai jogou o saquinho preto que continha os chips e as pessoas na casa foram ao delírio. Nós não havíamos procurado no lugar mais óbvio: Francyne. Coisa que Santana amava mais que tudo na vida. Às vezes, desconfiava que até mais que a mim. Confesso que foi difícil localizar, pois Santana havia inventado um dispersador de sinal que tirava os chips do rastro do melhor localizador que fosse inventado. Meu amor era mesmo muito inteligente. Tivemos que praticamente depenar o carro para encontrar todos os chips que jaziam escondidos dentro de um compartimento secreto dentro do volante de Francyne. – Temor exatamente sete horas até nosso tempo acabar. Agora confrontamos em o que fazer com os chips.
–Devolva-os pra ele, assim teremos nosso sossego de volta. – Eu expus, querendo me livrar logo daquilo.
–Impossível! Isso nunca vai para até capturarmos Carter e o novo brinquedinho dele. – Tinha que ser essa loira de farmácia pra se intrometer.
–Eles irão nos matar.
–De todo jeito vão tentar fazê-lo, filha. Com ou sem chips. Concordo com a agente Pierce.
–Estão de brincadeira comigo!? – Balancei a cabeça negativamente, indo pro fundo da sala e cruzando os braços em revolta. Pude ver um sorrisinho de vitória pairar nos lábios avermelhados daquela agente idiota e petulante.
–Você tem algum plano, senhor? – Nilo perguntou, com a coragem que havia lhe restado.
–Sim, tenho. Mas será muito arriscado.
~•~
–Vamos lá, mandem um sinal luminoso pra eles!
Brittany ordenou e um dos agentes dela atirou com uma pistola sinalizadora bem próximo do dirigível que já marcaria duas horas e meia.
–Vocês estão malucos! Isso nunca dará certo. – Comentei, vendo meu pai preparar algo em uma seringa média, um líquido azulado em pouco denso. – Acha mesmo que vão para-la com isso? Com um tranquilizante?
–Isso não é um simples tranquilizante, filha. Derrubaria dois elefantes de uma vez só. Baseado nos materiais que tiramos de seu organismo.
–Mesmo assim. Não concordo com isso. É arriscado e totalmente propenso a erros.
–Filha, por favor... Acredite, hum? – Papai se aproximou e tocou-me os ombros. – Vai dar tudo certo. Agora abrace o papai.
Revirei os olhos, mas o abracei forte e temerosa. Deus queira que esse malucos pelo menos retornem inteiros.
–Tudo bem, boa sorte.
–Para todos nós. Venha. Esteja preparada quando eu der o sinal.
–Estarei.
Ele acenou com a cabeça e saiu. Alguém tocou em meu ombro. Virei o rosto na direção do toque.
–Quinn, eu...
–Não quero falar com você, Robert. – Me desvencilhei dele e fui sair, porém o mesmo não deixou.
–Espera, eu preciso explicar, por favor. Eu surtei, Q. Queria tanto proteger vocês que confundi as coisas. Me perdoe?
–Depois falamos sobre isso, ok? Precisamos ir. – Fui grossa e ele suspirou triste.
–Q, por favor me perdoa.
–Depois, Robert. Ainda estou muito magoada com você. Sabe o quanto ainda amo sua irmã, não deveria ter feito aquilo.
–Mas...
–Estão chamando você! – Apontei para os agentes que acenavam pro ruivo e o deixei sozinho. Ele não poderia fazer nada agora pra que eu o desculpasse. Estava muito decepcionada com ele.
Logo eu estava dentro de um dos carros reforçados de meu pai, com ele ao volante, Brittany e mais dois agentes armados até a alma. Dei um abraço muito forte em minha filha antes de sair. Faria de tudo para voltar pra ela até o fim do dia. Dona Maribel me garantiu que cuidaria de minha pequena, porém o que mais me preocupava depois da proteção de Beth era, como estava o emocional da minha sogra. Essa mulher era tão forte. Estava lá, firme para todos, tornando assim a nossa inspiração para lutarmos até o fim. Papai a admirava muito. Às vezes, passava horas conversando com Dona Maribel, onde os dois trocavam histórias, sabedorias e até mesmo, risadas contagiantes.
