Ligadas pelo destino

18 Capítulo 18- Quando o desejo fala mais alto


Notas iniciais
Hey! Todo mundo ok? Capítulo novo e desculpa a demora. To tão enrolada com umas coisas aqui, gente. Vai ter dias que vão demorar bem mais e já peço mil perdões adiantados. O capítulo não ta tão grande por conta do meu tempo escasso, quase nem to conseguindo dormir e tirei esse tempinho pra não deixar vocês sem capítulo esse mês. Espero que gostem eu... Gente, confesso que fiquei vermelha quando li o capítulo já todo pronto. Fiquei com vergonha,mas espero de verdade que gostem. Queen Snixx, dedico esse capítulo a você, que me ameaçou a ponto de tirar meu sono kkkkk To brincando..Sua simpatia é inestimável e valorosa. Agradeço o carinho e espero que goste. Nicks Rose também, valeu pelo incentivo. Outra flor maravilhosa. Leiam as notas finais, please. Curtam aí:

POV Quinn

Loucura.

Se procurar essa palavra no dicionário irá encontrar vários significados, mas apenas um descreve esse momento: Insanidade. Era assim que eu estava me sentindo... Totalmente insana... Santana me deixava assim. Até mesmo quando apenas me olhava. Aquela mulher é quente! Um calor que o corpo clama sentir... Os toques precisos que o espalha por todo meu ser, me fazendo esquecer que posso respirar, por que ela me toma isso também... Todo ar de meus pulmões.

Sua boca é como uma seda molhada, macia e que deixa rastros de excitação por cada ponto que toca de minha pele... É uma fruta do pecado, gostosa como o morango mais doce do universo e precisa como uma ave de rapina, pois majestosamente é conhecedora dos pontos que me levam a loucura em fração de segundos. Seus olhos castanhos escuros, ao me fitar, penetram minha alma e cavam fundo o meu ser, como se analisasse cada ponto de meus gestos e os controlasse com seu sorriso safado torto, que adormecem meu corpo escravizado por aquele olhar em um misto de malícia, desejo e doçura que apenas ela possuía.

Sinto arder de forma gostosa minha pele por onde caminha sua língua e lábios, que beijam e espalham chupadas prazerosas por minhas coxas na parte interna e escorregam até meu ponto pulsante, começando seu trabalho de me enlouquecer cada vez mais quando me tortura acariciando meu clitóris com sua língua, o circulando e o incitando, de uma forma tão perfeita que me fez agarrar sua cabeça incentivando que continuasse. Sem dúvidas alguma Santana sabia bem o que fazia... Sexo oral com ela era coisa do outro mundo.

–Ahh- gritei quando senti sua língua adentrar minha intimidade, com movimentos lentos e suaves que nivelavam para rápidos e fortes, levando minhas pernas a um alto grau de tremor. Arqueei meu corpo para frente para quase me sentar no intuito de obter mais contato com sua língua majestosa e começava a movimentar meu quadril gemendo alto, os repreendendo mordendo meus lábios. Aquilo apesar de maravilhoso ainda não me satisfazia. Fiz com que ela trocasse de posição comigo ficando agora por cima. Santana não parou o que fazia, me dando prazer que nunca senti igual. Apoiei os joelhos na cama para me movimentar sobre seus lábios gostosamente carnudos. Senti suas unhas se cravarem a minhas coxas e soltei um grito baixo, abafado por meu braço em minha boca apoiado a cabeceira da cama que já batia contra a parede causando um som seco- Isso, San, já estou quase!

Ouvi um gemido vindo dela. Suas unhas pareciam querer perfurar a pele de minhas coxas, o que resultou em mais gemidos intensos que se juntaram a um grito de orgasmo se aproximando. E ele veio... Tão forte que apertei sem pudor meus seios, sentindo as pernas fraquejarem e Santana me amparar para não cair para trás.

–Hey, vai aonde?- ela disse em um tom brincalhão enquanto se ajeitava para que eu ficasse sentada em seu colo.

–V-Você não existe!- exclamei com a respiração descompassada. Santana passou os dedos levemente por minha coxa me arrepiando por completo, lançando um olhar safado em minha direção. Ainda estava muito sensível pelo o orgasmo de segundos atrás- Não pode ser de verdade... Eu... Eu estou fora de mim.

