Ligadas pelo destino

39 Capítulo 39- Raízes inconscientes


Notas iniciais
Hey, mafagafos... Não, não fui sequestrada e usada como objeto de pesquisas da população de Nárnia ou abusada por Telmarinos cheio de dedos e espadas, ui. Olha a faca! Bién... Eu estou a todo gás nos últimos treinos para minha graduação em Prajied amarela em muay thai. Vai ser na sexta feira que vem e conto com a torcida de todos pra que eu saia de mais essa vitoriosa e sem faltar nenhum membro. Obrigada... adoro meus membros. E mais uma viagem estrondoziônica, cheia de altas tretas e cheiramentos de gatinhos com erva doce pink me assolou essa semana, o que só me atrasou nas postagens.. Cheguei ontem e mais rápido que um foguete com diarréia mediúnica , estou aqui destruida e sentindo apenas um dedo do pé direito por um chute no joelho alheio para postar esse cap “segura a barraca que o pau ta solto e vai tacar na tua cara". Ta cheio das paradas sinistras, mano, e um tanto pesado por cenas do Discovery channel sobre acasalamento lésbico no seu habitat natural: num antro cheio de bregueço sem sentido, mas que ninguém liga porque só quer saber de ver o diaxo pegar fogo mesmo, ou seja... Foda-se o lugar... quero sexo, Soraia kkkkkk espero que curtam,

–Entra aí, vadia- Scorpius empurrou Rachel sem muita delicadeza para seus aposentos, e a mesma entrou vacilante pela violência do gesto- Tire a roupa e apoie as mãos na mesa, de costas pra mim, calada.

–Nossa, mas não mereço nem um beijinho carinhoso antes? Uma preliminar mais romântica?- ela perguntou fazendo biquinho enquanto puxava o ziper da saia e em seguida retirava a blusa tomara que caia, ambas peças bem coladas ao corpo, revelando os seios desprotegidos pela falta de sutiã. A latina soltou uma risadinha de deboche, trancando a porta e retirando a blusa que usava pra treinar, jogando-a em qualquer canto.

–Eu não fui feita pra dar carinho ou ser romântica- caminhou até um pequeno armário de bebidas, pegou uma garrafa de uísque e tomou da bebida diretamente dali- Eu destruo... Arruino... Levo a infelicidade a quem se opõe a meu mestre e, de quebra, de vez em quando fodo certa vadia sem valor algum... Uma vaquinha que por acaso é você- apontou desdenhosa para Rachel, dando outro gole da bebida direto da garrafa. Esboçou grande satisfação pelo sabor que encontrou ali. A morena mais baixa a encarou em um semblante sentido, chateado, porém ainda mais excitado por esse jeito rude e grosseiro da latina. Não sabia se sentia raiva ou tesão por ela assim agora.

–Nem assim você deixa de me chamar de vaca, né? Impressionante!- balançou a cabeça, inconformada.

–O quê?- a encarou sem nada entender.

–Nada... Deixa pra lá- deu de ombros, acabando de tirar sua roupa, até revelar o corpo fino completamente desnudo, onde a latina lançou seu olhar pecaminoso para as pernas que Rachel havia passado meses na academia para deixá-las cada vez mais apetitosas ao olhar lilás sem pudor do soldado perfeito de Carter. Depois da suposta morte de Santana, a baixinha Berry conseguiu entrar em contato com o cientista e ofereceu seus serviços a ele, (como se tivesse algum realmente importante pra ser aproveitado). Carter assim, com a reprogramação que deu vida a Scorpius, resolveu integrar Rachel, porque além de conhecer bem a latina, a manteria com a mente ocupada em seus encontros sexuais, moldando assim o que o cientista formentava na cabeça dela- Então, está a seu gosto, Scorp?- Rachel perguntou sugestivamente, apontando com uma mão para o corpo inteiro, enquanto a outra estava repousada na cintura, formando uma pose sensual. A latina sorriu torto, safada, colocando a garrafa de volta no armário.

–Acho que eu mandei você ficar de costas pra mim nessa mesa, de boca fechada, não?- andou a passos lentos e sedutores até Rachel- Creio que não vai querer que eu mesma faça isso novamente, ou vai?- a baixinha assentiu com um balançar leve de cabeça e acatou a ordem da outra, se colocando na posição indicada. Da última vez, quando ela não quis fazer o que Scorpius havia lhe mandado, recebeu uma senhora chicotada nas costas. Um sadomasorquismo que Rachel não era lá tão adoradora. Ela não era obrigada a ter relações sexuais com a morena mais alta, mas, de alguma forma, tentava fazer com que a criatura de Carter" cultivasse algo mais que carnal por ela- Boa garota!- passou as mãos pelas nádegas durinhas de Rachel e deslizou para o alto, pela linha da coluna até o pescoço, o envolvendo em uma carícia ousada, quente, que fez a mais baixa suspirar profundamente. Continuou com as carícias ali, encostando-se as costas de Rachel, prensando-a contra a mesa. Agora eram suas unhas que desfilavam pela carne da jugular da baixinha e deslizavam até seus seios e os apertavam despudoramente. Berry arfou, empinando seu bumbum para obter mais contato contra a intimidade ainda coberta da Santana modificada- Como uma verdadeira cachorrinha no cio... É só tocar que oferece o rabo.

