Lifetime

33 Paralelamente finalizado


Agora tudo já estava no final. Ray e Lia já haviam conseguido chegar ao pedaço de trem, agora era só pedir para que o menino de lá conserte o mundo deles.

– Olá. Á quanto tempo. – Disse Ray.

– Não passou tempo algum.

– Han?

– Aqui o tempo não passa... Mas enfim. O que veio fazer?

– É... Essa aqui é Lia, minha namorada. – Disse Ray apontando meio sem jeito para Lia, tentando falar logo o que queria, mas não conseguia.

– Eu sei. Olá mesmo assim.

– Oi... – Lia falou normalmente.

– Am... Tá. Vou logo ao assunto. Meu mundo está em ruínas e preciso que o conserte. Como conseguiu criar um universo só seu... Achei que poderia me dar uma força.

O menino ficou surpreso. E foi em direção ao seu computador, sentando na cadeira que havia ali.

– Queria poder ajudar, mas isso é impossível. Reestruturar algo que já está perdido é uma coisa que não dá para fazer.

– Mas... Você CRIOU um universo.

– Criar é completamente diferente de modificar.

– Quando você cria algo, conhece tudo que á ali. Mas quando é para modificar, às vezes a coisa se transforma em algo totalmente diferente. Não sei os segredos do seu mundo. Não sei o... Código do criador.

– Código do criador?

– É. Já ouviu falar que todos os universos que estão aqui agora vieram á partir de um único universo chamado Deus né? Que se multiplicou nesses universos.

– Isso eu sei, não completamente. – Ray sentou-se em uma caixa que estava perto da parede do vagão, fazendo um aceno para Lia se sentar também. Como inesperado, ela sentou no colo de Ray. Depois de um longo olhar desesperado por não ter esperado aquilo, Ray continuou. – Está bem. Mas tem algo que eu possa fazer para ajudar o mundo? Talvez se eu voltar no tempo, só vá piorar.

– Tem um modo, mas se você falhar? Está acabado.

– Como?

– Vai precisar de uma quantidade imensa de Glatons. E vai ser muito difícil recuperar tudo o que você tinha...

– Fala logo!

– E ainda que os Glatons que você soltou no seu mundo já se multiplicaram drasticamente.

– Fala!

– A questão é o seguinte... – O menino fez uma pausa olhando diretamente para Ray que já havia se levantado da caixa e estava indo em sua direção com raiva. O menino sorriu. – Você terá que ir para o Deus.