–Calma, loirinha... Esse é o efeito Santana Lopez na hora do prazer- se aproximou a milímetros de minha boca, nossos olhos se emparelharam- Tem muito mais de onde veio esse.

–Safada metida- bati em seu ombro e ela gargalhou gostosamente segurando meus braços.

–Só sua se quiser- seu olhar malicioso deu lugar a um tenro, o que fez meu coração dar saltos alucinantes no peito.

–Vem cá- puxei-a pela nuca para um beijo calmo, sem pretensões no começo, por que minhas mãos não conseguiam ficar quietas quando perto daquela latina. Fui escorregando-as pelo abdome perfeito de Santana e encontrei sua intimidade totalmente lubrificada.

–Vai lá... Me use como quiser. Por que sinto que tudo que tenho foi feito por medida a você- a encarei boquiaberta. Tentei formular palavras para descrever o que sentia com aquilo, mas nada veio. Ela levou a mão até a parte de trás de minha cabeça, puxando delicadamente meus cabelos para que nossos rostos ficassem tão próximos que dividíssemos a mesma respiração, enquanto com a outra mão ela conduzia a minha até seu sexo, ditando os movimentos que lhe agradavam- Isso!- ela disse satisfeita com minhas caricias em sua intimidade. Apesar de eu já ter feito sexo com ela antes, ainda me sentia meio perdida com o que fazer nessa hora por que, bom, além de Santana, nunca tinha ficado com uma mulher nesses trâmites. No entanto me deixei levar pelo que eu sentia e queria naquele momento que era retribuir- ou pelo menos tentar- o que aquela latina irritante, mas gostosa, me fez sentir pelo o que perdurou até agora nessa cama.

Eu incitava seu clitóris com a palma da mão, o que a fez ir afastando aos poucos as pernas para que eu tivesse mais espaço. Senti que Santana ficava cada vez mais ofegante de acordo com meu aumento dos movimentos em seu ponto pulsante. Não aguentei e a penetrei logo com dois dedos, elevando a velocidade das estocadas que a induziu a gemer pesado próximo a meus lábios. Desci meu olhar para o que fazia, com medo de estar errando em algo, mas Santana tocou meu queixo para que a encarasse.

–Olhe pra mim... Veja o que me causa, o que me faz sentir... O quanto meu corpo esquenta e grita pelo o seu- gemi pela sensação arrepiante que suas palavras me causaram e toquei seus lábios em um breve espaço deles, apenas pra que ficássemos mais próximas e eu sentisse as reações por completo de seu corpo comigo daquela forma- E-Eu escuto!- disse ofegante. Seus olhos se fecharam como se concentrasse em algo.

–O que?

–Seu coração... Está batendo muito alto- apesar da situação de êxtase que estávamos, não pude deixar de ficar ruborizada por ela flagrar o quão deixa meu coração descontrolado até pelas mais simples palavras carinhosas ou provocantes que só ela era dona. Abri os olhos com medo do que viria e pude flagrar um sorriso gabola desenhar seus lindos lábios carnudos que nesse momento eu tinha vontade de morder- Não se preocupe- ela abriu os olhos e me encarou- Não está tão diferente do meu- e foi com essa frase e sua ação de colocar minha mão livre em seu peito para que sentisse seu coração, que senti seu ápice ser alcançado e meus dedos se banharem por seu líquido único de prazer.

Beijei sua boca para abafar seus gemidos intensos, aproveitando para prová-los mais uma vez... Era um vício que me assolava agora... Aquela boca. Santana conforme nos beijávamos ia se deitando comigo sobre si. Suas mãos desciam por minha cintura e paravam no bumbum, o arranhando excitantemente. Me encaixei em seu quadril de uma forma que nossas excitações se encontrassem, causando um atrito gostoso, porém meus movimentos eram devagar, apenas pra aproveitar aquele encaixe perfeito de nossos corpos.

–Está ficando boa nisso!- ela comentou com a voz em uma perfeita rouquidão sensual. Seus dedos de uma mão enrolaram-se a alguns fios de meu cabelo e ficaram brincando com eles preguiçosamente.

–Se isso for um elogio, fico agradecida- ela sorriu.

–Foi sim. Mas... – senti uma onda de arrepios pelo corpo quando ela arqueou um pouco o seu causando um atrito maior entre nossos clitóris- Ainda vai ter que treinar muito pra me acompanhar. Porém, como sou uma boa garota, deixo que me use pra isso.