É... Lutaremos por ela, por Beth, por meu bebê em meu ventre... Pela família... Pelos amigos... Lutaremos por Santana.
~•~
Todos os carros não demoraram pra estacionar no local marcado pela latina no dia que apareceu na casa dos Lopez há alguns dias. Nossa saída da casa fora liberada e, por mensagem, deram a vós sua palavra de que as bombas foram desativadas e não se corria mais risco algum por elas.
Respirei fundo e sai do carro. Papai me olhou preocupada e eu sinalizei que estava bem, pra ele.
–TODOS EM POSIÇÃO! – Ele gritou, então ouviu-se muitos destravares de armas ao redor. – Filha, como foi pedido, você entregará os chips a Scorpius. Tente distraí-la para que Rob a atinja de forma certeira com o tranquilizante.
–Espera... O que? Rob que vai fazer isso?
–Sim filha. Ele é nosso melhor atirador. Necessitamos de uma precisão exata, agora.
–Meu Deus, pai... Ele é só um garoto.
–Que quer proteger que ama, minha filha. Sem falar que ele se ofereceu pra isso.
–Como? – Me intriguei, não gostando nada desse fato. Santana nunca concordaria com isso do irmão se arriscar assim. Nem por ela.
–Ele quer se redimir por algo. Não sei. – Meu coração errou algumas batidas e eu me desesperei.
–Eu não concordo com isso.
–Sinto muito... Já é tarde demais pra regredir. Ele já foi. – Papai apontou para Rob escalando pelas paredes do galpão e simplesmente ali, algo ruim tocou meu peito.
–Oh céus!
~•~
–Tome isso!
–Pra que?
–Pro caso de algo dar errado.
–Deus! – Respirei fundo, aceitando a arma que meu pai me oferecia. Por sorte, dessa vez eu estava de calça jeans, então dava pra escondê-la na parte de trás. – Ok... E que comece os jogos vorazes!
Não demorou muito e estávamos entrando em um grande pátio branco repleto de fósseis de dinossauros. Aquilo era um museu muito lindo e conservado. Não sei como conseguiram pegá-lo vazio a essa hora.
–Meu Deus. – Acabara de descobrir como. Aqueles montes de corpos espalhados pelo chão de funcionários, e até mesmo visitantes, explicaram tudo. Segurei meu medo como pude e adentrei melhor no local.
–Sejam bem vindos! – A face do mal que se utilizava do lindo rosto de minha amada, surgiu de uma sala sorrindo cinicamente para nós.
–Onde está Carter? – Meu pai perguntou ao meu lado.
–Meu mestre tem coisas melhores pra fazer. Coube a mim resolver seus assuntos com vocês, vermes desprezíveis. – Olhou para nós com desprezo e meu pai soltou uma risadinha.
–Carter só se mostra cada vez mais covarde. Mandar você em seu lugar por medo de nós? Patético.
–Seu ombro parece melhor, não é? Que tal mais uma bala no outro, pra igualar sabe? Ele parece meio torto. – Zombou, usando os polegares para comparar os ombros de meu pai.
–Vamos ao que interessa, não?
–Claro deliciosa. Devo ressaltar que você está um tesão nessa calça jeans. Vontade de rasga-la no dente até achar seu ponto doce com a língua. – Lambeu o ar e meu pai se enfureceu.
–Respeite minha filha, seu ser desprezível!
–Cala a boca, seu idiota, broxa. Meu papo é com sua filhinha... Que bem... – Me olhou de cima à baixo. – Já deve ter dado para a maioria dos seus queridos agentes.
–Você me dá nojo! – Eu gritei, com raiva. – Vamos resolver isso logo, pra que eu não precise mais olhar na sua cara.
–Venha até mim e me dê o que eu quero. – Sinalizou para que eu me aproximasse e meu pai tocou-me o ombro como incentivo. Brittany estava mais atrás, bestificada pelo que via. Como se não acreditasse que aquela de fato não fosse Santana, apesar do jeito canalha e sem coração.
