Ligadas pelo destino

26 Capítulo 26- Revelação bombástica


Notas iniciais
Eita, nossa, armaria, que loco, to postando em record hoje. Nem lembro há quantos dias eu postei, but, sei que não foram muitos então quero carinho por estar postando mais cedo ou fico tliste buááááaáá Eita, que eu sei que vai ter gente à beira dum AVC quando ler esse capítulo. Esse ta recheado e virado nas loucuras. Se alguém disser o contrário, cortem-lhe as cabeças muhahaa Pois é, galerinha. Tem recadinhos procês no final.

Pensem em uma pessoa lascada, passada no liquidificador, atirada a uma betoneira na última velocidade, depois de uma festa dançando com a Shakira e a galinha pintadinha juntas e agora multipliquem por um bilhão. Pensaram? Pois bem, não passa nem perto do quão estou cansada. Depois da terceira guerra mundial entre russos e caçadores de patinhos texanos cheiradores de gatinhos que teve no quintal da casa de meus pais, fui quase que literalmente me arrastando até a casa e pelas escadas até meu antigo quarto. Nem acendi luz nem nada parecido, caminhando feito um zumbi pelo quarto. Quinn e Rob já dormiam. A loira repousava em minha cama enquanto o moleque estava jogado em uma cama de rodinhas no meio do quarto feito um defunto, provavelmente tão destruído quanto eu.

Olhei para minha cama e depois para a porta do banheiro tentando decidir se tomava um banho ou morria logo ao lado de Quinn em seu sono tranquilo. Mas, apesar de meu estado deplorável de cansaço, optei por tomar um banho relaxante. Ao me deparar com a banheira toda convidativa para uma costa arrasada, abri a torneira e a deixei enchendo. Aproveitei esse tempo para me encarar no espelho e ver meu estado catastrófico. Meus cabelos pareciam que nunca tinham visto um pente na vida. Parecia mais um projeto de urubu molhado e eletrocutado do que cabelo. Eu tinha arranhões quase imperceptíveis no rosto e ao tirar a blusa, notei que eu tinha transado com o Eduard mãos de tesoura e ninguém tinha me avisado.

–Eita, porra!- exclamei enquanto analisava meu estado arranhado pelo espelho. Acho que isso aconteceu no momento que eu saí bolando pelo capim alto antes do celeiro.

Me despi por completo, sem coragem e nem vontade de ver o restante do desastre que estava meu pobre corpo. Entrei na banheira, deixando que a água e os sais de banho cuidassem de mim e me relaxasse. Com a cabeça encostada a borda, ousei em fechar os olhos por um instante, já sabendo que a qualquer momento poderia pegar no sono. Mas isso não me importava em nada. Precisava desse momento de reflexão. Quando muitas coisas acontecem com alguém, tudo ao mesmo tempo em maioria, a cabeça fica sem conseguir filtrar nada. Só resta aquele borrão enorme e preto na mente, em que não se focaliza em nada, a não ser naquele circulo giratório sem sentido ou direção alguma, que paira na sanidade e a torce como um fio de cobre.

Não demorou muito para que eu adormecesse atordoada com meus pensamentos naquela banheira. A água estava quentinha, o que ajudou mais no relaxamento. Acordei no dia seguinte com o barulho do chuveiro e logo em seguida a voz doce de alguém cantando uma música, que eu julguei ser da Adele, chegou até meus ouvidos. Bocejei, me espreguiçando até ficar sentada na banheira. Massageei a nuca dolorida pelo mau jeito que havia dormido, juntando um pouco de água nas mãos para jogar no rosto no intuito de me acordar por completo. Ao virar o rosto na direção do box, notei uma silhueta em uma dança sensual, enquanto o corpo era tomado pela água que caía do chuveiro. Era Quinn. Reconheceria aquele corpo maravilhoso até se me arrancassem os olhos, principalmente por aquela forma delicadamente suave de se movimentar, mas ao mesmo tempo tão sensual, que fazia até o último fio de cabelo em meu corpo se arrepiar.

We could’ve had it all

Poderíamos ter tido de tudo

Rolling in the deep

Vivendo um amor incondicional

You had my heart inside of your hand

Você teve meu coração na palma de sua mão

And you played it

E você brincou com ele

To the beat

De acordo com a batida

Quinn tinha uma voz incrivelmente linda e suave, daquelas que se cantada ao pé do ouvido, relaxaria no mesmo instante. Eu simplesmente amava sua voz, principalmente quando diz que me ama, aí eu enlouqueço por completo. Quando se ama de verdade alguém, cada partizinha, por menor que seja, se torna essencial nela. Em Quinn, o que sempre me chamou atenção nela, foram aqueles lindos olhos amedrontados, mas firmes, juntamente daquela vozinha doce, que acariciava meus ouvidos e ninava minha alma cada vez que a suavizava para se dirigir a mim com carinho. Um gemido involuntário escapou de meus lábios. Voltei a deitar a cabeça na lateral da banheira, sem deixar de fitar aquela forma divina pelo box, divertindo-se em um banho tranquilo. Em questão de minutos, ela abriu a porta que a separava de meus olhos a sua imagem completa, e nossas visões se chocaram por incontáveis segundos. Ela sorriu suavemente para mim, o que me fez retribuir da mesma forma.

