Ligadas pelo destino

13 Capítulo 13- Entre passos


Notas iniciais
Bommmmmm, galera. Vocês dizem agora ''Nossa, mas já?'' pois é, esse capítulo tava fervendo na minha cabeça desde sábado passado então resolvi adiantá-lo pra vocês, meus queridos. Quase atravesso meu note com os olhos pelo tamanho que ficou essa bagaça, mas teve gente que disse que gosta de capítulos grandes, então melhor ainda. O flashback ta gigante. Mais uma pessoinha aparecendo. Espero que gostem e desculpem qualquer erro, .capítulo giga enorme, já sabem. Pessoal, quero avisar de antemão que o capitulo ta com problema. Postei ontem tudo bonitinho e organizado, mas o nyah engoliu os hífens do começo. Já consertei, mas ele não ageita de jeito nenhum. Então pelo visto vai ter que ficar assim mesmo. Mil desculpas por isso. Qualquer coisas pode me dizer ta?

Flashback de Santana on: Cinco anos atrás.

Hum! Isso, amor Assim- Rachel gemia agarrada a meus cabelos, me incentivando a continuar com os movimentos em sua intimidade enquanto a penetrava com a língua de maneira rápida e ritmada. Ela mexia o quadril conforme eu movimentava minha língua dentro dela, em um ritmo perfeito e sincronizado- Ah, Santana!- gritava alto meu nome, misturando sua voz a minha, mais abafada, e da cama batendo contra a parede. Cravei minhas unhas com força em suas coxas e mais um gemido alto veio dela. A encarei sem parar com o que fazia e a vi agarrada forte a um dos seios, soltou a outra de meus cabelos e agarrou o seio que estava livre descontando toda sua excitação e prazer que a estava proporcionando nesse momento.

Nossa! Você é deliciosa, baixinha- comentei quando me desprendi de seu sexo, ficando de joelhos entre suas pernas e me apoiando aos seus- Do tipo que não se consegue se provar somente uma vez e sim enquanto o corpo implorar por mais e mais... Boa mesmo- lambi os lábios de forma sensual e ela soltou uma gargalhada alta sentando-se e se agarrando a meu pescoço.

Como um só ser pode ser tão safado?- eu ri e ela me roubou um beijo rápido- Você não presta, Santana Lopez! É uma droga de garota perigosa e cafajeste.

E que você adora que te possua por horas e das mais diversas formas e maneiras- funguei em seu pescoço, sentindo-a puxar parte de meu cabeço para olhá-la:

Não, que eu amo que me possua por horas e das mais diversas formas e maneiras- ela me corrigiu. Dei um sorriso de canto, dos mais safados que eu tinha. Amava ouvi-la dizer que eu a satisfazia muito bem- Em todos os cantos da minha casa, quando meus pais não estão, é claro- nós duas sorrimos- Mas o que importa é que só você faz eu me sentir assim... Completa.

Fico feliz que eu te proporcione isso, minha pequena. Quero estar assim pra sempre ao seu lado... Te fazendo se sentir a pessoa mais especial do mundo, nada menos do que você é- toquei seu rosto de forma carinhosa e ela me olhou estranho, como se algo a incomodasse- O que foi? Você ficou estranha de repente.

Nada, amor. Só adoro quando você é sensual e fofa ao mesmo tempo. Fico besta com esse seu jeito. Me fascina cada vez mais.

Se você diz- dei de ombros. Ela segurou meu queixo com força e me beijou demorado com apenas um encostar de bocas, porém muito profundo- Amo sua boca.

E a minha te ama e... — me beijou- Ainda quer muito mais beijos quentes e, como o restante do corpo, quer mais o que só você sabe fazer.

É?- abocanhei seu queixo. Rachel gemeu sorrindo.

Sim e sim- a baixinha agarrou minha nuca, me fazendo ir até seu pescoço e eu já sabia o que ela queria. Puxei-a para que sentasse em minhas coxas, sentindo suas pernas envolver minha cintura. Mordisquei sua jugular e ela suspirou, provavelmente devia estar agora mordendo com força seu lábio inferior, sempre fazia isso quando estava muito excitada. Eu conhecia cada canto daquele corpinho pequeno, mas gostoso. Comecei a deixar chupões estalados em seu pescoço, depois beijando de forma alternada. Sentia que suas mãos iam se fundir a minhas costas, o que me ligava ainda mais naquela sensação gostosa com ela. Aquilo que eu estava fazendo era só o começo, ainda tinha muita coisa para oferecê-la por essa noite e as que perdurassem por ai- Você é perfeita, Santana.

Isso eu sei, me conta uma novidade- brinquei e nós duas rimos. Ela me deu um tapa no braço:

Metida!- mordi com força seu pescoço para descontar o tapa, escutando-a dar um grito abafado a seus lábios que a mesma mordia- Você joga sujo.

E você adora que eu faça isso.

Exatamente. Agora cala a boca e me faça gritar seu nome nessa cama- nem precisei de mais algum pedido e suguei com força um de seus seios. Rachel cravava ainda mais suas unhas em minhas costas. Usei a mão esquerda para alisar seu abdômen e chegar até seu clitóris, o acariciando lentamente e aumentando a velocidade conforme seus gemidos ao meu ouvido cresciam. Ela puxou meu rosto para que a encarasse, começando a roçar seu quadril sobre o meu. Levei minhas mãos até sua cintura, a ajudando com os movimentos. Puxei um pouco minha perna para que sua intimidade se encostasse a minha causando um atrito intenso e prazeroso. Foi minha vez de gemer forte, puxando o lábio inferior de Rachel para que me beijasse agora. Nossas línguas se acariciavam gostoso, me dando espaço para chupar a dela e depois passar a minha por sua boca e queixo, subindo e descendo para beijá-la de novo. Nossos gemidos e gritos estavam tão misturados que muitas vezes nenhuma de nós sabia mais a qual pertencia cada um. Há quilômetros se sentia o prazer sendo exalado naquele quarto. Senti que meu orgasmo se aproximava e pela forma que ela contraia sua barriga, o seu também não demoraria a se apresentar. E aconteceu. Ambas nos derramamos uma pela outra, sentindo aqueles líquidos, de uma forma até significativos, se misturarem por nosso enlace naquela cama. Abracei seu corpo com força e beijei o lóbulo de sua orelha arrancando um sorriso fraco dela.

Amo você, Rachel Berry- ela nada disse, apenas me abraçou na mesma intensidade que eu a abraçava.

Você é muito especial, San. Nunca deixe ninguém te machuque dizendo o contrário. Quem estiver ao seu lado será a pessoa mais sortuda do mundo- eu estranhei aquilo. Sempre depois que fazíamos amor Rachel me enchia de beijos dizendo que me amava e agora estava com esse papo estranho pra meu lado.

Tem certeza que não tem nada errado, Rach? Estou te achando muito estranha.

Não, meu amor. Só queria que soubesse disso, sei lá, acho que estou entrando na TPM- sorriu e eu a beijei.

Tudo bem. Agora vem e dorme agarradinha a mim- e assim nós terminamos à noite: Juntinhas e felizes. Pelo menos era o que achava.