–Muito obrigada, ó super gentil Santana Lopez- retribui com sarcasmo e ela gargalhou. Santana soltou meus cabelos para deslizar os dedos por minha nuca- me arrepiei miseravelmente por isso- e foram até meu queixo, puxando-o para que eu a beijasse. Nossas línguas se envolviam em uma dança sensual e prazerosa... Os corpos se moviam em um frenesi embriagante, sentia que o corpo já gostosamente quente de Santana aumentava cada vez sua temperatura, queimando agora todo o meu ser. Podia ser pelo alto grau de excitação que eu tinha agora e poderia estar fantasiando isso, mas que se dane... Que ela me queimasse agora.

–Será que quando eu acordar amanhã terei a honra de encontrar a senhorita ao meu lado?- ela perguntou brincalhona, aplicando beijos curtos por meu queixo e descendo para o pescoço. Eu ri e mesmo sabendo que ela de alguma forma brincava, sabia que aquilo também era uma indireta por nossa primeira vez. Eu acabei ficando tão assustado pelo o caminho que estava se dando nossa relação, que fiquei presa dentro de mim, flutuando em pensamentos por aquela imensidão gelada que se dava da floresta frente a casa.

–Claro, por que da última vez, depois de tudo que aconteceu, pensei que fosse a última que teríamos- Santana apenas deu um sorriso leve e me puxou para um beijo intenso, mas com muito sentimento envolvido, eu sentia isso. Me assustou, por que algo aqui ainda se questionava o que eu tinha por ela, mas essa noite... Nossas mentes estavam conectadas com nosso próprio universo.

////////////////////////////////////////

Tivemos uma noite incrível... Deus, nunca havia sentido sensação igual! Melhorava a cada vez que nos tínhamos. Quando acordamos pela manhã acabou rolando novamente, Santana com aquelas brincadeiras que me davam vontade de matá-la foi se transformando em provocações e quando me vi já estávamos transformando nossos corpos em um só novamente. Fazer o que... Aquela mulher, por mais que eu odiasse, possuía algo que me puxava como um imã desgraçado. Eu não queria, mas foi acontecendo. Era algo a se conversar, porém melhor não agora. Principalmente com ela toda carinhosa e sapeca me aplicando beijos no pescoço, sentada atrás de mim em um abraço aconchegante.

–É... Isso realmente é muito bom!- comentei capturando suas mãos e a ouvi rir apertando o abraço.

–É sim... Muito bom- afastou meus cabelos para o lado para que pudesse depositar um beijo na lateral de meu pescoço. Funguei deixando um sorriso preguiçoso desenhar meus lábios. Quem nos visse dessa forma diria que éramos um casal de muito tempo. Mas nem um ou outro- Sabe, Fabray... Não sei, depois do que rolou, várias vezes, devo ressaltar... — sussurrou essa parte a meu ouvido de forma maliciosa que arrepiou os pelinhos quase imperceptíveis de meu pescoço- Eu... Hum... Queria saber o que temos.

–Como assim?- torci meu pescoço para o lado para olhá-la de canto.

–Bem, Fabray... O que somos agora? Ficantes, enroladas... Um casal- suspirei pesado para responder.

–San... Não estraga o momento, vai. Já conversamos sobre isso, ainda tenho que analisar umas coisas , rever alguns conceitos... Hey!- deitei a cabeça em seu ombro direito para poder encará-la. Santana tinha um semblante frustrado, me odiei por isso... Por ter tantas coisas travando em relação a ela e a coisas de suma importância que tenho que colocar acima de tudo. Até de meu encanto por aquela latina. Oh, Deus, como está sendo difícil ter que ignorar o que eu não devia!- Me desculpe por isso. Sei que isso de alguma forma magoa você, mas é o que posso oferecer agora.

–Não, tudo bem. Você pediu um tempo e eu disse que daria. Firmo o que disse naquela manhã na sacada... Sou persistente, vou te provar que posso ser o que você precisa- ela acariciou minha bochecha com o polegar. Mais uma vez havia me deixado sem palavras para argumentar qualquer coisa que fosse. Optei por apenas capturar seu queixo com os dedos e bicar seus lábios intercaladamente- Olha, eu me contentaria com mais uma rodada de cosas calientes nessa cama- disse sugestivamente mordendo uma de minhas bochechas.

