Ligadas pelo destino

38 Capítulo 38- O início de uma nova trama


Notas iniciais
Chegayyyyyy, miiiiigaaaaaaa! aAbafa, mais cedo ihuuuuu mereço um pacote de amendoim furado hihi.. Mais um cap, aka tortura, para vocês, meus pequeno mafagafos do core mio... Como a santa Cher ta de mal comigo, não deu pra eu terminar de responder uns comentários, mas logo estarei os respondendo, ta? Gente, eu to quebrada. Até os cabelos de minhas sobrancelhas estão doloridas. Diannn... mas simbora que eu quero uma faixa amarela enfeitando meu braço branquelo.... segura! Boa leitura, mafagafos.

Aquilo só poderia ser uma brincadeira! Uma de muito mau gosto e mal pensada de Santana. Céus, eu não conseguia acreditar que aquele ser a minha frente não era a mulher que eu amava e sim algo diabólico tirado dos confins da mente doente de Carter e que tinha as feições perfeitas de minha Santana.

–Não- murmurei em negação, sentindo os olhos arderem pelas lágrimas nervosas que teimavam em sair, onde eu as limpava rapidamente- É mentira... Só pode ser brincadeira... Santana!- ela numa rapidez sobre humana se aproximou de mim, deixando aqueles olhos sombrios pareados aos meus, com uma expressão de raiva e impaciência.

–Se me chamar assim mais uma vez, eu corto sua língua, vadia- a seriedade de suas palavras fez com que mais uma vez o mundo caísse a meu redor.

–Amor, não- tremulei o queixo ainda querendo entender aquilo, mas bastou para ela não se agradar e levantar a mão para me dar uma bofetada, porém antes que conseguisse tal grosseria, Nilo me puxou rapidamente e se colocou entre mim e Santana... Deus, eu ainda tentava me manter acreditada que aquela ainda era a minha Santana, apesar da maldade exalando por seus poros. Ela nunca levantaria a mão pra mim... Nunca. Nem diria tal grosseria.

–Se tocar nela, eu...

–Você o quê? Vai me afogar em suas lágrimas, seu fraco?- a morena zombou de Nilo. O mais velho dos irmãos tinha os olhos úmidos e tristes.

–O que você é?- Nilo agora era quem estava bem próximo a ela, onde era apenas analisado pela mesma.

–Se não se afastar de mim... Seu pior pesadelo- ela o desafiava com um olhar de pura arrogância e prepotência que eu nunca vi nem sonhei em um bilhão de anos ver em Santana. Ela sempre transpareceu um coração tão puro e uma bondade que nem se juntasse todos nós, poderíamos alcançar. Agora estava lá, emanando uma falta de sensibilidade igualada a um monstro.

–O que fez com a minha irmã?

–Não sei de quem está falando- ela cruzou os braços, movendo os cabelos nos ombros para trás.

–Então o que faz aqui?

–Se vocês parassem com essa falação e nhé nhé de Santana! Amor! Cadê minha irmã?" e mais bla bla blas, eu já teria chegado até o ponto certo- desdenhou, fazendo uma vozinha irritante. Eu mais atrás ainda a encarava em choque... Carter não tinha o direito de fazer isso conosco. Usar Santana para nos atingir, sabendo que nada seria feito contra ela... Enfim ele conseguiu o que queria... Nos destruir de vez.

–Diga o que quer e vá embora- Nilo exigiu com rispidez. Antes que ela pudesse dizer algo, Beth veio correndo e antes que pudéssemos impedí-la, alcançou Santana, abraçando sua perna. Nessa hora meu coração gelou.

–Mamá, você voltou!- Beth disse em uma imensa felicidade, agora levantando o rosto para olhar para a latina com carinho, que por sua vez encarava minha filha intrigada. Foi então que Santana segurou na alça de trás do macacão de Beth e a ergueu com um braço só e passou a analisá-la como se estivesse curiosa com algo. Fiquei com medo do que ela pudesse fazer com minha filha e me aproximei para pegá-la.

–Fique aí- usou da mão livre para fazer um sinal de que eu deveria parar. Ela então tombou a cabeça, ainda intrigada com Beth, que ria intensamente, achando aquela situação divertida- O que é isso?

–É Beth- expliquei achando estranho aquilo.

