Ligadas pelo destino

31 Capítulo 31- Será?


Notas iniciais
Hey, gente, desculpa a demora. a lesão na mão ta pior e agora to de molho. Tive que postar do tablet, então já sabem. Quero agradecer a linda HeyaForever por recomendar a fic. Gatinha super especial, te tenho aqui em meu coração coisado. Obrigada pelo carinho. Capítulo dedicado a você, espero que goste. Surpresinha no final uhuuu Desculpem os erros.

Eita que eu to arrumada agora!

Oh Lord, muito obrigada... Muito obrigada.

Quinn Pancada Fabray estava com um fogo ardido na bacurinha... Oh se tava. E o mais legal de tudo? Ora, só eu tinha a cuia pra tacar água naquele incêndio perigoso. Se Beth não estivesse com a gente naquele momento, pode ter a profunda certeza de que já teria arrancado Quinn da lanchonete e pecado com ela no carro mesmo, amassada ao volante.

Depois de mais provocações regadas a olhares e cutucões por debaixo da mesa que acabava nos fazendo rir feito duas crianças, fomos para casa. Beth estava animada com todas as coisas que havia ganhado e saiu correndo pela casa para mostrar tudo para sua '' abuela'' na cozinha.

–Olha, abuela, o que eu ganhei- ela gritava com seu sotaque mais arrastado do que tudo na vida, animada em sua corrida até a senhora minha mãe com um leão de pelúcia sendo enforcado nos braços.

–Que lindo, hija.

–Spasibo! Foi a San que me deu- mamãe a colocou nos braços para poder ver melhor o bichinho- Me lembra o tio Rob.

–O que eu lembro?- Rob questionou, entrando todo suado e sem camisa na cozinha.

–Este leão de pelúcia. Tem o cabelão laranja igualzinho o seu- Quinn, mamãe e eu rimos da cara de descontentação que o caçula fez.

–Eu te disse pra cortar esse cabelo, Simba. Vai acabar assustando as criancinhas.

–Simba é teu... — olhou para Beth que o encarava com aqueles olhões esverdeados e com um sorriso encantador desenhado em seus lindos lábios rosados. Ele pigarreou sem graça, cortando seu próprio protesto pela minha chacota-Uhmm... Simba é um nome legal pro seu, ahh, leãozinho de pelúcia, urrr, bem... Fofinho- ele dizia coçando a cabeça, todo torto de desconcerto, o que me fez quase ter um enfarto de rir.

–Cabeção... Ai, Quinn!- reclamei depois do beliscão que tomei no braço por minha namorada.

–Não caçoe de seu irmão- ela me olhou feio. Lhe devolvi um bico chorão pelo beliscão.

–Malvada- choraminguei, esfregando a mão no lugar dolorido. Rob passou rindo de mim.

–Achei foi bom.

–Eu te... — fui lhe reprimir com um cascudo, mas recuei a mão quando Quinn quase me fuzila com o olhar por isso. Ela era terminantemente encantada pelo meu irmão caçula.

–Foi castrada, ihuuu- ele zombou ao meu ouvido, saindo correndo logo em seguida.

–Pode correr, mas uma hora eu te pego, filhote de mico-leão dourado- cerrei o punho, o balançando sobre a cabeça. Rob não podia esperar pelo o que eu lhe faria- E você, hein! Me desacatando na frente do moleque. Poderia te dar umas palmadas agora.

–Mas sei que não vai.

–Bom, não nesses termos de conversa- falei maliciosa, me aproximando de seu ouvido para sussurrar- Quem sabe entre quatro paredes? Uma boa palmadinha nessa hora pode apimentar o momento. Sou adepta a um pouco de S&M- Quinn soltou uma risadinha sapeca, dando um tapa de leve em meu ombro para que me afastasse.

–O que é S&M?- Beth indagou curiosa, me fazendo arregalar os olhos assim como sua mãe.

–Bom, S&M éééééé... — olhei pra Quinn desesperada- Hum... Sorvete e mostarda. Coisa de adultos, não sabe?

–Eww, adultos têm gostos discutíveis- comentou fazendo careta de nojo- Isso deve ser horrível.

