Notas iniciais
Olá de novo! Não demorei assim tanto tempo desta vez, que alivio. Este capitulo é inteiramente visto da perspetiva da nossa querida e ousada Isabella!! Espero que gostem, encontramo-nos lá em baixo!

POV Isabella

Depois de ter saído da última aula da tarde fui buscar café mais o James ao Starbucks. Supostamente a Alma também era para vir, se ela não decidisse virar rebelde à última hora e não aparecer na escola. Sem ela nós nunca temos nada para falar ou mesmo para fazer, apenas ficamos lá sentados a beber em silêncio, o que é muito constrangedor.

É assim a Alma pode ser tímida e não gosta de dar nas vistas, mas é ela que nos une e nos ajuda a conviver uns com os outros. Nunca na vida eu iria travar amizade com o James se não fosse ela a nos apresentar. E em relação a não dar nas vistas, querida, não à maneira de esconderes a tua beleza natural. Quer dizer, aquela rapariga é linda! Olhos azuis claros, cabelos ligeiramente ruivos (quer ela queira quer não), baixa, magra, atlética, sentido de humor bestial, super simpática e prestável e quando alguém se arma em espertinho com ela ou algum de nós a Alma tem sempre alguma resposta na ponta da língua que os faz calar logo.

Como eu adoro aquele anjinho!

Ao inicio eu tinha inveja, por onde ela passava havia sempre pessoas a olhar (rapazes) e outras a julgar (as megeras invejosas). Eu era uma das megeras, eu sou praticamente vulgar. Como é que eu conseguia combater com a Alma? Tenho cabelo castanho escuro, olhos cor de avelã, pele bronzeada, alta, esguia e estava na equipa de atletismo, para não falar do meu péssimo feitio.

Mas adiante, nós estávamos no Starbucks a desfrutar das nossas bebidas quando eu tive uma brilhante ideia.

— E se nós fossemos a casa da Alma ver se ela está bem? Sabes que ela não é de faltar às aulas só porque sim.

— Tens razão, isso é mais o teu estilo. afirmou o James, que engraçadinho que ele anda.

— Não interessa, mas devíamos de passar por lá. Depois de me ajudares a limpar a minha casa é claro. finalizei com um sorriso.

— Bem me parecia que vinha aí coisa. resmungou ele.

— Oh cala-te lá! levantei-me e comecei a caminhar em direção ao parque de estacionamento.

Enquanto eu conduzia para casa estava a pensar no facto de a Alma quase nunca utilizar o seu carro, que a propósito estava novinho em folha e encontrava-se naquele instante na garagem dela, é simplesmente ridículo não o utilizar. Já que se tem carta para quê andar por aí de carro com os pais? Nunca irei perceber aquela família.

Por fim chegámos a minha casa. Estacionei o carro e saltei para fora.

Com o James mesmo atrás de mim entrei em casa e fechei a porta.

— Ora bem engatatão, tu arrumas a sala enquanto eu limpo o jardim das traseiras. Quem acabar primeiro vai ajudar o outro. Capiche?

— Sim minha senhora. respondeu ele fazendo continência.

— Não me chames senhora.

— Sim meu senhor. revirei-lhe os olhos.

Pondo mãos à obra no jardim, fui apanhando os copos do chão e tentando ressuscitar as rosas brancas da minha mãe (vai lhe dar um chilique quando as vir). Enquanto arrumava a terra dos canteiros resmungava com o facto das pessoas bêbedas não terem responsabilidade nenhuma em não pisar as flores, a sério, não dá muito trabalho! De qualquer forma, eu tinha as calças sujas nos joelhos de terra mais a cara e as mãos e estava de gatas no jardim, o dia não podia correr melhor, e então senti alguém a dar-me um pontapé no rabo.

— Muita atenção! Essa área é restritamente minha! exclamei zangada.