–Bom dia, San. Espero não ter acordado você- ela disse, ficando vermelha por reparar aonde eu tinha os olhos focados: em seu corpo nu. Mas apesar desse fato, ela continuava a se secar bem ali a minha frente. Uma imensa vontade de substituir aquela toalha pela língua me tomou, mas ao invés disso, passei a encarar o teto. Estava realmente muito cansada, até para pensar em sexo. E olha que essa era a minha hora preferida do dia.

–Uma hora eu teria que acordar mesmo- dei de ombros- Foi bom, pois acabaria afogada ou enrugada feito uma uva passa dentro dessa água.

–Passei aqui ainda à noite e quis te fazer ir para cama, mas estava dormindo tão tranquilamente que me deu pena de acordar você- voltei a atenção a ela, que agora secava seus cabelos cor de ouro- Não tem ideia do quão linda é dormindo tão tranquila.

–É porque nunca me ouviu roncar quando durmo pesado.

–Devo me lembrar de comprar ótimos fones de ouvido em nossa próxima parada- eu ri reparando que alguns fios de meus cabelos haviam se soltado do coque que fiz antes de entrar na banheira e agora estavam flutuando acima do ombro. Foquei o olhar ali, brincando com os fios, os enrolando no dedo indicador de forma distraída- San, sobre ontem, eu queria dizer que...

–Me poupe de mais desculpas, Fabray. Já estou cheia delas- a cortei antes que continuasse com mais falações de coisas que não conseguia me contar porque a Luíza está no Canadá e o Sol é feito de pintinhos piu ninjas voadores. Bom... Acho que fiquei muito tempo nessa água. De repente um silêncio pesado se instaurou naquele banheiro. Mas estava silêncio de verdade, não ouvia nem meu pensamento. Porém, acho que com certeza, se eu quisesse falar no celular agora, viraria um inferno de barulho. Quando eu não estou fazendo nada, parece que só existe a mim no planeta inteiro. Mas basta eu pegar o celular, discar o número e a pessoa atender do outro lado que o apocalipse acontece mais cedo. Aí passa carro de som, mulheres se estapeando nos confins do inferno, moto barulhenta, carro da pamonha, caminhão, helicóptero, a Joelma do Calipso fazendo um dueto com a Tina Turner cantando galopeira, num trio elétrico puxado por um jegue com cólicas menstruais. Fato!

Aquele silêncio todo já estava me dando dor de cabeça, por incrível que pareça. Resolvi sair logo dali, enxugar o corpo e me jogar na cama até o Sol bater na Terra e explodir todo mundo. Peguei uma toalha atrás de Quinn e retornei para o quarto com a maior cara de ressaca sem ao menos ter bebido água. Só foi preciso colocar minha blusa larga dos Beatles e o short fuleiro de sempre e me atirar na cama sem medo de ser feliz. Não sabia quanto tempo fiquei dormindo. Só sei que quando acordei já estava tudo escuro. Pela janela dava pra perceber que já era noite. Cacetada, dormi o dia inteiro! Já era por volta de quase seis horas. Nunca tinha dormido tanto na vida. Por incrível que pareça, eu ainda sentia o cansaço em cima do corpo, porém agora estava razoável. Preguiça agora era a palavra certa. Notei que havia uma bandeja cheia de coisas em cima da mesinha ao lado da cama. Um bilhete com a caligrafia impecável de Quinn possuía os seguintes dizeres:

‘’Fui à igreja acompanhar sua mãe, San. Por favor, coma alguma coisa. Amo você!

Quinn’’

Não pude deixar de sorrir por sua preocupação comigo- Quinn, a super mãe- ri, colocando o bilhete aonde o tinha encontrado. Olhando para aquela porrada de comida, que dava para mim e três elefantes comermos juntos e ainda doar pra um hipopótamo, meu estômago começou a falar comigo. Depois de escovar os dentes e jogar bastante água no rosto, sentei a minha cama para degustar o banquete que Quinn havia deixado para mim e o Texas inteiro, enquanto assistia a meu desenho preferido: O pica-pau. Eu poderia assistir zilhões de vezes aquilo, mas ainda acabava rindo feito uma retardada daquele pássaro mais retardado ainda. Eu costumava assistir com o papai todos os dias depois que ele retornava do trabalho. Mamãe não gostava que eu assistisse, alegando que era coisa do demônio, mas como tudo pra ela vinha do capiroto, eu nem ligava. Sempre respeitei minha mãe, mas às vezes me dava vontade de trancá-la no porão por uns dias até melhorar aquela cara de limão chupado. Nah!