–Gatinha... Ah- um gemido ardente assolou sua garganta- Vá direto ao ponto- pegou uma das mãos da latina e direcionou até sua intimidade imensamente molhada- A esse ponto aqui.

–Você é muito fácil, sua vadia... Já está assim?- soltou uma risadinha de escárnio- Que pena... Eu gosto de joguinhos demorados — foi tirar a mão entre as pernas de Rachel, mas a mesma a impediu, trancando-as.

–Não, vá em frente... Já estou prontinha pra você, amor- pediu sofrida, já respirando curto por somente ter os dedos precisos da outra encostados a seu sexo. Scorpius mordeu forte o ombro de Rachel, que soltou sua mão para tentar afastar-se dos dentes fortes- Scorp, isso dói!- a outra soltou-a e folgou o aperto em seu corpo. Rachel acariciou o ombro mordido, sendo virada brutamente de frente para a outra.

–Quantas vezes eu já te falei para não me chamar assim? Eu tenho nojo de quem sente tal coisa- os olhos lilás fulminavam Rachel.

–Mas, gatinha... A gente se curte, eu-eu... eu te amo!- a latina riu estrondosamente, chegando a tombar a cabeça pra trás, chacoalhando os ombros. Rachel a encarava assombrada... Nunca na vida imaginaria uma Santana dessa forma.

–Ama? Haha... Você ama somente a si própria, ao dinheiro que meu mestre te dá pra transar comigo e talvez a forma que te fodo... Só isso- deu de ombros. Rachel tentou falar algo, mas foi interrompida- E, olha, preste bem atenção no que vou te falar- pegou uma das mãos de Rachel e colocou sobre seu peito, encima do coração- Você sente?

–Claro... Normal...É seu coração batendo.

–Pois é... Mas, sabe... Eu não. Nem um pouco- franziu os lábios- Está dentro de mim, pulsando forte, mas eu sequer sinto sua presença aqui... É algo insignificante. Pra mim é como se fosse uma peça desnecessária que eu não seria nem um pouco obstante se meu mestre quisesse tirá-la de mim- disse indiferente, o que fez Rachel suspirar sentindo algo estranho no peito. Deus, o que Cárter fez com ela? Santana virou um... Monstro sem coração? Mas ainda está gostosa, oh se ta" enviou um olhar safado pra latina E vai me deixar rica e poderosa, haha... Oh, Quinn. Quem está rindo agora, queridinha? Esse corpinho é só meu agora. Eu vou te fazer pagar pela humilhação que me fez passar, loira oxigenada patricinha... Vai lamentar o que me fez... Oh se vai"- O que foi?

–O que foi o quê?- a baixinha replicou saindo de seu transe maquiavélico.

–Você está me olhando estranho- encarou-a de cenho franzido, em avalia- Ah... Está com aquela cara.

–Que cara?- Rachel perguntou com uma falsa inocencia enquanto sorria marota e se encostava a mesa, tirando alguns fios de cabelos do rosto.

–A de que vai fazer mal a alguém... Você vai aprontar, não é?

–Talvez?- deu de ombros, passando o polegar da mão direita na lingua e depois o deslizou pelo meio dos seios e passou a rodear um dos mamilos, olhando sugestivamente para a Santana modificada, que a encarava pesadamente com lascívia- Mas você não estaria mais interessada em saber o que eu vou aprontar com você nessa cama, minha Scorp-tesão? Pode ter certeza que vai se agradar e muito.

–Humm... Continue, senhorita Berry... Fale mais- apoiou o queixo a mão, altamente interessada nas palavras da baixinha.

–Ok... Mas prefiro mostrar agora- levou a franja ao topo- Tenho um presentinho na minha bolsa pra você, baby... Ah, latina... Hoje você tem uma missão muito especial.

–E qual seria?- se aproximou da mais baixa, se apossando de sua cintura de maneira forte e territorial. Rachel suspirou tentada.

–Você, latina caliente... Terá que me fazer gritar como uma louca de tesão enquanto me fode gostoso.