–E o que é uma Beth?- parecia já impaciente. Seria até engraçado a situação, se não fosse tão mórbido. Me entreolhei com os demais, que pareciam intrigados tanto quanto eu.

–Uma criança?- ela fez uma careta estranha e entregou Beth pra mim. Era como se nunca tivesse visto uma criança na vida.

–Os humanos são seres estranhos... Leve isso daqui- fez um gesto de mão como se tivesse enxotando um animal. Aquilo só fez com que eu me destruisse ainda mais por dentro. Santana sempre demonstrava tanto amor por minha filha e agora se desfazia dela como um cachorro.

–Mas você prometeu jogar comigo quando voltasse- Beth argumentou, fazendo um bico chorão.

–Sua mamá não está bem agora. Depois mamãe joga com você, meu amor- beijei sua cabecinha e ela já fungava, deixando cair algumas lágrimas enquanto eu andava com ela até a piscina, onde Kitty me encarava intrigada.

–Mas eu queria a mamá- o choro veio logo, com sofrer. Me senti horrível vendo minha filha daquela forma.

–Não fica assim, bebê. Mamá está dodói. Quando ela melhorar, com certeza brincará com você.

–Você promete?- ela coçou os olhinhos molhados.

–Prometo. Agora vai fazer um lanche com sua titia Kitty, ta? Eu já vou me juntar a vocês- Beth assentiu, e eu a passei para o colo de Kitty, dizendo a seu ouvido- Em hipótese alguma saia da casa. Não sabemos o que está acontecendo com Santana, então pode ser perigoso. Qualquer coisa, se tranque com ela no QTI e leve dona Maribel com você. Não deixe que ela saiba que Santana está aqui, por favor.

–Tudo bem. Força, Quinn- a loira me abraçou, entrando logo com Beth na casa. Força... Era o que eu precisava agora. Respirei fundo na tentativa de conter as lágrimas e retornei com papai, Nilo, Rob e Enzo, e este a essa altura já havia saído de cena. Notei que papai segurava um aparelho atrás das costas. Seu dedo estava repousado sobre um botão vermelho, como se a qualquer instante fosse acioná-lo. Creio que deveria ser um alerta para seus agentes caso a situação piorasse. Ele notou que eu o olhava e balbuciou um se mantenha firme" para mim.

–Que bom, a princezinha voltou- Santana disse sarcástica. Ela estava realmente insuportável naquela forma- Vamos, me dê o que eu quero.

–E o que seria?- tentei parecer firme para lidar com ela. Com muita paciência isso logo se resolveria... Eu torcia por isso.

–Quero os chips.

–Como?- indaguei sem entender- Carter os deu a David quando levou você.

–Não seja hipócrita. Vocês acham que podem enganar assim meu mestre? Tolos, ele sabe de tudo. Os chips que vocês deram a ele são falsos- rolou os olhos.

–Mestre? Droga, Santana, o que fizeram com você?- Rob se alterou e em um ato de impulsividade, tentou tocar no rosto da irmã, que no mesmo instante, agarrou sua mão e torceu para o lado com força. Rob gritou de dor- Ai, minha mão!

–Primeiramente: Não me toquem. Tenho nojo de vocês, seres inferiores- tinha um semblante gritante de nojo, cuspindo no chão- Segundo: Nunca mais me chamem por esse nome Santana"... Esqueçam se ela já existiu alguma vez. Deve estar morta. Já disse que meu nome é Scorpius. Agente especial da COPA. Centro Operacional do Poder Anarquista- exibia um evidente orgulho por seu cargo". Já em mim o desgosto e a dor só crescia- Agora me deem os chips de meu mestre.

–Solte-o!- gritei temendo por Rob.

–Me deem os chips primeiro.

–Não entreguem nada- Rob gemeu já quase curvado de dor. Aquilo só fez com que ela torcesse mais sua mão- Deus, vai quebrá-la!

–Essa é a intenção- sorriu maldosa- Vamos, os chips ou acho bom que o moleque seja canhoto.

–Solte meu irmão agora, ser maldito- Nilo sacou uma pistola da cintura e a encostou na têmpora de Santana, que sequer ligou pra esse fato. O olhando desdenhosa.

–Uhhh, ele é machinho!- zombou, erguendo uma sobrancelha com petulância.

–Solte meu irmão... Agora- Nilo estava trêmulo, o maxilar se trincava com ódio enquanto os olhos eram cobertos de lágrimas- Solte-o ou estouro sua cabeça.