Por volta das nove, a porta do quarto se abriu e Quinn se colocou para dentro. Ela usava um vestido lindo em um azul bebê fraco, que ia até pouco mais do joelho, de alcinhas e com uma faixa preta bem no meio. O cabelo estava amarrado a um coque classudo, deixando à mostra seu pescoço alvo e delicioso, que estava envolto por uma correntinha dourada, que tinha um pingente em formato de coração. Estava completamente linda. Fiquei tão hipnotizada a nível máster, que quase enfio a maçã que eu comia no olho.

–Oi- ela me cumprimentou, sentando-se na cadeira próxima a porta para retirar os sapatos.

–Oi. Não sabia que gostava de igrejas.

–Não posso ser considerada uma devota, mas acho agradável os sermões de quem conduz as missas ou cultos- ela explicou, se livrando do vestido- Argumentos são tudo para levar uma ideia plena a uma certeza concreta. Tenho conhecimentos em oratória, então sei o quanto apenas uma palavra pode mudar o sentido de tudo.

–Concordo. Mentira é um bom exemplo- cutuquei com a sobrancelha arqueada. Quinn parou o que fazia para me encarar. Ela tinha os lábios entreabertos e em seguida os franzia rolando os olhos.

–Pode ser, assim como perdão e compreensão, não acha?- ela me respondeu à altura, o que me fez rir por dentro.

–Não acho nada- voltei a comer minha maçã docinha e assistir meu desenho divo do Pica-pau. Mas há quem diga que o ser humano não consegue se focar em mais de uma coisa, e olha... É um infeliz de pura razão, pois nem o meu amigo pica-pau tiraria minha visão voltada aquele corpo delicadamente alvo ficar cada vez à mostra ao meu lado. Ela olhou para mim. Eu olhei para ela... Em seus lábios se formava um sorriso delicado, mas sensual. Fui virando o rosto lentamente para televisão e agora me concentrava no desenho. Percebi que ela se aproximava, porém continuei em minha posição centrada.

–San?

–Hum?- murmurei sem tirar o olhar da televisão. Mordi mais um pedaço da maçã e mastiguei lentamente.

–Ainda está brava comigo?- não respondi, sem dar atenção a ela. Quinn se pôs na frente da TV para que eu a encarasse.

–Estou tentando assistir- apontei para o aparelho. Ela tornou a se aproximar.

–Me responde que deixo você assistir- impôs tampando toda visão do desenho. Bufei em resposta. Quinn apoiou as mãos a minhas pernas encolhidas na cama e sussurrou próxima de meu rosto- Ainda está brava comigo?

–Sabe que eu nunca fico brava com você. Chateada talvez, mas brava nunca- a fitei profundamente nos olhos, vendo-a fazer um biquinho adorável de tristeza.

–Não gosto que fique chateada comigo, San. Me deixa triste.

–Então não me esconda as coisas- o tom foi fortemente repreensível- Estamos juntas há poucos dias e já estamos assim, nesses segredos que me atormentam.

–Já disse que amo você. Não precisa se preocupar com as outras coisas.

–Mas são essas outras coisas que fazem toda uma diferença. Não me agrada saber que existem coisas por aí que podem te fazer mal e você não quer compartilhar comigo. Isso me deixa irada- ela voltou a fazer bico triste, com uma carinha de choro- E não adianta fazer essa cara de cachorrinho com a pata quebrada. Não gosto dessa história. Tenho lá minhas desconfianças e nenhuma delas me favorece em nada.

–Eu amo você, Santana Lopez- ela sussurrou dessa vez a meu ouvido, dando uma bela fungada em meu pescoço. Mordi o lábio superior no intuito de segurar o gemido filho da mãe que iria entregar meu estado para aquela tratante.

–Seu namorado sabe que anda dizendo ‘’eu te amo’’ para outra mulher e fungando no pescoço dela desse jeito todo safado, senhorita Lucy Quinn?