–Humm... Ok. Nada diferente do que eu já não fazia mesmo- deu de ombros, prepotente, então olhou a outra do alto, do topo onde se sentia suprema, com os olhos em uma chama lilás queimando a acompanhante nada mais além que a vontade de ser satisfazida em seus desejos carnais pós treino. Toda vez que Carter percebia qualquer inquietação da latina, ele enviava Rachel para deixá-la aliviada" nesses quesitos. Apenas a baixinha tinha autorização de estar com o soldado perfeito do cientista... Nenhuma outra mundana, como o próprio chamava, poderia tocar em sua perfeição. Rachel havia sido preparada minuciosamente para tal tarefa e passava por exames e mais exames antes de toda o envolvimento das duas só pra que ela não recebesse toques sujos" de outras pessoas, ou seja, a baixinha teria que estar em dia com sua saúde e higiene pessoal. Ele sempre deixava claro para Scorpius que não poderia ter relações com ninguém além de Rachel, e mesmo com esta, precisaria do consentimento dele para isso.

–Com toda certeza, minha querida... Só que agora vai ser bem mais interessante.

–Humm... ok. Então o que você faz aí que não está encostada a porra daquela mesa, de costas pra mim, como mandei, sua vadia?- de maneira rude ela virou Rachel para a dita posição que tanto quis desde que entraram em seu quarto, apoiando as mãos no traseiro durinho da outra, inclinando-se para falar ao seu ouvido- Espero que a tal surpresa me agrade, Rachel Berry... Caso contrário sentirá o gosto do couro do meu chicote especial rasgando a pele dessa sua bunda gostosa de cima à baixo, ok? Sabe o quanto adoro" surpresas.

–Ok... Confie em mim- Rachel engoliu em seco a ameaça, se apoiando melhor a mesa.

–No dia que eu confiar em um mundano imundo como você.... Eu mesma faço o favor de cortar minha garganta- tirou as mãos do bumbum de Rachel e passou a desatar o nó da calça em um tecido leve que usava para treinar, ainda com sua frente colada as costas dela. A baixinha já ofegava por antecipação pelo o que viria pela frente- Você teme a mim, Rachel?

–Claro que sim, por que?

–Por que se submete a mim, então?

–Já olhou pra você por acaso? É gostosa... Demais. Faz o melhor sexo do planeta e ainda é uma mina de ouro, se é que me entende- Rachel esfregou o polegar e o indicador da mão direita, sorrindo maliciosa. Scorpius pareceu pensativa... Algo parecia mastigar em sua cabeça- Por que a pergunta?

–Nada... Agora cala essa boca, sua puta paga- empurrou indelicavelmente a cabeça de Rachel na direção da mesa, onde prensou seu rosto ali.

–Parece faminta, minha Scorp- comentou, alisando a coxa já desnuda da latina com as pontas dos dedos.

–Nem sabe o quanto, Rachel Berry.... Só espero que tenha se alimentado bem antes de vir a meus aposentos.

~°~

Enquanto isso em Nova York:

O corpo esguio transbordava tensão sentada aquela cama onde agora o conforto havia se tornado irrelevante. A coluna levemente curvada para frente, travava a luta de olhos azuis encantadores, que agora fuminavam sua própria visão pelo espelho de seu guarda-roupas...A cabeça parecia imersa em lava vucânica, e cada vez que se deparava com aquele celular que logo descartaria, essa sensação de agonia só transbordava ainda mais da cabeça pro peito... Da consciência para o remorso... Do remorço pra preocupação... Da preocupação para os sentimentos que realmente não deveriam estar ali, mas agora haviam se alastrado para o seu ser castigado agora por tantos pesares.

Ouviu o barulho de algo quebrando e se assustou, ficando alerta. Mas logo relaxou o corpo quando a voz de sua amiga se praguejando por ter derrubado um prato no próprio pé. Ela riu consigo, balançando a cabeça levemente em descrença pelo jeito desastrado da outra, porém quando em sua mão a vibração intranquila mesclada ao piscar sem intervalo do aparelho em suas mãos, fez sua feição mudar para a mesma tensão aguda de antes. Respirou fundo ao reconhecer os tais dígitos inconformáveis, deslizando o dedo pela símbolo verde na tela aceitando a ligação, levando em seguida o celular até o ouvido.

–Aqui- disse sem muita animação. A voz grossa e firme do outro lado a fez consertar a postura e tentar transparecer no mínimo profissionalismo.

-Então? Porcentagem de confirmação, por favor."

–100%, senhor... O espécime foi localizado- algo no peito saltou feito um louco por ter dado tal informação, mas nada podia fazer... Era seu trabalho. Era algo que estudou e lutou por anos- Santana Lopez é o que procurávamos.

-Perfeito!- a voz do homem pareceu animada- Tem a posição certa de sua localização?"