Logo dei meu primeiro passo... E outro e mais outro... Sem pressa, pois aproveitava cada segundo para refletir sobre tudo, mais ainda para não tentar a me enganar naquele rosto sorridente pra mim, como não sendo na mãe do meu filho.
–Enfim, nós, deliciosa! – Ela fez um gesto cordial e eu revirei os olhos como resposta. – Os chips, por favor.
–Promete que deixará minha família em paz?
–Não, mas darei um tempinho pra vocês aproveitarem o colinho do papai. – Fez um bico zombeteiro e sorriu. – Os chips, agora.
–Estão aqui. – Joguei o saco para ela sem delicadeza. – Faça bom proveito.
–Com certeza farei... Na verdade, meu mestre fará. Nem me importo do que se resultará disso.
–Nem se ele usar em... Você?
– Ele não faria isso. Sou sua perfeita criação.
–Você pode estar enganada.
–E você vai perder sua língua se falar mais uma coisinha sequer. – Foi grossa, segurando meu maxilar com força.
–Me solte. – Eu pedi incomodada.
–Você é muito arredia, não é? Deveria estar implorando para que fosse minha.
–Nossa, sua modéstia me comove. – Passei a bater em seu braço para que me soltasse. – Isso está me machucando.
–Eu poderia quebrar seu pescocinho agora, por estar me afrontando.
–Então vai em frente... Quebre-o!
–Não... Não assim... Não agora. – Me olhou reflexiva. – Tenho outros planos pra você!
–Quais? – Eu já notava a movimentação de alguns agentes mais ao redor, contendo os agentes de Scorpius, porém ela parecia focada naquilo, em mim, demais focada para perceber esse detalhe. Isso com toda certeza era ótimo. – O que pensa para mim, hum? – Usei meu toma mais sexy, e ela pareceu gostar, pois mordeu a pontinha do lábio.
–Que tal você de quatro enquanto te fodo com minha cinta, hum? – Nossa, San nunca na vida falaria algo do tipo pra mim. Foder? San e eu só fazíamos amor.
–Parece gostoso.
–E é. – Sorri, tentando parecer agradada, porém minha vontade era de vomitar e de preferência na cara dela.
–Bom, vejo que você gosta de cama. – Toquei na gola de seu uniforme e ela enfim me soltou, o que muito me aliviou, e sorriu, sacana. – Então espero que também goste de dormir.
–O que? – Ela perguntou sem entender.
–AGORA! – Gritei, tirando rapidamente os chips da mão dela e me jogando no chão. Foi muito rápido. Logo vi Rob descer por uma corda e atirar diversas vezes dardos tranquilizantes nela. Sete ao todo ficaram por seu corpo e ela deu vários passos em cambaleadas pra trás. – Ela foi atingida! Papai acho que está fazendo efeito! – Notei-a meio zonza, então corri pra longe.
–AGORA! Aproveitem que ela está tonta. – Meu pai deu a ordem e vários agentes correram em direção à ela, que havia caído de joelhos. Dois a seguraram, um em cada braço, e pareceu que dessa vez, nós vencemos.
~•~
Por um instante, naquilo tudo, eu me recordei do exato momento que Santana fora atingida e caiu, me olhando da maneira mais dolorosa do universo. Lembro-me do seu sorriso brincalhão, tentando me acalmar, mesmo com sua vida se esvaindo.
Aquele ser, cuja a feição, imitava perfeitamente a de minha falecida noiva, estava de joelhos, de igual forma com Santana perdeu as forças e caiu, porém estava de cabeça baixa, como se seu corpo tivesse endurecido e nenhuma força havia lhe restado.
Os agentes sorriam vitoriosos, segurando firme o “monstro” por seus braços, como se vangloriassem pelo feito. Rob estava de igual forma, ainda pendurado por um cabo na grande parede do galpão, comemorando com socos no ar.
