Ligadas pelo destino
16 Capítulo 16- Entre fogo e gelo
Notas iniciais
Quatro dias de viagem. Esse seria o tempo que estaria confinada a um mesmo ambiente que Lucy Quinn Fabray. Parece que isso faria parte de minha vida agora: Fugir, me esconder, lutar por ideais alheios e contra o que sinto agora. Às vezes me pergunto por que alguém sofre tanto por amor. Não que seja meu caso, mas acho que deveria ser esse um sentimento de liberdade não de completa prisão e tortura ao coração que se quebra por não ser correspondido. Já me disseram que o amor é como uma semente que se planta e cuida de forma a se colher bons frutos quando esta vir a se tornar uma bela árvore. Mas por que apesar desses cuidados, de zelos infinitos, tal árvore não venha a te favorecer? Você a quis como nunca, deu seu tudo a ela, mas acabou indo contra sua própria existência e te expulsou de sua vida... Cadê a felicidade mútua disso mesmo? Pra mim, um suspiro agoniado vale mais que mil palavras de desespero. O latejar do peito dói miseravelmente. As sombras de um passado inexistente sempre vão te acompanhar, acaba vivendo nisso. É inexistente para as outras pessoas... Inexistente para o universo... E poderia ser inexistente pra mim também, mas nunca é ou será.
Bem, viver é assim mesmo... Um passo de cada vez de olhos vendados. Mas vou continuar a dar cabeçadas na parede até abrir um buraco que me tire de meus pensamentos.
Estar nessa estrada já há dois dias é uma glória altíssima. Quinn e eu só ainda não nos matamos por que alguém por aí ainda conspira pra que continuemos por aqui. Gente do céu, oh mulher azeda! Sangue de Jesus tem poder. E ainda falta quase dois dias de viajem... Uma arma em minha cabeça, por favor!
Os dias se passavam lentos, fazíamos paradas para prosseguir com o treinamento da loirinha e a cada dia minha vontade de dar um hadoken nela só aumentava. Quinn conseguia ser mais impaciente que eu. Ela surtava quando eu ensinava algo que não conseguia, ficava virada no samurai e descontava em quem? Alguém aí adivinha? Eu escutei Bozo aí no fundo... Bééééém, errado, meus queridos... Descontava nessa que vus lamenta a própria existência.
Mais um dia se passava, mais um treinamento que no final me dava vontade de cometer suicídio, e cada vez mais eu me embolava. A loira não aliviava pra mim de forma alguma. Tanto em seu maravilhoso bom humor (só que não), quanto nas provocações proeminentes dela. Aquela proximidade ainda me mataria... Era como estar no deserto do Saara e ter um pote de sorvete a sua frente e não poder se deliciar dele por que ele não se deixava ser deliciado. Meu desejo por aquela mulher começava a doer em mim, mas o que doía mais ainda era o pouco caso do que ela fazia dos meus sentimentos. No entanto estou confusa, de verdade, pelo o que realmente sinto por Quinn. E se fosse só atração? Acho que sempre consegui as mulheres que me interessava e com ela foi diferente... Desafio? Rejeição mexe com os miolos? Fascinação pelo o impossível ou vício por aquela mulher? O que tem nela que mexeu tanto comigo? Nunca me senti assim antes. Imaginação agora foi pras cucunhas.
Horas depois pisamos nas primeiras terras do Alaska. O frio do capeta já nos atingia, o que me fez parar logo em uma loja para comprar roupas quentes pra encarar esse clima daqui. Estávamos na capital do estado, lugar lindo por sinal. O aparelho rastreador de Quinn começou a apitar freneticamente:
–O que foi que deu dessa vez? Mais alguém querendo invadir esse coitado?- perguntei olhando Quinn.
–Não sei dizer 100%, mas acho que ele está indicando algum lugar aqui por perto. Uma espécie de caminho alternativo.
–E isso é ruim?
–Não faço ideia. Aqui marca um sentido diferente ao da análise do chip de Washington- nos olhamos por um instante:
–Bem, só descobriremos se formos até lá- ela concordou me entregando as coordenadas do caminho a ser seguido.
Rodamos por mais alguns quilômetros. O trequinho que localizava os chips ia sinalizando para onde deveríamos entrar e ao que me parecia ia dar em uma floresta mais um pouco distante de Juneau, capital do estado. Me preocupei com esse destino fora de rota, surpresas ruins é o que não falta em nossa situação. Vai que era mais um dos planinhos do russo farofa lá? Sei não, alguma coisa aqui me intrigava. E o mais engraçado disso tudo era a expressão tranquila de Quinn. Estava nem tchum pra situação. Éramos mesmo totalmente o oposto uma da outra. Quando eu nem ligava pra nada ela ficava toda faniquita de preocupação e agora está como se nada estivesse acontecendo... O que aumentava mais a estranheza disso tudo.
–Quinn, isso está me parecendo coisa errada- comentei em hesitação para seguir.
–O aparelho de meu pai nunca se engana, Santana. Ele o programou também com rotas auxiliares para nos mantermos em segurança enquanto o próximo chip não fosse localizado. Confio minha vida a ele.
–Mas sabe que eu não?- ironizei trocando de marcha. O terreno cheio de neve atrapalhava um pouco no desempenho de minha garota. Tinha que trocar seus pneus o quanto antes- O que é aquilo?
–Aquilo o que?
–Ali, Fabray!- apontei para uma espécie de cabana, ou sei lá o que era aquilo.
–Acho que esse é o lugar pelo o qual o rastreador está acusando- ela observava o treco. Eu tinha a sobrancelha arqueada em descrença.
–Esse troço deve estar quebrado. Essa coisa nem está no mapa.
–Já disse que o aparelho de meu pai nunca se engana. Agora siga até ela- disse ríspida. Revirei os olhos. Agora dá pra ver o que eu aguento todo dia.
–É pra já, madame- caçoei acatando o pedido ‘’gentil’’ dela.
Quanto mais nos aproximávamos, mais a tal cabana parecia assustadora. A madeira que a compunha tinha um aspecto velho e mal cuidado denotando abandono ou desleixo de quem morava ali... Se é que algum ser humano moraria naquela casa dos horrores. Era um bom cenário para um filme de alma penada. Dios! Sinto que se entrasse encontraria na sala uma televisão com o vídeo da menina do Chamado e no quarto, no segundo andar, estaria a do Exorcismo. Com a cara rachada, vômito verde e tudo mais.
Parei de frente a entrada, meio hesitante pra continuar:
–Vamos, Santana. Está esperando o que, um convite?- Quinn perguntou quase me empurrando para dentro da casa.
–Nem morta eu entro nisso aí- eu impulsionava meu corpo pra trás, tentando me desvencilhar dos braços da loira e ela não desistia de querer me fazer entrar- Me larga, Fabray. Só entro nessa bagaça se um padre benzer antes, caso contrário... Nem a pau, Juvenal.
–Santana, deixa de ser infantil e entra logo- ela aplicava mais força em minhas costas e eu já estava agarrada a um dos alicerces.
–Já disse que não vou entrar aí- abracei o alicerce e Quinn agoniou-se. Pensou por um instante e deu sorrisinho de canto. Senti seus dedos em minhas costelas e já imaginava o que viria em seguida... Cócegas do caramba- Assim é golpe baixo, Fabray, me larga.