–Nilo, não- corri até ele e segurei seu braço- Por favor, não faça isso. É a San.

–NÃO!- gritou nervoso- Isso é tudo menos a minha irmã. Estão brincando com a nossa cabeça, ela não é real.

–Nilo...

–Então atire- Santana moveu os ombros, como se não se importasse- Como você mesmo disse: Eu não sou real. Mas e se a garota estiver certa? Vai querer matar sua querida irmãzinha? Uhhh... É um belo peso na conciência, não?

–CALA A BOCA!- Nilo se descontrolava ainda mais, empurrando um pouco a arma na cabeça dela, que apenas ria debochando da situação. Ela estava visivelmente mexendo com a cabeça dele para deixá-lo perturbado. Enquanto isso Rob já parecia com uma dor extrema, fazendo caretas de sofrimento a ponto dos olhos se lacrimejarem ainda mais. Eu me via em um completo caos emocional, onde eu nada sabia o que fazer... Não podíamos deixar ao acaso, aquela ainda podia ser a Santana de alguma forma. Mas o pobre do Rob sofria de dor pela mão retorcida pela irmã que tanto o amava... Céus, isso só podia ser um pesadelo!

–Então... O tempo está passando e eu estou ficando entediada. Vai puxar isso ou não?- Santana indagou impaciente- O moleque aqui não vai aguentar muito- cantarolou, e mais uma vez ela retorcia a mão de Rob que deu mais um grito sofrido, se ajoelhando no chão de tanta dor. Nilo parecia enfrentar uma batalha interna, onde eu via várias vezes ele flexionando o indicador no gatilho da pistola, porém o retrocedia logo então.

–Espera!- meu pai se pronunciou- Vamos nos manter calmos e tentar entrar em um acordo. Nilo abaixe a arma e Santana solte o garoto.

–Scorpius- ela o corrigiu rispidamente.

–Ok, Scorpius... Solte o garoto, por favor. Nilo- ele tocou o ombro de Nilo, que se assustou com o contato- Calma, filho, eu resolvo isso- meu pai pediu com o carinho paterno maravilhoso que só ele sabia nos dar e Nilo respirou fundo, relaxando o braço até que papai lhe pegou a arma e ele caiu de joelhos, como se tivesse em choque. Fui até Nilo ampará-lo- Pronto, Scorpius. Agore solte Robert.

–Não me lembro de ter feito nenhum acordo com você- cinicamente, ela o rebateu.

–Eu o impedi de te matar, por favor. Seja sensata.

–Sensatez é para os fracos... Eu prefiro improvisar- ela fechou o semblante e deu quase uma volta completa com a mão de Rob. O som do osso de sua mão quebrando foi macabro, o que me fez estar à beira de um desmaio- Mas vou deixá-lo viver, pois estou de bom humor hoje- soltou o garoto grosseiramente no chão, que caiu gemendo de dor, com os olhos erguidos enquanto suava pela sensação crusciante. Eu fiquei congelada ali, sem conseguir fazer nada.

–Meu Deus!- murmurei apavorada, tentando sentir as pernas para correr até Rob e ajudá-lo- Por que fez isso? Ele é seu irmão caçula. Você prometeu protegê-lo, não torturá-lo dessa forma desumana. Disse que o amava mais que tudo no mundo- eu reclamava, sentindo o sangue ferver de ódio.

–Eu não tenho irmão... Muito menos sinto isso, amor- revirou os olhos- Isso deixo pra vocês, seres inferiores. Agora os chips- esticou a mão, impaciente. Beijei a testa de Rob e me levantei com raiva para ir até ela.

–Escuta aqui, seja lá quem você for... Não estamos com chip algum. Eles estavam com Santana... Ela os tinha e pelo visto levou seu paradeiro com ela quando....- minha voz ficou trêmula e fraca, tentando pronunciar tal palavra- Quando morreu- suspirei triste, mas me manti firme a encarando- Se acha que pode vir aqui manchar a memória dela com sua monstruosidade, diga a seu mestre" que vá para o inferno e nos deixe em paz- ela segurou meu maxilar e o apertou forte. Papai tentou me ajudar, tentando dar um soco nela, porém foi bloqueado com um braço e arremessado para longe com um chute.