–Sim, senhor. Dela e de mais alguns dados como prioridade na captura.

-Excelente! Mandarei os melhores homens para ajudá-la a levar o espécime em custódia... Meus parabéns, agente".

–Obrigada, senhor. Aguardo o próximo contato- a ligação fora desligada- Sinto muito, San. Mas isso é o certo a se fazer... Essa é a minha vida.

~°~

Já em Dallas, Texas...

–Minha nossa... Eu realmente não me vi saindo dali com vida- Russel comentava enquanto um enfermeiro do seu próprio pelotão de agentes fechava alguns pontos em seu ombro. Ele tinha a profunda certeza de que aquilo era uma mera brincadeira comparada ao que Santana/Scorpius poderia realmente tê-lo causado com aquele disparo.

–Considere-se um homem de sorte, senhor Fabray... Pela exatidão do disparo, se tivesse tomado um caminho em centímetros para o lado... Com toda certeza não estaríamos tendo essa conversa agora- o enfermeiro comentou agora limpando o local ponteado, dando os últimos retoques no curativo. Russel respirou fundo. Não saberia até quando, mas estava feliz por ter saído ileso" de mais essa surpresa nada agradável.

–Em verdade lhe digo, meu amigo... De nada aplico a sorte a isso. Prefiro dizer que foi uma certa estratégia do destino". Sinceramente, se não controlarmos logo essa situação... Não só eu, como todos de nossos afins vão almejar por aquela bala centímetros para o lado, como você mesmo colocou, Olyn- vários agentes presentes no local voltaram sua atenção para o que Russel dizia- Tempos turbulentos nos aguardam, meus caros amigos... Admito profundamente que precisarei de todos comigo em mais essa batalha... Bem, essa pode ser a maior de todas que já enfrentamos, mas, enfim, todos temos direito a optar pelo o que achamos o certo, então não farei diferente como fiz por todos esses anos que lutamos juntos por nossa sobrevivência... Quem quiser se retirar, estará totalmente em seu direito e livre para isso- os agentes se entreolharam, conversando entre si. Quinn estava quieta sentada a mesa enquanto fechava a tala que deixaria a mão de Rob apoiada de maneira correta até os ossos retornarem para seus devidos lugares. Ambos estavam quietos, apesar da onda desenfreada de vozes ao redor deles. Apesar disso, apenas Rob prestava atenção nas palavras de Russel enquanto Quinn estava perdida em pensamentos. Ela não conseguia assimilar nada agora... Seu interno doía... O peito apertava a cada suspiro, respiração, ou qualquer movimento de seu corpo... Era como se tudo ao redor estivesse prensando seu corpo contra o chão.

–Desculpe, senhor, mas estarei me retirando- um dos agentes se pronunciou, tirando o emblema com o símbolo de uma serpente de corpo negro e olhos vermelhos intimidadores, enrolada a um escudo com as letras B.S (Black Snakes, ou, Serpentes Negras) costuradas a ele- Já deu pra mim, senhor... Pretendo começar minha vida fora disso... Totalmente. Minha esposa está grávida, tenho pelo o que temer mais ainda agora.

–Eu entendo, meu caro amigo... Sinto muito por não ter cumprido minhas promessas quanto nossa liberdade, mas eu tentei... Palavra de que tentei.

–Falo por todos quando digo que com toda certeza tentou, senhor. Porém está perigoso demais para que eu me arrisque a isso. Sinto muito- tocou no ombro de Russel e pode-se ouvir o aglomerado de vozes inquietas até que mais agentes se aproximassem do cientista Fabray e se desfizesse de símbolo da corporação criada para combater ameaças terroristas de grande porte- Vamos apenas ajudá-los na procura dos chips pela propriedade para assim ser liberada nossa saída, ok?

–Tudo bem... Como queira- Russel tentou, mas não conseguiu conter a frustração de estar perdendo muitos homens bons e habilidosos em campo e estratégia- Creio que não será nenhuma tarefa fácil. Santana não havia me comunicado sobre isso, nem a minha filha, que por acaso era noiva dela. Se conseguíssemos pelo menos fazê-la lembrar... Lembrá-la de que é Santana Lopez... Nossa Santana Lopez. A moça boa e gentil que Antony soube criar e treinar com louvor, nós talvez acabaríamos de vez com essa guerra desenfreada. Ela é forte, é a Santana que...

–Ela não é- Quinn disse do nada, cortando seu pai. Aquilo para ela parecia tão errado que não conseguiu continuar em seu silêncio de pensamentos torturantes. Russel voltou sua atenção a filha, franzindo o cenho- Ela não é a Santana.

–Mas há probabilidades de que ela seja sim Santana e...