–Não imagina o quanto- eu disse ironicamente, passando por trás de Quinn e secretamente lhe dando uma palmada safada em sua bundinha deliciosa, que a fez dar um pequeno pulinho surpresa. Ela me olhou boquiaberta e cruzou os braços, gesticulando negativamente com a cabeça com a sobrancelha arqueada sobre meu gesto sapeca. Pisquei marotamente para ela, indo até a bonequinha no colo de minha mãe- Hey, bonequinha, que tal o passeio pelas terras de meus pais que prometi a você? Estou livrinha agora.

– Otlichno, ya by s udovol'stviyem ( Perfeito, eu adoraria). Mama, será que eu posso?-fez um bico adoravelmente pidão para sua mãe que desviou seu olhar pra mim e eu assenti demonstrando segurança.

–Tudo bem, mas tome cuidado e obedeça a San, feito?

– Molodets! (Feito!)- Beth fez joínha alegremente, dando pulinhos no colo de minha mãe que ria muito disso-Spasibo, mama.

–De nada, bebê. E, ah, queria lhe pedir uma coisa- mamãe colocou a pequena Fabray no chão para que fosse até Quinn, que ajoelhou-se para ficar da altura da filha- Sei que vai ser um pouco complicado para você, mas tente o máximo possível controlar o seu russo. Tente mais nosso idioma, pois assim levantará menos suspeita para não atrair seu pai até aqui. Não quer que ele leve você de volta, quer?

– Ne (não)-ela disse rapidamente- Quero ficar com você, mama. Prometo ser menos russa e mais americana- tanto Quinn quanto eu rimos do empenho da miúda loirinha.

–Tudo bem, filha. Nada drástico, vá controlando aos poucos. Estou conseguindo com o meu britânico.

–Verdade, está menos chato e fresco. Nah!- Quinn estreitou o olhar pra mim, que sorri torto pra ela, e depois voltou-se para sua filha novamente.

–Vamos aos poucos, filha. Não precisa tanto. Não se deve negar suas raízes, mesmo que ela não nos agrade muito- acariciou o cabelo da filha e olhou para mim profundamente- Somos o que somos porque devemos ser assim. É por isso que existe o arrependimento. Para nós, seres imperfeitos, podermos voltar atrás com os erros que tanto nos assombra e assim nos tornar pessoas melhores- Quinn sorriu delicadamente para mim e o que pude lhe dar de volta foi a tentativa de fazer o mesmo. Pode parecer que tudo está bem entre nós, mas todos aqueles segredos ainda me incomodavam. Tentava a todo momento não pensar que poderia ter mais por aí, não sei se eu relevaria ou até mesmo aguentaria outro. Amava demais Quinn para perdê-la para algo que eu sequer imaginava- Entendeu, filha?

–Aga, mama- Beth respondeu alegremente, abraçando a mãe e depois passando correndo por mim em euforia- Vamos, San, quero ver os animais.

–Vou já. Não quer trocar de roupa? Use algo mais confortável- ela assentiu e saiu em disparada até meu quarto. Beth era adorável, porém elétrica mais ainda. Quinn falava algo com dona Maribel, então as deixei ali para tomar alguma coisa da geladeira, optando por um suco de abacaxi. Me sentei sobre a bancada para observá-las enquanto tomava meu suco tranquilamente. Quinn estava de costas para mim e de vez em quando me dava certas olhadas nas vezes que era mamãe quem falava. Eu lhe reparava de cima à baixo, dando umas risadinhas baixas ao descaradamente mirar em seu bumbum durinho e ao mesmo tempo delicado, sabendo que com certeza ela percebia meus olhares ali e ficava vermelha por isso. Minha namorada era um ser humano engraçado, gostava de coisas quentes, mas se envergonhava por certas coisas, como quando eu a encarava com desejo.

Quanto mais eu a encarava agora, mais meu coração palpitava louco de amor por ela. Entretanto ele não deixava também de se apertar ao lembrar de tudo que eu estava envolvida, de tudo que eu sou e de tudo o que eu podia ser. Doia em pensar que algo maior ainda me esperava ou quem sabe eu não possa ser feliz com a mulher que amo por tudo isso, pois o perigo do tal David ter êxito em suas falcatruas ou até mesmo os malucos do governo terem acesso a mim, ficava cada vez maior. Sinto que nada vou poder fazer... Mas quem sabe eu possa lutar? Por Quinn, por Beth, Rob e até mesmo por mim? Deus, o que era isso que eu estava sentindo? Pra completar, o pontinho vermelho chato começara a doer novamente. Parece que ele captava preocupação, raiva, dor e por aí ia.