–Não, vamos logo- já me contorcia toda no ponto de morrer de tanto dar risada e ela não me soltava. Não consegui segurar e soltei o apoio caindo de barriga no chão. Quinn segurou em meus pés e começou a puxar na direção da porta:
–Hey, isso é sequestro, Fabray! Alguém me socorre, por favor- eu gritava agoniada. A loira ria as pancas dessa situação de retardo minha. Não sei se eu ficava com medo ou a acompanhava nas gargalhadas. Ela abriu a porta e me arrastou para dentro. Quando me soltou, tratei logo de ficar em pé e analisar tudo aquilo com o olhar, por que coragem pra dar um passo era a grande- Você me paga por isso, Barbie britânica- apontei pra ela ameaçadoramente. Quinn deu de ombros dizendo que não estava nem aí. Antes que eu rebatesse, notei seu olhar impressionado pelo interior da cabana, casa, casebre... Ah, o capeta daquilo onde entramos. Arqueei a sobrancelha esquerda e resolvi acompanhar o olhar da loira, ficando besta com a visão.
Por dentro era um bilhão por cento diferente do que era por fora. Era totalmente organizada, com cada móvel bem localizado por ela. Tinha um ar clássico com lustres, lareira e um piano perto da janela mediana com cortinas amarelas. Fiquei mais que impressionada. Me deu até uma certa taquicardia que me fez levar a mão ao peito, abrindo e fechando os olhos na tentativa de validar o que estava vendo.
–Fabray!
–Oi, Santana- Quinn parecia maravilhada com tudo.
–Está vendo o mesmo que eu?
–Bom, se estiver vendo o paraíso das decorações clássicas... Então a resposta é sim, estou vendo o mesmo que você.
–Puxa vida!- levei a mão a meus cabelos, os afagando ainda incrédula por aquilo tudo. Parece que cada vez mais as coisas estranhas iam se desenrolando- Caramba, de quem será que esse paraíso?
–É seu!
–O que?- virei bruscamente para olhá-la é e a encontrei com um envelope em mãos- Que brincadeira é essa, Fabray?
–Falo sério, minha cara. Essa casa pertence a seu pai e consequentemente a você agora.
–Mas como... E-Ele nunca me falou nada dessa casa. É impossível, ele sempre me contava tudo.
–Contava mesmo?- ela instigou, me entregando o envelope. O peguei hesitante, abrindo-o com cautela. Era outra carta de meu pai.
‘’Filha, primeiramente lhe peço desculpas novamente por minha omissão de muitas coisas. Sinto por estar descobrindo tudo dessa forma tão peculiar, mas é de total precisão que fosse assim. Essa casa foi algo que construí pensando em seu futuro, em sua proteção e mais ainda no seu bem estar. Ela é afastada da cidade, camuflada com uma fachada mal cuidada e um ótimo lugar pra se descansar da vida rotineira. É segura e estando aqui dentro nada pode ser rastreado, só é preciso cautela em tudo que fizer. Essa casa é sua, minha nuvenzinha. Faça dela o que quiser e nessas circunstâncias que te impus, ela será um fator importante na sua jornada. Proteja-se aqui, fique bem, por favor. Amo você mais que tudo no mundo!
Pra sempre seu.
Papai’’.
–Pelo visto o pai que eu conhecia é uma completa incógnita- comentei sentindo meu peito contrair de sensações e sentimentos bagunçados. O que eu sabia era tudo mentira. Quanto mais eu cavava, mais aquele buraco se enchia de terra- O que tem mais por aí, hein? Você por acaso é minha mãe, Fabray?- ironizei com minha própria tragédia de vida. Mas é rindo pra não chorar, meus caros.
–Você tem que parar com isso, Santana- Quinn disse séria- Precisa lidar com as coisas como devem ser lidadas. Você vê brincadeira em tudo. Já é adulta, aja como tal. Isso não é saudável pra você, recolhendo sentimentos.
–Olha quem fala de ‘’recolher sentimentos’’- fiz aspas com as mãos- É mestre nisso, Fabray. Pelo menos eu consigo levar minha vida em frente de cabeça erguida. Você se fecha nesse seu mundinho de superioridade e manda um forte ‘’foda-se, Santana’’ por aí. Não me venha com lições de moral sobre isso. Não seja o sujo falando do mal lavado.
–Você entende muito mal as coisas. Não é nada disso.
–Ah, não é? O que é então? Me explica por que estou ficando maluca aqui- perguntei me aproximando dela, mas deu um passo pra trás sinalizando com a mão para que eu não continuasse.
–Acho bom pararmos por aqui com isso, Santana- limpou a garganta no mesmo tempo em que cruzava os braços com uma expressão séria e sem me encarar- Nós sabemos como isso sempre acaba.
–Por que você se reprime ao que está acontecendo aqui, Quinn. Mas tem razão, é melhor mesmo pararmos por aqui. Já cansei de levar patadas- guardei o envelope no bolso e me pus a andar pela sala, notando uma escada mais ao canto- Se precisar de mim estarei dando uma checada por aí.
–Ok- escutei-a dizer e comecei a subir pelas escadas.
Eram feitas de uma madeira antiga que parecia ter uma boa resistência. O corrimão chegava a brilhar de tão bem polido. Quando cheguei ao topo, finquei o olhar por todo aquele corredor escuro. Apertei o interruptor ao lado de um quadro e a cada luz que acendia no seu decorrer, eu ficava cada vez mais maravilhada pelo bom gosto de meu pai pela casa. Comecei a caminhar pelo corredor observando tudo por onde eu passava, acariciando cada móvel, cada enfeite, cada acessório... Tudo ali me lembrava meu pai. Meu peito já ardia de saudades, pelas lembranças boas que esse lugar me trazia dele, da raiva que eu estava sentindo por ter me escondido tudo esse tempo todo, mas por mais raiva ainda por ter me deixado nesse mundo sozinha.
Fiquei presa em pensamentos como esses por um tempo e, ao levantar o olhar, notei algo em uma porta mais a frente. Me aproximei encontrando meu nome entalhada em uma porta que acho que dava a um quarto.
–O que será que temos aqui?- perguntei a mim mesma, pondo a mão na maçaneta e abrindo a porta com cautela. Meu coração quase despenca do peito com a visão de seu interno. Aquele quarto fora projetado exclusivamente pra mim. Com uma cama enorme a esquerda do lado de um criado mudo feito da mesma madeira que os demais móveis da casa. Em uma estante de frente a minha cama e do outro lado do quarto, encontrei uma vitrola das mais antigas, porém bem conservada. Meu pai era fã de coisas antigas. Compartilhava dos mesmos gostos que ele... Até pelo perigo. Mas o melhor ainda estava por vir. Mais a frente haviam portas duplas, eram transparentes, que jaziam cobertas por um cortina lilás com estrelas... Meu velho sabia do meu amor por estrelas, com essa cor mais ainda... Eita, pai. Abri as portas, davam a uma sacada. A vista dali era incrível, com um lago congelado há alguns metros, em um contraste resplandecido de sol preguiçoso para aparecer. Lindo demais. Tão linda que me fez ser atingida sem dó de tudo de bom que vivi na vida... Sozinha, com meu pai, com antigos amigos e até com a loira intrigante lá... Meu peito ardia, juntamente com as lágrimas que teimavam em escorregar por minhas bochechas. Aí veio o primeiro soluço, o segundo e já não conseguia mais controlar o que está guardado aqui dentro há tanto tempo. Só encostei a cabeça na mão que estava na mureta de proteção da sacada e me deixei desabafar na solidão daquela vista maravilhosa, torcendo para que esse meu estado de rejeição passasse. Gente, isso dói!