.. Como eu gostava disso, de ficar assim com ela. Rachel era a única coisa boa que havia me restado na vida. Depois que meu pai falecera eu mudei por completo, quase não me sentia mais a mesma sem ele. No entanto apenas aquela morena baixinha, que falava mais do que a mulher do leite, me devolvia o chão pelos instantes que eu tinha ao seu lado. Rach e eu nos conhecemos desde sempre e estamos juntas desde os quatorze anos de idade, mas só oficializamos nosso namoro aos dezesseis, pois ainda estávamos naquela época de nos assumirmos primeiro a nós mesmas para depois espalhar por mundo que nos amávamos. Eu que fui a primeira a me declarar, Rachel sempre foi muito tímida e mal falava com alguém na escola. Era do tipo da Nerd quieta e estudiosa, que só se pronunciava para responder uma pergunta de algum professor durante a aula. Nem sei como eu conseguir esse feito, fazer com que ela falasse mais de uma frase comigo e muito menos que se apaixonasse por mim, principalmente com a família que tenho. É, os Lopez não são muito bem visto pela cidade, pelo menos a maioria, pois meu pai, aos olhos de todos, era um herói de guerra. Pelo menos até antes dele morrer naquele atentado à base militar da Inglaterra. Depois disso só falavam dele como mais um ser ruim daquela família. Eu também era vista como uma exceção daquela corja, sempre me dei bem com todos, mas sabem como é a vida: Se rodar a galinha demais, os ovos vão sair mexidos e com os pintinhos dançando axé. O que isso tem a ver? Absolutamente nada. Bateu aqui e eu mandei.

Bom, na escola eu era uma das mais populares, apesar de ser inteligente (de alguma forma). Era do tipo que fazia de tudo: Praticava esportes, competia em maratonas de conhecimento, jogava xadrez, gostava de fazer as pessoas rirem com as minhas loucuras e ajudava a tia da biblioteca, que eu tinha um certo medo por causa dos óculos e o chapéu enroscado a um monte de cabelos grisalhos e altos, sem falar do nariz afundado e a dentadura frouxa que já caiu no meu copo de refrigerante e me traumatizou por anos. Sei lá, eu acho que se o Voldemort casasse com a Medusa e eles tivessem um filho que tivesse um caso com a bruxa do 71, seria a cara dessa senhora. Sem falar das broncas que ela me dava se demorasse a fazer algum trabalho, colocasse um livro no lugar errado, comesse ou bebesse enquanto lia e ficasse de papo com alguém na biblioteca. Era meio chata aquela vózinha rabugenta. Mas apesar disso tudo ela era uma pessoa até que legal, me enchia de doces que ela mesma fazia e me dava passe livre para levar qualquer livro que eu quisesse dali. Eu amava ler, de tudo mesmo. De Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll à Guerra e paz de Liev Tolstoi. Isso me distanciava de muita coisa. De que? Um exemplo fácil e prático... De minha vida.

Depois da morte de meu pai eu dei vida a uma nova Santana Lopez. Mudei de verdade. Deixei os estudos mais de lado, juntamente com meus treinos dados por meu pai e a outros que eu fazia enquanto ele estava longe, pra me manter em foco apesar de sua ausência. Dei espaço para mais diversão, sem responsabilidade e medo das consequências que viriam. Daí minha fama aumentou na escola e redondezas. Eu já sabia. Estava demorando até. Essa é mais uma perdida daquela família. Sabe como é: Sangue ruim sempre aflora. Ouvi uma vizinha dizer isso uma vez enquanto eu passava pela rua. Me senti o Harry Potter nessa hora quando sua tia, que mais parecia uma azeitona, no terceiro filme da saga e ela falou mal de seus pais a ele e o mesmo ficou puto da vida que a fez inflar como um balão. Cara, se eu tivesse essa capacidade Dallas inteira seria conhecida com a população flutuante do Texas. Eita vontade de meter o pé no cu...tuvelo daquele pessoal. Bando de praga dos infernos que se eu perdesse a paciência ia mandar todos tomar lá na baixa da égua.

Bom, eu me sentia incompleta sem meu pai... Meu velho cabeça de vento. Éramos totalmente um do outro, pensamentos em conjunto, gostos iguais, até a forma de sorrir era igual. Me perdi depois disso, me desviei dos meus objetivos e sonhos, toda minha essência de vida fora com ele. Apenas Rachel ainda via meu lado antigo. O lado que se importava... O que não se odiava tanto e queria fugir de tudo até da própria alma. Ela me entendia e acreditava que em algum lugar dentro de mim ainda existia aquela mesma menina bobona, brincalhona e que mais ainda... Gostava de viver. Palavras dela, totalmente. Amava demais aquela garota e seria assim até o fim de meus dias... Pelo menos era o que eu acreditava.

Mas tanto eu quanto todos no mundo já estão carecas de saber... Nem tudo na vida é o que se acredita. É fato.

Em um dia tranquilo, dos poucos que eu já tive em minha vida, cheguei em casa mais cedo. Estava cansada ás torras depois da corrida que eu havia feito com o raio do bode Fred III que minha querida mãezinha tinha me feito levá-lo pra passear alegando que o fedorento de bigodes ali estava ficando estressado e não queria comer. Ele estava estressado? Eu estava estressada. A misera daquele bode tava era de bucho cheio dos meus livros que ele comia quando algum filho da jega deixava a porta do meu quarto aberta. Merda de vida! O filho da mãe durante nosso passeio roeu a corda e saiu correndo em disparada atrás de um carro de verduras. Resultado: Lá se vai a tonta aqui correr feito uma condenada infeliz pelo bairro atrás de um bode, que cheirava a chulé com menta, enquanto pessoas gritavam quando via o animal do capeta correndo por entre eles. É nessas horas que se agradece ao pai por me ter feito treinar tanto, pois assim teria tanto pique pra ir atrás daquele doido. Eu saltava pelos carros e desviava de pessoas a pé, de bicicleta e em motos, torcendo para não ser atropelada ou atropelar algum desavisado por aí. Consegui pegar o famigerado quando saltei sobre ele, o imobilizando. Pra completar a desgraça do ser humano, ele não queria voltar pra casa de forma alguma. Tive que trazê-lo nas costas até em casa e olha que ele pesava pra mulesta, mais do que eu.

Enfim, eu estava subindo as escadas para chegar até meu quarto e tomar um belo de um banho demorado, no intuito de tirar aquele cheiro de bode velho do meu corpo, quando escutei um barulho esquisito vindo do quarto de meu irmão mais velho do meio Enzo. Achei aquilo estranho por que geralmente ninguém ficava em casa nessa hora. O próprio Enzo deveria estar perambulando por aí sem ter o que fazer... Um seu madruga da vida. Eu não sou do tipo muito curiosa, mas vai que era algum assaltante tentando entrar pelo quarto do meu irmão? Sou precavida. Fui devagar até a porta e encostei meu ouvido a ela. Escutei vozes estranhas e um barulho de algo caindo. A abri por instinto e meu coração parou por um instante:

Não... Por favor, não... Me diz que eu não estou vendo isso- eu suplicava pra mim mesma, torcendo para que meus olhos me enganassem pelo o que estava vendo. Aquilo era assombroso... Nossa, sentia como se tivessem arrancado o coração de meu peito e o enfiado em minha cabeça. Acabara de pegar meu irmão e a que dizia minha namorada fazendo sexo na cama dele.

San, meu amor... Calma, eu posso explicar- ela pedia, um tanto assustada, cobrindo seu corpo com o lençol para levantar-se da cama e vir até a mim, mas a parei no meio do caminho.

Explicar o que? Que minha namorada anda transando com meu irmão quando não está comigo? Que ela fazia amor comigo pensando nele? Que era as mãos dele que queria em seu corpo quando eu te tocava? Nossa, Rachel... Isso é desumano. Você dizia que me amava. Nós tínhamos um futuro juntas- gritei ferida por aquilo. Doía como nunca doeu antes- Achei que tínhamos alguma coisa.