–Yeh! Bem na mosca! – O caçula Lopez parecia animado com sua conquista, e confesso que até mesmo eu comemorei por dentro. Porque graças a Deus ninguém havia se machucado e isso para mim já era o bastante. Soltei o ar dos pulmões, extremamente aliviada, porém uma risada, demais diabólica que já ouvi na vida, fez todos gelarem ao mesmo tempo.
–Vocês são uns idiotas. – A criatura de Carter falou ainda de cabeça baixa. – Acabaram de cavar suas próprias sepulturas. – Ela respirou forte e levantou a cabeça. Céus, aqueles olhos tem uma cor tão linda, porém levava o profundo mal consigo, fitaram cada um de nós, e depois parou em mim, sorrindo de canto, como quem só nesse gesto quer fazer sua alma se esvair. – Vai se arrepender amargamente por isso loirinha. E vocês dois, — olhou para os agentes que a seguravam – se eu fosse vocês não ficaria tão perto de mim.
–Segurem ela! – Papai gritou, mas em fração de segundos, a imitação de Santana se soltou dos agentes e se jogou pra frente, apoiando as mãos no chão e acertando os agentes ao mesmo tempo com os pés, onde ambos caíram com força pra trás. – Vão, vão, vão... Detenham-na, soldados. – Mesmo visivelmente assustados, os agentes passaram a correr na direção da latina que ia desviando um a um, com uma facilidade impressionante. E o pior... Ela fazia tudo isso vindo na minha direção.
–Corre, Q... CORRE! – Rob gritou agoniado. Pude perceber que ele estava preso nos seus equipamentos de proteção, e tentava a todo custo sair, me desesperei e passei a correr. Mais soldados de Carter apareceram e o tiroteio agora era horrível.
Brittany havia entrado na briga, mostrando-se uma eximia atiradora e muito boa também lutando, pois chegou a derrubar dois agentes de uma vez só, pulando em um terceiro e quebrando seu pescoço. Deu até uma certa inveja, devo admitir. Pensando aqui, Santana combinaria mais com ela que comigo. Rob, mesmo preso, acertava os que tentavam me pegar, e eu, mesmo armada, sequer tive a reação de sacar a armar que meu pai havia me dado pra tentar me proteger.
–Está com medo, loirinha? – Ouvi Scorpius dizer e me virei, no momento que ela quebrava o pescoço de um dos melhores agentes de meu pai e ele caia a seus pés como um monte de nada. Deus, que desumano! – Hein? Está com medo, Quinn Fabray? Por que deve estar... Eu vou acabar com você, sua vadia.
–Peguei você! – Sil, cabo entre os soldados, conseguiu fincar uma faca no ombro da latina, que sequer esboçou um sinalzinho que fosse de dor. Então ela sorriu cinicamente pra ele, tirou a faca de si e a acertou com firmeza na garganta de Sil, que soltou um grito agudo de dor.
–Morte... É tão bonita, tão nobre. – Ela então arrastou a faca pela garganta de Sil, fazendo uma perfeita abertura que resultou em muito sangue. – Que pena que eu não sou nada nobre.
–Por que faz isso, seu mostro? – Indaguei tentando manter a maior distância possível dela e do seu mal.
–Por prazer? Gosto desse sabor que a morte de meus inimigos me traz. – Um soldado a interceptou pela cintura, onde ela o segurou pelo pescoço e girou, quebrou o mesmo. – Sabe esse som? É meu preferido.
–Você não tem coração! – Eu estava horrorizada com tanto mal em uma pessoa só.
–Ter eu tenho, só não o sinto. – Tentei correr, porém ela me segurou. – O que eu faço com você agora, hein loirinha? Quebrou meu coração armando aquilo.
–Não foi você quem disse que não sente o seu? – Indaguei com dificuldade, pois ela apertava meu maxilar e praticamente me erguia por ele. Um tiro quase me ensurdeceu, passando por mim e acertando a latina bem no peito, porém não no lado do coração. Ela fez um gesto de impaciência e bufou com ódio.