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Fiquei quase uma hora em meu quarto recém-descoberto e retornei para junto da loira pancada. Encontrei-a sentada em sua postura requintada em uma poltrona da sala. Quinn tinha todo um jeito de moça bem educada, de boa criação e requintes. Seu caminhar era leve, como se tocar o chão fosse algo apenas imaginário. Tudo nela tinha esse ar de real, como uma dama dos tempos antigos. Amava vê-la caminhar. Mas o que tinha de requintada tinha de intrigante e petulante. Parecia gostar de me ver assim, confusa e com raiva de mim. Mas que... (um monte de piiii). É feio falar palavrão, gente. Essa porra faz mal, não xingue!
–O que achou?- Quinn perguntou me tirando de meus pensamentos.
–O que eu achei do que?- estava meio zonza de tantas descobertas. Quando fico assim tendo a ficar mais retardada que o de costume.
–Lá em cima. Você disse que iria dar uma checada pela casa... Encontrou algo?
–Encontrei sim. Cada metro dessa casa é um perfeito mistério- sentei-me a sua frente em outra poltrona, muito confortável por sinal. Nossa! Há quanto tempo eu não me sento tranquila assim em algo tão macio? Poderia morrer aqui que ia feliz- Sabe, eu fico me perguntando o por que de tudo isso.
–Como assim?- a loira perguntou me dando toda a sua preciosa atenção, cruzando as pernas. Nem vou dizer onde meus olhos foram parar.
–Não sei, isso está me parecendo estranho... Essa guerra toda. Primeiramente que a pessoa que entregou o tal chip ao russo pirado pai que devia arcar com essas coisas toda. Pegava esse pilantra pelas calças e jogava ele por aí pra recuperar esses chips. Ele faz as merdas e a gente que tem que pagar- percebi que a loira ficou inquieta, mordendo seu lábio inferior. Acho que isso era meio que um tique nervoso dela.
–Quem dera fosse assim.
–Por quê?- indaguei intrigada. Algo ali estava me cheirando a coisa errada.
–Por nada, Santana- fez menção de se levantar, mas a puxei para que continuasse ali.
–Você tem que aliviar pra mim, Fabray. Algo em você transpira inseguranças e segredos. Não estou gostando nada disso- respaldei séria. Quinn ora me fitava, ora encarava qualquer outro ponto da sala- Sinceramente, Quinn, ainda tem alguma coisa que eu necessite saber que ainda não me contou? Por que já cansei de surpresas e todo dia está sendo a molecagem com a minha cara.
–Já falei isso pra você nas outras vezes que me perguntou a mesma coisa e volto a repetir: Não, Santana. Não existe nada- me respondeu na maneira mais arrogante e petulante que se possa responder a alguém- Satisfeita?- Hadoken na loira em 3,2... Calma, Santana. Amiga, amiga.
–Não sei, satisfação pra mim remete muitas coisas e na maioria delas tem alguém gemendo meu nome em alguma cama... O qualquer outro lugar que sirva pra apoiar o corpo — lhe enviei um olhar em um misto de afronta e malícia. A loira ficou vermelha, inquietando-se na poltrona e levantou-se logo em seguida.
–Não é coisa que se diga em uma conversa civilizada- falou transparecendo nervosismo. Dei um sorriso de canto, vitoriosa. Adorava causar esses efeitos naquela loira. Isso só me mostrava o quão a deixava mexida com minhas indiretas e investidas, apesar dela se negar a isso. Eu sabia que causava algo naquela mulher... Ainda iria descobrir o que.
–Não, Fabray- me aproximei dela a suas costas e sussurrei em seu ouvido- Isso é coisa que se diga entre duas pessoas em êxtase, entre quatro paredes... Suadas, sentindo o corpo um no outro em um frenesi inebriante. Quando a pele queima de desejo e que a cada toque só esquente mais e mais enquanto as mãos descem e sobem por todo corpo conhecendo o lugar... Trilhando a beira de um colapso de desejo.
–Pare com isso agora!- seu pedido saiu mais como um gemido involuntário. Ela sacou-se para longe de mim, se encostando a porta de costas- Já pedi para parar de brincar comigo dessa forma. Não sou qualquer uma.
–Não, você não é qualquer uma, Quinn- a encarei profundamente para continuar- É única. Como pétalas de uma flor. Diferente, mas de cheiros maravilhosos e de uma maciez perfeita. Pode ser rompida, amassada, rasgada... Mas nunca perde suas perfeitas qualidades.
–Por que está me dizendo essas coisas?- Quinn parecia estremecida. Sua voz estava um pouco falha, como de quem quer chorar. Ousei em tentar me aproximar novamente:
–Você é cega por acaso, Fabray? Não vê o que está acontecendo entre a gente? Essa conexão é mais do que achamos que seja.
–Não- com um gesto de mão pediu pra que eu parasse minha aproximação- Não confunda seus caprichos com sentimentos, Santana. Sabe o que temos que fazer, essas suas brincadeiras de mau gosto só nos atrasarão.
–Chama meu interesse maluco por você de ‘’brincadeiras de mau gosto’’, sua loira cabeçuda?- indaguei incrédula- Cara, eu respiro você agora. Pode me xingar, escarrar, fazer o que quiser de mim... Meu corpo só acende por você. Não vê que eu só te aturo por gostar de você? Quem aguentaria tanto esporro de alguém se não fosse louco fudido por essa pessoa?- ela me encarou bestificada por minhas palavras. Que se dane tudo agora! Falei e falo mais ainda. Ah, to mais nem aí pro que ela vai achar- É o que sinto, Quinn. Sinto que se não colocar isso pra fora possa explodir. Prefiro um milhão de vezes te dando prazer incansavelmente do que reprimindo o que bate por você em meu peito.
–Por que gosta de fazer isso comigo? Isso é alguma espécie de diversão doentia pra você, Santana Texas Lopez?- putz grila! Disse meu nome completo. Agora a porra ficou séria! Prepara as navalhas que vai dar risca faca.
–Nunca falei mais sério em minha vida- afirmei com toda segurança que tinha em meu ser, sem quebrar meu olhar do dela pra deixar bem claro isso- Não é brincadeira.
–Não?! Tentar entender você é um suplício, Santana- passou a andar de forma nervosa pela sala- E a tal loira que encontrei em seu apartamento?
–O que tem a Britt?
–Britt? Até nomezinho carinhoso já deu a ela- pronto, fiquei confusa total!
–O que isso tem a ver?
–Ora o que tem a ver... E a loira do museu também? A tal Lilian- desdenhou com um sorriso de ironia- Me fale a verdade, ficou com ambas não ficou?
–Fiquei- respondi naturalmente- Ainda estou tentando entender sua neurose, Fabray. O que elas têm a ver com nossa conversa?
