Liga das Sombras
24 Depois
Notas iniciais
Os meus olhos não queriam se abrir, queriam ficar fechados, e ficar relaxando. Mais não era possível. Estava tentando me decidir onde doía mais, meu pé, minha cabeça, ou a minha coluna. O pior de tudo é que descobri que os três doíam na mesma densidade.
Tinha que achar forças para abri os olhos e consegui, o lugar onde eu estava era branco... Pera, estou morta? Não, os poucos a visão foi clareando, via um rosto com... com, era cara de preocupação?
Pisquei os olhos algumas vezes. E mais alguns. E comecei a reconhecer o rosto. Era, bom era o Ian. Sinceramente, eu queria ver os cabelos castanhos do David, os olhos preto e profundos dele, e seu sorriso reconfortante.
Tentei me levantar, mas ele me impediu.
Tentei olhar em volta e vi que era meu quarto, decorado com uma tenha de aranha descendo vagamente nas paredes, o quarto sombrio que eu sempre quis.
– As meninas trocaram sua roupa. – ele disse, aí que percebi que estava com um pijama de fantasma – Bom – ele deu um sorrisinho – eu falei que eu podia trocar, mas ela não deixaram – sorrio um pouco, mais ate rir faz meu corpo doer.
– Quanto... tempo? – eu perguntei cansada.
– você esta apagada a dois dias, depois que dei meu sangue você dormiu e não acordou mais, ate agora. O governador mandou bruxas, verem o que você têm, elas disseram que que sua “ Alma” esta cansada, ou algo parecido. – ele parou e respirou – como esta se sentindo?
– Dolorida – eu digo muito baixo – não é se minha avó bruxa do mal tivesse me acertado poderes de, sabe lá de onde... bom, — me lembro da ultima coisa que eu fiz – ela esta morta? – ele balança a cabeça em concordância – meu pai?
– Infelizmente – ele disse abaixando o olhar – sinto muito.
Dou um pequeno sorriso.
– estou cansada – eu digo – vou voltar a dormi.
– espera – ele diz. E levanta e sai pela porta, quando volta ele tem um copo na mão – beba.
Me diz que não é sangue. Merda é sangue. O gosto desce pela minha garganta cortando, é ruim, como se estivesse bebendo ferrejou.
– Eu sei é ruim – ele diz ao ver minha cara.
– como vocês bebem isso? – eu perguntei.
– Pra nós tem gosto diferente, é bom, não é comparável com nada que um humano pode comer, da melhor comida que podem preparar. – ele diz.
– Nada é melhor que chocolate – eu digo.
– Sangue pra mim é – ele diz.
– Nada é melhor que chocolate – eu repito teimosa.
– Sangue é s... a vai dormi teimosa. – ele diz pegando o copo da minha mão. – quando acordar vai esta melhor, e eu sei fiel escudeiro vou estar aqui também – ele diz, pega uma ultima vez na minha mão e sai.
Não sei se é loucura mais, já me sinto bem melhor.
Me ajeito de maneira confortável na cama e fecho os olhos. Um sono com sonhos.
Em meus sonhos tinha uma pilha de corpos com gargantas cortadas, e sem sangue, meu vestido branco de renda estava vermelho, com sangue manchando todo ele e ao meu lado eu tinha o David jogando o corpo de uma mulher já sem sangue na pilha de corpos.
– Nada melhor que sangue fresco – ele diz pegando um lencinho do paletó cor carmim e limpando minha boca suavemente,
Mais em surpresa ele me morde e eu não era mais eu, mais alguém que via de longe, ele me sugando prazerosamente, e me jogando como qualquer uma na pilha de corpos.
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Como o Ian disse acordei melhor, já podia ate levantar, o contrario do que o Ian disse, ele não estava lá. Eu me levantei da cama e fui pro banheiro, enchi a banheira com agua quente, coloquei um som e entrei na agua. Eu queria que a lembrança do sonho se afogasse com a agua, ou sumiria com a armoria de ignorante e entica da musica.
Ela só voltava com feches de luz branca que aparecia cada vez que fechava os olhos. Depois que banhei me vesti e penteei meu cabelo. Meu cabelo já tinha crescido um pouco, eu arrumei o cabelo, com que ficasse bem minha cara, ou a cara de que eu queria estar, corajosa, forte, e de quem não acabara de ter um pesadelo.
Eu me sento na cama e pego um livro na penteadeira. O livro que o Ian escreveu marcando o nosso encontro que nunca teve.
Bom, não acreditava em finais felizes, mas acreditava no amor. Mais não que ele pode vencer tudo, quem pode vencer tudo é a esperança, o amor é só algo que faz as pessoas fazer algo, e que a deixa quem opções por que equivocadamente, que proteger a pessoa amada.
Por isso eu amo a ideia de amar, amo o amor, e amo ter um amor, e exclusivamente amo pensar que sou amada.
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