–Você é insolente, garota- me encarou de perto, com um olhar sombrio- Vejo fogo em seu olhos... Não me parece tão fraca quanto me disseram... Mas também não me parece perigosa como fui alertada- arrastou a ponta do indicador pela lateral do meu rosto e pescoço, parando em um de meus seios- Mas parece apetitosa... Adoraria tê-la em minha cama. Quer ser minha putinha, hein, vadia?- lhe acertei com um tapa forte no rosto.

–Nunca mais fale assim comigo- ela riu intensamente, apertando mais ainda meu maxilar.

–Tem marra, eu gosto... Eu poderia te comer todinha- fez menção de morder minha boca, apenas batendo os dentes como se fosse fazer isso, próximo a meu rosto.

–O que v-vocês fizeram com San-Santana?- perguntei vacilante, pois o aperto em minha boca estava incômodo.

–Já disse que não sei quem é esta de que tanto falam... Pelas características... Nunca seria eu. Desencanem.

–Não seria mesmo. Santana nunca seria esse monstro. Ela nunca machucaria seus irmãos, nem falaria com a filha daquela forma e muito menos me trataria assim. Santana me amava e íamos nos casar... Ela me respeitava- a latina soltou uma risadinha.

–Não sei bem o que seja casar, mas pelo o que me contaram, é algo que te prende a outra pessoa... Tolice!- rolou os olhos- Mas sabe, essa tal Santana pelo menos tinha bom gosto... Foder você deve ser inestimável- me lançou um olhar de pura luxúria. Com Santana, até as mínimas coisas me deixava excitada, a ponto de explodir de desejo, mas esse ser que se parecia com ela (pelo menos fisicamente), só me fazia me sentir intimidada com seus olhares- Garanto que não se arrependeria de transar comigo.

–Eu sinto repulsa de você- agora esmurrei seus ombros.

–À força fica mais gostoso, sabia?- ela colou nossos corpos e passou a mão entre minhas pernas, me fazendo desesperadamente empurrá-la com toda força que eu tinha. Eu estava apenas de biquini por debaixo do roupão, o que facilitou a invasão. A morena então me soltou no chão sem nenhuma delicadeza, onde eu caí sentada- Quem sabe outra hora?- cheirou demoradamente a mão, fechando os olhos como se lhe apreciasse aquilo- Deliciosa! — sorriu sacana- Agora me deem os chips.

–Já disse que não estão conosco- me levantei meio torta, com a coluna doendo devido a queda.

–Não brinque comigo, garota- apontou pra mim, furiosa.

–Não estou- fui firme ao dizer- Tem minha palavra de que não está aqui.

–O que de fato vale sua palavra?

–Muita coisa- cruzei os braços, tentando afastar o rubor que ainda me tomava por ela ter me tocado intimamente.

–Ok, então façamos o seguinte- ela enfiou a mão na jaqueta de couro e de lá tirou um papel, onde anotou alguma coisa- Lhes darei uma semana para encontrar os chips e me entregar nesse endereço. Se não cumprirem, eu volto e mato todos, começando por seu monstrinho a quem chama de Beth.

–Deixe minha filha fora disso- apontei ameaçadoramente para ela, que sorriu em deboche.

–Ui, estou me tremendo de medo- fingiu tremer a mão, jogando em seguida o papel com o endereço de onde deveríamos nos encontrar em meu rosto- Outra coisa: Não tentem fugir, eu saberei. Sem falar que se algum de vocês tentar algo, as bombas que espalhamos pelo terreno serão acionadas e BUM... Podem dizer adeus para suas vidinhas medilcres.

–Você está blefando. A casa esteve bem protegida esse tempo todo- disse segura e ela franziu os lábios.

–Ok, estou blefando- ela olhou para trás de mim, notando algo. Me virei, vendo alguns agentes virem correndo pela área da piscina. Papai deve tê-los alertados assim que foi atacado- Sabe, gostei da piscina- Santana sorriu maliciosamente, tirando um aparelinho da jaqueta. Posicionou o dedo em um botão verde- Se eu fosse você tamparia os ouvidos.

–Oh Deus!- exclamei temerosa e no segundo seguinte uma explosão arremessou os agentes, transformando-os em pedaços. O baque da explosão fez com que eu caísse, coberta de sangue dos agentes pelo rosto e barriga. A piscina encontrava-se destruida sobre o olhar diabólico que aquele ser a lançava agora, depois a mim.

