Liga das Sombras
9 Piratas do Caribe
Notas iniciais
Estou no espelho do banheiro, olhando esse meu cabelo escorrido ruivo, parece muito certo, o corte estar perfeitamente bem feito. E eu sempre me senti bem com isso, mais não agora, cercada por coisa que não são certas, me sinto deslocada. Pego uma tesoura na gaveta, e jogo meu cabelo pra frente, e corto ele.
Será se vou me arrepender disso? Se não ficar bom?
Quando meu olho novamente no espelho, o cabelo estar curto repicado. Não me sinto arrependida, nem com um pouquinho de saudade dos calos longos.
Meu rosto parece mais vivo, e bonito.
Eu seco o cabelo com o secador, penteio e fica ótimo.
E roupa eu pego um vestido vermelho curto e colado, mais um pouco formal e um salto preto com uns detalhes dourados. E faço uma maquiagem. Me sinto bonita, oque não me sinto normalmente.
Ouço duas batidas na porta e ela se abre. O David esta de camisa social e uma causa jeans preta e uma sapato social, e o cabelo dele esta de um jeito largado que não faz parte do estilo que ele esta vestido, mais mesmo assim ele esta lindo. Encantador, sorrindo pra mim.
– como estou? – me viro pra ele.
Ele me olha de cima a baixo, e solta em suspiro, como : ‘ nossa esta gostosa’. Mais ele fala:
– incrível. Vamos.
Me olho mais uma vez no espelho, respiro fundo e o acompanho.
Ele segurou meu braço entre o dele. E formos andando.
– hoje um dos homens que esta procurando por seu pai chegou, e o Governador quer que você conheça o chefe deles. – ele falou com desgosto.
– por que você não gosta dele? – pergunto.
Ele me encara.
– hum, por que não. – ele disse.
Quando eu chego tem apenas 3 lugares disponíveis, os estão um do lado do outro, e outro na frente. Eu olho para o governador que dar um sorrisinho. O David puxa a cadeira pra mim. Ele esta sendo gentil, de novo.
– Charlie, esta espetacularmente linda, corte de cabelo novo, espetacular. – ele fala.
Eu dou um sorriso em agradecimento.
– governador, ela já recebeu o legado? – um homem pergunta.
Olho em direção a ele, ele é jovem, como todos no lugar, ele esta vestido com um terno completo, tem o cabelo preto e bonito.
– Não seja mal educador, Edgar, Não, ela não recebeu ainda. – responde o governador.
Eles começam a conversar sobre uns assuntos, cada um passa a informação do seu setor.
– você é oque aqui? – eu pergunto baixinho para o David do meu lado.
– Braço direito do governador? – ele pergunta, mais pra se próprio. – é eu sou isso ai, sou bom com armas, em matar, e bom investigador.
– mais você foi capturado pela Irmandade – digo.
– eles também tem braços direitos e que são bons em matar.
Passaram 10 minutos alguém falou.
– Cadê o Davis? – um homem pergunta.
– quem é Devis? – eu pergunto.
– E o garoto que esta procurando seu pai – David diz.
– hum.
A porta abre e todos calam as bocas. Um menino que aparenta ter uns, 20 anos? 22? Tanto faz, ele entra na sala, ele esta com um sobretudo preto, causas jeans, um sapato social, e uma blusa preta simples. Os olhos dele são azuis, azuis mesmos, e o cabelo meio bagunçado e caído nos olhos.
– desculpe o atraso. – ele olha ao redor- Nossa, temos uma mulher aqui? Isso é raro.
Ele para do meu lado e estende a mão, e eu estendo a minha, ele beija minha mão, um arrepio percorre meu corpo, ele diz:
– prazer em conhece-la, senhorita? – per pergunta.
– Stiler, — eu falo.
Ele me estudo por uns segundos.
– Sim claro, sou Ian – ele diz seu primeiro nome.
– Pensei que não viria mais, — o governador fala.
– Desculpe o atraso, pai — Ian diz. Eu encarro o Governador e o Ian confusa. Mais não falo nada. – estava meio ocupado, falando com umas garotas ali – ele diz, baixo , mais todos podem ouvi-lo – se é que me intende.
Demorei um pouco pra intender mais intendi – Ir ao céu – ele estava no céu. Ele senta na cadeira vazia na minha frente, e sorri, não um sorriso gentil, um sorriso provocante e sexy.
Do meu lado o Davis esta serrando os punhos e nada feliz. Eu coloco minha mão sobre a dele, e ele parece que vai relaxando aos poucos – Por que diabos eu fiz isso? – mais eu não quero tirar a minha mão de cima da mão dele. Então eu deixo.
– bom, quais são as noticias Ian? – o Governador pergunta.
– a Irmandade esta a procura dele tambem, e nós nos encontramos – ele disse, ele estava com o celular na mão, como um adolescente rebelde.