–Não, papai... Ela não é Santana... Não é a minha Santana e isso me destrói por ver sua imagem sendo destruída por aquele... Aquela... Coisa monstruosa e sem coração que é capaz de machucar a quem menos merece ou eferece algum risco- a loira já tinha lágrimas se formando em seus olhos agora sem brilho pela decepção de ter seu amor tomado e estraçalhado bem ali na sua frente- Pode ter a profunda certeza de que não deixarei que aquilo destrua as lembranças boas e belas de minha noiva. Santana não era assim e não admito que comparem aquele monstro à única pessoa que eu realmente me apaixonei na minha vida... Ela não merece isso.

–Filha, eu...

–Eu preciso ficar sozinha agora, por favor... Isso tudo está acabando comigo- Quinn cortou seu pai novamente, com toda aquela educação altamente polida e que não se desmanchava nem em momentos como esse. Enxugou as lágrimas infelizes que desciam por seu rosto jovem, sem perder sua postura refinada, e se levantou, dando um beijo casto na testa de Rob, que parecia estar em estado de choque agora. O mais novo ainda tentava acreditar que fora machucado tão perversamente pela imagem perfeita de sua irmã mais velha tão amada.

–Sinto muito, querida- aproximou-se da filha, e acariciou-lhe os braços tenramente- Precisa de alguma coisa?

–Apenas da mulher que amo... Você por acaso não tem ela aí, tem?- sorriu em ironia- Então, papai... Agora o que me resta é só optar por um tipo de morte menos dolorosa, pois é o que nos espera agora sem Santana. Se bem que eu nem me sinto mais viva mesmo- deu de ombros em uma frustração tão dolorosa que atingiu a todos naquela sala- Se me derem licença, vou me deitar um pouco... Não estou me sentindo bem.

–O que você sente, filha?

–Nada grande, pai... Apenas fui assolada por uma indisposição chata.

–Meu caro Olyn... Será que você poderia passar alguma medicação para aliviar esses incômodos de minha filha?

–Claro, senhor... Eu só preciso realizar alguns exames para descobrir a natureza da indisposição.

–Não será preciso- Quinn cortou os dois com uma rapidez que intrigou Russel- Eu... Hum.. Só devo repousar em tranquilidade por algumas horas que estarei melhor logo.

–Mas, filha...

–Eu vou ficar bem... Não se preocupe, papai- Russel apenas assentiu um tanto contrariado com um gesto de cabeça, vendo a filha se retirar cabisbaixa até o quarto de sua falecida noiva. Ela já parecia melhor por sua perda, mas com agora mais essa de Carter, Quinn havia se quebrado de um jeito tão doloroso, que transpassava a perda da vontade de viver. Mas, além disso, o homem havia percebido que a filha andava estranha nessas últimas semanas... Estava mais dispersa, reflexiva, como se algo a tivesse incomodando muito, porém tentava se reprimir a compartilhar com os demais. Tudo isso mesmo antes da Santana diabólica surgir espalhando terror. Agora parecia perdida, e Russel sabia que quando Quinn agia dessa forma, algo de extremo realmente a estava assolando, e ele tinha a suma certeza de que poderia não conseguir, mas a sondaria para obter respostas.

–Não se preocupar- ele replicou, balançando a cabeça negativamente- Aí eu não seria pai, oras... Sem falar que preciso tirar algo a limpo.

~°~

Enquanto isso na base subterrânea canadense, as coisas esquentavam:

–Ohhhh... Huuumm! Assim, gostosa... Me come todinha- Rachel gemia como uma louca enquanto Scorpius/Santana, estava com a parte frontal do corpo colado a traseira da outra, investindo em seu centro pulsante com o novo brinquedinho que a baixinha arranjou... Um strap-on na cor doa pele latina da outra, que estava deveras agradada pelo presente. Ter alguém submissa a ela era um de seus esportes" preferidos e não havia mais nada que a satisfazesse tanto- Ai, céus... Isso é demais!- disse quando a latina agarrou seus cabelos e a empurrou para prensar seu rosto a mesa enquanto deitava sobre suas costas, aumentando a força das estocadas. A menor mordia o antebraço por puro extase dos toques... Ela realmente havia atingido um nível de prazer tão alto, que às vezes tinha a sensação de que iria desmaiar a qualquer momento.

–Isso te agrada, né, vaquinha suja?- a latina disse a seu ouvido de um jeito rude que arrepiou a nuca clara da outra.

–Não sa-sa be o q-quanto- ela respondeu vacilante...Seus pulmões pareciam desconhecer como se filtrava o ar- Ahhh- gemeu mais forte ainda quando a latina ficou ereta novamente, erguendo-se lentamente ao mesmo tempo que passava as garras afiadas pelas costas de Rachel, deixando marcas perfeitamente visíveis.