Quinn e mamãe deram uma gargalhada que me fez acordar para o momento presente nessa cozinha. Vieram a minha direção.

–San?- dona Maribel tocou em minha mão, o que me inquietou. Suas tentativas de “carinho maternal" me deixavam assim, recuada.

–Oi- puxei a mão, acariciando com ela a nuca para manter distância de uma evidente dor de cabeça.

–Será que nós poderíamos conversar?

–Uhm, poderia ser em outra hora? Vou sair com Beth agora.

–Por favor, filha, é rapidinho- ela pediu com um olhar pidão doloroso, que eu desviei para meus joelhos.

–Depois, ta? Agora não dá mesmo- ela assentiu com um semblante frustrado e saiu para o quintal.

–Não deveria tratar sua mãe assim, ela ama muito você.

–Dona Maribel leva a gente no papo. Dispenso desculpas repetidas agora, cheia delas até o tampo- cruzei os braços levemente, passando a balançar as pernas em impaciência. Quinn me encarou frente a frente.

–O que foi?

–O que foi o quê?

–Está estranha.

–Eu sou estranha de nascença.

–Não mais que está agora.

–Deve ser TPM.

–Conheço sua TPM e não é assim.

–É gases.

–Não é não.

–Mestruação?

–A sua ainda está longe.

–Hemorróida crônica que incha o saco e deforma o pé, enchendo de pús- Quinn parou de boca aberta, formando em segundos uma careta de nojo.

–Credo, Santana, que nojo- eu ri, pulando da bancada. Aterrissei bem na sua frente e agarrei forte sua cintura, girando-nos rapidamente para prensar seu corpo contra a bancada que eu estava sentada anteriormente.

–Sabe o que eu tenho?- ela negou em um balançar leve de cabeça. Capturei uma mecha de seu cabelo e pus atrás da orelha dela. Meu corpo estava grudado no seu como se tivessem nascido daquela forma, causando um ardor de excitação em meu interno. Sorri de canto maliciosamente, passando o nariz pelo seu e descendo pelo rosto até alcançar o pescoço. Funguei forte ali, sentindo todo seu aroma delicioso que só servia para me atiçar mais ainda. Ela suspirou pausadamente- O que eu tenho... — subi até sua orelha para sussurrar- É a profunda vontade de estar entre suas pernas, provando você sem limites- Quinn soltou um gemido abafado pelos lábios que eu sabia que ela já mordia. Suas mãos se agarraram a minha cintura com força- Te ouvir gemendo o meu nome...- lambi o lóbulo de sua orelha, sentindo seu corpo amolecer cada vez mais em meus braços- E ter seu gosto envolvendo minha língua e lábios- voltei a lhe encarar com um sorriso maroto- Não sabe o quanto é deliciosa, Fabray!- disse rouco,passando a língua por meus lábios. Ela estava vidrada a meus movimentos.

–Ai, San- ela tentou me beijar, mas apenas deixei roçar os lábios aos meus e desci por seu maxilar e o pescoço novamente com o nariz, espalmando as mãos por seu bumbum sem deixar de apertá-la bem contra mim. Quinn deu um pequeno pulo e um gritinho que eu julguei excitado e sexy. Nos fitamos novamente- Touché, Fabray.

–O quê?- dei uma risadinha maléfica e a deixei ali com um olhar vingador pelo o que ela me fez na lanchonete-Ninguém brinca com Santana Lopez... Nunca se esqueça- acenei me despedindo dela, que estava boquiaberta em surpresa- SANTANA!- escutei um grito zangado dela, me segurando pra não ter um ataque fuminante de rir.

It's Santana bitch!

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Depois de um tempo correndo de Quinn, que tentava a todo custo me matar com uma vassoura por minhas provocações e mais ainda quando a vi com a mesma e perguntei se ela iria varrer ou voar, peguei Beth no colo e saí em disparada até o celeiro para lhe apresentar a prima de Rachel e aos cavalos mais a frente. Eram poucos, três apenas. Beth estava lindinha na roupinha que havia escolhido para sair comigo no passeio. Usava um shortinho leve amarelo, com estampa de bichinhos de fazenda e uma blusa de mangas curtas rosa claro. Estava toda charmosa com seu cabelo comprido e loiro completamente solto e uma botinha de couro nos pequenos pés inquietos.

