Ligadas pelo destino
4 Capítulo 4- E mais um dia continua... Surpresa!
Notas iniciais
Boa noite. Eu nem ia postar hoje, maaaaaaaaas para não deixar vocês sem capítulo essa semana, resolvi quebrar esse galho e postar esse... Espero que gostem:
Dirigi horas à finco e exaustivamente até Nova York e confesso que a viagem toda minha cabeça parecia ter incendiado por dentro, pois o acontecimento de horas atrás com a loira, que eu descobri que se chamava Quinn, queimava em minha mente chegando a doer.
Suas palavras de alguma forma me tocaram e várias sensações diferentes possuíram meu corpo quebrado pelas circunstâncias... Ora eu sentia remorso por tê-la deixado naquela rodoviária, ora sentia alívio por ter me livrado de mais um problema em minha vida já tão problemática. Egoísmo, chamariam muitos, porém eu chamo de prevenção. Vamos dizer que a vida gosta de me dar umas tamancadas de vez em quando, o que me ensinou de uma forma bruta como isso poderia resultar se eu sempre confiasse em pessoas erradas.O que seria o caso da desmiolada loira.Cheguei em meu apartamento e entrei como uma bala pela porta quando o dono veio me cobrar o aluguel. Sério? Às duas da manhã e esse mocorongo me perseguindo desde a entrada até onde eu morava com um pijama de mini-hambúrgueres e um chapéu de cangaceiro... Fazer o que? Moro em Nova York.Depois de despistar o Lampião comedor de hambúrguer, me arrastei pelo quarto até minha cama, sem ao menos tirar a roupa que estava. Meu corpo adormeceu antes de mim e lá eu desmaiei feito um defunto desgarrado, torcendo para que o resto da madrugada passasse lentamente no intuito de eu recarregar as baterias para o dia seguinte em que teria que enfrentar um professor amargo e um chefe enviadado, que eu acreditava firmemente que iria me dizer poucas e boas por ter faltado aqueles dias. Teria sorte se ele não me despedisse ou me fizesse lavar a privada com minha escova de dente e ainda pior... Com a minha língua. Urgh.Como eu já temia, o tempo passou como um flash, e o meu despertador (escandaloso) apitou, me fazendo bufar com um alto nível de coragem para levantar.—Vamos lá, Santana, você consegue... É só até você se formar... Se conseguir sobreviver até lá- disse para mim mesma como um incentivo, que não serviu de nada, no entanto levantei indo para o banheiro, dando início a mesma rotina do inferno que fazia todo santo dia desde que vim parar nesse buraco de vida.De banho tomado, transitei pelo quarto na procura de alguma roupa limpa para vestir e, dando uma olhada naquele lugar, pude perceber o quanto ele precisava ser arrumado. A bagunça estava tão grande a ponto de eu me perder naquilo.—Caramba, tenho que tirar um dia para limpar essa zona... E pelo visto tenho que comprar um lança chamas para esse feito- comentei enquanto revirava algumas pilhas do que algum dia eu chamei de roupa, quando de repente algo se mexeu em uma delas- É um rato... Só pode ser um rato e pelo tamanho da pilha é um geneticamente modificado e do tipo radioativo- disse em quase pânico, pegando a primeira coisa que vi para me defender. Aguardei alguns instantes na espreita pelo o ataque do ‘’Ratozilla’’, mas só escutei um miado fino por debaixo daquela roupa toda. Joguei aquilo tudo para um canto e sorri quando eu vi de quem se tratava- Mo... Minha nossa, eu pensei que você nem existia mais. Não te vejo desde o natal- disse pegando meu gatinho vira-lata dos mais vagabundos que se poderia existir no mundo, no entanto era um bom companheiro.Encontrei Mo semimorto pelas ruas de Nova York e acabei cuidando dele achando que iria bater as botas, porém o danado foi contra tudo que eu pensava e sobreviveu. Mais de uma vez, porque para ficar do meu lado só sendo imortal ou a prova de desastres e catástrofes, tenho o dedo podre para isso. Daí o nome... Mo, de morte.—Você deve estar morrendo de fome, seu gato azarado. Deixe-me ver se acho alguma coisa para você comer, enquanto eu volto do trabalho com sua ração- disse para ele, que só miou preguiçosamente, lambendo as patinhas em seguida.Depois de alimentar Mo, segui para faculdade para a fase 1 do meu lamurio diário, mas pelo menos Francyne estava comigo novamente e isso já deixava as coisas um tanto ‘’amenas’’, por enquanto. Entrei tranquilamente na sala e me sentei no meu lugar de sempre ao lado de Tina, enquanto a professora de física, senhora Briggs, se preparava para começar.—Então San, me conta... Conseguiu?- Tina perguntou atônita.—Consegui, quase morro, mas consegui- respondi e sem querer as lembranças da noite anterior explodiram na minha cabeça- MALDIÇÃO!—O que foi, Santana?- Tina me questionou espantada.—Nada, Tina, só uma coisa que veio a minha cabeça, mas daqui a pouco some... Eu torço- expliquei, porém aquilo não saia de forma alguma. Aqueles malditos olhos me encarando daquela forma ainda rondam minha mente, já perturbada por outras coisas, e agora mais essa.—Me explica como foi a noite em Las Vegas? Aproveitou?—Como? Se eu aproveitei? Ah, Tina, foi sim maravilhoso. Eu passei a noite jogando em um cassino com o Michael Jackson, mas sem antes tomar um drink com o Elvis Presley e a Amy Winehouse juntos. Inclusive eles mandaram um beijo- ironizei e Tina revirou os olhos- Eu não fui a passeio, sua tonta.