–Ainda com essa ideia de que já estou em um relacionamento, Santana? Já disse que sou apenas sua, amor- roçou seu nariz ao meu, puxando minhas pernas para estirá-las fora da cama. Ela estava muito sensual nessas argumentações todas. Sem falar em como estava vestida agora, em uma calcinha boxer curta cor de rosa e um top da mesma cor que ia até poucos centímetros dos seios. Era como se tivesse vestida em uma lingerie com um ponteiro luminoso que apontava diretamente para o caminho da felicidade. Apesar de seu corpo maravilhoso, era em seus olhos que eu me perdia agora. No entanto, não queria dar o braço a torcer. Minha pulga atrás da orelha estava coçando muito ainda. Senti Quinn começar a me beijar no pescoço lenta e precisamente, naquele pontinho que deixa a gente a ponto de ter um troço. Porém eu ainda estava na mesma, quieta encarando o nada- Não vai me tocar, Santana Lopez?

–Por que eu deveria?

–Por dois motivos– pausou lambendo o lóbulo de minha orelha e em seguida o capturando entre os dentes, que escorregaram ali até soltar em uma dorzinha gostosa. Segurei um ‘’ai’’ estrondoso de agrado- Um: porque sou sua namorada e dois... — passou o nariz por minha bochecha sensualmente, tocando os lábios aos meus sem me beijar e subiu de volta para a orelha- Você emburrada assim me deixa tão excitada, San, humm- OH MY GOD! Ela gemeu sem pudor e voltou a beijar meu pescoço- Então, não vai me tocar?

–Quem é você e o que fez com a tímida e doce Lucy Quinn Fabray?- caçoei, me apoiando melhor na cama, com as mãos mais atrás. Fiquei com Quinn inclinada em minha direção, mas com apenas os lábios me tocando no pescoço.

–Isso é apenas eu pedindo desculpas.

–Eu já te desculpei.

–Mas não como deveria- me mordeu no ombro e foi descendo- Vai me tocar agora ou não?

–O que eu ganharia com isso?- perguntei em um fio de voz, drasticamente já sendo levada pelos encantos da loira pancada. Ela sentou-se em meu colo e me encarou bem de perto.

–Bom, acho que só descobrirá se me tocar- pegou a maçã de minha mão e deu uma mordida demorada, em seguida soltou um gemido comprido de satisfação- Docinha!- lambeu os lábios para limpá-los, levando-me a acompanhar tudo quase babando pela cena tão sexy. E a cada dia se aprende algo com a vida. Olha o que eu aprendi agora: QUINN FABRAY SABE SER GOSTOSA! Deixou a maçã de lado para pegar minhas mãos e as colocar nas próprias coxas, as mais macias que já tive o prazer de tocar- Você sente? Esse simples toque já me acendeu por completo.

–Não achei que fosse tão fácil te fazer ficar assim.

–Você torna tudo mais fácil, Santana Lopez. É a droga de uma garota quente, que alucina até a última gota de minha sanidade- tentou me beijar, mas desviei- E uma grande cafajeste.

–Garotinhas mimadas e de nariz arrebitado adoram que eu seja cafajeste com elas- estávamos sussurrando e de testas coladas. As mãos de Quinn passavam por meus braços descendo e subindo carinhosamente, mas também excitantemente. Já sentia que ela movimentava-se singelamente em meu colo, com certeza no intuito de me provocar.

–Engraçadinha!- ri maléfica- Você não presta, Santana Lopez.

–Sou um lixo reaproveitável.

–Lixo não. Nunca. Uma cachorra sim, lixo nunca.

–Ah, eu sou uma cachorra?

–Sim, mas é minha cachorra- foi aí que suas mãos agarraram meu rosto com força e o levou para si, grudando nossos lábios possessivamente. Suas pernas prensavam cada vez mais minha cintura, juntando-nos de intensa forma. Quinn gemeu assim que comecei a me apossar de suas coxas, deslizando ali com as unhas afiadas, adentrando a calcinha cor de rosa pela lateral e ali comecei a brincar de provocar. Ela soltou minha boca por um instante para pode gemer com vontade. Levou as mãos até a barra de minha blusa.

–Espera... E Rob?- perguntei ofegante, segurando suas mãos.

–Saiu com a Marley. Hoje o quarto é todinho nosso- sem perder tempo, arrancou a peça de roupa e a atirou pra longe. Voltou com seus beijos molhados e excitantes nessa pobre moça que vus fala e já sentia ser totalmente explorada por aquela língua de sabor único, enquanto minhas mãos alcançavam agora seu bumbum e o apertaram possessivamente, levando seu quadril a se juntar cada vez mais ao meu. Minha calcinha, o short, a cama, o universo já estavam todos molhados com esse amasso que estávamos trocando, e cada vez mais ele evoluía e se aprofundava. E apesar de eu ainda estar desconfiada com esses segredos todos de Quinn, não conseguia resistir a seus olhos, seu corpo, sua alma... Ela por completo me fazia sair de mim e não retornar enquanto eu a tivesse tão ligada a meus sentidos, como quando nossos corpos falavam a mesma linguagem, sentindo em conjunto todas as sensações magníficas e mais significativas que se possa ter e ainda matando a ânsia do frio que se é estar sozinha.