–Aprenda uma coisa sobre mim, deliciosa... Eu não sei blefar- assoprou o aparelhinho detonador vitoriosa- Você deve ser Russel Fabray- disse apontando para meu pai que procurava sobreviventes entre os agentes atingidos.

–O que quer comigo?- ele perguntou irado.

–Tenho um recado de meu mestre a você- tirou uma pistola da cintura e apontou para meu pai- Quem está rindo agora, Russ?"

–Papai!- gritei no instante que ela disparou contra ele, fazendo-o tombar para trás- Pai- corri até meu pai, me prostrando contra ele- Você matou meu pai.

–Ele vai sobreviver. Isso foi apenas um aviso de que meu mestre sempre estará a sua frente- voltou a guardar a arma na cintura- Mas acredite, deliciosa, da próxima vez será bem no coração- eu acariciei o rosto de meu pai, notando que o tiro havia sido no ombro- Não se esqueça... — voltei meu olhar para ela- Vocês têm uma semana- de repente o barulho de um helicóptero tomou os céus- Bem na hora- sorriu apontando para o alto. Colocou de volta os óculos escuros, escondendo aqueles olhos diabólicos na cor lilás, que ainda deu pra ver um pouco seu brilho pelas lentes- Até mais ver, deliciosa... Adorei seus lábios doces tanto quanto o que tem aí embaixo- lambeu o dedo que havia me tocado e uma corda desceu do helicoptero, que ela pegou e foi erguida. Do alto gesticulou com dedos pra mim como uma arma, balbuciando um BANG, como se me atirasse.

–Quinn- meu pai gemeu, recobrando a conciência. Eu o abracei, beijando sua têmpora.

–Calma, papai... Vai ficar tudo bem- eu realmente esperava por isso... Seria possível para nós vivermos felizes agora?

–Onde está Santana?

–Não sei, papai... Mas definitivamente aquela não é a minha Santana. Pelo menos se for, ela não está em si- retirei o laço do roupão para tentar parar o sangramento de seu ombro enquanto meu pai gemia de dor- O que fizeram com você, meu amor?

POV QUINN OFF

~°~

Horas depois:

Base subterrânia secreta no Canadá

–Enfim está de volta, minha perfeição- Carter recebia Scorpius de braços abertos- Como vai minha obra prima?

–Com ódio- passou por Carter e chutou uma cadeira- Eles disseram que não sabiam da localização dos tais chips. Me fez passar raiva à toa.

–Eles mentem, minha filha. Aquele pessoal vive de mentira- ele a observava andar inquieta pela sala, retirando sua jaqueta e a atirando em qualquer canto.

–Uns hipócritas- serviu-se de wisky, despejando uma grande quantidade em um copo e o tomou em uma golada só- Ficaram me chamando por um nome estranho... Afinal, quem é Santana?- Carter pareceu se incomodar com o nome- Mestre?

–Ninguém, Scorpius. Era um problema que eu dei um jeito de resolver- o homem pareceu tenso.

–Ela se parecia comigo?

–Nem um pouco. Santana era uma fraca. Uma vergonha para mim. Investi tanto nela e no final acabei com uma senhora dor de cabeça- deu de costas para a morena, que franziu o cenho, se servindo de mais um copo da bebida.

–Então por que eles ficavam me comparando a ela?

–Só uma forma de confundir você, filha. Se sentiram intimidados e começaram a inventar incoerências. São todos seres cruéis, sem escrúpulos e nada mais. Eles só precisam de uma chanzinha que seja para te destruir.

–Até a tal Quinn? Não me pareceu grande coisa... Mas é gostosinha- sorriu maliciosamente, recordando-se do beijo da loira e de passar a mão em seu corpo.

–Essa principalmente. Fique longe dela- respondeu com uma grosseria nervosa que intrigou a mulher. Carter limpou a garganta para se consertar- Não se deixe levar por sua carinha de anjo. Ela foi a que mais te causou mal.

–Foi a responsável pela traição onde me encurralaram e tentaram me matar, porém o senhor me salvou, certo? Onde cuidou de mim e me curou, mas não conseguiu trazer minha memória de volta.

–Isso mesmo, minha perfeição- acariciou o rosto da pupila e depois foi até sua cadeira de couro grande se sentar- Não deixe que eles te enganem... Eles exalam a ganância e a mentira pelos poros. Depois ainda se julgam mocinhos.