—Pelo visto não foi nada bom mesmo- revirou os olhos enquanto me encarava.—Se bom significar passar o dia em um táxi, a tarde em uma lambreta que deixou meu traseiro dolorido, atrás de uma loira maluca que, além de roubar meu carro, me fez enfrentar dois gorilas do dobro do meu tamanho e ainda me deixou sem o juízo normal. Ainda dirigi pra cacete de volta à Nova York, sem comer nada decente e dormi por umas míseras quatro horas de sono, então, foi sim maravilhosamente uma boa viagem- disparei tudo em um fôlego só, com direito a bombinha e um tapinha nas costas de minha melhor amiga de olhos puxados.—Então essa tal garota mexeu com você?- mais uma pergunta bem elaborada de Tina Cohen Chang... A Mentalista.—Não- tentei fazer parecer o mais firme possível, mas pela cara que Tina fez não deu muito certo.—Por que será que isso não me convenceu?—Porque você tem um problema sério de desconfiança e vai acabar no futuro virando uma solteirona sozinha em uma casa com 27 gatos... Miau miau- ela sorriu e eu franzi o cenho irritada, sempre ficava assim quando dormia pouco.—Admita que ela mexeu com você- Tina cutucou.—Não vou admitir nada, agora me deixa quieta, tenho que prestar atenção na aula da senhora Biffs.—Briggs- me corrigiu e eu devolvi com uma careta malcriada- Pior que você conseguir memorizar o nome de alguém, é tentar lidar com essas suas loiras complicadas.—Eu não tenho loira nenhuma- cortei com a atenção dirigida ao quadro onde a professora escrevia algo.—Tem certeza? E aquela ali que não para de te encarar?- ela insinuou apontando com a cabeça de forma singela para Brittany mais a frente.—Não existe apenas eu nessa direção- desconversei sem dar atenção para a loirinha Pierce algumas cadeiras afastada e parecia que ela estava mesmo olhando para mim, mas mantive minha posição... Tinha que me focar em meu alvo principal, minhas aulas que eu andava burlando ultimamente, mais do que assistindo, de fato.—Você tem a cabeça dura.—E você é chata. Tina, se não quiser que eu diga uma coisa muito malcriada que vai fazer você abrir de verdade esses seus olhinhos de peixes, me deixa quieta, por favor. Minha cabeça está doendo e você sabe como eu fico quando estou assim. Eu gosto de você demais para fazê-la engolir o próprio braço- finalizei com um semblante sério e Tina levantou as mãos em sinal de rendição- Muito obrigada.—Nossa... Não está mais aqui quem falou- deu de ombros, se endireitando na cadeira- Ao menos pode me dizer se Francyne está bem?—Perfeitamente como antes- ‘’e com o cheiro da loira por toda . Pensei e depois me lastimei por isso.—Então, fico feliz por você.—Obrigada- disse curta, anotando algumas fórmulas dadas pela professora.—Ah, já ia esquecendo... O Norton quer falar com você e tenho que adiantar que ele está muito alegre não- Tina avisou e eu pude sentir aquela úlcera, que eu não tinha, já se formando em meu estômago.—FERROU!###Acabada a aula, parti rumo à forca, porque seria isso que ia acontecer quando cruzasse com Norton, meu tão ‘’amado’’ chefe. Tina pegou carona comigo e foi o caminho inteiro tagarelando sobre seu novo namorado, um tal de Sam alguma coisa, burro feito uma porta, do tipo que se cai de quatro relincha. Outra dia ele veio me perguntar, durante uma reunião , se picanha era um tipo de molho que ardia. Santa madre de Gaga! Mas o que ele não tinha de inteligência tinha em caráter e simpatia, por isso eu não encanava muito com o namoro dos dois. Em poucos minutos, estacionei próximo ao restaurante em que trabalho e para lá fui com Tina. Norton já nos aguardava sentado próximo a porta de pernas cruzadas, feito uma donzela requintada (quando eu digo que ele é gay a Tina briga comigo, mas não tem como negar. É capaz, com essa feminilidade toda dele, se pegar um susto muito forte... Nasce uma periquita de verdade nele).