–Depois de tudo que me falou em minutos atrás tem a coragem de dizer que ficou com aquelas vadias?- parou perto de mim com o dedo levantado e uma expressão de morte na cara.
–Misericórdia, mas foi você que perguntou se eu fiquei com elas e eu fiquei, qual a merda de gato nisso?- levantei as mãos em sinal de confusão.
–Você é tão patética quanto elas, Santana. Uma verdadeira imbecil- girou sobre calcanhares e saiu catando salto porta a fora.
–M-Mas... Eu... Diacho de mulher mais doida, boiei legal agora- cocei a cabeça vendo-a andar a passos mais que rápidos pela neve que ia intensificando conforme as horas passavam. Não ia fazer isso, mas como todo bom capacho, fiquei preocupada com a doida e saí correndo a seu encalço- Hey, pirada, volta aqui. Está muito frio aqui fora e você está sem casaco. Quer pegar um resfriado?
–Se isso me deixar longe de você- gritou sem parar de andar e sem me olhar.
–Oh, Fabray, para de draminha e volta comigo pra casa- pedia em tom de brincadeira, já quase a alcançando.
–Já disse pra me deixar em paz- pegou um punhado de neve, formou uma bolinha e arremessou em mim.
–Ai, cacete! Garota maluca- reclamei limpando minha blusa que fora atingida pela bola de neve- Depois a infantil sou eu né?
–Vai se ferrar, Santana!- Quinn gritou mais ao longe.
–Ah, quer saber, vai mesmo. Tchau, sua maluca. Não vou correr atrás de você- dei de costas e comecei a voltar para a casa, mas algo apitou em minha cabeça... A loira estava indo em direção ao lago congelado e ela não sabia desse fato- Quinn, volta aqui.
–Que parte de me deixa em paz você não entendeu, Santana? Nossa, mas você é... – ela mal conseguiu terminar a frase e o gelo que estava sobre se rompeu, engolindo a loira nas águas geladas do lago.
–QUINN!- gritei desesperada de longe e me pus a correr para salvá-la. Ao chegar no locar, escorreguei de joelho até o buraco pro caso de estar frágil pelo rompimento. A fenda em que a loira caiu já havia se fechado novamente. Comecei a tentar quebrá-la com as mãos, mas não adiantava. Passei as mãos pelo lugar, conseguindo ver Quinn se debater dentro d’água para submergir só que não encontrava lugar pra isso. O desespero me bateu. Ela parecia agoniada, mas pudera não é? Eu respirei fundo para manter a calma e pensar em uma solução rápida para tirar a loira daquela situação. Vi que perto da casa havia uma pá e na maior pressa do mundo corri até e lá e a trouxe pra onde Quinn se encontrava. Fiz um sinal para que ela se afastasse e quando a mesma o fez, bati com força a parte metálica da pá que rompeu o gelo em vários pedaços. Rapidamente puxei a loira pelos os braços e a tirei da água- Pronto, pronto... Eu te peguei. Está segura agora.
–Santana, eu... Eu... – ela dizia muito assustada, se engasgando em um choro que caiu compulsivamente ali, contra meu peito.
–Shiii, você está bem agora. Estou aqui- me ajoelhei ao seu lado- Quinn, tira esse vestido agora.
–O-O que?- me olhou incrédula.
–Está toda ensopada, tira logo- a loira fez uma careta envergonhada e começou a tirar o vestido. Virei o rosto em outra direção pra não causar outro acidente. Tirei a blusa que eu vestia e entreguei a ela- Toma, veste isso e nem ouse se negar- Quinn ainda muito assustada acatou minha ordem e colocou a blusa. Afaguei seus braços para lhe enviar calor e a peguei no colo, o que a assustou- Calma, preciso te tirar desse frio.
A loira silenciou-se. Agarrou meu pescoço e deixou que eu a conduzisse para dentro da casa. Ao entrar, tranquei a porta como certificação. Subi com a loira no colo até meu quarto e a repousei sobre a cama. Sua quietude me assustava, mas preferi a deixar quieta e fui atrás de lençóis quentes para mantê-la aquecida. Caramba, a loira quase vira picolé! Voltei correndo para o quarto e a encontrei parada olhando algo que estava na cômoda.
Consegui ver que se tratava de um porta-retratos que continha uma foto de meu pai comigo.
–Trouxe lençóis limpos- disse colocando-os sobre a cama, fazendo-a me encarar. Quinn tinha uma expressão indecifrável em sua face alva e extremamente linda. Ficava difícil encará-la sem reparar o quão linda e sexy era aquela mulher, principalmente por que estava apenas com minha blusa cobrindo a parte de cima de seu corpo e minimamente a de baixo. Meus olhos a devorava por completo, sem deixar que nenhum pedaço fosse inexplorado por minha visão de tanto desejo- Sente-se bem?- ela apenas acenou que sim com a cabeça e continuou quieta me encarando. Fui me aproximando devagar para não assustá-la ou sei lá o que causaria, Quinn estava muito estranha hoje. Fiquei a sua frente, nem muito perto, mas também não muito longe. Queria que se sentisse a vontade- Tem certeza de que está tudo bem?
–Está sim, San- nossa... Era tão gostoso ouvi-la me chamando assim!
Quinn encurtou nossas distancias levando seus dedos a meus lábios, os acariciando com as pontas enquanto os fitava atenciosamente. Balbuciei algo sem coerência e ela me beijou. Deus, Quinn me beijou! Pela primeira vez não fui eu que a puxei pra isso. Foi um beijo calmo. Ela tocava minha bochecha e a acariciava escorregando para o maxilar fazendo o mesmo carinho com este também.
–Quando eu achei que iria te perder eu... – disparei em um fôlego só. Quinn tocou meus lábios para que eu parasse de falar e sussurrou sobre os mesmos:
–Shiii... Agora não dizemos nada- sério que isso estava acontecendo? Não era um sonho ou algo parecido? Caramba, eu estava ficando maluca.
Depois de me dizer aquilo, Quinn me deu um selinho demorado e deu um passo pra trás. Quando achei que ela iria sair dali me xingando de tudo quanto é nome por provocá-la e brincar, a loira mexeu em meu celular e lá escolheu uma música. Feeling good do Muse começou a ecoar no quarto e... Deus do céu... Essa mulher queria me matar, só pode. Quinn Fabray... A loira mais linda que eu já pus minha visão... Me encarou no profundo de meus olhos e começou a tirar minha blusa de seu maravilhoso corpo de forma lenta, sem quebrar nossos olhares. A mescla daquela melodia tão sensual com os movimentos da loira me deixava cada vez mais perdida nela, naquele ser de olhos que agora projetavam desejo e pecado da carne.
A loira voltou a me beijar, descendo sua mão por meu abdômen até a alça de minha calça jeans (me arrepiei como nunca na vida) e me levou até perto de uma cômoda para encostar meu corpo ao dela no móvel. Levei as mãos até seu rosto para aprofundar o beijo enquanto as de Quinn passeavam por minha barriga arranhando o que encontrava, me fazendo ficar em um alto nível de arrepio. Gemi contra seus lábios, prensando-a ainda mais contra a cômoda. Não resisti e a ergui colocando-a sentada ali. Me encaixei entre suas pernas, sentindo em seguida minha cintura ser envolvida por elas, puxando meu corpo mais ainda para perto do seu. Eu sentia que meu ser por completo estava a ponto de explodir pelas sensações mais que maravilhosas que aquela loira maluca estava me proporcionando agora, parei o beijo só para encará-la, e com todo carinho do mundo acariciei seu rosto... Tão macio quanto as nuvens em uma perfeita criação divina.
