Liga das Sombras
10 Historia
Notas iniciais
Pvv – David
Eu acordo e a Charlotte esta do meu lado. Ela não esta dormindo igual nos filmes românticos, ela esta babando. Mais eu não me importo. O que eu vou falar pra ele quando ela acordar? Que eu dormi sem querer aqui? Mentir? É mentir esta bom pra mim.
Eu consegui assistir os 4 filmes, e ela dormiu no segundo, eu falo que não terminei de ver o segundo, e quando percebi estava acordando. Isso ai David, ótima resposta.
– bom dia – eu digo, ela acordou.
Ele passa a mão no cabelo, e limpa os olhos e a boca babada dela.
Lembrei dela ontem, com aquele vestido curto dela, ainda por cima vermelho. VERMELGO É SEXY. Ela estava muito linda, e o corte de cabelo dela, ficou lindo também. Muito diferente dela agora.
– bom dia – ela responde. Com uma voz de sono.
Eu não devia ter feito isso, não devia.
– assistiu todos os filmes? –
– não, eu dormi no segundo, antes de acabar – que bom que ela não me conhece.
– vocês dormem? – ela pergunta.
Sinceramente não gosto muito dessas perguntas dela, acho que ela pensa que somos os vampiros de filmes. Tipo Drácula, ou Crepúsculo. Alias eu já li um dos livros dessa saga. Melhor não comentar.
– Charlotte, as vezes fico meio triste com seus pensamentos sobre nós, — eu falo, e faço beicinho, e uma cara triste.
Ela me dá dois tapinhas na bochecha e sorri. Ela tem um lindo sorriso.
Eu levanto e pego meu cassaco.
– Ei David – me viro pra ela. – tem alguma coisa pra fazer nessa cidade? Estou pra virar um móvel da casa.
– tem sim, gosta de cavalos?
– sim.
Me olho no espelho, estou com uma cara de sono, e minha roupa esta amassada. Pego meus sapatos no chão e saio do quarto.
Na saída esta Liz e Megan, vindo em direção o quarto e os dois seguranças da Charlotte.
Quando elas me veem elas começam a dar sorrisinho.
– bom dia garotas – eu falo.
– Bom dia Sr. Green – Liz fala, ela sempre me trata educadamente. Não conheço ela há muito tempo. Ela veio pra essa unidade há pouco tempo.
– Noite longa em David – e Megan diz. Megan eu conheço há muito tempo, ela é uma das mais antigas aqui. Sobreviveu ao primeiro ataque. Ela poderia ser general das forças da Liga, mais ela não quer. Depois de tudo que ela passou ela esta certa.
Eu a encarro.
– Deve ser isso com certeza, Charlie teve o que ela quer. – ela disse insinuando algo.
Duvido que a Charlotte tenha falado alguma coisa sobre sexo com elas, só em falar a palavra ‘sexo’ ela fica vermelha. Ontem no jantar, aquela insinuação que o Ian falou a deixou corada.
Ela não merece ser o próximo legado. Não mesmo.
O Joseph deve ter decifrado o Legado por isso que ele fugindo. Tanto tempo fugindo antes de a Irmandade achar ele, agora com mais inteligência, ninguém poderá achar ele.
O Ian estava a um mês caçando ele. Ian aquele arrogante.
– Alo? – eu atendo o Telefone.
– Quero você agora na minha sala – o Governador fala.
– estou a caminho.
Cheguei à sala do governador o mais rápido possível. Ele raramente me ligava, e quando ligava era algo serio. Mesmo nos sendo melhores amigos, eu e o Governador não nos falamos muito.
– bom dia, David. Como foi sua noite? – essa pergunta pela primeira vez me pegou de surpresa, toda vez que ele me via de manhã ele me perguntava isso.
– boa. – eu respondo.
– se sente – ele fala apontando pra uma cadeira na frente da dele.
– o que você quer? – eu pergunto.
– direto ao ponto. Bom, têm muitas coisas pra resolver, David. Ian me passou informações sobre outras coisas. A Irmandade esta armando um exercito, pra caçar o Joseph, eles estão ficando cada vez mais forte. Nós não podemos deixar que eles achem o Joseph. Vamos mandar um grupo, pra matar umas forças da Irmandade, que estão reunidas, e só pra eles diminuírem de numero. Estamos em Alerta, eles podem vim invadir aqui, de novo, e levamos muito tempo pra nos reconstruir. Lado bom, eles não sabem que estamos com o legado, eles estão procurando ela. Essa é a única vantagem.
Ele respira, ele me encara, eu sei oque ele quer. Não. Não. Não. Não. Não quero isso.
– e você quer oque comigo? – perguntei com medo na voz.
– David, eu preciso dos meus melhores homens, aqui na Inglaterra é apenas você e o Ian.
Levei um tempo pra processar a informação.
– quer que eu trabalhe com o Ian? – eu pergunto.
– eu sei que meu filho é difícil mas...
– Difícil? Tomas, seu filho é impossível, não posso trabalhar com ele. – eu falo.
Raramente eu falo o nome do Governador, poucas pessoas sabem o nome dele. Ele não fala pra ninguém.