Nossas bocas dançavam em conjunto, absorvendo todo prazer desse toque caloroso entre línguas e mãos, já que as minhas subiam de suas coxas em um alisamento delicado por sua pele até encontrar o top cor de rosa e adentrá-lo até alcançar os seios branquinhos de biquinhos rosados já rijos de excitação e o apertar sem muita pressão, mas o bastante para ouvi-la gemer durante o beijo. E aquilo ia ficando cada vez mais quente. Quinn soltou minha nuca para me arranhar de cima à baixo no abdômen, fazendo-me sentir a espinha ir congelando gradativamente de ótima forma.

–Espera- ela parou o beijo, saindo de meu colo, mas não sem antes depositar um selinho em meu nariz. Quinn se colocou em pé a minha frente, e me encarou no profundo dos olhos. Posicionou as mãos no top e o tirou sem quebrar nossos olhares. Eu a fitava com desejo, mas mais ainda com amor, por ter toda aquela mulher pra mim, pelo menos agora. Aquele sorrisinho tímido que ela tinha no rosto pela forma que eu a admirava, não poderia ser mais adorável e mexer mais ainda com meus sentidos.

–Você é simplesmente perfeita!- expus, arrancando um gesto de desconcerto da loira. Ela ruborizou, mas não deixou de sorrir intensamente.

–São apenas seus olhos.

–São sim e agora eles te devoram por completo- sorri de canto, sem sair da posição que ela havia me deixado. Quinn suspirou, mordendo o canto do lábio inferior, e dessa vez fora a calcinha que saiu de seu lindo corpo, indo parar perto da cama- Vem cá, deixa eu te amar um tiquinho.

–Só um tiquinho não vale- nós rimos durante sua aproximação. Ela gesticulou para que eu fosse mais pra cima da cama, posicionando-se a meu corpo. Beijou meu ombro e foi descendo pela barriga até chegar no cós do short, passando a descê-lo por minhas pernas até atirá-lo para longe com a calcinha e tudo mais. Meu abdômen estava recebendo toda atenção da loira. Levei as mãos a cabeceira da cama e lá as prendi para aguentar firme nas carícias ousadas e prazerosas em minha pele, que era beijada e acariciada pela língua macia de Quinn. Notei que ela descia cada vez mais e já sabia no que aquilo ia dar. E apesar de eu ser uma verdadeira fã de um oral bem feito, eu a parei.

–Não, vem cá. Preciso olhar em seus olhos- ela me encarou sem entender, porém me agraciou com a presença de seu corpo encaixado ao meu. Nos fitamos por incontáveis segundos até ela se pronunciar.

–O que foi, San? Seu silêncio às vezes assusta.

–Diga que me ama- ignorei a pergunta, fazendo-a entortar a cabeça para ao lado, com um semblante confuso.

–Eu amo você, meu amor. Como nunca amei ninguém em toda minha vida- tocou-me o rosto e o acariciou suavemente- Acredita em mim.

–Eu acredito. Esses olhinhos nunca mentem pra mim.

–Porque eles estão ligados a meu coração, que bate loucamente por você- ela apanhou minha mão direita e a pôs no peito, para que eu sentisse os batimentos acelerados de seu coração.

–Soy loca por ti, mujer!- ela sorriu, beijando minha mão- Completamente loca.

–Idem- nesse momento palavras não precisavam ser ditas, apenas sentidas. Quinn aproveitou a aproximação de nossas intimidades para atritá-las de forma lenta e prazerosa. Suas mãos se posicionaram em cada lado de meu pescoço, o acariciando sem pressa. Em seus olhos eu vi o desejo desenhado e ao mesmo tempo o amor em chamas queimando-o por completo. Eu a queria mais que tudo no mundo e mesmo com caraminholas na cabeça, a faria minha totalmente essa noite. Girei nossos corpos até tomar controle da situação por cima dela. Suas mãos escorregaram chegando a curvinha entre meu bumbum e as costas, alisando o local com as unhas excitantemente. Mudei os movimentos para mais rápidos contra o clitóris dela, sentindo toda sua excitação contra a minha em uma mistura gostosa e nossos gemidos iam tornando-se um só, preenchendo todo aquele quarto de puro prazer exalado por nossos corpos. Ao encará-la, vi que não deixou de me fitar por nenhum segundo e quando nossos olhares se cruzaram novamente, vi o paraíso pairar naqueles olhos cor da esperança e algo explodia em minha cabeça:

É com essa mulher que quero viver a eternidade de meus dias.