Não... Amor, olha pra mim. Eu mais que amo você, foi só... ela tentava argumentar. Segurei suas mãos quando iam encostar-se a meu rosto e a cortei.

Nunca mais me chame assim, entendeu? Nunca mais- disse seca, tentando me controlar pela raiva que estava sentindo por tamanha traição vinda da única coisa que achava que seria minha escapatória da minha vida de tormentos- Você nunca me amou, Rachel. Eu sei lá por qual motivo ficou comigo, mas acabou isso. Está tudo acabado.

Não, San... Santana, me perdoe. Foi um erro, amor. Vamos esquecer isso, por favor- Rachel tentava a todo custo me tocar, mas eu segurava suas mãos com força.

Não, senhorita Rachel Berry. A-CA-BOU. Entendeu?- disse ríspida, encarando no profundo de seus olhos- Claro que vou esquecer tudo. Tudo mesmo, principalmente no quanto você foi uma vadia que dava para meu irmão enquanto pensava em mim, Rachel Berry, sabe por quê? Sabe?- perguntei quase gritando, apertando seus braços cada vez mais forte. Estava quase fora de mim, não raciocinava mais.

N-Não, Santana- respondeu com um semblante temeroso e assustado por me ver daquela forma- Por quê?

Por depois disso tudo, baixinha... Você nunca vai me esquecer. Nunca mesmo. Toda vez que ficar com alguém lembrará em como apenas eu te fazia sentir. Sempre estarei em seus pensamentos. Essa covardia que fizeram comigo vai estar sempre queimando na droga de suas cabeças- larguei suas mãos com brutalidade e ela se desequilibrou quase caindo- Você me enganou miseravelmente para subir de status naquela escola, não foi?

Não, San. Nunca faria isso, eu sempre te amei- Rachel se defendia já chorando muito- O que aconteceu aqui foi um erro, amor.

Já disse pra não me chamar mais assim- eu gritei com a mão levantada como se fosse lhe dar um tapa, mas a recuei me segurando de todas as formas para não fazer besteira. Rachel me olhava assustada. Nunca havia me visto fora de mim antes, o ódio estava tão grande que eu sentia meu peito arder em uma dor miserável. Deus, aquilo doía!- Você, Rachel, é apenas uma vadia sem alma. Nada menos que isso.

Não fale assim dela- Enzo se pronunciou pela primeira vez, alterado- Rachel não é nada disso. Só enfim se deu conta que você não é o melhor pra ela, sua idiota.

Ah, e você é, seu imprestável? Vive à custa do dinheiro da morte do papai, sempre viveu embaixo da asa da mãe. Não me venha dizer que é melhor que eu, pois não é. Em nada. Nunca precisei de ninguém pra viver. Me viro muito bem sozinha, nunca gostaram de mim mesmo- rebati querendo sair daquele lugar, mas minhas pernas me impediam. Estava quase tendo um ataque de ódio.

Você sempre se achou melhor do que eu, não é, Santana? Mas não é. Papai não está mais aqui para defender suas vergonhas, por que é isso que você é: Uma grande vergonha para essa família. Tanto que nosso querido papai preferiu morrer a voltar para você. Se bem que era um idiota mesmo que acreditava em todo mundo. Mereceu seu fim assim como você um dia terá.

Nessa hora o sangue abandonou todo o meu corpo e deu lugar ao fogo que saiu queimando cada canto de mim. A única coisa que eu sentia mais que tudo era a vontade de arrancar a língua daquele idiota e o fazer engolir. Ninguém fala assim de meu pai. Dei um soco tão forte no nariz de Enzo que ele caiu na cama com a mão no rosto. Rachel assustou-se dando um pequeno pulo para trás com a mão na boca.

San...

Sua vadia miserável! Irá me pagar por isso- Enzo cortou a fala de Rachel, se sentando na cama com a mão no nariz que sangrava pela forte pancada. Antes que ele se levantasse eu pulei o agarrando pela cintura e o jogando na cama novamente. Sentei em seu quadril e comecei o socá-lo o quanto eu podia. Ele tentava se defender usando os braços como defesa cobrindo o rosto, mas não impediu de eu lhe acertar inúmeras vezes. Enzo era bem maior que eu, tinha uns bons um e oitenta de altura e muitos músculos espalhados por seu corpo moreno como o meu. Éramos até bem parecidos. Mesmos olhos castanhos, cabelos escuros, feições latinas e por completo de nosso pai. Apesar da diferença de altura, quem não nos conhecesse diria que éramos gêmeos. Ele era mais velho que eu três anos, sendo o segundo mais velho depois de Danilo, cinco anos de diferença em relação a mim.

Bem, como eu já previa, não segurei Enzo por muito tempo naquela cama. Ele me lançou para lado e cai com força no chão, batendo o braço na cômoda. Eu não ligava pra dor, queria fazê-lo pagar pelo o que fez comigo. Me tirou a única coisa boa que ainda me restava daquela vida miserável e eu não deixaria passar em branco. Ele desceu da cama indo na direção de Rachel e eu me levantei e corri para mesma direção, o empurrando com tudo contra seu guarda-roupa antes que pudesse chegar até ela. Acertei suas costelas com um soco e ele arfou de dor, virando seu braço direito pra me acertar, mas me abaixei lhe desferindo uma bordoada certeira no nariz novamente.

Desgraçada!- ele reclamou com a mão nariz já bem ensanguentado.

Bom, não é? Agora sabe que o que eu fazia com papai naquela academia não era tricô- caçoei retirando sua mão de meu ombro- Seu imprestável. Não vale a pena nem brigar com você, é um mole completo- dei de costas para sair logo dali, mas senti que ele vinha na minha direção batendo contra minhas costas e me agarrou. Em um movimento simples escorreguei para baixo, me soltando. Sentei no chão e me impulsionei para passar por debaixo de suas pernas, chutando seu traseiro que o fez dar uma corrida de alguns metros e se chocar contra uma prateleira que continha seus troféus de quando era jogador de futebol americano na escola. Levantei-me rapidamente e fiquei o observando escorado ao lugar que havia se batido, limpando o sangue de seu rosto- Que foi, machão Lopez? Já vai pedir pra sair? Olha que eu ainda nem comecei a suar, minha daminha indefesa.

Parem com isso os dois, vão acabar se matando- Rachel gritava sem sair do lugar que estava desde o começo da confusão.

Não se preocupe, Berry. Não irei matar seu amorzinho- ironizei sentindo aquelas palavras doerem fundo em meu peito- Mas não vou sair como vítima dessa vez. Se for pra viver desse jeito prefiro a morte.

E é o que terá- Enzo veio com tudo a minha direção e me acertou com o punho no estômago. Cara, aquilo doeu pra cacete! Não deixou nem que eu me recuperasse da pancada, chutando meu joelho o que me fez cair de costas no chão. Minhas mãos estavam em minha barriga por tamanha dor e por eu estar com falta de ar agora. Eu tossia puxando o ar com força de volta para meus pulmões- E agora, Santanita, quem é daminha indefesa, hein?- ele gritava apontando o dedo pra mim- Eu que não sou- levantou o pé sobre minha barriga se preparando para dar um belo de um pisão, que com toda a certeza, ia me fazer desmaiar sem fôlego.

Não faça isso, Enzo- Rachel gritou e ele a olhou, aquela foi minha deixa.

