Lifetime
34 Fragmentado
– Como?? Como eu irei para um universo que nem sequer existe?
– Quem disse que ele não existe? Só por que ele se multiplicou em milhões de outros universos não quer dizer que não mais exista. Em cada universo tem um fragmento dele. E você deverá achar algum fragmento para poder voltar tanto no passado, que não achará nenhuma vida lá. Nada, a nãos ser você próprio. E talvez só mais um ser vivo. Que já estava lá desde sempre.
– Ser vivo? O que seria esse ser vivo? Um animal, humano...
– Um ser com vida... Ele não se encaixa em nenhuma categoria criada pelo ser humano.
– Então... – Ray iria rebater a resposta quando foi interrompido por Lia.
– Eeeeeei! Eu ainda estou aqui! E essa explicação já está chata demais. Diga só o que precisamos saber.
– É... Escuta ela. – Disse Ray mesmo querendo perguntar mais coisas que, mesmo sem ele saber. Já iria vivenciar tais coisas.
– Está bem. Meros humanos que não são curiosos pelo que há no mundo. – Disse o menino decepcionado voltando sua atenção para o computador. – Basicamente... Vocês terão que ir até o planeta de Ray para reunir a maior quantidade de Glatons para conseguir voltar no tempo até o Deus a partir de um fragmento dele.
– Seja mais específico e fala na ordem! – Disse Lia com autoridade.
– Ahhhh! – O menino berrou cansado. – Por que ninguém com um intelecto pelo menos um pouco abaixo do meu não está com vocês...?? Não precisam responder... Está bem... Primeiro: Terão que reunir muitos Glatons. Segundo: Terão que achar algum fragmento de Deus em algum lugar. E por fim: Voltar o tempo até Deus e mudar o curso da história de alguma forma sem alterar os outros universos. De lá terão o controle de onde vão mudar os universos.
Os olhos esbugalhados de Ray sobressaltavam sua curiosidade. O menino continuou:
– Só isso. Nada mais pra vocês saberem... – Falou baixinho para si mesmo... – Pelo menos eu espero.
– Espera espera espera! Eu não só posso voltar o tempo dos momentos que eu mesmo vivi? Como vou voltar pra criação dos UNIVERSOS??
– Por isso mesmo que você terá que achar um fragmento dele. Por que nele contém as memórias necessárias para isso. E para de me perguntarem coisas por que eu já estou cansado de tentar explicar coisas que só no máximo 40% são entendidas!
Com esse discurso, Lia foi lá fora do trem e ficou manipulando a forma da água que tinha tirando de um cantil que levava na sua cintura. As vezes a água tomava a forma de um ou outro animal, como uma borboleta ou até um urso.
Ray saiu do trem e se encaminhou em direção á Lia.
– Vamos. Já consegui as informações para salvar nosso mundo de mim mesmo.
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