Notas iniciais
Eu peço mil desculpas por ter demorado tanto tempo a postar este capitulo! A sério! Eu estive afastada do computador e só hoje é que o consegui acabar, e entretanto o meu tabblet partui-se e eu vou ter de o por a arranjar. Por isso a partir de hoje vai ser dificil postar tão depressa quanto eu gostaria. Mas não percam a fé nesta fic por favor! Eu não vou desistir de continuar a escrever só para vocês. Peço desculpa mais uma vez.

Acordei deitada no sofá da sala aconchegada num cobertor. Estava meio confusa quando olhei em volta e não havia sinais do Nathan, até que vi que um bilhete estava colado na minha mão (???).

“Não pensei num sitio melhor onde deixar este bilhete. És tão distraída às vezes que tive medo de ficares furiosa por eu ter ido embora e não ter pelo menos te acordado, isto tudo se não encontrasses o bilhete claro.

A primeira razão pela qual não te acordei é que tu começarias a fazer perguntas e neste momento acho melhor ficares no escuro. A segunda razão é porque parecias um anjo a dormir e eu não queria incomodar-te, quando te encontrei hoje parecias cansada e achei que devia deixar-te descansar. A terceira era porque tinha medo que ficasses rabugenta por eu te acordar.

Não querendo meter-me na tua vida pessoal mas eu vi o bilhete colado na tua porta, era um bocado impossível não reparar nele. Se te sentires sozinha acho que devias chamar aquela tua amiga que tem uma queda para shots de tequila. Ou então liga-me, temos de conversar de qualquer maneira.

Dorme bem Alma Grace”

Dei por mim a sorrir cada vez mais ao ler aquele bilhete, soltei uma risada ou duas a lê-la, mas também fiquei confusa quando ele disse que eu iria começar a fazer perguntas e sobre nós termos de conversar. Sobre o que será que ele quer conversar? Parece sério.

Além do mais como é que o génio aqui pensa que eu vou lhe ligar? Não sou vidente para descobrir o número de telemóvel dele.

Levantei-me para ir comer alguma coisa porque aparentemente eu estive a dormir durante umas cinco horas, ou seja, faltei à escola. Ora bolas. Quando fui a estender o braço para ir buscar sumo ao frigorifico vejo que o génio pensou em tudo, tinha o número dele escrito a marcador preto no meu antebraço. Devo de ter um sono pesado para ele conseguir fazer me deitar no sofá, colar-me um bilhete na mão e escrever o seu número no meu antebraço sem eu acordar sequer.

Peguei no telemóvel e gravei-o.

Voltando à minha vidinha fui sentar-me no sofá e em vez de estar a prestar atenção ao que estava a dar na televisão fiquei apenas a encarar o vazio. Tinha a cabeça à roda, em apenas um fim de semana eu consegui meter-me em sarilhos com um cão infernal, que por sinal me deu dores infernais durante a noite, conheci o Nathan que tem demonstrado ser a pessoa mais misteriosa e às vezes sombria que eu conheço, o Jordan decidiu virar o meu fantasma do passado…

Tantas emoções em apenas dois dias. A sério, eu acho que a qualquer minuto os meus pais vão ter me arrastar para fora do meu quarto porque o mundo lá fora é demasiado confuso, mau, perigoso, mesquinho, etc. Subi para o meu quarto para mudar de roupa, tinha de arejar as ideias, e o que era melhor senão correr? Vesti umas leggings pretas e uma camisola com o número 18 gravado em letras douradas e calcei-me. Assobiei para o Mo vir ter comigo, coloquei-lhe a trela e saímos de casa.

Corremos durante uma hora até que eu tive de parar para eu e o Mo beber-mos água, deixei-o descansar um bocado, o pobre coitado estava exausto já não o levava comigo para correr à uns dois meses.

Quando começou a ficar escuro dirigi-me para casa. Entrei, descalcei-me, tirei a trela do Mo, liguei a aparelhagem e fui direta para a casa de banho. Eu estava toda suada, as minhas faces estavam mais vermelhas do que eu sei lá o quê, mas eu sentia-me melhor que nunca, sentia-me rejuvenescida. Saí do banho com a toalha enrolada ao meu corpo, com o cabelo solto e ensopado, peguei na escova de cabelo e comecei a “cantar”. Coisas típicas minhas.

Enquanto estava a dar o meu pequeno show de Tove Lo ao som de “I’m not on drugs” só vesti uma camisola comprida. Eu estava na minha casa, ainda por cima sozinha! Não tinha a mãe a dizer-me: “Alma calça-te! Não te quero descalça!”, nem tinha o meu pai a rir-se das minhas figuras a dançar ao espelho com a mãe. Estava simplesmente o Mo na sua casota a fingir que eu não existia.

Eu adorava esta música, sei lá, era adequada. A minha mãe também gostava dela então nós fazíamos vários concertos de Tove Lo pela casa. No refrão é que era mesmo fixe.