–Não, senhorita Lopez- empurrei seus ombros para que se afastasse e me virei para ajoelhar a sua frente- Apesar de eu ter adorado tudo que aconteceu entre nós ontem e consequentemente hoje, quero realmente saber como conseguiu sair daquele lugar.

–Sério, Fabray? Vamos deixar isso pra lá... Já passou- ela fez bico, que achei terrivelmente adorável, mas queria mesmo estar a par da situação de ontem. Eu precisaria para... Vamos deixar isso quieto.

–Não, San... Me conte, por favor- fiz pose de durona. Santana revirou os olhos no mesmo instante que cruzava os braços e se encostava a cabeceira da cama.

–Pois bem, loira... Se é o que quer...

POV Santana

Flashback do encontro entre Santana e os homens de Karofsky

Assim que deixei Quinn com Rob em segurança, rumei para onde a confusão ainda se alastrava. Era tanto tiro cego que acho que nem aquele bando de urucubaca sabia em quem estavam atirando. Ainda com arma que o garoto havia me arrumado, eu arranjei pentes novos e corri tentando não ficar furada feito uma peneira latina. Mais a frente dei de cara com um dos capangas de arma apontada em minha direção e por céus... Dessa vez agradeci por eu ser desastrada e tropeçar em um sapato de algum infeliz que já tinha ido conversar com São Pedro, pegando de raspão perto de minhas costelas. Posso ser idiota, mas sou uma idiota que fica viva.

Ao cair, rapidamente revidei o tiro que acertou seu quadril e o fez cair mais a frente gritando de dor. Confesso que isso não me deixava bem, não mesmo. Machucar pessoas nunca foi meu objetivo, apesar de estudar artes marciais desde muito cedo. Eu sabia que aqueles homens estavam ali por ordem de um que não valia o que o cachorro enterra depois de fazer, mas era minha vida ou a deles e mesmo eu não tendo um lugar dentro do meu próprio coração por mim, teria que me manter a salvo por Quinn que eu torcia para que tivesse bem longe daqui agora.

Comecei a correr em direção onde Bilbo estava agora pouco no intuito de lhe encontrar, mas o arregão lá fugiu feito a tia Filó em promoção de quiabo. Me preocupei pois ele estava com o próximo chip, teria de encontrá-lo custe o que custasse. E por incrível que pareça, dando um tapa na cara do meu azar, avistei o chip caído alguns metros de mim. Acho que o maricas do tal Bilbo havia o deixado cair quando fugiu, o que me alegrou... Mas não por muito tempo. Teria de passar por uma porrada de caras, sendo que a metade era do capeta e a outra da mãe do próprio. Tentei fomentar ideias na minha cabeça atormentada agora, dando paradas uma vez ou outra pra acertar o pé de alguém que tentava se aproximar.

Depois de mais um capanga cair quando eu o acertei, avistei um cabo suspenso após uma mesa de testes que daria certinho para que eu pousasse onde o chip estaria. Uma puta de uma loucura, mas fazer o que? Teria que dar uma de Jane sem Tarzan mesmo. Esperei o momento certo e quando o caminho foi liberado, rasguei na carreira alucinadamente até mesa, ouvindo zumbidos de balas próximas a meus ouvidos. Eu derrubava alguns pelo caminho e acelerava o passo, quando dei por mim já tinha subido na mesa em um pulo e me agarrado a corda projetando meu corpo em um balanço forte pra pegar mais velocidade. Cara, quando eu vi dois capangas me esperando na aterrissagem, me senti a Miley Cyrus naquele clipe da bola de ferro que ela fica lambendo marretas ninfomaniacamente. Gente, aquela menina foi de Hannah Montana à Rita Cadilac em um revirar de olhos:

– I CAME IN LIKE A WREEEEECKING BAAAALL- gritei, dando com os pés nos peitos deles. Caí em uma cambalhota desajeitada que me fez parar de pernas pro ar na escada- Ai, tenho que parar de assistir esses clipes- resmunguei levantando com as mãos nas costas- Devo ter tacado sal no sapo da Xuxa pra merecer essa labuta- peguei o chip rapidamente. Mais tiros vieram a minha direção, corri para detrás de um armário para me proteger. Minha cabeça latejava. Zumbidos tomavam meus ouvidos e já me sentia desgastada pela correria pra me manter viva. Olhei para os lados e vi que todos estavam ocupados por meus eminentes algozes. Em minha cabeça mil e uma coisas passavam ao mesmo tempo, menos a que eu mais queria agora: Sair dessa house of the capiroto.