Errado, Enzo- eu disse com dificuldade- Você sempre será a bonequinha de daminha indefesa. Agora que tal aprender a voar?- ele me olhou confuso e eu sorri divertida o acertando em cheio com o pé em seus documentos. Como estávamos perto da janela, meu irmão se chocou contra ela a quebrando e projetando seu corpo pra fora. Rachel deu grito de desespero e correu para o mesmo lugar enquanto eu tentava me levantar daquele chão frio.

Enzo!- ela gritava por ele e o mesmo não respondia. Nisso minha mãe já havia chegado e correu para o quarto depois do barulho.

O que aconteceu aqui?- ela perguntou me vendo levantar com dificuldade. Correu até Rachel e perguntou o que era e a mesma a informou sobre tudo- O que você fez, Santana?

Nada, só estava ensinando seu querido Enzo umas aulinhas de dublê- ri sozinha de minha própria piada, sentindo ainda doer forte meu estômago. Minha mãe me olhou com um olhar de reprovação e depois olhava preocupada para a janela procurando por meu irmão- Calma vocês duas, tem uma árvore bem macia em que ele pousou. Vai estar bem logo logo, que é com o que se preocupam. Cara, esse lugar é um hospício. A senhora sempre encobre esse idiota.

Ele é meu filho, Santana- ela disse seca.

E eu não sou, é isso?- minha mãe suspirou fundo.

Claro que é.

Então por que isso tudo?- ela apenas balançou a cabeça negativamente- Esse desgraçado me tomou minha namorada, sabia?

Enzo me contou que estava gostando de Rachel e que os dois andavam se encontrando- disse de forma natural me deixando boque aberta.

Espera aí... A senhora sabia disso tudo o tempo todo e não me disse nada?- perguntei incrédula e ela confirmou dando de ombros. Me senti a pessoa mais sem valor do mundo- Pois bem, dona Maribel, isso só prova o que sempre achava... Que você nunca me amou como meu pai me amava e sabe de uma coisa? Nunca vou sentir sua falta por que nunca foi minha mãe pra começo de conversa. Eu vou sair por aquela porta e nunca mais me verá entrar por ela novamente, entendeu? Risque de sua memória que eu já estive aqui, por que pra todo mundo nessa casa eu morri junto com meu pai.

Saí de lá mais que rapidamente, escutando a voz de Rachel chamar por mim diversas vezes, mas eu nem liguei. Fui até meu quarto e entoquei minhas coisas mais importantes em uma mochila, fui até a garagem e peguei Francyne, partindo em seguida para o desconhecido. Sem destino ou planos para o que eu iria fazer. Só queria sair dali o mais rápido que eu pudesse e nunca olharia pra trás... Nunca.

Acordei assustada. Nossa, que sonho mais louco! Fazia muito tempo que não me lembrava disso e agora veio com tudo em minha cabeça. Acho que estou bagunçada demais, mas calma... Eu sempre supero. Uma das coisas de que sou boa na vida é esquecer o que tanto me machuca. Aprendi a desligar minhas emoções para não parecer fraca, pois não sou. Estou enfiada até a goela de problemas que Quinn trouxe de acordo com o que meu pai achava ser importante e é por ele, apenas por ele, que vou continuar isso. Caso contrário nunca mais entraria no caminho daquela loira de novo. Era pra seguir com o plano? Eu seguiria. Mas tudo o que firmei agora será selado. A sete chaves. Por que quando ponho algo na cabeça... Não existe machadada que tire. Mas sabe... Viver é como plantar bananeira em um fio de alta tensão. Das duas uma: Ou você cai... Ou leva um choque da peste. Bom, melhor eu sair dessa banheira antes que durma de novo e morra afogada. Buenas noches pensamentos.

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POV QUINN:

Acordei no dia seguinte com uma dor forte de cabeça. A discussão, ou seja lá o que tenha sido aquilo que tive com Santana, tinha me triturado a cabeça. Sem falar que mesclou com a ressaca horrorosa de antes de ontem e estava à beira de um colapso. Levantei calmamente de minha cama, notando que Santana já havia acordado e não estava mais no quarto. Fui até minha maleta com coisas importantes e retirei de lá alguns comprimidos para dor de cabeça e tomei logo dois de uma vez. Sentei-me na cama novamente com as mãos no rosto. Flashes das duas noites passadas me tomaram. Cada detalhe, por menor que seja, veio a minha cabeça agora. A noite maravilhosa que tive com Santana em que me diverti como nunca antes e quando quase morri por aquele beijo que ela me roubou. Nossa, ela beija tão bem! Era como ela tomasse tudo o que eu tinha, mesclasse ao universo e me devolvesse intensificado em mil. Nunca um beijo me deixou tão bagunçada. Aquela boca vicia, aquele olhar safado que só ela sabe dar é uma coisa de outro mundo e-e aquelas mãos... Deus, queimavam a cada toque em minha pele. Foi perfeito. Foram apenas beijos, mas... Não diminui as sensações infinitamente gostosas que ela me fez sentir, mas aí vem à noite que se sucedeu. Nossa, estou aqui me deleitando de minhas lembranças em relação ao que aquela latina cabeçuda me fez sentir e não tinha dado atenção ao que eu realmente tenho que me focar: Nossa missão, minha missão... O que carrego comigo são coisas de real importância. Não só pra mim, de longe. Carregava o peso de bilhões de toneladas de responsabilidades e coisas que nem ouso dizer até mesmo em pensamentos tão solitários.

Deus do céu, mas por que fui me deixar levar por aquele momento com Santana? Por que a vida me prega essas peças? Eu não posso de forma alguma perder o foco de meus objetivos e aquela latina é perigosa demais, em todos os sentidos, pra me envolver nessa situação em que nos encontramos. O que sei e no que estou envolvida, que transpassa até minha própria consciência, são pesados demais para ela. E não tenho tempo pra romances, não com ela e muito menos com ninguém. Nada de desviar do plano, meu pai e meu tio Lipe contam comigo nisso. Eu tenho que me redimir, preciso disso e me deixar me envolver por Santana só me atrapalharia ainda mais. Ela é uma pessoa boa, pelo o que eu vi, boa até demais para deixar que se envolva ainda mais nessas coisas. Santana tem um futuro brilhante, eu seria uma idiota se não admitisse isso, vai além de mim até. Odiei ter que dizer aquelas palavras para ela ontem, senti que realmente a fiz mal, mas foi por um bom motivo. Uma hora ela esquece e pode futuramente até agradecer por eu tê-la poupado disso. Algo aqui em mim partiu por aquela olhar magoado em minha direção por que, pelo o que me pareceu, não foi a primeira vez que ela passou por isso. Sinto raiva de mim mesmo por aquilo, porém trato isso tudo como algo descartável que um dia se perderá no tempo. Muita frieza da minha parte, mas fazer o que? Minha criação foi essa. Ninguém foge do seu passado e muito menos do seu destino. Longe de mim querer que Santana participasse deste.

Por falar em Santana, não sei como será nossa relação depois do que rolou entre a gente e pela forma com que desferi aquelas palavras a ela ontem. Eu entenderia totalmente se ela não quisesse falar comigo e me...

Bom dia, Fabray. Dormiu bem?- Santana me cumprimentou saindo do banheiro tranquila. Nada de olhar zangado na minha direção ou palavras grossas. Ela estava... Normal?

Hein?- perguntei confusa com seu comportamento natural, como se nada tivesse acontecido.