–Abra mais as pernas, mundana- exigiu com dureza na voz, porém Rachel estava tão entorpecida que não conseguia assimilar a ordem. Como consequência, tomou um tapa forte no bumbum, que a fez soltar um gritinho de dor.

–Ai... O que v-você falou?- ela sentiu quase se engasgar com o tapa.

–Eu disse pra você abrir a porra dessas pernas, sua vadia.

–Ok, relaxa... Eu vou abrir. Que coisa... Mulher mandona... Aaaaai!- reclamou a tomar outro tapa.

–Reclame de novo e será na cara- ameaçou elevando a mão bem próxima ao rosto de Rachel, que revirou os olhos, assentindo.

–Idiota- murmurou, espalmando as mãos melhor na mesa.

–O que disse?

–Coloca... Eu disse coloca mais... Vai lá, Scorp, enfia tudo que eu quero gozar como uma louca- desconversou, passando a bater forte o bumbum contra o quadril da Santana modificada, conseguindo assim mais profundidade com o brinquedo erótico. Ela então abriu mais as pernas, como a outra a havia mandado antes, assim a latina a puxou sem delicadeza alguma para colar os seios volumosos as costas suadas de sua parceira sexual, deslizando uma mão pelo abdomen seco até atingir o clitóris excitado da outra e passar a estimulá-lo enquanto a penetrava sem pudor algum. Rachel não economizava nos gemidos pelas sensações maravilhosas que recebia, então hora ou outra dava um grito estrondoso, falando coisas de baixo calão que dava pra ser ouvido na superfície de tão altos.

–Será que você poderia ser mais silenciosa? Que droga de escândalo.

–Se-Se quer que eu seja mais silenciosa, então para de transar gostoso assim- ela retrucou, passando as unhas na coxa malhada de Scorpius, que soltou um singelo risinho gabola.

–Ah é? Eu transo gostoso?

–Você é a vadia mais gostosa dos cosmos, bebê.

–Vadia é você, sua vaquinha- inesperadamente, jogou Rachel com grosseria para o lado, onde por sorte acertou a cama e não o chão duro. A latina nem esperou ela se recuperar do susto, pois invadiu o meio de suas pernas com o corpo sarado já desnudo, passando a ponta do strap-on nas dobras encharcadas da baixinha, que já ofegava sem limites, invadindo sua entrada sem delicadeza, onde colocou toda extensão do brinquedo de uma vez só e movimentava freneticamente o quadril para frente e pra trás, e em seguida rebolava com força, fazendo Rachel agarrar as suas costas em ofegadas quase que asmáticas.

–Céus... Que, ahhh, que fome, bebê... Hummm- mordeu o canto dos lábios, enquanto agora a latina passou a sugar um de seus seios em um faminto excitante- Ai, eu estou quase... QUAAAASE, AIII... EU VOU GOZAR- anunciou, sentindo o corpo inteiro ameaçar um orgasmo daqueles que é capaz de desfalecer até a alma. O ser de olhos lilás a olhou com um sorriso de escárnio de lado, e saiu descendo com ora a língua, ora os dentes, pela barriga e coxas da baixinha Berry. Logo livrou a intimidade da outra do strap-on, e antes que a mesma reclamasse, ela abocanhou o clitóris já no limite de excitação, e o chupou tão forte que Rachel jurou senti-lo quase sair dali, mas quem disse que ela achou ruim? Só soltou um gritinho abafado pela mordida nos lábios forte que estava dando, agarrando o que podia na cama para tentar se segurar perante as estocadas violentas que agora a Santana modificada investia a sua entrada. Enquanto causava esse tornado de sensações em sua parceira de lençóis, Scorp passou a estimular seu próprio clitóris, escorregando hora outra para seu núcleo e firmando estocadas firmes, que já lhe deixaram no ponto de acompanhar a outra em seu orgasmo- Eu... ahhh... Ai, Deus- Rachel se engasgou com as palavras quando seu ápice a atropelou com o peso de um caminhão, apertando a cabeça da latina com as pernas, quase esmagando-a. Soltou assim que levou uma mordida na perna, alertando que aquilo não era do agrado de sua parceira. Seu peito subia e descia sem limites, ofegando como se todo o ar de seu corpo houvesse sido drenado- Latina... UFA... Você é de matar! Acabou comigo. Não sirvo mais pra nada hoje.

–Que bom pra você- disse indiferente, aproveitando para se ajoelhar na cama e tirar a cinta, jogando-a em qualquer canto- Agora vaza!

–O que? Mas eu pensei que poderíamos...