–Você é tão perfeita!- comentei desenhando seu rosto com a ponta dos dedos que Quinn os pegou e levou até o coração.
–Não diga nada, por favor- selou nossos lábios brevemente. Veio até minha orelha, e depois de morder o lóbulo (que me fez gemer entre dentes), murmurou sensualmente- Só me faça sua.
Dizer que essas quatro simples palavras me remexeram seria um eufemismo tremendo. Meu corpo inteiro, sem nenhuma parte faltando, parecia ter sido atingindo por um raio depois de ter sido visitado por um furacão. Fiquei sem reação. Era como... Não sei nomear o que passava em minha cabeça nesse momento. Meu único pensamento agora era em acatar o pedido daquela mulher a minha frente e foi o que fiz.
Encarei Quinn por alguns segundos esboçando um sorriso leve que ela desmanchou com um beijo calmo, mas profundo como um precipício. Assim que senti sua língua adentrar minha boca, levei minhas mãos até seu bumbum o apertando possessivamente fazendo-a gemer sobre meus lábios. Com a mesma força que suas pernas se apertaram a minha cintura suas mãos se agarram a meus ombros, juntando ainda mais nossos corpos. Sentia cada centímetro da parte de cima do corpo sendo alisada por aqueles dedos deveras gelados da loira, consequência do acidente de minutos atrás e de seu tom de temperatura natural da pele. Era nisso que me atraia aquela loira... Seu tudo oposto a mim, tão provocante e inebriante quanto açúcar para uma formiga.
Apertei mais uma vez as nádegas de Quinn escutando em seguida um gemido intenso e prazeroso em meus ouvidos que não aguentei mais. Queria aquela mulher toda e completamente pra mim aqui e agora. Sem parar de beijá-la, tomei-a no colo naquela mesma posição e caminhei até a cama deitando-a com delicadeza. Lhe beijava como nunca beijei antes alguém, tinha um cuidado tão sobre humano com aquela mulher que me assustava. Tinha medo, receio, sei lá, era como se com um toque, o mais delicado que fosse, poderia quebrá-la e minha alma ardia por isso.
Quinn habilidosamente girou nossos corpos ficando por cima de mim. Sentou-se em meus quadris, fitando-me de cima, em seus olhos pude perceber um misto de timidez e curiosidade e pela forma que alisava meu abdômen distraidamente vi que algo a incomodava.
–Algum problema?- perguntei em um tom de voz neutro acariciando seu rosto branquinho.
–É que, bem, eu nunca...
–Ainda é virgem?- indaguei incrédula, cortando sua resposta um tanto nervosa.
–Não, é que nunca fiz com uma garota. Não sei bem o que fazer- achei fofo a expressão envergonhada de Quinn ao me dizer isso. Sentei com ela ainda em meu colo e beijei seus lábios calmamente.
–Faça o que você quiser, o que te der vontade de fazer. Deixe o que sente agora te guiar, virá tão naturalmente quanto respirar- uni nossas testas de olhos fechados- Sem segredos, problemas, receios... Nada. Apenas você e eu nesse quarto.
Quinn não disse nada. Apenas me beijou intensamente, prendendo meu lábio inferior entre os dentes o puxando, enquanto me empurrava pra deitar com as costas na cama novamente. Suas mãos foram até os botões de meus jeans e os abriu. Ia descendo por meu corpo com beijos molhados ao mesmo tempo que tirava minha calça. Jogou a peça pra longe e a vi retirar sua lingerie sensualmente deixando aquela pele gostosa se aparecer por completo pra mim, o que fez morder os lábios por tamanha excitação de vê-la tão ao natural. Deus, essa mulher era perfeita de todas as formas! Fiz como ela e retirei o restante de minhas roupas sob o olhar pesado da loira que tratou logo de voltar a me agraciar em ter seu corpo sobre o meu naquela cama, voltando com os beijos quentes e intensos que estavam me deixando cada vez mais ouriçada. Voltei a dominá-la, pondo meu corpo sobre o seu e entre suas pernas. Enquanto a beijava, desci meus dedos por sua barriga gostosa lisa, atingindo sua intimidade e acariciei seu clitóris intercalando meus movimentos de cima a baixo, circulando seu ponto pulsante em uma provocante tortura. Cessei nossos beijos para encará-la enquanto escorregava um primeiro dedo em seu sexo já lubrificado excitavelmente. Fazia isso de forma lenta, observando cada expressão de seu rosto, cada reação de seu maravilhoso corpo me deliciando com tudo. Quinn gemia abafado mordendo os lábios, comecei a me movimentar dentro dela de forma calma e quando sentir que já estava à vontade comigo daquele jeito, acrescentei um segundo dedo aumentando as estocadas em seu interno.
–Humm- escutei seu gemido em um murmuro sofrido, de forma boa é claro, agarrando-se a meus ombros que nossos seios se tocaram. Aproveitei a proximidade para beijar seu pescoço, oscilando entre mordidas e chupadas fortes que a fazia soltar gemidos altos e apertar cada vez mais minha pele em suas unhas. Foi minha vez de gemer sentindo minha carne gritar pelos arranhões ardendo no lugar que Quinn fincava suas garras de felino audacioso. Minhas estocadas aumentavam na profundidade e na velocidade que eu as aplicava na intimidade de minha loira. Sim, minha loira, por que eu sentia que aquele corpo me pertencia agora. Poderia ser só por essa noite, mas pelo o que durasse já me bastava pela eternidade. Senti as paredes de Quinn apertarem meus dedos indicando que um intenso orgasmo se aproximava e não esperei mais um instante sequer para me desprender dali, abri as pernas da loira sem pudor lhe enviando um olhar safado- San, o que... -Não deixei que completasse a pergunta e comecei a acariciar seu ponto sensível com a língua- Deus, isso é insano!
Sorri de sua reação sem parar com o que fazia. A loira agarrou-se aos cabelos puxando seus próprios fios por pura excitação. Enquanto uma mão ia para seu seio, a outra se agarrou a minha cabeça me incentivando a continuar com o que fazia. Fiz melhor, a penetrei sem cerimônias com a língua. Suas pernas vibraram começando a alisar minhas costas, comprimindo os dedos dos pés em minha pele de uma forma gostosa. Agarrei suas coxas, arranhando dalí até os quadris incentivando um aumento dos movimentos da loira em minha língua incessante em sua intimidade. Quinn gritou prazerosamente quando intercalei chupadas e lambidas em seu clitóris inchado e finalmente, com um suspiro em gemidos mais que gostosos, a loira se derramou em um orgasmo majestoso em minha boca.