— Excepto quando estás agarrada a um rapaz qualquer, num canto qualquer da casa. Correto? perguntou o James.

— Às vezes nem parece que és tão burro como aparentas ser.

Ele revirou os olhos.

— Já terminei na sala. Queres ajuda?

— Não é necessário, também já estou acabada aqui. Fiz o melhor que pude. ele pegou-me nas mãos e puxou-me para cima. Agora temos é de ir para a cozinha. Aquilo está um caos, hoje de manhã mal consegui fazer o pequeno-almoço e foi um castigo no almoço.

— Muito bem, vamos limpar a cozinha então.

E lá fomos nós para a cozinha. Demorou pelo menos umas duas horas para a por como nova. Fui dar uma vista de olhos na sala para ver o trabalho do James, parecia que a festa nunca tinha acontecido. Perfeito!

— Vamos lá ver o que aquela ruiva rebelde anda a tramar. peguei nas chaves do carro e seguimos caminho para casa da Alma.

* * * * *

Eu e o James estávamos prestes a tocar à caminha quando eu vejo movimento pelo canto do meu olho. Quer dizer, eu já tinha visto muita gente em festas, mas isso era em festas! Havia álcool à mistura e tal, mas a visão que eu estava a ter era completamente nova.

— James! Olha ali na cozinha. e apontei.

— Aquela é a Alma? ele desatou a rir. Quem diria hein? A menina certinha está na marmelada em cima da mesa da cozinha! Quem é aquele já agora?

— Eu não conheço, mas ele veio me perguntar onde é que a Alma morava lá na festa porque ela não estava bem o suficiente para conduzir. Quando lhe perguntei quem era ela disse que era apenas um amigo.

— Pelos vistos é mais que um amigo. disse ele ainda às gargalhadas.

— Acho que é melhor deixar os pombinhos fazer o que têm a fazer e nós falamos com ela amanhã. sugeri eu.

— Tira uma foto primeiro. Isto é ouro Isabella! Esta é, provavelmente, a primeira e última vez que vês a Alma a agir como uma adolescente normal.

Eu adorei a ideia, este rapaz anda as passar demasiado tempo comigo. Tirei a foto e fomos a correr para o carro mortos com o riso.

Quem diria? A Alma nunca esteve assim, nem mesmo quando namorava aquela amostra de pessoa. Ew, só de pensar no Jordan dá-me vómitos. Quando ela me contou o que tinha acontecido depois de eles acabarem eu tive uma vontade tremenda de dar-lhe porrada, quem é que ele pensa que é para magoar a minha melhor amiga? Bem, ele só não teve o destino que merecia porque a Alma separou-me dele, o que foi uma pena, eu estava a dar-lhe cabo do canastro.

Eu acho que o vi nos corredores da escola hoje, mas não pode ser, ele anda naquele colégio do outro lado da cidade. Se eu o vir alguma vez na rua, ele que se atreva a aproximar-se de mim, prego-lhe um gancho de todo o tamanho que ele nem se vai lembrar do próprio nome. Canalha.

Bem, chega de ódio por hoje. Fui deixar o James a casa, e, após uma tentativa falhada da Senhora Miller me fazer jantar com eles, fui para a minha.

Na entrada de minha casa estavam quatro raparigas, apesar de eu nunca as ter visto na vida.

— Posso saber do que precisam? perguntei eu a ficar sem paciência. Quem são estas pindéricas?

— Aliás nós já temos os que precisamos. disse uma delas com um sorriso malicioso nos lábios. Fez sinal com a cabeça na minha direção.

A última coisa que eu me lembro antes de desmaiar foi sentir uma dor forte no meu pescoço.

Notas finais
Quem serão as tais pindéricas que a Isabella viu? O que será que vai acontecer-lhe? Como é que vão continuar as coisas entre a Alma e o Nathan? são ótimas perguntas que serão respondidas nos próximos capitulos. Até lá! Xoxo, Sarie.