–Por favor, senhor, me dê uma luz- mal eu disse isso e um frasco de uma substância inflamável caiu em minha cabeça- Ai, caralh... Desculpa, senhor. Obrigada- massageei o lugar atingido, tomando o frasco em mãos e o destampando. Como não tinha isqueiro comigo, atirei próximo ao gargalho que automaticamente pegou fogo. Tomei cuidado pra não fazer parte literalmente da música Girls on fire da Alicia Keys e calculei a distância certa pra acertar as outras substâncias expostas nos armários. Rapidamente ateei fogo a um pedaço de pano para servir como acendedor e atirei o frasco no lugar mais próximo a mim que sem demoras fez uma chama alta, se espalhando para as demais. Peguei mais um frasco e aproximei do pano para acendê-lo, jogando-o no seguindo armário. E foi assim com as restantes. Pegava, acendia e jogava nos lugares que seriam propícios a chamas. Quando olhei pra trás vi a loucura que eu tinha feito, mas que danasse tudo mesmo. Só tinha agora que achar um jeito de sair daqui.

Vi uma brecha e corri. Muitos tentavam escapar das chamas e acabavam presos nos destroços que iam se formando. Eu procurava nem olhar pra trás, pulando sobre coisas em chamas e esforçando meu corpo para que desse o máximo para sair dali. Um cara meio que pegando fogo veio na minha direção. Corri no sentido oposto que havia uma mesa empatando a passagem. Respirei fundo e escorreguei de joelhos por baixo, o que me deu espaço pra me locomover mais livremente. Vi que as chamas já estavam próximas aos cilindros de gás propano e me desesperei. Ia ser um belo CABUM e eu não queria estar aqui pra presenciar. Avistei uma janela e no seu rumo eu me toquei, usando uma cadeira como apoio para saltar por ela. Deu tempo apenas de proteger o rosto do vidro que se partia em mil pedaços. Eu sei lá onde eu tinha caído, só senti um troço furando meu traseiro. Corri apressadamente para ficar o mais distante possível da casa e antes mesmo que eu percorresse alguns metros, a força de uma explosão me jogou longe. Sorte que eu desviei meu percurso para uma piscina que tinha por perto.

Do fundo pude ver destroços sendo lançados ainda pegando fogo. Desviei de muitos que afundaram na piscina, minutos depois submergindo para pegar fôlego. Nadei até a borda e descansei minha cabeça ali ofegante. A casa inteira estava aos pedaços. Agradeci internamente por ter saído ilesa, toda desmontada, mas saí. Agora era só voltar pra loirinha.

Andei pela estrada até a casa do papai por horas. Minha boca estava seca e quase roxa pelo frio excessivo. Minhas roupas jaziam ainda úmidas, o que só piorava a situação. Abracei meu corpo o quanto deu, imaginando o quão quente estava com Quinn na noite anterior, me arriscando a dizer que foi a melhor de minha vida apesar do fora que eu peguei no dia seguinte. Senti que meu corpo desfalecia, mas não ia desistir... Coloquei na cabeça que mostraria a Quinn que posso ser alguém pra amar, apesar de meu histórico amoroso, mas eu iria provar isso. E o primeiro passo: Sobreviver a esse frio do Alaska. Tava bem ‘’alaskada’’ mesmo. Piada sem graça, mas era a realidade. Depois de vários pedidos de caronas negados, um senhor enviado do céu me ajudou a chegar em casa. Nem me lembro mais depois que entrei no carro. Acho que disse o endereço depois apaguei. Estava exausta, com fome, com frio, machucada, sangrando, molhada e com uma vontade doida de dar na cara daquele maldito Karofsky. Deixe estar, o que é dele está guardado. Vou fazê-lo comer o pão que o diabo dançou axé em cima. Me segura, me segura... Tudo bem. Já acalmei.

Enfim, com o chip na mão, toda desgraçada parecendo uma mendiga, mas amando como uma miserável, cheguei em casa. Quando Quinn saiu por aquela porta e pude olhar em seus olhos mais uma vez, poderia morrer que alcançaria o paraíso aonde quer que eu fosse.