–Vem cá, bonequinha- a chamei depois de analisar bem o local atrás de algo que pusesse a loirinha em perigo e estava tudo tranquilo. Beth pegou minha mão e me seguiu pelo celeiro- Aquela moça grandona ali é a vaquinha Din de minha mãe.

–Olá, Din!- ela acenou para a prima da Rachel de um jeito fofo- É um grande prazer em conhecê-la.

–Tenho certeza que ela sente o mesmo ao seu respeito, bonequinha- Beth sorriu abertamente, balançando sua cabecinha em concordância. Me deu vontade de apertar suas bochechas por tamanha fofura. Deus, criança alguma havia me deixado tão refém de seus encantos. Eita, Santana... Te ferrou legal agora. Mãe e filha te lascando- Agora vamos aos cavalos.

–Eto tozhe!(Que demais!)

–Você vai adorar, vem comigo- fomos caminhando pelo celeiro até uma porta dupla de madeira alta. Deixei Beth um pouco afastada para que eu pudesse abrí-la- Pronto, pode vir- ela veio até mim timidamente e com um pouco de medo. Os três cavalos estavam lá, tão lindos e enormes como sempre- Aquela amarelinha ali é a Sarda. Por conta daqueles pinguinhos estranhos no focinho- Beth os observava admirada- O meio cinza é o Sansão, cavalo do meu falecido pai. Tão grande e onipotente como papai era- foi minha vez de olhar admirada para o cavalo de meu velho. Era como se eu pudesse vê-lo montado com toda sua postura durona e sorriso brincalhão, mas que transmitia poder- E por último, porém não menos importante, Pegasus... Meu cavalo negão- apontei para meu antigo cavalo no qual me dava cada queda de quarto grau, que eu sempre pensava ter um parafuso a menos-Lindos, não?

–Aga, San. Perfeitamente lindos, principalmente Pegasus- seus olhos brilhavam para o cavalo totalmente preto como carvão.

–Esse garotão é lindo mesmo- fui até ele e acariciei sua cabeça- Ganhei ele quando tinha uns oito ou nove anos, era um filhotinho feito feito a fome. Ele é filho do Sansão e da Sarda... A mãe é amarela e o pai cinza, acho que a Sarda tem muito do que explicar. Pulada de cerca nível máster.

–Genética é algo questionável.

–O que sabe sobre isso?

–Apenas que é questionável- eu ri da careta confusa que ela fez. Beth parecia ser muito inteligente, mas como toda criança, acabava ficando confusa com suas próprias ponderações- Mas acredito que seja mesmo. Tio Rob, por exemplo, parece escocês, mas é latino. Um espantalho lindinho.

–Ele ia amar escutar isso- gargalhei já imaginando a cara de invocado que o moleque faria- Mas sim, esse pode ser um exemplo bem colocado. Você é muito inteligente, Beth. Linda e inteligente.

–Não acho.

–Por que?

–Papai diz que uma mulher não pode ser linda e inteligente ao mesmo tempo. Ela nunca é capaz de suprir os dois lados.

–Filho da puta machista!

–O quê?- franziu o cenho pela ofensa e eu tentei consertar com um sorriso sem graça.

–Nada, pensei alto- ela deu de ombros- Mas o fato é o seguinte: seu pai está totalmente errado sobre isso. Uma mulher pode ter infinitas qualidades que mesmo assim conseguirá sustentar todas e muito mais. Nós somos “multi'' qualquer coisa.

–É?

–Claro que é. Quer um exemplo fácil?- Beth fez que sim com a cabeça- Sua mãe. Você acha ela inteligente?

–Claro.

–E bonita?

–Nem se compara. A mais linda de todas- o encanto pela mãe era mais que evidente no brilho daqueles olhinhos.

–Viu? Mulheres são infinitamente incríveis. Vai por mim, você é linda e inteligente como sua mãe.

–Sério?

–Seríssimo- ela sorriu intensamente e me abraçou demorado- Vamos dar uma volta no Pegasus?

–Aga, aga... Spasibo, San. Vai ser demais.

