Liga das Sombras
7 O Resgate
Notas iniciais
Não sei por que eu quero salvar aquele idiota, ele me mordeu, e me deixou mais de um dia dormindo, eu estava nos E.U.A, e estou na Inglaterra, e um lugar chamado, Bibury. Que merda de cidade é essa? Nunca ouvi falar. Mas eu estou aqui, e estranhamente quero salvar ele.
Já tivemos muitas ideias de como sair do quartel da Liga, mais nem um era bom. Mais conseguimos pensar em alguma coisa. Megan trouxe armas com bala de madeira, pelo visto vampiros morrem com uma estaca no coração deles. E verbena, os deixa fraco. Eu bebi verbena. Eu não dormi e nem comi, nós viramos a noite treinando o básico, me treinando. E eu não sou tão ruim assim eu já tinha lutado antes. Nos vamos sair de manhã cedo, as 5 ainda vai esta escuro, essa é a vantagem, de acordo com o plano, nos vamos ir pela trilha que pegamos ontem anoite.
Já esta na hora. Coloco minha mochila nas costas, e uma arma nas minhas costas também, estou vertida de causas e blusa preta, a jaqueta também é preta.
Os corredores estão vazios, nos continuamos andando. Ninguém sabe que nos sabemos oque aconteceu com o David. Então não suspeitaram de nós, o que é muito bom.
Já estamos fora da casa. Meio que tive uma pequena impressão que a casa tinha ficado maior, mais era só meu subconsciente nervoso.
Nos pegamos o caminho que tínhamos feito ontem, estávamos correndo então, em menos de dez minutos conseguimos ver a casa, dessa vez estava vazia. A casa era moderna, bonita, era simples, muito simples. Passamos por ela. E continuamos correndo no meio da floresta. E corremos, eu estava cansada. Estamos correndo a meia hora. Somente mato, e mato. Mais continuei correndo, sem diminuir a velocidade.
– ate que fim, — eu disse enxugando o suor do meu rosto – não estava mais aguentando. Quanto tempo leva pra chegar em Londres? – falo, antes de chagar no carro.
– leva 3 horas. Mais comigo dirigindo apenas duas, ou menos.
Tinha um homem encostado no carro, ele abriu um sorriso quando nos viu. Ou viu uma das duas? Liz ou Megan?
Quando chegamos perto, Liz correu, e pulou em cima dele, deu um beijo. E como foi um beijo.
– Esse é o Ty, meu amigo – ela disse depois que desceu de cima dele.
– amigo? Qual é? Depois de séculos. – Ty reclama.
– amizade colorida, amor. – ela da um leve selinho.
Tenho uma sensação de que não é a primeira vez que ele reclama sobre isso.
– o que você vai aprontar? — Ty pergunta.
– resgatar o David.
– o que aquele idiota aprontou de novo?
– o mesmo de sempre. Saiu em missão, e meio que a Irmandade pegou ele!
– a Irmandade, vocês vão pra lá? Com ela? – ele aponta pra mim.
– ei, eu estou aqui, e ouvindo.
– eu sei, e você é humana. Vocês vão levar uma humana para o Irmandade?
– é isso ai! Megan, estou esquecendo algo? – Liz pergunta.
– a sim, ela é o próximo legado. – Megan acrescentou.
– ela é oque? Vocês enlouqueceram? E quando o Governador descobrir? Ele esta atrás de um dos Legados a séculos, e vocês vão entregar uma de bandeja para Irmandade?
– não, e mesmo assim se não nos fossemos com ela, sei lá oque ela faria. Se você visse a cara de desespero dela, quando descobriu que David estava em perigo. Não poderia dizer não. Você sabe como eu sou. – Liz falou.
– minha cara? Eu não tinha cara nem uma. – Falei.
Megan riu.
– Não tinha? Da próxima vez eu tiro uma foto. Você estava com cara de dor, de uma adolescente apaixonada.
– apaixonada? Eu não ... eu ... não estou... aa... – eu comecei a gaguejar e ficar vermelha. – eu não estou apaixonada por ele – eu consigo dizer.
– desculpe então.
– Não importa, — Liz falou – vamos, garota não apaixonada.
Liz, Megan e Ty foram conversando a viajem toda. Eles cantavam as musicas que passavam no radio, ou contava um piada idiota. As vezes eu ria. Mais eu estava perdida em pensamentos. O Ty falou que so daria o carro se ele também ajudasse, então ele vai resgatar o Davis conosco.
Sinto um peso nos meus olhos, e acabo dormindo.
Em meus sonhos, eu tenho 5 anos. Eu estou no Central Park, brincando com um cachorro, Spike, ele é grande e peludo, era lindo. Eu corria e ele corria atrás de mim latindo.
– Não vá muito longe Charlie – Minha mãe gritava.
Mais eu não prestava atenção. E eu corria, e corria. Depois de um tempo eu não consigo ver minha mãe.
– Mãe... Mãe.... Mãe... – eu gritava, desesperadamente – Mãe.
Eu comecei a chorar. Eu me sentei no chão e abracei meus joelhos. Eu soluçava gritando pela minha mae.
– Oi, Garotinha. – Uma voz masculina falou.
Ele me tocou. Eu com susto me levanto o mais rápido possível e me afasto dele.
– Não tenha medo – ele fala. Eu não olho pra ele. Eu limpo meus olhos vermelhos e cheios de lagrimas. – Olhe pra mim.
Levanto meus olhos. Parece que conheço ele. Ele tem a voz gentil.