Bom, Fabray. Como eu posso te explicar... — sentou-se de frente pra mim, entrelaçando suas mãos e as encostando ao queixo- É simples. Bom dia é um cumprimento que os seres humanos usam quando se encontram de dia. Quando for a tarde é boa tarde e de noite... Boa noite. Entendeu? Posso desenhar se quiser- ela brincou fazendo uma careta sorridente. Ela estava brincando comigo como sempre fazia. Estranho, muito estranho. A encarei por um tempo procurando qualquer vestígio de raiva que fosse, mas nada. Ela parecia bem. Isso é bom, não é? Fiquei meio que apática olhando pra ela- Shiiih, deu tiuti na cabeça da loira rabugenta. Terra chamando Fabray. Tudo bem aí?

Está, só minha cabeça que dói um pouco- balancei a cabeça de um lado pra outro pra ver se acordava de vez- E bom dia, Santana.

Viu? Aprendeu direitinho- bateu palmas e levantou, indo em direção à mesa- Bom, que tal você tomar um banho agora e vir se juntar a mim nesse belo desjejum que pedi pra nós? Sua dor de cabeça vai melhorar depois que comer um pouco- concordei com um gesto de cabeça, fui até minha mochila pegar uma muda de roupa e segui para o banheiro. Fiquei alguns minutos debaixo daquele chuveiro, optando por uma água bem gelada para ver se junto com ela, minha confusão escorresse por aquele ralo.

Depois de devidamente banhada e trocada, voltei ao quarto e me deparei com Santana deitada em sua cama assistindo a um desenho que eu reconheci ser o do Pica-pau. Ela gargalhava muito, concentrada a televisão como uma criança de cinco anos. Era bonitinho como alguém de sua idade gostasse de algo tão bobo e ainda morresse de rir assistindo. Santana era como uma criança adulta. Só tinha idade, por que a cabeça não passava dos dez anos. Vamos convir que era um dos fatores encantadores dela, porém mesclado a outros que tinha poderia ser perigoso a ela. Tinha pouco apresso as regras e fazia tudo aleatoriamente sem nenhum planejamento antes. Ou seja, uma bomba de confusões sempre a aguardaria.

Vamos tomar café, Fabray? Estou morrendo de fome- ela correu para a mesa e começou a se servir. Sentei-me logo em seguida de frente para ela e fiquei a observando quase o tempo inteiro. Não sei, a forma que ela estava agindo, tão ao natural, estava me incomodando. Uma pessoa não perde a memória assim. Por que só pode ser isso. Depois de tudo que eu disse a ela e ainda estar me tratando como antes só pode se tratar de uma amnésia muito forte. Estava tão presa em pensamentos que não vi quando ela levantou o rosto e ficou me olhando:

Sua mãe não te ensinou que é feio ficar encarando os outros, Fabray?

Ah, me desculpe. Eu, é... Me desculpe- disse de uma forma atrapalhada e ela sorriu. Aquele maldito sorriso lindo com covinhas.

Tudo bem. Eu sei que sou bonita, mas para, tá? Estou começando a ficar vermelha- ela disse brincalhona, fazendo biquinho. Como ela tinha essa capacidade de brincar com tudo? Eu hein. Ela estava brincando, mas meu rubor era totalmente real. Limpei a garganta e me virei para meu prato- Já viu para qual lugar iremos agora para pegar o próximo chip?

Não.

Pretende ver isso ainda hoje?

Sim- respondi curta. Não estava pra conversa e voava em pensamentos.

Vai precisar de ajuda com isso?

Não.

Já fez sexo em um carro em movimento?

Sim.

Fabray... Danadinha!- disse é um alto tom malicioso, arqueando a sobrancelha boque aberta. Minha nossa, ela me enganou! Estava tão distraída que respondia no automático.

O que? Não- eu dizia meio engasgada, pois estava mastigando um pedaço de bolo quando me fez essa palhaçada- Santana!

Não sei de nada, foi você que disse. Agora não tem volta- Santana disse levantando as mãos e dando de ombros.

Idiota!- Ralhei lhe fazendo soltar uma gargalhada. Tomou um pouco de suco e limpou a boca com o guardanapo:

Pronto, acabei. Até mais tarde, Fabray.

Vai aonde?- perguntei intrigada, vendo-a levantar-se e ir pegar seu casaco.

Pular amarelinha com minhas coleguinhas da rua, mãe.

Sem brincadeiras, Santana. Trate as coisas a sério. Sabe que nós temos que...

Não temos nada. Você tem. Acabou de dizer que não ia precisar de minha ajuda- me cortou indo até a porta- Vou apenas dar uma volta por aí enquanto você faz sua magia nesse trequinho de seu pai e encontre o outro chip pra me livrar logo desse karma e voltar pra minha vida amavelmente medíocre- abriu a porta e virou-se pra mim- Bye bye, Fabray. Te vejo mais tarde- Apoiei meu cotovelo na mesa e levei a mão à testa, acariciando-a como se pudesse obter calma com esse gesto. Não sabia se conseguiria aguentar isso por mais tempo.

Terminei meu café e fui acabar logo com aquilo. Peguei o aparelho que rastreava os chips e comecei com as análises, mas notei que tinha algo errado. Uma seta apontava para um ícone um tanto raro do rastreador. De repente o aparelho começou a vibrar e apitar freneticamente alto. Eu me assustei, nunca tinha o visto executar tal coisa. Tentei a todo custo para com aquilo e foi ai que me dei conta do que estava acontecendo:

Droga, droga- eu dizia tentando cancelar aquele procedimento, mas nada estava dando certo.

Santa madre de mi Diós! Que barulho dos infernos é esse, Fabray?- Santana reclamou, entrando no quarto- Esse troço vem com a opção buzina de trem? Vai explodir as janelas.

Estão tentado nos rastrear, Santana- a alertei. Ela fez uma careta paralisando ali.

Putz, que original! Rastrear um rastreador. Faz ideia de quem seja?

Não, mas se eu conseguir travá-lo, quem sabe eu consiga- Santana não disse nada. Foi até a mesa e pegou um garfo entortando uma de suas pontas. Veio até mim, pegou o aparelho de minhas mãos- Hey, o que você vai fazer?

Calma, Fabray. Confie em mim- consenti e fiquei observando o que ela iria fazer. Santana introduziu a ponta que entortou do garfo em um pequeno orifício que havia no aparelho e ele apagou de repente. Arregalei os olhos com medo de que ela tivesse o queimado, mas Santana o religou, mexeu em algumas coisas das configurações e ele normalizou- Pronto. Seu pai é esperto, mas não se chama Santana Lopez- disse gabola e me entregou o aparelho- Vai lá, vê o que você descobre- fiz um gesto de cabeça agradecendo. Comecei então a procurar quem estava querendo invadir o sistema quase imperceptível do rastreador e encontrei o larápio.

Como eu desconfiei. Foi o Hataki.

Quem?

Jack Hataki. Um dos hackers mais hábeis dos Estados Unidos. Trabalha pra David.

O cara está mesmo querendo nos encontrar. Até ninja coloca atrás da gente.

Hataki não é ninja.

Todo asiático é- ela deu de ombros e eu revirei os olhos. Olhei preocupada para o aparelho- Algum problema, Fabray?

Ele conseguiu acessar uma grande parte do sistema. Tenho certeza que ligou seu sistema ao do aparelho. A qualquer momento pode nos encontrar.

Que venha. Estou doida pra bater um papo com ele mesmo.

Nem brinque com uma coisa dessas, Santana- a repreendi, encarando-a de um jeito preocupado com seu jeito relapso a coisas sérias. Vai acabar se machucando com esse seu modo de pensar- David não está para brincadeira.

E quem disse que eu estou? Nunca falei tão sério na minha vida, Fabray- me olhou de uma forma enigmática, porém sem tirar aquele sorriso de canto ordinariamente safado- Olha, não sei quanto a David, mas o tal Suzuki pode nos dizer.