–Vai sim, sente ali enquanto eu selo o nosso cavalo, ta?- Beth acatou indo para o lugar que eu indiquei. Não demorou muito para que Pegasus estivesse devidamente selado e pronto pra montaria. Sentei a pequena na frente e pegamos um caminho logo pelas terras de minha família e pela vizinhança, por riachos e campos verdinhos onde se podia deitar e aproveitar a brisa fresta do fim da tarde. Tivemos um passeio agradável pelo resto da tarde. Beth amou tudo, principalmente por eu ter a deixado guiar o cavalo por um certo tempo. Foi uma ótima experiência ao lado da miúda, algo que eu iria amar fazer com ela novamente e com futuramente um filho de Quinn comigo. Dá pra imaginar um serzinho só nosso? Eita futuro doido, será que um dia terei essa oportunidade?

–Tudo bem, San?- Beth perguntou como se pudesse ler meus pensamentos. Cavalgávamos de volta pra casa em um silêncio confortável, mas minha cabeça não parava um instante, nem a droga do latejar do pontinho chato.

–Estou sim, hermosa. Só pensava.

–Seus pensamentos estão me dando dor na coluna- eu gargalhei demoradamente, deixando um beijo no topo da cabeça da loirinha.

–Você ainda me mata de rir. Acho que nunca ficarei séria perto de ti.

–Isso é bom. Sorrir evita rugas.

–Pois ficarei eternamente jovem perto de você, bonequinha.

–Só me adotar, fácil- outra onda de riso me atacou.

–Tudo bem, eu te adoto.

–Obaaaaaa!- ela pulava eufórica no lombo de Pegasus, o que me fez a segurar pela cintura para não cair- Elizabeth Fabray Lopez. Soa bem, sabia?

–Soa sim- beijei novamente sua cabeça e pus o cavalo pra correr mais rapidamente, pra alegria de Beth, que gritava para ir mais veloz.

Chegamos de noitinha em casa. Estavam todos sentados na porta da casa conversando. Parei o cavalo um pouco mais atrás e desci para depois descer Beth, ajeitando seu cabelo bagunçado pelo vento. Quinn vinha a nossa direção. Eu me abaixei rapidamente para alertar Beth.

–Hey, bonequinha, não se esqueça de que não pode contar a mamãe sobre aquela loja que passamos mais cedo, ta? Não queremos estregar a surpresa, não é?

–Ne, guardarei segredo, San. Juro de mindinho que irei- ela ergueu o dedinho pra mim e repeti o gesto, unindo nossos mindinhos. Beth me beijou na bochecha e saiu correndo em disparada, passando por Quinn- Oi, mama.

–Oi, bebê. Direto pro banho.

–Pro banho- ela acenou enquanto corria e pulou no colo de Rob animadamente, passando a contar-lhe sobre seu dia.

–Hey, vaqueira!

–Às ordens, madame- tirei o chapéu e o levei ao peito em um gesto cavalheiro para ela, que me olhou de cima à baixo.

–Por acaso perdeu a blusa enquanto cavalgava, senhorita?

–O Texas é um lugarzim muito calorento, moça- passei a mão por meu abdomên, imitanto o sotaque texano mais interiorano- Sem falar que posso ter deixado minha blusa no chão do quarto de alguma dama fogosa daqui. Sabe como é: O calor gira a pimboca da parafuseta delas quando me veem.

–Não é nem louca de deixar alguma qualquer tocar no corpo que me pertence- ela me agarrou pela nuca e juntou nossos corpos certificando-se de que ninguém olhava- Estaria em uma enrascada, Santana Lopez.

–Adoro estar em enrascadas, Quinn Fabray. Por você mais ainda- ela sorriu, me beijando sem demora- Quero te amar hoje por toda a noite.

–Espero que esse tal restaurante mexicano me agrade, caso contrário se contentará em apenas me abraçar durante nosso sono.

–Nossa, que malvada!- a loira riu me largando.

–Até mais, amor.

–Inté, moça- recoloquei o chapéu na cabeça, subindo em seguida no cavalo. Ele trotou elegantemente, dando tempo de que me despedisse de Quinn com uma piscadela marota. Disparei dali para mais uma volta em meu negão impecável, para sentir um pouco de vento no rosto, guardando-o em sua casa para descansar. Tinha que me preparar para levar Quinn para sair... Mal podia esperar pelo meu prêmio mais tarde... We are the champions, my friends.

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Chegou a noite rapidamente. Por volta das oito e meia eu já estava linda e maravilhosa à espera de minha princesa, que estava meia hora atrasada. Eu já estava ficando impaciente, como um ser humano demora tanto só pra se arrumar para um jantar simples?