–Não poderíamos nada. Você vem, eu te fodo, me satisfaço, daí você some e me deixa em paz até que eu precise da sua amiguinha aí debaixo de novo... Só isso. Agora... Vaza!- voltou a repetir, apontando para a porta atrás de si. Passou por Rachel, que a fuminava com o olhar, e se deitou preguiçosamente na cama- Você é surda por acaso? Sai. Se acerta com meu mestre depois, como sempre.

–Sério, às vezes eu odeio essa sua prepotência nas alturas e essa cretinice que ganha qualquer cara machista que eu já cruzei na minha vida- a baixinha disse zangada, enquanto juntava suas roupas pelo chão- Tem sorte que é gostosa e valiosa demais pra se descartar, senão eu nunca mais olharia nessa sua cara lavada.

–Estou pouco me lixando para o que você acha... Só quero que suma daqui pra que eu possa dormir em paz sem essa sua vozinha irritante pra me atazanar- gesticulou pra que Rachel saísse, se acomodando melhor a seu travesseiro extremamente confortável.

–Eu poderia te relaxar melhor que isso e você sabe- a baixinha sugestionou, exibindo o corpo sinuosamente.

–Sabe o que você realmente poderia fazer pra mim, Rachel Berry?- indagou, utilizando de sua voz sexy e hipnotizadora, onde Rachel se derreteu sem muito esforço.

–O que, bebê?

–Você poderia... — pausou, mordendo os lábios- IR PRA PUTA QUE PARIU E ME DEIXAR EM PAZ, QUE MERDA DE MULHER INSISTENTE DO CARAMBA!- Rachel bufou, dando meia volta e saindo quase fazendo buracos no chão por tanta raiva- RACHEL!

–O QUE?- voltou, achando que ela tinha se arrependido de falar aquelas coisas.

–Fecha a porta, caralho. Cadê sua educação?- cruzou os braços, zombeteira- Ah... esqueci que putas não sabem o que é isso.

–Ah... Vai se fuder, sua babaca!- bateu a porta com força e saiu atropelando quem tivesse a sua frente enquanto a latina se acabava de rir no quarto.

–Mulheres carentes!- passou a mão de uma forma gabola nos cabelos negros- Mas bem que eu queria aquela loirinha nessa cama agora- acariciou os seios ao pensar nas feições delicadas e atraentes de Quinn- Eu poderia te comer todinha, deliciosa... Quem sabe eu consiga uma brecha pra me divertir com você antes que eu te destrua? Adoraria provar o que você guarda aí embaixo- riu pra si, de uma maneira perversa, descendo as mãos agora para sua virilha- Nem que seja à força.

~°~

Dallas, Texas

POV QUINN

–Oh, céus, isso não é bom!- expus, ao dar a decima descarga hoje que levava pra longe o resultado de meus enjoos que estavam se tornando rotina desde semana passada. Quando eu não estava tonta, estava vomitando... Quando eu não vomitava, urinava de minuto em minuto, ou simplesmente virava um zumbi de tanto sono que eu sentia. Sem falar do cansaço que me abatia, ou qualquer cheiro forte que me fazia querer despejar até meus orgãos... É um incômodo simplemente horroroso, que há anos eu não sentia... Mais especificamente, quase seis anos- Deus, por que agora? Será que isso tudo é uma aprovação ou castigo pelo o que já fiz?

–Q?- ouvi Rob me chamar do quarto.

–Humm... Estou no banheiro, querido... Já saio- anunciei, correndo para lavar o rosto e esconder o mínimo de vestígios de meu possível novo estado agora de meu cunhado, saindo alguns minutos depois, me deparando com suas feições em um misto de preocupação e tristeza- Tudo bem?- ele assentiu, sentando-se a cama de minha amada.

–Estou preocupado com você. Não me parece bem. Não que fosse normal você estar bem por tanta coisa horrorosa que anda nos assolando, mas... Você está doente, Q?- parei aonde eu estava mesmo, sentindo meu ser revirar pelo olhar temeroso que ele me lançou.

–Rob, eu...

–Me conte, Quinn. Por favor. Prometi pra San que cuidaria de vocês, e vou manter essa promessa até que eu não respire mais... Apesar de meu coração estar aos pedaços como aquele monstro deixou minha mão- ele fitou a mão estraçalhada por aquele ser sem coração e voltou com um olhar minguado pra mim- Você não vai nos deixar, vai? Você é como uma irmã pra mim... Te amo. Você e a Beth- meu queixo tremeu em um choro de desespero... Eu não poderia esconder isso... Não dele, a pessoa que mais me ajudou nesses meses de angústia e sofrimento sem Santana. Eu já tinha Rob como o irmão que eu nunca tive, e já o amava como sangue de meu sangue... E mais ainda precisava compartilhar com alguém o que me aconteceu agora antes que eu exploda e fique pior que já estou- Q?- Rob chamou quando percebeu que eu havia entrado em um estado de transe mergulhado em desespero- Quinn, você está pálida... O que...- antes que ele dissesse algo, meus joelhos tremeram e falharam. Me segurei na parede atrás de mim e só não fui abaixo porque Rob correu rapidamente até mim e me amparou com a mão boa- Q, Deus, o que foi? O que você tem?