—Olha só... Quem é vivo sempre aparece- ele comentou ironicamente e eu já contava até um bilhão para não fazer besteira.—Não precisa exagerar, Norton. Foi apenas um dia e alguma coisa ali e aqui, e cá eu estou... Linda e maravilhosa, só no ponto de cumprir seus cacarejos- Tina me repreendeu com um beliscão- Digo, seus pedidos educados e singelos- e gays, que eu tenho vontade de afogar no vaso. Pensei no infinito da minha mente.—Sabe, queridinha, eu ando seriamente pensando em mudar os ares desse restaurante tão requintado feito o meu- nessa hora eu me segurei para não dar uma gargalhada estrondosa.Requintado? A barraquinha de cachorro quente da vovó Truska lá na esquina é melhor que essa espelunca.— E creio que você não se encaixa mais no perfil de meu estabelecimento.—Como é que é?- perguntei incrédula- Cara, eu praticamente faço tudo sozinha nessa budega... Inclusive o seu serviço, seu preguiçoso e vem me dizer que eu não me encaixo mais no perfil do seu ‘’estabelecimento’’? Só por que faltei um mísero dia para resolver um problema grave e irremediável? Você falta muitos dias só pra ir jogar com seus amigos musculosos na Hensel e ainda vem com conversinha de perfil profissional?- desdenhei cruzando os braços e Tina já me cutucava para maneirar.—Quem você pensa que é para se comparar a mim e a meu restaurante?- ele saracoteou levantando-se- Você não passa de uma ninguém que anda em um carro no tempo da segunda guerra mundial e não se arruma há séculos, parecendo uma daquelas songamongas de filmes adolescentes. —Quer falar de beleza agora? Pois bem, Miss Simpatia... Você não é lá essas coisas. E meu carro é o melhor já inventado, ao contrário do seu que parece uma vagina de porca.—SANTANA!- Tina brigou e eu já nem me importava mais no que isso ia dar.—Não vem com essa de Santana, Tina. Esse cara não tem o direito de cuspir sapos na minha cara e eu ficar calada e Norton... — me dirigi para ele, que me olhou com desdém- Você é tão feio, que quando nasceu o médico chamou seu pai e disse: "Se em 6 meses o pai biológico não vier em um disco voador buscar ele, pode criar como filho." – a risada foi geral no restaurante. Estava meio cheio, então o show ia ser sensacional.—Você está despedida, Lopez. Nunca mais vai trabalhar em nenhum restaurante que leve meu sobrenome- Norton declarou irritado (e muito envergonhado) com todos aqueles rostos virados para ele naquele momento- Ponha-se para fora daqui nesse instante.—Ah, mas é claro que vou... E irei com muito prazer- disse me virando e indo em direção à entrada- Já ia esquecendo... Você não passa de um filhinho de papai imbecil que, se não fosse de família com posses, estaria mendigando nas calçadas de Nova York- terminei com um giro a lá diva Lopez e fui me retirando vencedora. Norton me encarou incrédulo e depois de pensar alguns segundos, resolveu rebater.—Pelos menos meu pai me deixou posses e não uma vergonha de ser filho de um desertor e traidor do próprio país a ponto de morrer pelas mãos da polícia americana- quando ele disse isso, travei na mesma hora. Isso não era coisa de se dizer em uma conversa entre adultos. Ele acabou cavando em uma ferida já quase sarada e aquilo me irou de uma forma abrupta. E como foi que ele soube daquilo?—O que você disse?- perguntei me virando para ele, que mudou o semblante para receoso. -Como sabe isso do meu pai? Tina!—Quê? Não está achando que fui eu, não é, Santana?- a asiática me encarou, incrédula.— Você acha que eu não ia pesquisar sobre sua vida antes de te contratar, não é? Fique sabendo que você só conseguiu esse emprego porque eu tive pena de você- Norton destilava seu veneno com a maior cara de bunda de fingida.—Não devia ter falado isso- eu disse magoada e Tina se colocou ao meu lado para me conter- Me solta, Tina- pedi, passando por Tina como um rojão, indo na direção de Norton, que recuou alguns centímetros. Eu o agarrei pela gola da camisa, o trazendo para mais perto de meu rosto- Você o conhecia? Serviu com ele? Sabe o que ele passou? Quantos anos ele lutou pela proteção desse país? Sabe ao menos o que significou isso tudo para ele?