Liga das Sombras
23 Custe o que custar
Notas iniciais
Charlie...
– Você por acaso é doida? – eu gritava. Tudo passava tão rápido na minha cabeça.
Meus amigos estavam presos aparados como carne em açougue. Sangue escorria das suas mãos.
E Eva não estava mais na sala ela tinha corrido lá pra fora e o Ian tinha ido atrás dela.
– Me solta – o Ty disse.
Eu corri para a cozinha – Onde fica as facas?- eu abria todas as gavetas na balcão, e não achava- Onde, onde esta?- eu falava. Encontrei.
Depois que achei corri e soltei o Ty.
– Deixa que eu solto o resto – ele disse.
– Mais tem verbena – os pulsos dele tinha formado ferimento horríveis que estava se curando. Do bolso ele tiro uma luva. – Tudo bem.- eu disse por fim.
Me virei e fui em direção a porta. Mais antes que eu pudesse sair ouço o Ty me chamando.
– Charlie, — ele disse com uma cara de preocupação – Lembre-se, custe o que custar.
Eu acenei.
Eu sabia do que ele estava falando. No caminha falamos das possíveis cenas, e infelizmente, essa era uma delas.
Eu sei o que fazer.
Quando eu cheguei lá fora o Ian estava se contorcendo de dor no chão, mais não soltava nem um gemido.
– Para com isso – eu disse desesperada, o Ian estava com a cabeça vermelha por tentar diminuir a dor.
– Como pode isso. – Eva gritava – Um vampiro.
Ela dizia doida.
Ao nosso redor as arvoes começaram a balançar, o vento ficou forte, meus cabelos se bagunçavam. As folhas que estava no chão começavam a flutuar e rodearem em um circulo. O céu escureceu.
Um arrepio percorreu minha coluna me fazendo tremer, o ambiente começou a ficar frio.
– Por que? — ela gritava.
Ela abriu os braços fechou os olhos.
– fesmatx, seventiz, kalundix – ela disse. Em sussurro.
Ela bateu palmas e com uma força que não sabia o que era, mais sabia de onde vinha, Eva me lançou perto das arvores.
– Se envolver com vampiros – ela disse com mais raiva.
– Com quem mais – eu disse me levantando.
– Charlie, — ela disse chagando perto de mim, e me levantando puxando pelos meus cabelos – Se eu te matar acabou a linhagem- ela disse como uma doida. – Sabe oque tem no legado? – Ela perguntou – Hein? – eu não respondi – Responda.
– Não sei – eu disse entre dor.
– NADA- ela disse – serve para deixar pessoas doidas. Eu perdi meu marido, e meu filho por isso.
– Cadê o meu pai? – eu perguntei.
– Quem? – ela perguntou – Não sei.
– Sabe, Eva, se me matar vai ser o ultimo legado, e se não me matar também ira ser o ultimo legado. – eu disse. – melhor me deixar viva.
Eu lancei um soco na cara dela me dando a vantagem de segundos e me livrei do aperto dela no meu cabelo.
Mais não demorou muito e ela me lançou outro daqueles poderes e dessa vez eu não fui tão longe, apenas cai.
Custe o que custar – as palavras ecoavam na minha mente. “ Custe o que custar”.
Era isso, tinha quer ser.
Eu ser derrubado por uma velha. Não, não podia fazer isso.
Custe o que custar.
– Será melhor pra você morta – ela disse e lançou outro poder que me fez rolar. O sol do meio dia era noite.
Não balançava apenas o nosso quintal, todas as arvores das ruas balançavam, o pequeno furacão agora era um grande. Parecia que cobria todo quarteirão.
– Não, a morte é apenas a morte, não tem nada de bom na morte.– eu disse.
Percebi que meu pé estava com uma dor, muita dor. O meu pé tinha quebrado.
– Seu pai se entregou a morte sem pensar duas vezes – ela disse.
‘’ Meu pai ‘’. Doido e facilmente influenciado.
Custe o que custar – Não era mais a voz do Ty que ecoava era a do Ian. Ian que ainda estava se retorcendo. Mais cadê o resto do pessoal? Olhei em direção a porta e lá estava eles do lado de dentro da casa, lutando pra sair e entrar na luta contra minha avó maluca.
Custe o que custar – o Ian me dizia novamente.
– Custe o que custar – eu disse.
Apalpei minha costas, e ainda estava lá. Puxei e segurei com força e determinação.
Custe o que custar.
Era isso, não tinha mais volta.
Custe o que custa. Era minha avó ou meus amigos.
Sem hesitação agora Charlie sua escolha e a certa.
– CUSTE O QUE CUSTAR – eu disse gritando.
E atirei.
E o vento acabou, as folhas caiam levemente no chão, delicadamente caindo. A porta e o resto do pessoal saiu da casa, o Ian não estava mais se contorcendo.
O Ian bateu os olhos em mim com esforço se levantou e correu na minha direção.
– Seu pé – ele disse. Com a cara de preocupação. – Tome.
Antes que eu soubesse o que era ele colocou seu pulso em minha boca e eu senti um gosto de sangue descendo a minha garganta, e aos poucos fui apagando. Eu vi Ian me pegando nos braços, e dando um beijo na bochecha.
Queria dizer obrigado. Mais a foça para falar não vinha.
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