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No dia seguinte, Quinn e eu já estávamos despertas conversando na cama. A loira estava deitada comigo, eu repousava o queixo a sua barriga, encarando-a enquanto compartilhávamos o silêncio do quarto.

–No que está pensando?- perguntei a ela, quebrando a quietude. Quinn suspirou, virando-se a mim.

–No quanto me sinto especial quando estou com você- sorri levemente, depositando um beijo demorado em sua barriga, causando-lhe cócegas- E você?

–Em lhe perguntar se quem corta seu cabelo poda árvores.

–Santana, sua cretina!- pegou o travesseiro ao seu lado e me acertou na cara. Estourei em uma gargalhada desenfreada pela cara que Quinn havia feito. Com certeza esperava uma resposta romântica a suas palavras e eu disse aquilo. Quase morri do tanto que ri, me contorcendo toda na cama enquanto Quinn me acertava travesseiradas.

–Gente, como eu sou bandida! Mereço um Oscar- não aguentei e ri mais. A loira já estava ficando vermelha de raiva, o que aumentava mais ainda meu estado de gargalhadas.

–Meu cabelo é lindo, tá? Adoro meus penteados- cruzou os braços e se emburrou.

–São legais mesmo, vi uns parecidos no jardim de minha mãe- provoquei, ganhando agora um belo empurrão que me fez cair de costas no chão.

–Chata!- fez bico de zanga e quando eu parei de rir do chão, voltei a ela toda carinhosa.

–Pronto, parei, amor. Perdão pela brincadeira- lhe beijei demoradamente a bochecha e a senti relaxar- Eu amo seus cabelos. Na verdade amo tudo em você, até seu jeito de velha inglesa.

–Tenho cara de velha?

–Não, mas se veste como uma- levantei da cama, a procura de uma toalha para me cobrir- Você é nova, tem que relaxar e se sentir livre dessas coisas britanicamente chatas. Algo me diz que esse não é seu real estilo.

–Falou a garota de óculos absurdamente grandes e blusas estampadas com super- heróis que agora anda como a Joan Jett em seus tempos de glória.

–Primeiramente, eu simplesmente me amarro na Joan. A música Cherry Bomb foi escrita pra mim- lhe enviei um beijinho no ombro, já coberta- Segundo, aquela era uma casca para o que eu queria esquecer de minha vida passada. Então, senhorita Fabray, o que você vê agora sempre foi meu eu. Rebelde, louca e sexy quando quer e com quem quer. Mas você, te conhecendo e já aprendendo a te ler, vejo que por baixo desse jeitinho inglês delicado, tem uma loira fatal e extremamente sexy querendo se esconder por algum motivo que não quer me contar. Sabe de uma coisa? Não vou forçar mais. Se quiser me contar algum dia essas paradinhas que te incomodam tanto, estaria aqui aguardando ansiosamente.

–Agradeço a compreensão.

–Não é compreensão, é respeito, minha cara. Se me ama, vai aprender a confiar em mim- ela concordou com um gesto de cabeça- E da mesma forma vai achar uma espontaneidade pra sua vida.

–Está dizendo que me falta espontaneidade?- ela arqueou a sobrancelha, com um sorrisinho de canto.

–Como faltam asas para elefantes- ela riu.

–Eu sou um poço de espontaneidade.

–Hum, cuidado para não cair de cabeça nesse poço- dei de costas e saí com um sorriso psicopata no rosto para o banheiro. Amanheci daquele jeito, que não perdoa nem a namorada depois de uma noite incrível de sexo. Pois é, eu sou Santana Lopez. A única.

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Já de banho tomado, estômago forrado depois de um lanche reforçado na cozinha, fui atrás de minha loira pancada pela casa e não a encontrei. Notei pela janela que havia uma porrada de homens, os que estavam cuidando dos reparos na casa pelo tiroteio, estavam vidrados a algo na porta de casa. Fiquei intrigada com aquilo. Ao reparar melhor no que eles se concentravam, arregalei os olhos o quanto pude e saí correndo feito bala para fora. Quinn estava em um shortinho esportivo curto e a blusa mais curta ainda, lavando Francyne sob o olhar tarado daquele bando de filhos de uma cabrita.

–Quinn Fabray, isso são trajes para lavar um carro?- briguei, me aproximando dela, que apenas me olhou e voltou ao que fazia.

–Hum, isso é espontaneidade demais pra você, Lopez?- provocou com um sorrisinho maroto.

–Está sendo espontânea demais pro meu gosto, senhorita- me posicionei a sua frente, para tomar a visão dos idiotas mais atrás- Me empresta essa mangueira- tomei o objeto em mão e esguichei água nos caras que babavam na loira- Vão tarar a mulher do capeta, não a minha.

–Estraga prazeres!- um deles reclamou, se protegendo da água.