Ele respirou fundo. Eu percebi que meu comportamento era infantil, meu dever é lutar pela liga. Eu tenho que fazer isso.
– desculpe Tomas, eu farei isso pelo bem da Liga. Não podemos sofrer outro ataque direto.
– obrigado por entender, David.
– que dia temos que ir?
– daqui uma semana. E amanhã começaremos treinos com todos que estão aqui na Central, inclusive a Charlie. Os melhores que irão treiná-los. Querendo ou não, eles podem vir pra cá, e temos que prever o pior. Os treinos começaram amanhã, farei um anuncio oficial no Salão, no centro.
– isso é tudo? – pergunto.
– sim, pode ir.
Eu levanto.
– e David – ele chama – tome cuidado.
Transformações. Treinamentos. Invasão. Massacres. Mortes. Assassinatos. Sangue. Morte. Morte. Desespero.
Isso é o que ronda minha cabeça. Mesmo contras todas as minhas foças, eu tenho que trabalhar com o Ian.
– Prepare dois cavalos pra mim, por favor. – eu digo ao Diego que cuida dos cavalos.
– Sim, senhor – e vai andando.
Tomo meu ‘café da manhã’, me banho e me visto. Não consigo me concentrar em nada. Eu só quero... Não sei oque eu quero.
Lembro-me do meu pai me ensinando a fazer um carro de madeira, e brinquedos pra eu brincar quando eu tinha uns 10 anos de idade. O sorriso velho e meigo dele. O medo gentil de ele explicar algo que eu não intendia. Ele era o melhor da vila em que moramos. Todo o conhecia, e respeitava não como um homem rico, mas como um homem bom de coração.
Minha mãe tinha morrido quando eu nasci. Meu pai nunca me culpou por isso, ou me amaldiçoou. Ele se casou de novo, mais a mulher não gostava de mim, me tratava mal quando ele não estava em casa. Nunca falei nada pra ele, ele gostava dela. Ela o fazia feliz. Mais três nos depois de se casarem ela morreu. Ela morreu ao dar a luz a um filho. Eu e o meu pai cuidamos dele.
Quando eu comecei minha busca por eu deixei ele com 15 anos. Voltei 5 anos depois para procura-lo, mais ele não estava lá. Todos na vila falaram que ele tinha ido embora. O procurei tanto, mais eu tinha que volta pro serviço na Liga.
Eu amava aquele garoto.
Quando olho no relógio já é 3 horas da tarde. O que pareceu minutos, já tinham sido 4 horas. E eu tinha que levar a Charlie para um passei pela cidade de Bibury.
Nos estávamos caminhando pelas ruas de Bibury, as pessoas andam mais de Bicicletas ou de cavalo nessa cidade. As pessoas que tem carro é da Liga. Os moradores são todos hipnotizados, para não contar os segredos, e tem plano de emergência. Caso haja um ataque.
No primeiro ataque nos estávamos em outra cidade.
– essa cidade é linda. – Charlotte disse.
O que é verdade, as ruas de pedras têm flores nas sacadas das casas. São bem limpas, não tem lixos nas ruas. Tem uns idosos conversando em bares e tocando musicas antigas.
Não mora muitos jovens nessa cidade.
– é verdade, o Tho... Governador, ama esse estilo de cidade. – e eu também. Pensei.
Nós andamos ate um riacho que tinha um pouco afastado, e o meu lugar preferido nessa cidade. Lembra-me quando eu e o meu pai, saímos para banhar no riacho perto de casa. A Mulher dele reclamava, depois que Brian, meu irmão nasceu, nós não fazíamos isso com frequência.
– o que você tem David? – depois de alguns minutos em silencio ela fala.
– eu tenho? Eu não tenho nada. Estou bem – ‘estou bem’ falei tentando me convencer.
– eu não acredito nisso, David pode me contar – como ela sabia? Mulheres. Ela falava gentil.
– é coisa da Liga, Charlote- eu disse tentando parecer menos preocupado. – Então vamos mudar de assunto. – ela não queria encerrar mais percebeu que eu não estava afim de falar
Sentamos na beira do riacho molhando nossos pés. Nos conversamos sobre muita coisa. As cores preferidas dela é preto – obvio – e vermelho. Gosta de lasanha, e chocolate. Ela perguntava como era antigamente, se era tão bom quanto ela imaginava. Se eu lutei nas guerras. Se eu dançava, ela me enchia de perguntas. Por uns momentos eu quase se esquecia de tudo que o Governador disse.
O sorriso dela era contagiante, e de uma adolescente, se divertindo. Tinha inocência, esperança. Tudo que eu já tinha perdido a muito tempo.
Os cabelos dela ao sol cintilava, os olhos castanhos dela.
Algumas das minhas namoradas diziam de eu tenho sorriso sedutor, e sexy. Eu tenho um sotaque britânico.
– Desculpe. – eu disse e sai pra atender o telefone – Green, falando – eu odiava falar isso.
– Green, temos um problema com as bruxas, temos que ir falar com ela. Hoje anoite. – o governador falou.
Ele me ligando duas vezes em um dia, era muito perigoso.
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