–Que diabos! Ainda está viva aí em cima, Fabray?- gritei do início da escada, reparando que já se passava das nove da noite.

–Calma, San... Mama já desce.

–Me explica o que diacho ela ainda faz aí- Beth riu por minha cara de estresse.

–Não vai reclamar quando a vir- sorriu sapeca e voltou para o quarto. Bufei começando a andar em círculos pela sala.

–Diacho de vida... Eu vou subir lá e...

–Não precisa- Quinn disse no topo da escada- Já estou pronta, Santana.

–Puta que pariu!

Minha boca quase atinge meus pés por tamanho encanto ao ver Quinn daquela forma. Ela estava simples, mas isso não diminuiu a cara de tapada que eu fiz ao me deparar com minha namorada em um vestido de tecido leve em um amarelo clarinho. Percebia-se alguns desenhos florais bordados na ponta do vestido, que ia até pouco antes dos joelhos. Era de alcinhas e estas estavam escondidas por seus lindos e compridos cabelos dourados de cheiro estonteante. Ela estava tão celestial naquela roupa que poderia ter escutado sons angelicais e ver luzes em extremo brilho pairando sobre seu corpo.

–Bom, não sei se isso foi um elogio, mas muito obrigada- ela descontraiu descendo as escadas com uma leveza sobrehumana e parou um degrau antes de mim- Não vai dizer nada?

–Uau!

–Uau?

–Não, um super Uau- a peguei pela cintura e a rodopiei no alto. Ela riu intensamente, batendo em meu ombro para que eu a descesse, e quando eu o fiz, lhe dei um selinho demorado nos lábios- Estás muy hermosa, amor.

–Gracias- ri, pegando-a pela mão para fazê-la girar e me desse uma visão completa de seu corpo.

–Deliciosa- a beijei sem demora, ouvindo um pigarreio mais atrás de Kitty.

–Tem uma criança aqui, Santana cachorra- ela tampava os olhos de Beth, que ria de tudo.

–Cuide bem de minha bonequinha, vadia loira.

–Claro que cuido, latina desvirtuada. Pobre Quinn- nós rimos. Dei uma palmada no traseiro de Kitty, beijando em seguida o topo da cabeça de Beth.

–Tchau, bonequinha.

–Tchau, San.

–Obedeça a titia Kitty, ta?- foi a vez de Quinn dizer, repetindo meu gesto.

–Aga, mama.

–Não a deixe comer besteiras antes do jantar e...

–Tudo bem, loirinha, fora daqui as duas e vão se comer pelos becos. Vou cuidar bem da menininha- ela saiu nos empurrando porta a fora, sem nos dar tempo de retrucar. Não demorou muito e já estávamos de frente ao restaurante mexicano. Abri a porta para que Quinn saísse, da maneira mais cordial que eu conhecia e lhe ofereci o braço para que me acompanhasse para dentro do estabelecimento.

–Boa noite, eu sou Maria e... Espera- a atendente nos interceptou na entrada- Santana Lopez?

–Culpada pelo crime- brinquei levantando as mãos. A atendente sorriu, me puxando para um abraço. Fiz careta sem entender nada e Quinn parecia da mesma forma.

–Não lembra de mim?

–Eu deveria?

–Não sei, o que me diz?

–Absolutamente nada- dei um passo pra trás por segurança.

–É brincadeira, não é?- eu gesticulei que não com a cabeça- Vish... Sou Maria Hernandez... A gente ficou em uma balada de Nova York assim que você chegou. Tirou minha virgindade, lembra?

–Deus do céu!- levei a mão ao rosto em desespero. Oh sorte dos infernos! Virei para Quinn e ela me encarava de braços cruzados como quem esperava respostas- Um... Um grande prazer em rever você Manoela...

–Maria.

–Maria, isso. Foi um grande prazer rever você e... — fiz careta pegando na mão de Quinn- Nossa mesa, por favor.

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Meia hora havia se passado e comíamos em silêncio. Quinn não sabia se comia ou se me fuzilava com o olhar e aquilo já estava ficando desesperador. Resolvi quebrar o silêncio:

–Como está seu prato?

–Não sei, porque não pergunta a recepcionista? Ela conhece bem as coisas por aqui- rolei os olhos pela indireta sarcástica. Resolvi ignorar.

–Aconchegante aqui, não?