–Vá trabalhar vagabundo- gritei de volta, esperando que todos saíssem para me voltar a ela- O que pensa que está fazendo, Fabray?

–Lavando seu carro?

–Você quer dizer me provocando, não é?- agora era eu a emburrada da história. Toma, Santana, vai caçoar da namorada de novo. Sua trouxa!

–Eu? Nunca na vida- disse com a maior cara de inocente ás avessa.

–Sínica!- cruzei os braços, encostando-me a Francyne de semblante fechado.

–Hum, ficou com ciuminho?- cutucou.

–Não.

–Nem um pouquinho?

–Não, nem um pouquinho- dei de ombros, olhando para o outro lado.

–Tudo bem, então vou continuar a lavar o carro. Olha, acho que vou tirar a blusa, está tão quente.

–Ah não. Pode ir parando por aí- a impedi de tirar a peça, escutando uma sonora gargalhada dela.

–Bobinha- abraçou minha nuca e beijou-me demorado a bochecha- Só estava poupando trabalho pra você, amor. Sei que está cansada, então estava lavando seu tão amado carro pra você. Mas isso também foi um belo touché por sua gracinha no quarto.

–Desculpa?- fiz careta, que ela desmanchou com um beijo demoradamente delicioso, onde pude sentir sua língua brincar com minha e acariciá-la com carinho.

–Pelo o quê mesmo?- ambas rimos, voltando a nos beijar.

–Maluca!- a abracei forte contra meus braços, como se pudesse fundi-la a mim. Céus, será que alguém pode amar tanto alguém assim? Sinto que posso explodir do tanto que quero essa loira- Espera, deixe-me ver você- a afastei de mim para poder fitá-la por completo- Uau! Sexy e muy caliente, chica.

–Peguei essa roupa em suas coisas. Tem razão, se vestia livremente mesmo.

–Usava para me exercitar quando estava muito calor por aqui.

–Rachel devia surtar de ciúmes, eu presumo.

–Até que sim, mas a compensava bem depois.

–Safada!- eu ri, beijando seu ombro, voltando a abraçá-la. Acho que não viveria mais sem o contato com seu corpo. Era como se fosse agora uma extensão do meu. Ouvi um pigarreio mais atrás e me deparei com Rob nos encarando com aqueles olhões azuis assustados.

–Desculpa atrapalhar as duas, mas preciso de você agora, Santana.

–Pra quê, moleque?

–No QTI- assenti, lembrando-me de um fator russo em nossa custódia. Voltei a Quinn.

–Volto já, gatinha.

–Algum problema, San?

–Descobrirei agora- ela balançou a cabeça em concordância de minha saída e nos despedimos com um selinho demorado. Acompanhei o moleque na caminhada até o QTI- O que aconteceu, Rob?

–Ele não quer abrir o jogo de forma alguma e agora exige sua presença.

–Como se bandido tivesse o direito de exigir alguma coisa- ele concordou. Chegamos a sala secreta rapidamente. Nilo estava sentado de frente pro russo, o encarando intimidadoramente.

–Então, vai falar ou não sobre os planos de seu patrão maluco lá?

–Já disse que não. Quero falar com a latina irritantemente idiota. Onde ela está?

–Culpada!- me aproximei de mão levantada. Os dois me deram atenção. Nilo deu seu lugar na cadeira pra mim e juntamente com Rob ficaram um pouco mais atrás- Bom, você queria falar comigo e aqui estou.

–Excelente!- ele disse posudo, apesar de todo amarrado feito um bicho feroz- Eu exijo nesse exato momento que vocês me soltem. Meu mestre deve estar precisando de mim.

–Hum, sua sugestão está anotada... Maluco!- meus irmãos me acompanharam na risada- Mais alguma coisa, lady Biba?

–Me chamo Bilbo e sim, há mais uma coisa.

–Pois diga, aí eu penso no seu caso.

–Não, me solte primeiro.

–Acho que você está precisando de uma visita de seu velho amigo bode Fred III para clarear as ideias- ele arregalou os olhos em desespero.

–N-Não precisa. Eu falo- eu sorri vitoriosa- Mas primeiro me prometa que estarei livre depois que lhe contar.

–Quando me contar avaliarei se devo ou não te soltar, mas te daria minha palavra que se for proveitoso, deixo você ir e ainda ganha um sanduíche de carne de bode.

–Tudo bem- ele assentiu, tentando se ajeitar melhor na cadeira.

–Sobre o que quer me contar?

–Sobre a loirinha que protege.

–Se for algo que ponha minha namorada em perigo, me diga de uma vez- me alterei no mesmo instante que Quinn foi pronunciada.

–Ah, então ela é sua namorada?- disse com um sorrisinho maldoso, como se maquinasse algo na mente- Então as coisas ficarão bem mais interessantes.