—E-Eu... – ele tentou argumentar, porém eu o interrompi.—Você não passa de um egoísta filho da mãe, que só pensa em seu próprio umbigo e que não dá a mínima para esse lugar e para quem trabalha nele. Eu aposto até meu último centavo com você não sabe a metade dos nomes de quem trabalha aqui e está pouco se lixando para qualquer um, porque sabe se isso aqui não der certo, você pode se segurar com o dinheirinho que o corrupto do seu pai desvia das verbas para implantar a quem morre de fome- despejei tudo sem dó nem piedade na cara dele, que me olhava assustado- Prefiro ter um pai que morreu lutando pelos seus ideais do que um que tira da boca do povo para sustentar a vidinha medíocre de um filho podre feito você e seus ‘’amiguinhos coloridos’’, seu enrustido.
—Você não tem o direito de falar assim comigo- ele gritou e eu apenas sorri debochada.—Da mesma forma que você fala com todos nós aqui dentro, seu sujo- rebati e ele calou-se- Sabe o que nós fazemos com a sujeira por aqui?- perguntei a ele, que me respondeu com um gesto de cabeça. Acenei para Magnus, o limpador, e ele aproximou-se com o balde que usava para o serviço de limpeza- Nós lavamos- dito isso, o joguei na direção do balde e ele caiu sentado na água- Vê se refresca essa buzanfa feia, seu branquelo- disse e fui me retirando- Não sei quanto a vocês, mas eu estou fora desse hospício- me dirigi aos demais empregados e os mesmos se entreolharam e me acompanharam- Boa sorte, Norton- gritei lá de fora, entrando na minha Francyne, indo na direção de meu apartamento enfezado, mas meu apartamento.XxxxxxA noite chegou e eu parei um instante para descansar o juízo, depois da tarde de confusões e estudos. Certo que eu precisava daquele emprego, mas não queria dizer que por estar necessitando daquilo eu iria deixar que me humilhassem daquela forma. Se for pra ser pobre, pelo menos sou uma pobre com orgulho. Sou um ser humano igual aos outros, ponto final.Depois de um banho demorado e bem gelado, me sentei de frente ao meu laptop e fui repassar algumas matérias em atraso... E eram muitas. Aproveitei o momento e dei uma olhada nos classificados atrás de um novo emprego.— É, Santana, vai mergulhar seu patrão na água suja, agora vai passar fome- eu falei para mim mesma, tomando um gole de refrigerante de laranja.—MIAU!- Mo grunhiu sentando no meu colo.—Pois é, Mo, se eu não arrumar emprego logo vou ter que comer você- eu brinquei amaciando seu pelo totalmente preto e ele virou-se começando a se divertir com minha mão- Se tiver feito cocô debaixo da minha cama de novo, vai virar tapete- cocei sua barriga e ele ronronou gostando do carinho. A campainha tocou, deixei Mo na cadeira e fui atender a porta, mas antes chequei pelo olho mágico... Seguro morreu de velho, meu irmão. Vai que um doido serial Killer aparece do nada e me trucida? (Sério, estou precisando urgentemente assistir mais filmes de romances, esses de terror estão me deixando paranoica). Enfim, quando olhei pelo olho mágico quase caio para trás. Brittany Susan Pierce, a loira mais gata da faculdade estava parada na minha porta e... Estava muito linda. Cheguei a me beliscar para tirar a limpo se estava realmente tendo aquela visão dos Céus.— Mas o que? Como? Ela... – eu perguntava para Mo, como se ele pudesse responder, meio atordoada com a visão da loira pernuda lá fora.—SANTANA!- ele gritou, já devia estar ficando impaciente e, temendo que ela fosse embora, tentei dizer alguma coisa.—Eu j-já j-já vou- gaguejei procurando uma roupa para trocar, pois eu estava de pijama (deveras ridículo por sinal) e precisava parecer ao menos apresentável. Sai correndo para atender a porta e Mo passou correndo na minha frente, me fazendo tropeçar nele. Soltou um grito maluco e se enfiou debaixo da cama, enquanto eu saracoteei mais a frente e fui abaixo.