Hataki- corrigi.

Tanto faz. Mas ele pode nos dar uma ajudinha amiga com isso- Franzi o cenho não entendendo aonde ela queria chegar com isso.

O que isso quer dizer?

Dê uma olhada- apontou para o aparelho que estava indicando algum lugar de Seattle- Ele já está aqui.

Tem algo em mente?

Muitas coisas. Achar o comedor de arroz lá, dar uns bons tabefes nele até retirar seus programinhas do aparelho- sentou-se na mesma cama que eu e ficou me encarando- Aí diz aonde ele está?

Diz sim. Em um museu da cidade.

E o que estamos esperando pra ir até lá agora?- Santana perguntou inquieta e eu segurei sua mão, ignorando aquela sensação de choque quando minha pele se encostava a dela.

Temos que bolar algo antes, Santana. Nada na impulsividade tem um bom resultado.

Vá à merda, Fabray! Já sabemos onde o cara está, não custa nada irmos lá e fazê-lo tirar a droga das coisas que ele colocou nesse treco do seu pai.

Primeiramente, olha como você fala comigo- briguei apontei o dedo em sua direção, soltando sua mão- Segundo, estudaremos possibilidades, depois veremos como será a abordagem. Eu me baseio por estratégias e... ela me deu as costas e saiu batendo a porta com força, ignorando tudo que eu havia dito- Ai, que... suspirei buscando calma e voltei a me sentar na cama.

Já era noite quando Santana retornou, quase não nos falamos direito. Passei esse tempo inteiro bolando formas de interceptar Hataki, pois o mesmo era dono de tamanha inteligência que estava longe de minhas capacidades. Santana saiu do banheiro arrumada:

Vai onde?

Pegar o tal Kakashi- disse indo até sua mochila e retirando um frasco de perfume, borrifando no pescoço.

Santana, eu já disse...

Eu sei onde ele está e o que pretende. Confie em mim pelo menos uma vez. Sei que me odeia, mas estamos juntas nessa droga. Deve me dar o benefício da dúvida- me atirou isso intranquila. Fitei em seus olhos escuros tentando os ler, mas era uma tarefa que eu nunca conseguia. Não sei por que, mas não conseguia decifrar aquela latina. Sou muito boa nisso, mas com ela não. Parece que escondia o que sentia e pensava tão profundo que nem por hipnose se descobriria. Instigante, muito instigante.

Ok, Santana. Vamos- me dei por vencida e ela abriu um sorriso.

Valeu. Agora vá preparar-se. Vamos a uma festa em um museu de aviação.

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Chegamos no tal museu às oito da noite. Entramos pela entrada dos empregados quando Santana conseguiu convencer que fazia parte do corpo de garçons. Por isso aquela roupa toda organizada dela. Calça jeans escura com uma blusa branca de mangas compridas de botões e uma gravatinha preta, típica de garçons.

Então de alguma forma você se preparou?- cutuquei enquanto andávamos atentas pelos corredores para encontrar o salão principal- Veio até vestida a caráter. Por isso não quis vir de vestido.

É, Fabray. De alguma forma eu me preparei- ela disse séria- Duas coisas: Uma: James Bond não resolvia os casos de vestido e duas: Não foi por sua causa, foi por que de um jeito ou de outro você tinha razão sobre meter a cara em um quarto escuro e só se deixar levar pelos instintos. Você estava certa e eu errada. Satisfeita agora?- Nossa! Foi dura ao me dizer isso. Me senti até incomodada por ela achar que eu me sentia bem contrariando o que ela acreditava.

Não é que me satisfaça provar o quanto os seus instintos possam ser perigosos para nossa segurança, mas prefiro demorar e ter uma certeza completa do que fazer tudo rápido e no final dar tudo errado, Santana.

Eu não ligo, vamos- me puxou pelo braço de forma grossa e chegamos ao local que Hataki poderia estar- Está vendo ele?

Não. Aqui deve ter umas mil pessoas, não será fácil encontrá-lo- eu a seguia por entre as pessoas, pedindo desculpas por onde Santana ia empurrando sem educação- Hey, vai acabar derrubando alguém- Santana deu de ombros e se afastou de mim- Droga de mulher teimosa!

Rodamos pelo salão por quase uma hora e Santana começava a ficar impaciente pelo tanto que andou por ai e nada do Hataki.

Que droga! Me disseram que ele estaria aqui essa noite. Ele sempre vem aqui quando algum aeromodelo é posto em exposição- ela começou a reclamar fazendo uma careta que me deu vontade de rir. Nunca tinha a visto assim, era até engraçado. Ela normalmente ficava tranquila e sorrindo e agora parecia que estava pra cavar um buraco no chão do tanto que dava voltas pelo salão. Estava até mais preocupada do que eu.

Com licença!- um rapaz, parecia ser francês, se aproximou de nós, dirigindo-se a mim- Será que a senhorita me daria à honra de acompanhá-la em um drink?

Eu...

Eu insisto, vamos até minha mesa- ele me puxou com delicadeza, indo até onde estava sentado. Eu olhei pra Santana com os olhos meio arregalados e ela levantou as mãos para o céu em sinal de agonia. Ficamos conversando sobre diversos assuntos e eu fiquei inquieta querendo de alguma forma sair daqui e me livrar daquele ser abusado a minha frente. Ele falava e falava da França e eu só balançava a cabeça como uma lagartixa, procurando Santana entre as pessoas que transitavam pelo salão. Mais de meia hora depois sinto alguém tocar de leve em meu ombro e me deparo com uma sorridente Santana Lopez me fitando:

Com licença, senhorita. Me daria a honra de me acompanhar em uma dança?- ela pediu, com certeza imitando a forma que o rapaz havia me pedido. Inclinou-se pra mais perto e eu a enviei um olhar de confusão- Entra no personagem, Fabray- falou baixo só pra que eu ouvisse. Balancei a cabeça e aceitei sua mão estendida.

Claro que aceito- fingi um sorriso e acompanhei- Com licença, senhor- ele nos encarou confuso e frustrado. Santana parou, tirou a jaqueta e jogou para ele:

Segura pra mim?- o coitado ficou boque aberto olhando pra peça e começamos a andar- Trouxa!

Santana!- dei um tapinha em seu braço e seguimos para o centro do salão- É sério isso da dança ou só quis me tirar de perto daquele homem?

Isso é uma forma de acharmos o cara de pastel do tal Muraki- ela explicou parando por ali e olhando para o rapaz do som, fazendo um sinal positivo com a cabeça.

É Hataki, Santana. Você não consegue gravar um nome?

Foi o que eu disse... Hataki, mas dá no mesmo. Tudo termina no aki- deu de ombros.

Como dançando comigo vai ajudar em algo?

Sempre que alguém está dançando as pessoas param para olhar. Assim aquele bando de formigas se aquietam e a gente acha o cara de mangá- notei que algumas pessoas nos olhavam esperando o que íamos fazer e sinceramente... Eu estava ficando com medo do que Santana iria aprontar ali. De repente escutamos um som bem envolvente começar a tocar. Apesar de a música ainda estar no comecinho já tinha reconhecido de quem se tratava. Era Fly me to the moon de Frank Sinatra. Estava encantada com o soar daquela música tão gostosa que me distraí, só voltei para a realidade quando senti as mãos de Santana pegarem as minhas delicadamente. Ela foi as erguendo devagar enquanto escorregava suas mãos por meus braços e colocar um em seu ombro direito e apertar a mão que sobrou com a minha. Com seu outro braço solto, envolveu minha cintura e me puxou para bem perto de seu corpo. Me segurei para não deixar escapar um gemido. Seu corpo era muito quente, sentia isso a distancia e acabava derretida feito manteiga com proximidades desse tipo, que eu fugia mais que tudo.