Senti que suas pernas tremiam. Subi com beijos desde sua intimidade até o seio esquerdo o sugando e beijando com maestria, sentindo Quinn cravas suas unhas em meus cabelos e puxar pra que eu a beijasse e assim o fez. Sua língua se amaciava a minha em movimentos deliciosamente maravilhosos, chupando-a como um pirulito de morango querendo obter todo o gosto saboroso da fruta artificial enquanto acariciava o que podia de meu corpo. Sem hesitar em me sentir cada vez mais preenchida pelo prazer de ter aquela mulher a meu mercê, agarrei sem pudor suas coxas e a fiz abrir mais as pernas para que me encaixasse mais ali. Foi preciso apenas um singelo levantar de minha perna para sentir o sexo super molhado de Quinn encostar ao meu sedento por ela que nos causou um arrepio sincronizado, junto de um gemido que foi abafado por um beijo desesperado para o qual a loira havia me puxado. Deitei meu corpo no dela abraçando seu pescoço, ela por sua vez me envolveu com as pernas incitando seu clitóris ao meu causando um atrito mais que necessariamente gostoso que gemi, mas gemi como nunca na minha vida... Era prazer para vida toda. Aquilo era um sonho, só pode! Aquela mulher era um sonho, um anjo magnífico e de boca mais gostosa que a fruta mais doce de todo o universo.
O quadril de Quinn movia-se no meu sedento por contado. Acordei do transe pela beleza de loira que eu tinha em meus braços agora, e comecei a ajudá-la com os movimentos. Quinn mordia meu antebraço que envolvia seu pescoço, descontando o êxtase que eu a proporcionava. As energias trocadas por nossos corpos estavam grande demais para aquele quarto... Os gritos e gemidos compartilhados eram como músicas a meu ouvido. A respiração cortada de Quinn me atiçava a querer mais e mais satisfazer aquela mulher, pois meu corpo já agia sozinho aumentando os movimentos de meu quadril na procura de mais atrito entre nossos clitóris. Sentia o corpo da loira vibrar fazendo meu coração a acompanhar nisso, estava imersa na mais pura satisfação que um ser humano pode ter na vida. Encontrei nossos olhares de testas grudadas, depositando um selinho no nariz dela. Meus movimentos estavam mais calmos para dar tempo de acalmar nossos corações. Eu admirava toda extensão do rosto de Quinn agradecendo Deus por me dar a benção de poder presenciar, viver esse momento pelo tempo que estava durando. Meu peito de repente começou a arder em uma dor cálida... Não consegui segurá-la, precisar expressar aquilo antes que explodisse em meu interno:
–Quinn- sussurrei pareando meu olhar ao dela, vendo-a ofegante e de lábios inchados pelos beijos ardentes trocados- Acho que perdi uma coisa.
–O que exatamente?- ela me perguntou curiosa.
–O meu coração- a loira pasmou- Desde a primeira vez que vi você.
–San...
–Desculpe, mas eu... –pausei criando coragem de pronunciar tais palavras e não sei de onde veio tal impulso- Eu amo você, loirinha. Como nunca amei ninguém.
Ela pareceu paralisar naquele instante. Me encarava em um tom misturado a surpresa e medo. Eu não esperava que ela me respondesse com as mesmas palavras, só que torcia que um dia estas fossem ditas da mesma forma que eu me sinto por Quinn. Como se a gravidade não fosse o que me segurava na terra agora.
A loira me abraçou. Foi um abraço tenro e cheio de sentimentos apesar dela parecer que não quer admitir isso. Soltou-me do abraço e acariciou minhas bochechas. Segurei suas mãos e beijei cada dedo com carinho, sendo puxada para dessa vez beijar seus lábios. Ela parecia assustada, hesitante, insegura e o que quer que seja que esteja martelando naquela cabecinha intrigante, eu quebraria com o amor que lhe tenho para oferecer.
Aprofundei o beijo voltando a movimentar nossos corpos em um frenesi indescritível, escorregando meus lábios de sua boca até seu queixo, beijando-o e o mordendo em seguida, descendo até o pescoço e continuando com minhas carícias ousadas e apaixonadas por todo corpo alvo de Quinn escutando-a gemer sem cerimônias palavras desconexas e meu nome por incontáveis vezes ou me mordendo pra descontar isso... Sentia-me completa com isso. Eu amava aquela mulher e se dependesse de mim, ela teria tudo que quisesse alcançar e agora nesse instante... Lhe daria tudo do que meu amor pudesse proporcionar.
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Fiquei com medo de acordar no dia seguinte e me dá conta de que tudo aquilo tinha sido um sonho. Que tudo aquilo que aconteceu entre Quinn e eu foi tudo fantasia de minha cabeça desconsertada. De que todas aquelas carícias, provocações, prazer e orgasmos de todos os tipos que conseguimos alcançar noite passada, fora um equívoco de minha mente. Mas a julgar pela forma que acordei em minha cama, sem roupas e enrolada a lençóis em uma bagunça pós-amor de horas e mais horas, vi que meus receios eram incorretos... Aquela loira fora sim minha pela noite inteira... De todas as formas e maneiras... Deus, poderia morrer agora que ia feliz!
Escorreguei a mão para o lado ocupado por Quinn por toda noite e bufei por encontrá-lo vazio. Sentei-me na cama passando a mão por meus cabelos bagunçados, os consertando como minha coragem matinal permitia. Apesar da noite mais que perfeita de ontem, senti uma frustração doida por não encontrar Quinn do meu lado quando despertei, faria aquilo tudo mais maravilhoso que já era. O medo de como ela reagiria sobre isso ficou maior ainda, pois não tê-la ali agora denotava algo desagradável... Ou seria coisa de minha cabeça? Por que tudo na vida era assim, incerto?
Notei que a entrada da sacada estava aberta. Estaria Quinn ali? Não sabia, mas teria que reparar. Fui tão afobada que só deu tempo de pegar minhas roupas íntimas e vesti-las enquanto corria até lá sem me importar com o frio de lascar que fazia naquela manhã. Agradeci aos céus por encontrá-la na sacada. Nossa! Estava tão linda sob a luz do sol fraco. Em total concentração observava toda extensão das terras próximas a casa em uma expressão serena neutra. O vento batia em seu rosto esvoaçando seus lindos fios dourados do coque bagunçado que sempre fazia ao acordar. Usava um robe branco, que eu não fazia ideia de onde tinha arrumado, com as mãos abraçando o corpo por conta do frio. Não sabia se devia, mas me aproximei abraçando por trás e repousando o queixo em seu ombro.
–Bom dia, Santana- disse calmamente depois de um profundo suspiro.
–Bom dia, loirinha- depositei um beijo carinhoso em seu ombro, sentindo que acariciava minhas mãos em sua cintura- Algum problema? Acordou cedo, pensei que ficaria mais tempo na cama depois de... Achei que quisesse descansar.
–Precisava pensar um pouco- apertei o abraço, fungando pesado em seu pescoço que percebi arrepiar-se.
–Está arrependida, não é?
–Não é que... – travou, parecendo tentar formular algo a me dizer. Meu coração já se contraia no peito pressentindo mais uma rejeição de sua parte- É difícil explicar, Santana. Me desculpe.
–Não, já entendi. Não precisa se desculpar- singelamente me afastei dela e me encostei no batente da porta de braços cruzados- Provou sua teoria quanto a mim, ficando comigo, e agora percebeu que o que sentia era só uma mera curiosidade, talvez uma atração leviana e agora vai me descartar como nas outras vezes. Tranquilo, já me acostumei com rejeições. Mais uma menos uma.