–Ro-Rob, eu... — me engasguei com minhas lágrimas e ele me envolveu em um abraço, me levando até a cama. Rob beijou minha testa enquanto acariciava minhas costas com uma mão e, com o único dedo que ainda se movia, o polegar, da mão machucada, ele deslizava carinhosamente pela minha bochecha, tentando fazer com que eu me acalmasse da destruição que se formava em meu peito.

–Hey... Respira fundo. Eu estou aqui. Pode falar.... Seja o que for, eu estarei ao seu lado e enfrentaremos isso juntos, ta?- eu assenti, respirando fundo para tentar me controlar perante ao meu mais novo tormento- Fala, Q... O que aconteceu?

–Rob, eu... Céus... Eu acho... — engoli seco a revelação- Rob, eu estou grávida.

–O que?- ele me soltou espantado- Mas como, Quinn? Você ficou com alguém mesmo dizendo que nunca trairia a San?

–Não... Nunca- disse firme, me segurando para não desabar de novo- Eu sempre vou amar a sua irmã.

–Então?- Rob parecia estar em um alto grau de intriga.

–Rob, eu estou grávida da San... Eu vou ter um filho dela.

–Cara... Mas como? É algo impossível de acontecer... C-Como... Oh, céus, minha cabeça vai explodir.

–Hey, calma. Eu posso explicar... Aconteceu que...

POOW

Um barulho de porta caindo nos deixou alerta.

–Vem, Q- Rob me estendeu a mão e juntos descemos correndo pra sala, onde era a origem do barulho, e nos deparamos com uma cena nada agradável. Todos os agentes de meu pai estavam rendidos por homens mascarados, trajando uma roupa preta com o emblema da CIA. Isso não era nada bom.

–Parados vocês aí- um deles nos apontou uma metralhadora e Rob e eu demos com as mãos para o alto, demonstrando que estávamos cooperando. Ele veio até nós e nos levou para junto de meu pai, já algemado enquanto era segurado por um dos homens.

–Mas o que significa isso?- indaguei assustada. Oh céus, quando ficaríamos tranquilos um dia pelo menos? Um barulho de saltos contra a madeira do piso da entrada da casa me fez virar para porta e me deparar com o inesperado.

–Deixe que eu te explico, loira.

–Você?

–Sim... Sou eu. Surpresa?

–M-Mas como?- eu só ficava cada vez mais assustada com a aparição sem sentido daquele ser.

–É uma história muito longa, então vou resumir. A casa caiu pra todos... Agora eu assumo o fator Carter.

–E quem é você pra fazer isso?

–Eu?- sorriu de escárnio- Pode me chamar de Agente Pierce... Brittany S. Pierce. Agente de Infiltração em missões contra terrorismo nos Estados Unidos. E quer mais?- retirou os óculos escuros de grife e os apoiou na blusa, onde abriu a jaqueta e deu pra notar também um ostentoso distintivo da CIA- Vocês estão presos... Começando por vocês, Russel e Lucy Quinn Fabray.

Notas finais
Uhhhhh... E agora? Necessito de opiniões. Quinn grávida? WTF! E da Santana? Vixe Maria da giripoca giratória pegando fogo na periquita... Como ela conseguiu? Santana com dedos reprodutores? O que vcs acham? Como acham que ela conseguiu esse feito? Teria Quinn pulado a cerca e caído direto nos braços de um ricardão musculoso, suado, loiros dos olhos verdes e.. Ui, deu até um troço aqui. E Rachel? a vadia Queen? Scorpius.. pintura lacrada do capeta? E Brittany traindo o movimento team Santana/gostosa /Eu quero pra mim vestida de Empregada com uniforme curto /Lopez? E mais essa? Enfimmmmm... Ficou pesado a cena de SÉQUIÇO DE ACASALAMENTO LESBO? Muito confuso? Ruim? Me contem aí pra acalmar o S2 dessa autora toda desmontada. Obrigada a todos e não me abandonem... eu não os abandonarei. Ps1- tava analisando umas coisas aqui e ponderei uma cosita... O que acham de uma segunda temporada de LPD? Acho que tenho um bom material para uma sequencia, mas depende de vcs quererem. Ps2- qualquer dúvida, podem mandar mp, pedirem meu whats e me mandar pergunta no ask.fm. cueste: https://m.ask.fm/JhenneCristina bjocas no pescoço.