–O que quer dizer com isso?- franzi o cenho. Antes que Bilbo me contasse, a voz de Quinn soou mais atrás.

–San?

–Quinn, não era pra ter vindo pra cá. Pode ser perigoso- fui até ela e peguei sua mão.

–Ora, ora, ora... Então Quinn Fabray já se aninhou ao inimigo? É mais biscate do que eu achava que era.

–Olha como fala com ela, seu imbecil- Quinn me segurou para que não avançasse no babaca russo.

–Santana não é minha inimiga, Bilbo, ao contrário de você... Meu velho amigo- franzi a testa, encarando a loira olhar sem piscar pro russo amarrado. Então eles eram amigos? Que coisa!

–Sabe que somos tudo, menos amigos.

–Simplesmente porque você se deixou levar pelas sujeiras de David e seu pai.

–Em partes você também e sabe disso, minha cara. Os frutos carregam a linhagem, não acha?

–Cala a boca- ela apontou para ele rispidamente.

–Que sujeiras e frutos são esses, Quinn? Do que ele está falando?- indaguei confusa.

–Olha, sua namoradinha não te contou de um detalhezinho dela com meu mestre? Grande mulher você foi arrumar, hein? Se enfiou em uma grande merda, guarde isso quando tudo cair.

–Quinn, do que ele está falando?- reforcei a pergunta, sem dar bola pro russo falando coisas e mais coisas, em minha língua e depois na dele, que eu não entendia porra nenhuma, igualmente a essa situação perturbadora- Amor?- ela não quis me fitar, tive que delicadamente puxar seu queixo para parear nossos olhares. Ela começou a chorar de maneira sofrida, o que me assustava cada vez mais- Gatinha, o que foi? Isso tem a ver com o que você não quer me contar? O que esse Karofsky tem de tão grave com você?

–San, eu... – ela pausou tentando se acalmar, ou talvez pelo menos recuperar o fôlego.

–Hey, estou aqui. Me conte, por favor.

–Isso vai ser interessante- Bilbo disse entusiasmado com a situação.

–Rob. Cale essa idiota, por favor- meu irmão assentiu e passou a amordaça na boca do russo- Pronto, agora me conte logo o que está acontecendo. Do que aquele russo de merda estava falando?

–Eu tenho uma filha, Santana- ela disse de uma vez, me fazendo dar um passo pra trás surpresa.

–Filha?

–Sim, uma filha. E o pai... – parecia buscar forças pra continuar. Minha cabeça já revirava pelo o que viria- O pai, Santana... É David Karofsky.

Notas finais
WOWWWWW QUINN TEM UMA FILHA COM O RUSSO DO CAPIROTO. Quem diria, não? O que vocês acharam dessa surpresinha? Eu avisei que era muito louca. Pois bem, me deixem muito feliz com suas opiniões, pois eu, JC, linda e cheirosa, deixe-os felizes com o post mais cedo. Beijim no ombro pras amigas que me odeiam... Brincadeira, ninguém me odeia, a não ser meu vizinho espaçoso e o carro cagado de chiclete que ''acidentalmente'' grudaram nas rodas, juntamente com a camisinha colocada no para-brisas com os dizeres ''tome, use isso e não se reproduza, pelo amor de Deus. Não precisamos de mais idiotas no planeta terra ''. Pois bem, tenho dois recadinhos pra vocês. Rec 1: Bom, como já venho dizendo forevermente, minha vida ta um porre e ainda mais corrida por minhas lutas diárias, já tenho no mínimo umas cinco viagens já agendadas para resolver certos assuntos então não sei como ficará a fic. Quero muito continuar a postar, mas não sei o que o destino me aguarda. Verei o que posso fazer e sinto muito se o resultado for negativo, mas não sou dona do tempo e ao que parece nem de minha vida em quietude agora. Desculpem-me por isso. De coração tristinho. 2- Para os que acompanham minha fic Liberdade em um olhar, estarei até amanhã ou depois tentando atualizar e aos que ainda não deram uma olhada, digo com toda certeza que irão gostar da história. Se alguém quiser me dizer alguma coisa, essa pode ser a última chance. Agradeço a todos por todo carinho do mundo e saibam que se eu não retornar daqui pra frente, não é culpa minha, pois estou fazendo de tudo para continuar com a fic. Beijão, já tenho vocês aqui em meu peito maluco e um bocado machucado com a vida, pois ela nunca alivia pra mim quando quero ser feliz de uma vez. To meio mal e apesar de não gostar de compartilhar isso com quem gosto, que inclui vocês, vou dar o meu melhor pra agradar a todos. Um grande beijo. PAZZZZZZZ, CAMBADA MANEIRA!