–É sim, como deve ter sido na tal festa com a recepcionista virgem, sua despudorada- entortei a boca, deixando os talheres cair na mesa. Aquela conversa já estava me dando indigestão.

–Santa madre de Diós, você não vai encucar com algo que aconteceu cinco anos atrás, não é, Quinn?- ela deu de ombros, se voltando a sua comida- Diós, amor. Eu sequer me lembro disso.

–Ela se lembra muito bem- ela apontou pra moça que nos olhava sem piscar. Bati na testa, preferindo morrer a ter uma dr agora.

–Foi uma época horrível pra mim. Estava perdida, confusa, sem sentido e qualquer demonstração de afeto comigo, eu me jogava de cabeça. Nada do que aconteceu entre mim e outras pessoas me significou alguma coisa. Nada mesmo- capturei sua mão sobre a mesa e a acariciei levemente- Estar com você apaga tudo e todos que um dia conturbaram meu passado. Prefiro sempre pensar em meu futuro ao seu lado. Apenas isso.

–Isso foi lindo, amor- esbocei um pequeno sorriso- Saber que aquela mulher esteve com você tão intimamente me incomoda muito e me desculpo por isso, mas só sei lidar dessa forma com o fato de eu ser mais uma em sua vida.

–Não mais uma... Você é a única e logo mostrarei o quanto te quero- ela me olhou intrigada.

–Como assim?

–Dança comigo?- pedi depois que havia começado a tocar Para tu amor do Juanes. Quinn franziu o cenho porque eu ignorei sua pergunta, mas resolveu aceitar. Levantei e lhe estendi a mão que prontamente foi recebida. Caminhamos até a pista aonde alguns casais já dançavam coladinhos. Girei seu corpo, o que fez esvoaçar seu vestido e a puxei para mim pela cintura, fazendo-a ir moldando seu corpo ao meu. Nossas testas se encontraram assim como nossos olhos logo em seguida e pude ver o quão calma ela parecia agora.

–Acalmou agora?

–Você sempre me acalma- lentamente nos movíamos de acordo com a canção, alisei sua cintura e fui subindo pelo o ombro, cotovelo, até chegar a mão esquerda e a levar até meus lábios em um beijo demorado.

–Isso é bom.

–Procuro acreditar que sim. Isso pode ser perigoso, você me enrola fácil.

–Meu charme- ela soltou uma risadinha pelo nariz.

–Seu jeito galante é um problema.

–Por que?- Quinn uniu nossos lábios por um breve momento e puxou meu inferior até quase estalar.

–Ele vicia- sorri de canto, envolvendo-a completamente em um abraço e beijando a ponta de seu nariz. Afundei o rosto em seu pescoço e deixei que o silêncio de nossos seres se juntassem a música calma que entoavam meus pensamentos unidos a um conceito de uma vontade altamente martelante. Sentia Quinn acariciar minhas costas e beijar meu ombro de maneira descontraída. Não poderia me sentir melhor... Ou na verdade poderia.

–Eu amo você- ela suspirou. Subi o olhar para seus lindos olhos- Deus, amo tanto você.

–Me prove o quanto- aquilo pareceu desafio.

–Isso é fácil...

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–Hummm... Amor, ahhh- ouvia Quinn gemer durante minha sessão de lambidas e sugadas em seu clitóris inchado de excitação. Minha língua logo em seguida começava a trabalhar em sua entrada... Indo e voltando até deixar que os dedos lhe torturassem agora em carícias sensuais em seu ponto pulsante- Não faz isso, amor. Dentro, por favor.

–Hum, é educada até no sexo- ri de minha própria piada, subindo até sua boca e fazendo menção de beijá-la. Estávamos em um quarto de motel, no qual encontramos pela estrada e decidimos que seria ali mesmo aonde nos tomaríamos uma para a outra o quanto o corpo precisasse.

–San, não brinque agora. Preciso de você.

–Farei o que quiser- ela foi me beijar, porém a parei- Mas... Quero que faça algo para mim antes.

–O-O que?

–Eu quero que se toque para mim.

–Céus, ficou doida?- eu ri diabolicamente.

–Muito doida de tesão por ti. Então?

–Quer que...

–Você se toque pra mim? Sim. Tenho um feitiche com coisas assim. É sexy... Caliente.

–San... Não, eu... Eu tenho vergonha- sorri intensamente por seu rubor. Estava adoravelmente vermelha.