–Mas o senhor também faz coisas erradas- ela ponderou, sentando-se no canto da mesa. Carter sorriu de canto, acariciando sua barba escura.

–O que faço é para o bem de uma nação, querida. Ajudo as pessoas a se livrarem da opressão de um governo cheio de injustiças. Acredita que o que eu faço é para o bem, certo?

–Claro. Depois do que fez por mim, eu o tenho como um deus aos meus olhos- ele sorriu satisfeito.

–Obrigado pela consideração. Agora vem cá- gesticulou para que ela se aproximasse, retirando uma seringa que continha um líquido brilhante lilás de uma maleta- Me dê seu braço- a morena acatou, estirando o braço para o cientista, que injetou o líquido da seringa diretamente em sua veia. Ela esboçou uma ligeira expressão de desconforto, respirando fundo e balançou a cabeça em seguida. Os olhos, que já tinham uma cor fraca, quase castanha, retornava para o lilás claro e iluminado- Tudo bem. Agora pode ir. Vicent a aguarda no centro de treinamento.

–Ok, mestre- ela se inclinou em respeito e saiu logo em seguida, deixando um Carter com um sorriso perverso e orgulhoso nos lábios.

Scorpius agora treinava avidamente, acabando com a fileira de combatentes que lhe era oferecida. Esse já era o número 20. O rapaz correu a sua direção e tentou acertar o interno de sua coxa esquerda. Ela deu um saltinho tirando a perna esquerda, onde ele rodou e ficou com as costas desprotegidas para Scorpius, que o acertou com um chute circular na cabeça e ele caiu desacordado no tatame. Agora dois iam para cima dela, que os aguardava com um sorriso irônico desenhado nos lábios carnudos. Parou o primeiro com um chute frontal na boca do estômago, esquivando na lateral de um soco de direto do segundo já próximo, entrando com um cruzado de esquerda na orelha dele, que tonteou para o lado. Ela não mediu tempo, impulsionando o corpo em um salto majestoso para acertar o rosto do rapaz com uma voadora de joelho, fazendo-o tombar desfalecido no tatame. Palmas solitárias ecoaram na entrada da sala de treinamentos, junto com batidas suaves de tamancos no chão amadeirado. A latina se virou, deparando-se com uma morena um pouco mais baixa que ela. Lábios avermelhados por um batom forte, olhos moldados a um olhar malicioso, onde Scorpius bateu os seus nas pernas bem feitas e saborosas. A latina sorriu de canto, sacana, e a outra mulher apoiu as mãos na cintura de uma saia provocante e curta, onde parecia querer evidenciar a vontade de ser tomada e ter seus desejos acatados com precisão. Levou a mão ao vale dos seios quase querendo saltar da blusa decotada e se pronunciou provocativa:

–Não sabe o quão gostosa você fica suada, Scorp- ajeitou a franja, passando a andar a passos sinuosos até a morena mais alta- Mas prefiro você assim de outra forma e de preferência entre minhas pernas- a latina soltou uma risadinha- Senti sua falta, gatinha.

–Bom te ver também, Rachel.

Notas finais
Gente, abafa! Scorpius causando na casa aleia, que feiooooo! Se fosse minha mãe, já tinha dado uma voadora de chinelo bomerangue nela. Bem venta, pra afundar. Pois bem, genteeeee Rachel, aka prima da vaca, se bandeou pro lado inimigo e ainda quer ser bulinada por Scorpius/ Santana/amante viril/indigente/seilá das quantas Lopez. O que vocês acharam dessa vadiagem, digo, trairagem que ela fez? Como estou gay, digo, alegre hoje, vou deixar vcs escolherem o destino dela na fic. Opção 1- ela foge e vira freia num convento da Guatemala. 2- Ela toma uns sacodes e vira gente 3- Rachel vira pavê de anão... Ela morre de alguma forma 4- ela é presa (uma gaiola de galinha já serve) 5-Ela só foge mesmo e se soca no ocú do mundo ou 6- Outra opção (nessa vcs criam o seu próprio jeito do fim de Rachel Berry. Se eu gostar muiiito, será escolhido e seu nome será mencionado com muito amor nas notas iniciais do cap em questão). Podem mandar mais coisas, sugestões, perguntas, duvidas, receita de bolo, sei lá, no meu ask lindão: https://m.ask.fm/JhenneCristina Bjocas nos lábios de todos. Paz!