Baby, listen please
I'm not on drugs, I'm not on drugs,
I'm just in love
Baby, don't you see?
I'm not on drugs, I'm not on drugs,
I'm just in love
You're high enough for me.

Eu sei que só faço parvoíces porque quando se está a dar um “concerto” em frente ao espelho da sala consegue-se ver as figuras que se faz. Então lá estava eu de escova na mão e a dançar (que era a única coisa que eu conseguia fazer bem) quando me lembrei que tinha de comer. Atirei a escova para o sofá, amarrei o cabelo de uma maneira qualquer, fui buscar o livro de receitas e pus mãos à obra.

Desta vez iria comer alguma coisa de jeito, estava a pensar em fazer lasanha de atum. Desta vez estava a dar “Replay” da Zendaya, e enquanto eu despejava o atum para uma tigela andava ali a cantar e a tentar fazer como Krissa chama “ser sensual como uma pizza”. Fui à procura das fatias de queijo para lasanha, mas depois de desarrumar os armários quase todos da cozinha apercebi-me que a mãe guarda-as na despensa, então lá fui eu à despensa.

Com a lasanha no forno e o Mo a dormir eu achei que devia de continuar a dar o meu concerto. Desta vez com os phones postos comecei a cantar o “Good for you” da Selena Gomez.

Estava eu a ir para a sala a cantar:

– I just wanna look good for you, good for you uh-uhh.

– Já estás muito bem assim não é preciso mais. – disse ele com um sorriso malicioso no rosto e um brilho nos olhos.

Soltei um berro ao ver o Nathan na minha sala assim aparecido do nada. Eu realmente tenho de começar a trancar a casa toda às sete chaves se não quero sustos como este se repitam. Depois eu lentamente apercebi-me das minhas figuras, eu tinha uma camisola comprida vestida, fora a roupa interior não tinha mais nada no corpo, o meu cabelo devia parecer um ninho de ratos e sem falar da minha cara que devia estar super vermelha.

– Belas pernas já agora.

– Cala-te! O que estás aqui a fazer? Não sabes que mais, eu estou farta que tu entres assim na minha casa. Sai já daqui e bate à porta como uma pessoa normal. JÁ!

Ele foi obedientemente para a saída e fechou a porta atrás dele. Fui a correr para o meu quarto mudar de roupa. Calças pretas, um crop top branco e calcei as minhas clássicas meias pretas com pandas. Tentei alisar o cabelo o melhor que podia enquanto ouvia a campainha a tocar uma e outra vez, fui a correr escadas a baixo a rezar para não cair e fui-lhe abrir a porta.

– Nathan! Que bela surpresa, o que te traz à minha casa? – perguntei eu em tom de gozo.

– Tens um sentido de humor muito estranho, mas eu gosto. Quase tanto como gosto dessas tuas meias. – afirmou ele olhando para os meus pés. – Posso entrar?

– Se eu disser que não vais-te embora? – perguntei esperançosa.

– Não.

– Então o que vais fazer?

– Isto. – pegou-me pela cintura e atirou-me para as suas costas. Utilizando os meus pés fechou a porta da frente e carregou-me até à bancada da cozinha e eu apenas cruzei os braços e fiz cara de amuada.

Pousou-me delicadamente na bancada da cozinha e apenas ficou a fitar-me, ele ainda tinha as mãos na minha cintura mas eu não me ralei muito com isso.

– Vais ficar com essa cara durante muito tempo?

– Vou. – respondi. – E tu? Vais deixar-me no escuro para o resto da minha vida? Porque eu sinceramente estou farta de saber tão pouco sobre ti.

– Estou ainda a pensar no nosso caso. – não sei porquê mas quando ele disse nosso eu corei, o que o fez sorrir de esguelha.

– Ouve Nathan, eu não posso continuar deixar-te fazer estas coisas sem eu te conhecer primeiro. Acredita, eu não sou má contigo porque eu gosto, é a minha maneira de ficar na defensiva perante estranhos. E, por muito que custe admitir, tu és um estranho para mim, eu só sei o teu nome. – sussurrei.

– Mas se eu fosse um estranho não te salvava de esvaíres-te em sangue no meio da estrada. – sussurrou ele de volta aproximando-se mais.

– Mas eu não sei nada sobre ti.

– Tu queres saber.

Anui. Eu realmente queria conhecê-lo melhor, eu tinha uma estranha atracão por ele, nunca tinha sentido nada assim na minha vida. Era uma má sensação, como se alguma coisa terrível estivesse prestes a acontecer, mas eu gostava. Não faz o mínimo sentido.

– Muito bem. O meu nome é Nathan Black, tenho 16 anos, vim da Inglaterra para cá com o meu irmão e…

Eu não o deixei continuar, porque eu fiz uma coisa que nem eu estava à espera de o fazer.

Eu beijei-o.

Notas finais
Espero não ter de demorar muito tempo para postar o próximo. Xoxo, Sarie.