Fim do flashback

–Bom, e o resto você já sabe- eu finalizei com uma expressão de alívio no rosto, mas também de culpa. Em mim pesava agora todas aquelas mortes do galpão. Certo que eram pessoas más de alguma forma, porém ainda eram seres humanos como eu. Quinn tinha um semblante de preocupação e tristeza. Tocou meu rosto delicadamente.

–Sinto muito pelo o que passou. Por você e por meu antigo professor. Eu não queria...

–Não foi você que causou tudo isso, então não se desculpe- Quinn sorriu fraco e me abraçou- Está tudo bem?

–Mmm, me acompanharia em um banho?- ela fez uma careta intrigante, como se algo estava errado. Eu engoli o sorriso malicioso que quis se formar pela pergunta e encarei com o cenho franzido- Preciso contar algo a você.

–Por que não me diz aqui mesmo e agora?- indaguei desconfiada. Ela segurou minhas mãos e entrelaçou nossos dedos.

–Por que preciso te relaxar primeiro- apesar da intriga toda, não pude deixar de sorrir de seu jeito tímido de falar isso. Concordei com um gesto de cabeça e a acompanhei. O que quer que fosse eu enfrentaria por ela.

///////////////////////////////////////

Eu tinha Quinn encostada ao box do banheiro agarrada a minha cintura com a unhas fincadas ali. Meu braço direito praticamente abraçava sua nuca, prensando nossos lábios intensamente um no outro, assim como estava nossos corpos como quase um só. Escorreguei uma mão por seu rosto, barriga e ventre, quando achava que teria um longo e gostoso sexo debaixo do chuveiro, ela me parou no meio do caminho, olhando pra mim séria.

–Temos que conversar!

–Será que não pode ser mais tarde? Tipo assim, mês que vem?- resmunguei começando a beijar seu pescoço, o que ela também parou. Me olhou com aquele olhar de matar um- Tudo bem, o que foi dessa vez?

–É algo delicado, mas me foi dado a missão de te comunicar sobre isso- arqueei uma sobrancelha, receosa do que viria. Será que ela pediria pra que eu a deixasse seguir a missão sozinha? Ela não poderia.

–Quinn, não faça isso, não me peça pra ficar longe de você. Eu sei que eu sou uma idiota o tempo inteiro, que não levo nada sério,mas eu...

–Hey, calma!- pediu depositando um selinho demorado em meus lábios- Não é isso.

–Não?- ela gesticulou negativamente com a cabeça.

–Não. Você é sim idiota, prepotente, irritante, gabola, desregrada...

–Hey... Vamos ver quem aqui que faz docinho, sendo mais safada que eu na cama.

–O que?- ela se revoltou- Santana, você me respeite.

–Não foi isso que me pediu ontem- me aproximei com um sorriso safado- ‘’Ah, San, assim. Isso! Mais forte! Hum, rápido. Ahhhhh’’- eu caçoei a imitando.

–Sua cafajeste, medíocre, filha de um repolho- Quinn se zangou ficando toda vermelha de vergonha e quis sair do banheiro, mas não deixei.

–Primeiramente, preciso te ensinar palavrões de verdade. Fala sério, filha de um repolho?- gargalhei brevemente. Quinn cruzou os braços emburrada- Segundo, o que tem de tão importante pra dizer a mim?- Quinn pareceu pensar por uns instantes e depois de um suspiro revelou:

–Rob é seu irmão- arregalei os olhos o máximo que pude.

–Como é que é? Ele é o que?

–Isso mesmo que você ouviu. Ele é seu irmão caçula- ela disse tranquilamente.

–Não... Isso só pode ser brincadeira!

Notas finais
Gennnnteeee, espero que tenham gostado. Foi feito meio na pressa, minha cabeça não anda as melhores e etc e tal. Agradeço a todos pela gentileza e carinho com a história. E aí, como vocês acham que Santana vai se portar com essa revelação bombástica? OBS: Gente, se eu não me engano, no capítulo anterior eu falei de uma fic original que eu tava fazendo sobre zumbi. Bom, quero avisar que eu a excluí. Mas calma, eu a repostei esses dias como categoria glee. A fic será Brittana e Quinntana, o casal principal só se dará no decorrer da fic, de acordo com a aceitação, se o pessoal gostar e tal. Se quiserem dar uma olhada, garanto que não se arrependerão. O segundo capítulo sairá amanhã. Beijo e obrigada..