Fly me to the moon

Leve-me até a lua

Let me play among the stars

E deixe-me brincar entre as estrelas

Let me see what spring is like on

Deixe-me ver como é a primavera

Jupiter and Mars

Em Júpiter e Marte

In other words, hold my hand

Em outras palavras, segure minha mão

In other words, baby, kiss me

Em outras palavras, querida, beije-me

Santana começou a movimentar seu corpo ao meu conforme a melodia que a música entoava, nos guiando pelo salão de forma leve e majestosa. Dançava tão bem, até mais que eu que já fui bailarina. E como era boa em conduzir, fazia tudo isso sem tirar seus olhos dos meus. Odiava aquele seu olhar enigmático, por que me fazia sentir tantas coisas ao mesmo tempo, que minha cabeça chegava a dar um nó. Calma, Quinn. Respire ou vai se atrapalhar e dar um vexame na frente desse monte de pessoas que estavam nos olhando. Meu Deus, quantos olhos nos encaravam agora.

Fill my heart with song

Encha meu coração com música

And let me sing for ever more

E deixe-me cantar para sempre

You are all I long for

Você é tudo o que eu desejo

All I worship and adore

Tudo o que eu cultuo e adoro

In other words, please be true

Em outras palavras, por favor, seja verdadeira

In other words, I love you

Em outras palavras, Eu te amo

E aí, viu ele?- Santana perguntou quebrando meus pensamentos.

Ainda não- respondi dando olhadas discretas pelo salão a procura do hacker de David.

Tudo bem, vamos nos aproximar- ela girou nossos corpos pelo salão de uma forma que meu vestido deu uma leve levantada. Seus pés transpassavam pelos meus como se tivéssemos ensaiado tudo, mas o engraçado que estava tão ao natural que era como já fizéssemos isso há anos juntas- E agora?- neguei com a cabeça. Ela deu uma bufada de chateação e depois de mais alguns passos me virou de repente. Puxou-me de costas para colar a seu quadril a minha parte traseira e levou meus braços até seu pescoço, voltando as mãos até meu quadril e os apertando enquanto se movimentava tranquilamente em um balançar. Não só um gemido, mas vários escaparam de mim apesar de minha reluta para que isso não acontecesse. Nossa, o que era aquilo que aquela mulher tinha? Algo de seu corpo exalava tanto êxtase que chegava a doer quando me atingia. Sim, não queria isso, mas Santana me deixa muito balançada.

Fill my heart with song

Encha meu coração com música

And let me sing for ever more

E deixe-me cantar para sempre

You are all I long for

Você é tudo o que eu desejo

All I worship and adore

Tudo o que eu cultuo e adoro

In other words, please be true

Em outras palavras, por favor, seja verdadeira

In other words

Em outras palavras

In other words

Em outras palavras

I love you

Eu te amo

Já estava quase no fim da música e nada do Hataki, foi então que Santana me fez dar um giro e quando parei dei de cara com ele sentado em uma cadeira há alguns metros de nós. Pelo visto ele me viu também.

É ele, Santana.

Aonde?- ela inquietou o olhar olhando para todos os lados.

Cadeiras da frente. Está de smoking e allstar- Santana o procurou por alguns instantes e pareceu o reconhecer entre as pessoas.

Achei- ela fez mais alguns movimentos e quando ia parar eu me desequilibrei. Me segurou rapidamente e acabamos com a testa grudada e olhares pareados. Algo quente se misturava em meu estômago, borboletas faziam acrobacias ali dentro e minhas mãos gelavam como se tivessem mergulhadas a um balde de gelo. Ficamos alguns segundos assim, cara a cara, compartilhando a respiração e foi ela que quebrou isso. Limpou a garganta e se afastou olhando pra trás. Hataki já estava entrando por uma porta. Santana saiu em disparada. Fui atrás tentando acompanhar, mas ficava difícil, pois além do salto alto e o vestido, aquela latina tinha uma habilidade e tanto para corrida. Quando a alcancei, reparava algo em um painel.

Cadê o Hataki?- perguntei, recuperando o fôlego.

O maluco saltou pelas escadas feito macaco e eu o perdi. Não disse que ele era um ninja?- ela disse sem tirar os olhos de algo que seria um mapa do prédio- Achei. Ele deve ter ido por aqui, vem- correu me puxando pela mão e eu ia morrendo pelo caminho. Precisava praticar mais corrida ou ficaria difícil acompanhar Santana nessas empreitadas. Passamos por uma porta dupla que dava o terraço e ela pareceu tê-lo avistado, pois saiu em disparada me deixando pra trás.

Ai, senhor- tirei os saltos e sai correndo descalça mesmo. Subindo por alguns lugares difíceis pra mim por conta do vestido. Vou começar a só usar calças como Santana, bem mais prático pra coisas desse tipo.

Enfim os alcancei, me assustando com a visão de Hataki atirando Santana no chão com um chute. Havia me esquecido que ele era muito bom no Kung fu. Ela levantou-se dando um impulso pra trás, apoiando as mãos no chão e projetando seu corpo pra frente habilidosamente. Investiu de novo na direção dele. Eram socos e pontapés, mas nenhum caia. Santana era habilidosa, no entanto Hataki possuía técnicas mais rápidas em batalha que ela mal conseguia desviar. O asiático segurou Santana por trás, me desesperei na mesma hora, pois ele começara a lhe enforcar. O que ia fazer? Se ela que era treinada para esse tipo de coisa estava assim e eu? Só atrapalharia. E mesmo que eu quisesse fazer alguma coisa minhas pernas não deixariam. A latina parecia já sem forças, mas aplicou todo o peso de seu corpo na direção do chão e quando Hataki curvou o corpo pra frente, ela conseguiu atingi-lo com um chute na cabeça, possuía uma grande flexibilidade. Ele a soltou, fazendo-a cair de bumbum no chão.

Miserável- Santana xingou, levantando-se meio manca e massageando a nádega machucada- Você pode ser o ninja do quinto dos infernos, mas não pode com o furacão Santana Lopez- ela girou o corpo para o lado com um salto e o acertou ao lado do pescoço. Antes que ele se recuperasse Santana o puxou pela gravata, enrolando em um dos braços dele puxando-o para trás. Hataki caiu de bruços com uma mão pra trás em que Santana colocou o joelho em cima para imobilizá-lo ali mesmo- Isso, cabeça de sushi, beija o chão.

Santana, calma- me aproximei tocando em seu ombro- Hataki, sei que andou mexendo no sistema de meu aparelho rastreador. Foi a mando de David?

Ora ora, Quinn Fabray. Está de caso novo, é? Agora pega garotas também? Sabia que era uma vadia que liberava pra todos. Que pena que nunca dei uma provada, mas sempre quis.

Cala a boca, cosplay mal encarnado do Goku- Santana apertou o braço dele ao mesmo tempo que quase esmagava sua cabeça contra o chão- Que tal eu te fazer voar por aquele parapeito? Talvez assim relembre dos bons modos ou descubra como fazer um jutso pra te dar asas.

Devagar, San. Precisamos dele- falei calma para lhe transmitir tranquilidade. Nunca mais quero a ver fora de si como daquela vez com o abusado do posto de gasolina- Apenas responda a pergunta, Hataki- ele ficou calado por um tempo. Santana começou a apertar ainda mais seu braço.