— INFERNO!- urrei massageando os joelhos que bateram contra ao chão- Mo, eu vou te matar quando te achar. Você pode se esconder em Nárnia, seu gato maluco- ameacei, enquanto me aproximava da porta. Respirei fundo por um momento e a abri- Hey!—Hey, San!- ela me cumprimentou com um abraço (gostoso) e um beijo na bochecha (gostoso) e eu a raparei de cima a baixo (gostosa). Aquieta esses pensamentos, Santana Lopez, ordenei a mim mesma.—O que... Quando... Como você descobriu onde eu morava?- perguntei tropeçando nas palavras e Brittany sorriu, ela sempre fazia isso quando eu agia dessa forma.—Sua amiga Tina me contou... Boa amiga ela.—Está mais para amiga da onça- eu comentei baixo, revirando os olhos.—Como?—Nada... Entra- pedi dando passagem e ela entrou pela porta, observando tudo ao redor.—Gostei do seu apartamento- ela comentou parando aonde eu me esborrachei ainda agora- É... Singelo.—Oh... Se gostar de viver dentro de uma caixa de sapatos, aqui é lugar perfeito- brinquei e ela deu uma risada que me desconsertou- B-Bom, Brittany...—Britt... Pode me chamar de Britt- ela me interrompeu sem tirar aquele sorriso perfeito do rosto.—Então... Britt... O que você quer de mim?- perguntei receosa... O que será que essa loira maravilhosa quer com uma nerd sem graça feito eu? Logo eu... Que possui o nível de maturidade de uma ameba ao ponto de achar uma cartolina, enrolar e fazer de conta que é corneta.—Eu vim te ver porque você está me evitando na faculdade- Britt disse com os olhos semicerrados- Creio que quando alguém dá seu número de telefone para outra pessoa é por que quer que ligue para ela.—E-Eu andei ocupada- pronto, bastou isso pra minha calma rachar e começar a suar feito cabeça dentro de um saco plástico. Que péssimo exemplo.—San, vem cá- ela pediu me pegando pela mão e me guiando até meu sofá, nos sentando no mesmo- Você é uma mocinha bem atrapalhada- brincou tocando seu indicador na ponta do meu nariz.—Devo concordar... Sou do tipo que se joga na cama e dá um triplo mortal carpado em direção ao chão- brinquei, tentando afastar o nervosismo do meu corpo por estar a centímetros de Brittany e seu corpo milimetricamente perfeito. Ela sorriu e se aproximou mais. —Adoro seu humor esganado- comentou me encarando profundamente- Desse seu jeito nerd sedutor de ser- passou a mão por minha franja mal feita e eu já sentia meus pulmões lutarem karatê dentro de mim- Do seu sorriso com covinhas- deslizou os dedos por minhas bochechas enquanto mordia seus lábios- Sabia que eu tenho uma queda por você desde que temos aulas juntas?—Você tem uma queda por mim?- arregalei os olhos com a revelação, que não sei como não acertaram a cara dela- Por mim? Logo por mim?- disparei feito uma matraca e Brittany assentiu sorrindo- Tem certeza? Você não se confundiu ou adquiriu uma doença mental poderosa que inibe sua coordenação cognitiva... – ela interrompeu meu monólogo de ameba segurando meus lábios.—Hey... Não duvide da sua sensualidade... Te desejo tanto que até dói- meu queixo caiu nesse instante. E ela se aproximava...—Vamos recapitular- eu pedi juntando as mãos- Você, Brittany S. Pierce, a garota mais gata que dá pau em Hollywood inteira na beleza, se sente... Atraída... Por mim? Santana Lopez, a estranha mais atrapalhada do planeta?- parei um instante, a olhando de uma maneira intrigada- Brittany, vicio em drogas tem tratamento, viu?