–Seu namoradinho, hum? – Apontou para Rob, o autor do tiro. – Ele está me deixando muito zangada hoje. – Tirou a arma detrás da minha cintura e atirou em Rob, porém não pra acertar nele e sim no cabo que o mantinha longe de uma queda horrível.
O cabo se rompeu e Rob caiu gritando, ele ainda tentou se segurar, mas foi em vão, aterrissando em uns fósseis compostos... Não pude ver mais nada.
–Não! Desgraçada! Ele é só um garoto!
–Morto, eu espero. – Riu por deboche e eu a acertei com quantos tapas e socos eu pude. – Você ter feito aquilo comigo me deu raiva, admito, entretanto... Só aumentou a vontade de te possuir de todas as maneira possíveis!
–Me solta!
–Não, vem cá. – Qual é a graça de ficarem me beijando do nada? Sério? Porque sinceramente, eu não vejo nenhuma. Aqueles lábios carnudos, tão parecidos com os de minha amada, não me davam vontade de beijá-los e sim mordê-los, com força. E foi o que fiz. Mordi tão forte que senti o gosto de sangue em meus lábios. Scorpius me soltou e riu, limpando o local sujo de sangue com as costas da mão, depois lambendo o que sobrou. – Hum, gata selvagem!
–Nunca mais faça isso. Eu amo minha noiva.
–Ela morreu, certo?
–VOCÊ ESTÁ MAIS MORTA QUE ELA! – Lhe acertei um tapa, o que lhe deixou muito furiosa. Scorpius apontou a arma em minha direção. Meu coração parou. – Meu Deus, meu bebê com a San... Ele precisa viver!
–Se eu puxasse esse gatilho agora, acabaria o dia? – Engoli em seco, será que esse era o fim?
–Scorpius, abandone seu posto e retorne para a base. Comandante O’donel requer sua presença. Já chega. – Ouvi o rádio em seu peito alertar. O que não lhe agradou.
–Eu não acabei aqui.
–Não interessa. Volte agora... Sem reféns! – Ela zangou-se, fazendo sangrar ainda mais o corte que fiz em sua boca.
–Isso não vai ficar assim, Quinn Fabray! Dá próxima vez que me ver, será a última que lhe verão. – Me soltou indelicadamente, que cai de mau jeito no chão, e saiu, deixando seu rastro de maldade por onde passou.
–Venham até aqui. Ele não está bem! – Brittany gritou, apontando para onde Rob havia caído. Levantei com pressa e corri para onde a agente estava, ficando chocada com a cena que vi do garoto.
–Meu Deus!
–Fique aqui, vou atrás dela.
–Não, — meu pai parou Brittany – agora só juntamos nossos cacos, cuidamos dos feridos... – olhou para toda a extensão do campo de agentes e depois para onde Rob se encontrava em seu estado cruel. – E enterramos nossos mortos. ~•~Quando retornou de seu confronto com seus inimigos, Scorpius foi mandada para uma câmara de cura, onde cuidaram de seus ferimentos causados durante a briga. Ela dificilmente os sentia, porém a mesma poderia ter sua performance diminuída com as lesões.Estava tão enfurecida que tiveram de pô-la para dormir. O único momento que parecia inofensiva para qualquer um que a visse. Logo os cientistas abandonaram a sala e deixaram quieta em seu leito aquático. Seu subconsciente guardado, porém não livre de se perder em algo que ela sequer esperava. -Acorda, demônia. – Uma voz tão parecida a sua soou tão próxima. – Vamos, acorde aê, coisa do meu ódio.-Me deixe em paz! – Scorpius reclamou, batendo na mão que lhe cutucava.-Ok, vai acordar não? Espera só. – De repente o tubo que envolvia Scorpius despencou e caiu no chão fazendo-a abrir os olhos, no susto. A sala estava muito clara, fazendo a figura a sua frente ficar desfocada. – Fez dodói, bebê?-Quem é você?-Olhe bem, coisa. – A latina modificada limpou os olhos, franzindo o cenho, intrigada.-Você sou eu?-Não. – A outra mulher a encarou em um misto de brincadeira e desprezo. – Você eu não sei, mas eu sou... Santana Lopez!
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