Tá, tá, tá... Eu respondo, mas peça para sua namorada me largar antes.

Acho que não está em uma posição de impor nada, cabeça de origami- a latina o cortou na mesma hora, sem parar com o aperto no braço dele- Se não disser vai perder seu bracinho de brincar com as Pokebolas.

Ai, ai... Ok, eu digo- Santana folgou o aperto- Sim, foi o David que me fez invadir o sistema do seu rastreador.

Muito bem, agora você, como um bom menino ninja de um metro e meio, vai tirar suas merdinhas do aparelho da loirinha ali. Agora!- ela exigiu o virando para que sentasse- E nada de gracinhas ou corto seu pinto de quiabo fora.

Eu não vou fazer nada- ele emburrou cruzando os braços.

Ah não vai?

Santana- toquei o braço dela para que me deixasse conversar com ele- Hataki, pelos anos que nos conhecemos, que fomos amigos... Faça isso, por favor. Eu não quero que se machuque- ele pareceu pensar por um momento.

Mas como eu nunca te vi antes, to nem aí pra ti, Jackie Chan- ela disse impaciente, passou por mim e segurou Hataki pelo nariz e o fez se levantar- Fabray, o rastreador- peguei o aparelho na bolsa escutando o asiático gritando para que Santana parasse de apertar seu nariz. Entreguei o objeto a ela que por sua vez empurrou para ele- Você tem um minuto e contando. 59, 58, 57... ela dizia olhando para um relógio imaginário no pulso. Hataki mais que rapidamente começou a mexer no rastreador, suando as pampas para terminar logo aquilo- O tempo está acabando, senhor Funaki.

É Hataki.

Caguei pra você- deu de ombros batendo o pé em sinal de impaciência.

Acabei!

Até que enfim- ela tomou o objeto bruscamente da mão dele e jogou pra mim. O nariz de Hataki sangrava por conta do puxão forte.

Posso ir agora?

Claro- Santana consentiu, mas antes que ele saísse, ela o puxou pela gola da camisa, para que a encarasse de bem perto- Mas antes, senhor olhos puxados, quero me mande um recado para seu chefinho- eu a encarei assustada. Santana estava brincando com fogo.

Santana...

Shii, Fabray. Adultos conversando- passei a mão em meus cabelos de uma forma nervosa- Diga a ele que Santana Lopez está louca para encontrá-lo e que esse sobrenome será o que estará marcado em sua testa como uma tatuagem feita a unha, quando eu o fizer pagar pelo o que o miserável do pai dele e ele fizeram a meu pai. Diga que não tenho um risco sequer de medo dele e que pode vir quente que eu estou fervendo. Agora vai, se manda cara de tomate- soltou-o que quase caiu no chão.

É Hataki- ele dizia enquanto pegava alguns de seus pertences que tinham caído de seu bolso pela briga.

Pro inferno- ela gritou vendo-o se afastar- Pronto, Fabray?

Você só pode estar ficando maluca, Santana- soquei seu ombro umas três vezes- Ai, quebrei uma unha- coloquei o dedo na boca. Estava mesmo precisando de umas aulas de luta. Era muito fraca.

Estou bem lúcida, loirinha- sorriu pra mim.

Será que você não pensa? Se você irritá-lo, provocá-lo ainda mais não será bem pior, sua maluca? Santana, nem tudo é só brincadeira. Você precisa...

Você que precisa parar de querer mandar em mim, Fabray. Não somos nada, muito menos temos nada. Não quero ouvir seus argumentos ou lição de moral. Já sou maior de idade.

Eu sei que não, mas isso não vem ao caso. O fato é que David não vai pegar leve se nos encontrar- argumentei tentando arrancar um fio de sensatez que tivesse naquela cabeça teimosa, mas nada. Ela não me escutava de forma alguma.

David, David, David... Esse cara não passa de um filhinho de papai querendo atenção, Fabray. Darei a atenção que ele quer- ironizou começando a andar.

Santana...

Está bem, Fabray. Vamos encerrar esse assunto, estou afim de beber, que tal?

Precisamos sair o quanto antes da cidade. Se Hataki o informar que estamos aqui, logo logo verá o tamanho da confusão.

Está bem, estraga prazeres- ela bufou e seguimos pelo mesmo lugar que entramos para perseguir o asiático. Já estávamos passando pelo salão quando Santana foi parada por uma loira.

Oi, com licença. Só queria dizer que adorei te ver dançando, latina. Dança muito bem- ela dizia bem próxima a Santana que lhe encarava com um olhar malicioso, olhando-a de cima a baixo. A tal loira aparentava ter uns vinte anos ou perto disso, olhos bem azuis e de péssimo gosto pra roupa com aquele vestido vermelho vulgar, que quase saltavam seus seios meio avantajados para fora- Você e sua namorada são ótimas com isso.

Ela não é minha namorada e cá entre nós... Faço coisas melhores que dançar, senhorita...

Lilian. Ou se quiser pode me chamar apenas de Lili.

Sou Santana, muito prazer- aquela latina miserável pegou a mão daquelazinha peituda lá e beijou com o olhar fixo ao dela, dando uma piscada safada em seguida. Meu sangue fervia, queimando por todas minhas veias. Que vontade de dar um cascudo nessa latina agora.

Aceita uma bebida, Santana?

Ela não pode- cortei antes que Santana respondesse- Viajamos cedo, amanhã.

Mas já?- aquele ser oxigenado disse fazendo biquinho.

Vadia!

O que?- a loira perguntou me olhando estranho.

Vazia... A sala está quase vazia. Acho que a festa está acabando- emendei desconcertada pelo o que disse. Santana apenas sorria de minhas reações. Ela parecia adorar me ver daquele jeito.

Que nada, meu pai é o organizador da festa. Tenho passe livre pra ficar o quanto tempo que quiser.

Ok- Santana disse de forma longa e se virou pra mim- Façamos assim, Fabray. Pegue a chave de Francyne e vá para o hotel. Fico um tempo aqui com a Lili, tomos alguns drinks, depois ela me deixa lá e todas ficamos felizes.

Ficamos sim- Lilian brincou e eu a fuzilei com o olhar.

Mas, Santana...

Tchau, Fabray- ela me entregou a chaves e saiu de braços dados a loira peituda- Não me espere acordada.

Fiquei a vendo se afastar, sentindo algo aqui dentro ir se quebrando em pensar o que elas poderiam fazer agora. Para, eu não me importo. Não me importo mesmo e pronto. Infinitamente estou nem ai. Ela que fique com essa desfrutada horrível que... Vai poder lhe tocar a noite inteira, sentindo o que só ela pode proporcionar para prazer de alguém e... Eu não estou nem aí. Vou dormir que ganho mais.

Notas finais
Gente, amooooo Frank Sinatra. Eu super indico. Bom, o que me dizem? Doido, pirado, bom, mais ou menos, ruim, péssimo, vai se ferrar, o que mais? Pode dizer que eu aguento kkkk Quero agradecer os comentários, muitooooo obrigada. Um ressalto: Não, sei lá, ando mais pirada que o normal e acho que talvez eu poste em alguns dias um próximo capítulo. Me agraciem com suas ideias e opiniões que eu vejo o que eu faço e talvez até um pouco antes do meu niver(dia 24 ainda desse mês) eu poste outro. Hey, tem alguém aí que completa ano nesse mês? Diz aí que eu faço uma dedicatóra nos capítulos que vierem ainda nesse mês. Pode ser até o fim do ano, pronto. Vamos ter sempre um aniversariante nos meses. Vai ser legal. Beijo e muiiiiito obrigada.