–Hey, não é isso, Santana- veio a mim e tocou meu braço- Só que eu estou confusa com algumas coisas. Há coisas aqui maiores do que nós.
–Você e essas coisas ‘’importantes’’- frisei com desdém- Sabe, Quinn, seja lá o que isso quer dizer eu não me importo. Disse a você ontem o que eu sentia e firmo com minhas palavras. Sei que me acha uma pessoa inconsequente, mas não me engano com meus sentimentos e querendo ou não eu amo você e aceito lutar por isso nem que seja comigo mesma- Quinn me fitava com um olhar de pena, acho que carinho e outra coisa que não soube discernir, mas que me incomodou.
–Me desculpe por tudo isso- disse apenas, com o queixo trêmulo denunciando sua vontade de chorar. Abaixei minha cabeça por um instante.
–Acho que ‘’desculpe’’ não é a palavra que se quer escutar quando se diz ‘’eu te amo’’ a alguém- retruquei me pondo a andar- Sério, nunca vou entender você, Quinn. Por que tem que estragar as coisas dessa forma?
–Santana, espere!- ela segurou minha mão, impedindo que eu saísse.
–Eu prefiro quando você me chama de San- admiti voltando a me encostar a porta- Por um instante acho que pelo menos gosta de mim me chamando assim.
–San, eu gosto de você- segurou minhas mãos entre as suas e colocou perto do peito- Só preciso de um tempo pra pensar, ok?
–Ok, como você quiser. Eu disse que não desistiria fácil, sou dura na queda, moça- brinquei arrancando um sorriso tenro de seu rosto- Posso ajudar em alguma coisa?
–Um abraço já é um bom começo.
–Isso eu sei fazer bem- ela riu me deixando puxá-la pra um abraço apertado. Bom, não era o que eu queria, mas já era um começo, não? Sei lá, pelo menos ela estava aqui em meus braços. Não da forma que eu queria, sem falar da frustração que eu guardava em meu interno por mais uma vez não ser o que ela precisa, mas fazer o que?- Quinn, não que eu esteja achando ruim estar com você dessa forma, só de lingerie nesse frio do capeta, mas... E o chip que está aqui no Alaska?
–Ah, isso eu já cuidei- levantou seu olhar pra mim sem soltar minha cintura- Enquanto você dormia eu dei uma olhada em alguns arquivos do rastreador e já sei com quem está e onde está. Com esse vai ser mais fácil. Foi meu professor na base alemã. O tenho como parte de minha família. Já telefonei para ele e marquei de encontrá-lo para pegar o chip. Se chama Henzel, é um dos físicos/químicos mais aclamados de Harvard. Ex agente científico como meu pai.
–Que bom, vamos economizar sola de sapato em fugas dessa vez- ambas rimos da brincadeira. Um vento gelado me fez arquear o corpo e me arrepiar- Frio aqui, né?
–Pudera, Santana! O que deu em você pra andar só de lingerie estando no Alaska?- ralhou abrindo seu robe para que pudesse compartilhar algum calor comigo. Seu corpo esquentando o meu daquela forma... Excitação fluindo pelas veias e espalhando por todo corpo... A vontade de possuí-la batendo forte contra minha mente e sei que ela pensava a mesma coisa pela forma que me olhava. Lembrei-me do tempo que ela me pediu pra refletir sobre isso tudo e acalmei o coração, mas não o bastante pra inclinar meu rosto ao seu e lhe roubar um selinho demorado. Senti seu dedo indicador tocar minha bochecha em um alisamento carinhoso. Deslizei a mão de seu cotovelo até seus dedos em minha bochecha e os levei até os lábios em um selinho casto- Precisamos ir.
–Tudo bem- sorri fraco e me despedi indo tomar banho no andar de baixo enquanto Quinn tomava banho no meu quarto, tentando ignorar esse fato.
Nos preparamos e pegamos caminho. O tal professor Henzel morava há uns dezoito quilômetros de minha casa. Quinn me disse que sua casa parecia um galpão que ele utilizava para suas experiências acadêmicas. Constatei isso quando estacionamos há poucos metros do lugar. Parecia mesmo um galpão, era enorme e cheio de plantas que cresciam a seu redor.
–Isso é bem grotesco, devo admitir- comentei meio assustado com o lugar. Era mais assombroso que a fachada da casa que meu pai deixou pra mim.
–É só a casa, Henzel é muito legal. Tenho de maioria conhecimentos adquiridos com ele.
–Por sua animação vejo que é mesmo. Parece aquelas super fãs enlouquecidas- caçoei cutucando seu braço- Aposto que tem um pôster dele no seu quarto.
–Ah, para, sua chata- repreendeu com um tapinha no meu ombro, levando-me a rir de seu rubor. Fomos até a porta e Quinn apertou a campainha, mas ninguém veio atender- Vamos pelos fundos. Deve estar no laboratório.
–Partiu fundo então- fiz um gesto para que ela fosse na frente e entramos pelo lugar que indicou. Estava escuro e silencioso. Algo ali me cheirava a problema... E quando a luz acendeu tive certeza que seria um problema dos grandes.
–Ora, ora, ora... Quem temos o prazer de encontrar por aqui... Quinn Fabray e a cadelinha latina dela.
–Bilbo!- Quinn balbuciou assustada, mas foi bastante para ele escutar.
–Eu mesmo, minha querida. Espero que não esteja procurando isso- mostrou o chip que estava com professor o que fez Quinn parecer desesperar-se.
–Como o conseguiu? Cadê o doutor Henzel?- ela perguntava inquieta. Segurei sua mão para lhe passar tranquilidade.
–Por acaso é aquele velhinho ali?- apontou para o alto e tive que segurar Quinn para que a loira não caísse aqui mesmo. O doutor estava pendurado a um lustre pela garganta com sua própria gravata, com certeza morto.
–Seu monstro!- Quinn gritou enfurecida. Nunca a tinha visto assim e tive que segurá-la para que não avançasse no tal pau mandado do russo.
–Oh, calminha, lindinha... O que é seu e da sua latina aí está guardado bem aqui- apontou para um outro capanga com a arma apontada para nós- Seu presentinho de despedida- jogou para Quinn uma caneta.
–É a preferida do doutor- ela dizia deixando transparecer sua tristeza pela perda de seu querido professor. Meu sangue ferveu, ninguém a deixaria assim e viveria pra contar história.
–Você pagará por isso, seu ogro Neandertal de nome estranho- declarei firme, o encarando como quem diz ‘’te prepara que não to brincando’’- Você e o comedor de rapadura do russo desgraçado pelo qual come na mãozinha.
–Não sei se gargalho disso ou se te respeito pela ousadia de afrontar o grande Karofsky, sua latina abusada- disse em tom de ironia- E agradeça por ser eu seu algoz agora, por que se fosse ele aqui, sua morte seria lenta e dolorosa.
–Pode ter certeza que esse não será meu último dia, pirulitão. Mas o do tal Karofsky vai chegar rapidinho juntamente com o seu e pode ter certeza que de minha parte não vai ser nada indolor- desafiei com meu sorriso sapeca de sempre.