– baixas? – o David perguntas.
O Ian levanta um pouco os olhos, mais volta pro celular, e rir do que ler.
– nossas nem uma, morrem todos as deles, minha equipe é preparada, Sr. Green — Ian responde.
– que bom, — o governador interrompe os olhares assassinos que eles estavam trocando.
Eles falam de uns planos pra matar uns da Irmandade, sobre a poluição em umas das cidades, — Poluição?? Serio? – sobre os suprimentos de sangue, e elogiando as cidades. Falaram um pouco comigo, e quando a comida chegou eu comi, e o David também comeu nós começamos a rir, mais rir baixo, de algo que só nos sabíamos. Eu achei o Ian arrogante. Bom, um adolescente mimado, mais ninguém se importava com isso. Parecia mais um comportamento normal. Ele me escarava, e sorria pra mim a cada instante.
Ele era lindo, sem duvidas. Era cheio de si, confiante em tudo que dizia e fazia. Ficamos umas 2 horas lá, eu conversava baixinho com David do meu lado. E os outros falavam de politica, ou o jogo de beisebol ou era futebol? Não importa.
– Fique aqui, o governador não quer que você ande sozinha. – David disse e entrou no quarto.
Quando eu olho pra lado esta o Ian do meu lado, eu dou um pequeno pulo pra trás em susto.
– oi, Charlie.
– oi, — digo ríspida.
– ele não te convidou pra entrar no quarto dele?
– E o quarto dele?
– sim, quer dizer que vocês ‘ficam’ no seu quarto? – ele deu, uma ênfase no Ficam que eu não... a sim, ele quer dizer ‘ficar’ ficar mesmo. Sexo.
– Sim, ou, quer dizer não, — eu comecei e gaguejar, — nos ... um somos... amigos... só isso.
– ah, então eu posso te chamar pra sair? – ele da um paço a frente.
E eu dou um paço pra trás, ele continua vindo em minha direção, eu dou outro passo pra trás, mais eu encontro a parede, ele chega cada vez mais próximo ao meu rosto. Minhas mãos estão suando, e meu coração esta acelerado, minhas bochechas estão provavelmente vermelhas. Por que tenho que ficar vermelha por qualquer coisa?
Ele passa os dedos na ponta dos meus cabelos, e os cheira. Ele se aproxima da minha boca. Estamos uns cinco centímetros de distancia, eu consigo sentir a respiração quente dele.
A porta do nosso lada se abre. David empurra Ian pra longe, mais Ian não cai, ele fica com um sorrisinho, lindo e irônico no rosto. Ele passa a mão sobre o seu sobre tudo, o ajeitando.
– Boa noite, Charlie – ele da um passo em minha direção, e o David se contorce do meu lado.
O Ian estende sua mão, e pega a minha e da um beijo delicado, e não tira os olhos dos meus.
– Durma bem, Ate amanhã- ele diz e sai andando pelo corredor.
– tudo bem David? Parece nervoso! – eu digo com a minha maior cara de sínica.
Ele me encarra como se fosse me matar, e coloca os braços em volta do meu pescoço, e começa andar em direção ao meu quarto.
– Vamos Charlotte. – ele diz.
– Charlie- eu corrijo.
– Charlotte – ele diz.
– vamos ver um filme? – ele pergunta.
Davis estava fazendo minhas pernas de travesseiro, e deitado na cama. Ele tinha trocado de roupa quando entrou naquela hora no quarto. Eu já tinha trocado de roupa – no banheiro, é claro – tinha prendido meu cabelo no alto da cabeça, e estava de pijama, meu pijama e enfeitado de fantasmas pretos, e de cruz.
– Drácula? Sombra da Noite? Anjos da Noite? – eu perguntei.
Ele fingiu um falso sorriso.
– não, que tal American pie? – ele sorri safado.
– David! Rum, vamos ver, Um amor pra recordar?
– Não, não vou assistir esse filme.
– Por que? Você chora no final? – perguntei.
– Não, eu não gosto dele.
– tah, então, Piratas do Caribe? – eu perguntei.
– perfeito. — ele grita
A Tv era conectada com a internet, ele colocou o filme.
– Vamos assistir os quatro? – eu perguntei.
– Vamos.
– Maratona de filmes, falta o chocolate.
Ele sai do quarto por uns dois minutos e trás 5 barras de chocolate, salgadinhos.
Apagamos a luz do quarto, começamos assistir e a comer.
Nós vimos o primeiro filme todo. O David não estava mais deitado nas minhas pernas ele estava deitado do meu lado na cama, eu estava coberta e ele estava por cima do edredom. Nos ficamos conversamos, e falando pro personagem não fazer aquilo. E o David sabia quase todas as falas do filme.
Quando estava no meio do segundo filme, meus olhos começaram a ficar pesados ate adormecer.
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