– como é o seu nome Garota? – ele pergunta se abaixando e me ajudando a Limpar meus olhos.
– Meu nome é Charlotte.
– Charlotte, um nome muito belo. Prazer, sou David.
E de repente, me sinto sendo balançada.
– Charlie,... Charlie... Acorda.
Foço meus olhos a se abrirem, e a Megan esta na minha frente.
– oi – falo.
– hum, já estamos em Londres. São Já são oito horas. – Megan disse.
Eu me levantei de repente. ‘ Tomara que eu não tenha babado’ passo a mão no meus rosto.
– sim, por onde começamos?
– Ty, falou um amigo dele e descobriu onde a Irmandade esta. – Liz disse.
– Então vamos lá.
O Prédio era lindo. Moderno, tinha muitos andares, totalmente o oposto da Liga, que é um clima rustico, antigo, mais aconchegante. A Irmandade esta como algo sério, como aqueles filmes de ação, onde eles têm uma sala especializada em matar pessoas, com opções devagar dolorosamente, ou rápido e indolor. Mais esse opção não era pra quem iria morrer era pra quem iria matar.
– como vamos entrar?- pergunto.
– escada de incêndio? – Liz sugere
– Não tem escada de incêndio.
–Ae – diz sem jeito.
Descobri que Ty e gênio em tecnologia, ele ranqueou as câmeras de segurança. E nos mostrou o melhor caminho, cara um de nos dia um interfone, caso nos separar, e pra manter contado com o Ty.
Ele disse que não é bom com ação.
– Vamos – Megan chamou.
Estamos rastejando nos tubos de ventilação. Nos tínhamos conferido tudo antes de entrar no prédio. Seringas de verbena, arma, estaca e uma bolsa de sangue. Estava tudo certo.
– Parem, descem ai mesmo – Ty fala.
– ok – Megan sussurra.
Abrimos a brecha que tem e descemos, as meninas me pagam pra mim não fazer barulho.
– Tem guardas ai, eles tem a chave na cela do David – Ty explica.
– Vamos.
Eu pego a arma da minha cintura e destravo. Passo a mão na minha perna de novo pra conferir que tudo esta lá.
Megan faz sinais que significa ‘ Façam silencio, em: Um, Dois, Três’. E Atamos. Os guardas ficam sem reação, ele não esperavam por isso. Megan injeta verbena no corpo do segurança numero um que tenta resistir, mais logo desmaia. O Guarda numero dois esta lutando com Liz, e o guarda numero três que é o maior me ataca. Eu atiro nele, não faz barulho, o silenciador ajuda nisso. Ele da um passo pra trás mais continua vindo. Um, dois, três tiros nele. Ele cai de joelho, eu puxo minha estaca e enfio no coração dele. Ele começa a se dessecar ele fica cinza, e as veias aparecem , parece um vampiro com fome por muito tempo.
Quando meus olhos volta pras meninas, os outros dois Guardas estão mortos também. Nos arrastamos eles, e Liz pega a chave.
Agora que eu vou da uma olhada no lugar onde nos estávamos. Era um pouco escuro, nada parecido com o prédio moderno que vimos por fora. As portas são de ferro, as chaves tinha um código, que abria a porta.
Dentro tinha um compartilhamento de celas, portas de ferro com trava manual, tinha oito portas. Na primeira tem uma mulher, dessecada. Na segunda um homem.
– aqui, achei ele.
Davis estava na porta numero seis, eu abri a porta em entrei com tudo na sela. Ele levanta nos olhos devagar, quando ele me vê. Ele arregala os olhos. O rosto dele esta pálido, ele tinha mais ou menos um bronzeado muito, muito franco, mais tinha, as bochechas um pouco rosadas naturais, não igual as minha que ficam vermelhas de vergonha.
– o que você faz aqui? – ele pergunta com a voz franca, ele sussurra muito baixo.
– viemos te salvar – eu digo. Puxando o bolsa de sangue da minha bolsa. – aqui beba – coloca na boca dele.
Ele pega e espreme a bolsa de sangue, ate não poder sair mais nada.
– é melhor vocês saírem dai, tem guardas indo na direção e vocês. – Ty nos avisa.
– ok, Vamos.
Eu coloco os braços de Davis nos meus ombros. E levanto ele. Ele é pesado. Puxo ele sela a fora. Quando fechamos a porta. Os guardas aparecem.
– onde esta nosso prisioneiro de hora, Sr. Green, hora de morrer.- ele fala olhando pro celular em sua mão. Quando ele levanta os olhos, sua mão vai pra sua arma. Mais dois guardas aparecem.
– Hora de morrer. – Liz diz e destrava a sua arma e começa a atirar.
Pego minha arma, e atiro, com uma mão só, Davis no meu braço não é muito legal pra atirar.
– me der uma arma. – ele pede.
Eu entrego minha outra arma. Ele começa atirar. Todos estão atirando, os homens agora estão agonizando de dor, no chão. Liz e Megan pega as estacas o enfia nos corações deles.
– vamos corram, demos que sair daqui.
Começamos a correr, conseguimos subir David pelos tubos, por incrível que pareça. Já que a sela é no subsolo, nos conseguimos sair sem chamar atenção. Ty e o Carro estavam onde nos deixamos.
– Vamos Rápido – eu falo quando estão todos no carro.
David esta encostado em mim, ele tomou mais uma bolsa de sangue, a cor normal esta voltando. As roupas estão sujas de sangue e furos, rasgadas. Depois de uns minutos ele esta cochilando em meus ombros. E eu acabo dormindo também.
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