–Bom, nos seus sonhos talvez. Ou quem sabe em uma próxima vida? Por que essa já era, latina abusada- ele deu um sorriso de canto e deu um tchauzinho- Mate-as- o capanga engatilhou a arma e meu coração parou nesse instante. Seria esse o fim? A única reação que tive foi de colocar Quinn atrás de mim para protegê-la. A loira tremia e em minha cabeça só o que rodava era sua segurança e depois de um clique, um disparo... Não sabia o que pensar mais.
Levantei meu olhar a tempo de ver o capanga que daria fim a nossas vidas caindo como um saco de batatas no chão. Arregalei os olhos por aquilo. Mas como? Pensamentos tem poder é isso? Todos estavam bestificados com aquilo. Bilbo quase atravessava a parede de susto. Quando olhei pra trás aí que me assustei mesmo. Rob estava com uma pistola em mãos apontada para outro capanga que estava ao lado de Bilbo e disparou mais uma vez. O homem caiu no chão em um estrondo.
–Matem todos!- Bilbo gritou pondo-se a correr e dali em diante tiros comiam o ar em uma completa confusão dos diabos.
–Quinn!- a puxei rapidamente, jogando-a pro lado e acertando um dos homens que vinha a nossa direção. O desacordei com um soco, depois enfrentava mais outro e outro, não acabavam mais capangas- Quinn, se abaixa!- pedi e ela colocou-se debaixo de uma mesa de experiências enquanto Rob e eu tentávamos nos salvar- O que você faz aqui, garoto?
–Pagando minha dívida- respondeu derrubando um bandido com uma coronhada.
–Você é maluco!- gritei desviando de um soco, ajoelhando-me no chão e chutando a perna de outro enfezado.
–Você é mais- outro tiro certeiro em mais um dos homens. Parou para recarregar sua arma.
–Cuidado!- o puxei para detrás de um balcão, o derrubando para nos servir de barreira.
–Cadê sua arma?
–Não uso armas- tampava os ouvidos por tamanho barulho de tiros ecoando pelo laboratório, sempre de olho na loirinha ainda abaixada na mesa.
–Mas precisa. Aqui todos estão armados, toma- me entregou a arma que tirou de um dos bandidos.
–Não, cara- empurrei-a de volta pra ele- Isso só atrai desgraça.
–Sua vida não está diferente, está?- o encarei por um instante e a contra gosto aceitei a arma.
–Você merece um tabefe- ele gargalhou alto.
–Sobreviva que eu deixo você tentar me dar um.
–Eu já ganhei de você antes- destravava a arma, me acostumando com seu peso. Fazia tempo que eu não usava uma.
–Mas foi por que caiu um cisco no meu olho- foi minha vez de gargalhar- A sua esquerda- apontou para um cara que se aproximava perigosamente. Era agora ou nunca, pra proteger Quinn teria de ir contra a meus conceitos. Respirei fundo, apontei e foi o que Deus quis. Não coloquei para matá-lo, acertei de forma certeira seu joelho que o fez cair gritando de dor. Meu coração pulava loucamente em meu peito em pura adrenalina- Relaxa, é sempre assim.
–Maluco isso- pousei a mão no peito. Dona asma querendo se apresentar no recinto, tive que sugar minha bombinha pra poder continuar- Cuidado, moleque- Rob rapidamente acertou o que se aproximava direto no peito.
–São muitos, dona Santana. Não vamos aguentar por muito tempo, minha munição está acabando- Rob gritou preocupado. O barulho de tiros estava ensurdecedor, olhei com cuidado pelo lado da bancada que nos protegia e vi muitos ainda correndo em nossa direção- O que faremos?
POV QUINN
Minha cabeça zumbia em consequência daqueles barulhos de tiro. Estava apavorada deitada no chão com as mãos na cabeça rezando para que isso acabasse logo e saísse daqui sã e salva com Santana e nosso salvador. Eu a havia perdido de vista desde que mandou que me abaixasse e buscasse proteção por aqui. Sentia meu coração apertado em uma sensação ruim, o que me desesperou mais inda por que não conseguia ver a latina e Rob pelo laboratório. Apenas conseguia ouvir os tiros e alguns caindo mais a frente. Minha preocupação só aumentava cada vez mais, pois Santana e Rob estavam em completa desvantagem. Contei dez só ao lado de Bilbo que a essa altura já deve estar bem longe daqui, aquele maldito covarde. Tinha a alma podre como um bicho em decomposição. Como foi capaz de tirar a vida de um ser tão bom como o doutor Henzel? Ele era a pior escória do mundo. Mas não chega nem ao dedo mindinho de David no quesito maldade. Aquele homem era como um partidário do próprio demônio. Céus, por que existem pessoas assim no mundo?
Sai de meus pensamentos quando vejo Rob correndo a minha direção como uma bala e me pegou pelo braço.
–Vamos- ele disse levando-me sem muita delicadeza, mas creio que era pra me proteger das balas que ricocheteavam por toda parte.
–Espera! E Santana?- perguntei morrendo de preocupação por que não a via por lugar nenhum.
–Ela me pediu pra que te tirasse daqui em segurança- Rob continuava me puxando para a porta dos fundos mesmo eu me negando a ir com ele sem Santana.
–Não saio daqui sem ela- disse firme procurando-a com o olhar pelos aparelhos do laboratório.
–Calma que daqui a pouco ela nos alcança- pediu, abrindo a porta e igualmente a mim procurando Santana- Lá está ela.
–Graças a Deus!- senti-me aliviada por vê-la chegando. Mas esse sentimento me abandonou assim que vi sua expressão de preocupação- O que aconteceu?
–São muitos, se sairmos vão nos seguir. Não podem descobrir a localização da casa de meu pai- ela estava ofegante e com as mãos trêmulas.
–Você está bem?- perguntei preocupada, tocando seu rosto.
–Estou sim- acariciou minha mão em seu rosto. Adorava esse gesto carinhoso que ela fazia quando eu tocava sua face- Quinn, escute. Terá que acompanhar o moleque. Ele te levará daqui em segurança. Está aqui a chave de Francyne.
–Como? Por que não virá conosco?- meu peito já ardia de receio pelo o que viria daquilo.
–Eles não podem descobrir nossa localização, loirinha- beijou minhas mãos demoradamente- Eu os despistarei para que consigam sair daqui.
–Não, Santana. Isso é muito perigoso. Eu exijo que venha conosco agora- tentei segurar suas mãos, mas ela deu passo pra trás.
–Sinto muito, Fabray. Nesse momento você não pode me exigir nada. Sua segurança em primeiro lugar. Não se preocupe, Rob é de minha inteira confiança- trocou o pente de sua arma- Rob, a proteja por tudo que é de mais sagrado em sua vida, por favor. Estará levando meu coração com você- tais palavras me fizeram chorar lhe encarando. Não existia ser mais especial que aquela latina.
–Tudo bem, dona Santana- o rapaz segurou em meu braço e começou a me puxar pra fora do laboratório.
–Não- eu me debatia para soltar meu braço, mas era em vão, Rob apesar de novo era muito forte. Santana trancou a porta por dentro e vi pelo vidro que ela havia corrido para o outro lado. Em seguida senti minha alma me abandonar quando escutei um tiro e vi Santana cair mais a frente- SANTANA!
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