–Hey, relaxa... Sou eu, sua namorada. Isso chega a ser natural, pedir que a namorada se toque durante o sexo- Quinn mordeu o canto dos lábios, receosa- Fique tranquila... Te auxiliarei.

–Céus!- exclamou chocada ao me ver subindo ainda mais por seu corpo e a beijando com audácia. Capturei sua língua e a envolvi com a minha deliciosamente, usando e abusando do gosto de sua boca. Delicadamente peguei suas mãos e levei para seus próprios seios.

–Começa aqui... Se incite, faça ansear o toque mais profundo- eu fazia com que ela apertasse os seios, o que a fez entreabrir os lábios por apreciação ao toque- Bom, não?

–Aham- mordi seu lábio superior e fui descendo a mão por seu abdomên até sua intimidade, explorando ali até sentir sua excitação gritante.

–Sinta isso- peguei sua mão e substitui pela a minha- Toque aonde se sinta ir se realizando... Aonde te fizer ter prazer.

–Ai, San- ela aprofundava o toque e gemia por isso. Me ajoelhei na cama para curtir meu trabalho com sucesso. Quinn tinha as pernas dobradas na cama enquanto acariciava o clitóris e escorregava hora ou outra para seu interno- Assim?

–Bem assim, meu amor- eu mordia o lábio inferior com força, me deleitando sem limites da cena onde Quinn se tocava em minha direção e gemia intensamente de olhos fechados.

–Ai, San, eu amo você, hummmm -um gritinho fino, como quase um choramingo, escapou de sua garganta.

–Eu amo você também, minha loira- beijei seu joelho, agora levando o olhar até sua feição de prazer.

–Estou quase.... Oh, céus!

–Espera, agora é comigo- tirei seus dedos do trabalho árduo em sua gostosa intimidade e passei a língua por toda sua extensão até sentir seu corpo tremer em um orgasmo majestoso. Aproveitei seu estado úmido ali e juntei meu clitóris ao seu em uma calvagada que fez Quinn gritar e fungar forte, se agarrando sem pudor a minhas costas com as unhas como um felino faminto. Antes que eu começasse a me movimentar, ela fez força para sentar em meu quadril e rebolou sem pudores ali. Ia e voltava me fazendo arquear o corpo em sua direção e morder seu ombro- M-Mais forte, amor.

–San... San, hum- ela aumentou seus movimentos e logo eu abocanhava um de seus seios com volúpia. Aquilo esquentava cada vez mais e o friccionar de nossos corpos só ajudava nesse aumento de temperatura. Senti meu interno ir se comprimindo e sem demora um orgasmo estrondoso me alcançou e em seguida a ela que caiu em meu peito em um estado intenso ofegante- Você ainda me matará, latina.

–Espero que seja de prazer, minha gata- beijei o topo de sua cabeça e ela riu- Sabe, Quinn... Eu te amo. E nada mais em minha vida se resume a outra coisa se não for você.

–Amo você também, meu amor.

–Eu sei, amor, mas eu quero deixar claro o quão eu te amo e o quanto ainda quero te amar mais e mais- me ergui um pouco para quase sentar, tendo agora Quinn deitada em meu abdomên, me encarando confusa- Eu sei que em vista a tudo que está nos acontecendo ultimamente e por tudo que sou, por tudo que tenho e pelo o que você tem, isso possa ser taxado como loucura, mas Quinn... Eu sou louca por você, completamente apaixonada por cada parte sua, inclusive sua filhinha tão doce e linda quanto você e não sei se aguentaria ficar sem vocês ou não ter a certeza de que eu sempre as terei.

–Amor, o que...

–Espera, preciso que me escute- a interrompi, puxando minha jaqueta jogada ao lado da cama para tirar algo de lá- Sinto que até os monstros precisam de alguém e você é esse alguém pra mim, então, Quinn... — peguei uma caixinha de veludo preta e a abri na sua frente, deixando amostra duas alianças delicadamente desenhadas como asas de prata, com pequenas pedrinhas brilhantes que dava um charme a mais para as peças. Quinn arregalou os olhos, levando a mão à sua boca encarando os anéis e depois a mim- Lucy Quinn Fabray... Você me daria a honra de ser minha esposa?- notei que uma lágrima escorria por seu olho- Casa comigo, loirinha?

Notas finais
E aí, galera, o que vocês acham? Brigadão a todos. Paz!