—Shiii... Pouco papo e mais ação... Eu não vim aqui para conversar- ela ordenou (sim, o-r-d-e-n-o-u) me puxando para um beijo ardente. Dei um pulo de susto na hora, mas ela me puxou mais rápido que um relâmpago de volta. A loira passou suas mãos pela minha nuca e eu não resisti e a puxei pela cintura para mais perto. Ela tinha os lábios macios, era como beijar algodão... Sua pele cheirava a morango e me extasiava de uma forma indescritível. Suas mãos, na mais pura delicadeza, deslizavam sobre meus braços, em movimentos lentos, porém confortantes. Brittany passou o nariz por minha bochecha e retirou meus óculos. Acho que a incomodava, de fato. Mas sem problemas, pra beijar não precisa enxergar mesmo. E eu sou quase cega sem essa droga.Acho que desde que bati o olho em Brittany, me interessei por ela. Não apenas por seu corpo escultural e os olhos azuis feito água da piscina antes de alguém fazer xixi nela. (Eu hein? Que comparação, Santana!). Mas por sua leveza ao se locomover, sua delicadeza e gentileza até na forma de olhar para alguém. Eu estava confusa pelo o fato de Britt (olha a intimidade!) ter aparecido do nada e agora estar trocando saliva comigo, sem ao menos termos nos falado mais de três vezes.—Britt, espera um instante- eu pedi, me afastando do beijo, com a voz meio falha... Que fôlego que ela tinha!—O que foi? Não está gostando?- ela perguntou pegando minhas mãos.—Não... Não é isso... É que... Sei lá, nós quase não nos falamos e agora você aparece de repente no meu apartamento, dizendo que se sente atraída por mim- expliquei e ela entortou um pouco a boca, como se pensasse.—Você é uma mocinha muito desconfiada, sabia?- brincou, passando a mão por minha coxa, me deixando ouriçada- Eu só não falo mais com você, simplesmente por que você me evita e parece ter medo de mim. Sem falar que anda correndo de um lado para outro fazendo experiências malucas pela faculdade que nunca olhou para o lado e viu o quanto eu babava por você e pelo seu jeito destrambelhado de agir- finalizou com um beijo em meu pescoço e mais para cima- Apesar dos óculos você é meio ceguinha, bebê.—Tem certeza que você não fez uma aposta com ninguém de ficar com uma nerd maluca e depois espalhar pela faculdade que me iludiu?- questionei hesitante e ela me olhou magoada.—Sério que você acha isso de mim?—Hey, me desculpa, só que me aconteceram algumas coisas que me deixaram paranoica desse jeito- me desculpei passando a mão pelo seu rosto alvo e ela sorriu.—Não precisa se desculpar, San... Deixa que eu tiro esse seu jeito travado- disse sapeca, me puxando para outro beijo. Olha, eu não sei o que está rolando aqui, mas sabe de uma coisa... Eu gosto disso, alguém que não ligue para meu jeito estragado de ser.Brittany estava me saindo o contrário do que eu imaginava. Estava cada vez mais solta e já me via em carícias mais que ardentes com a líder de torcida mais gata da faculdade em minha cama. Quando minhas mãos já pairavam por dentro da blusa florida de Brittany, a campainha tocou, para minha desgraça. —Deixa tocar- ela mandou, me beijando mais ainda. Já estava ficando tonta e ela não me soltava.—Mas eu estou esperando uma encomenda- eu argumentei, puxando o ar que Brittany sugou de mim... Mulher insaciável.—Ai, droga... Tudo bem... Vai lá, mas você é minha depois- Britt assentiu, mordendo meu lábio superior.—Volto já... DROGA!- urrei depois de bater com a perna na mesinha mais a frente. Estava sem os óculos... Topeira clássica. Brittany quase enfarta de rir me entregando os óculos- Obrigada- ela fez um gesto de cabeça e segui para atender a porta. Quase bati o queixo contra o chão quando abri a porta sem olhar no olho mágico- Quinn? O-O que você faz aqui, encosto?
Notas finais
E aí? O que será que vai dar nessa aparição das duas loiras no apartamento da latina? Preparem para as tretadas da autora coisada kkk Comentem para eu saber se estou agradando e para ter um motivo de viver. Dramático isso. kkkk Beijão.
E lembrem-se: Se você sorri, eu dou risada com você, se você chora, eu choro com você, se você se joga de baixo de um ônibus... vou sentir sua falta.
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