Life Isnt a Word, Is a Felling
13 Capítulo 9. Everything Can Change
Capitulo 9. Everything Can ChangePeguei no telemóvel, e marquei o seu número. Já era tempo de resolver aquela situação. — Thomas? A minha voz estava ofegante, e todos os segundos pareciam horas, esperando pela sua resposta. — Juliet, está tudo bem? – Perguntou-me. — Sim. – Respondi entre um sorriso. – Achas que podíamos falar? Não acreditava na força que encontrava em mim naquele momento. Tinha-lhe dito as mais simples palavras, porém as que passara meses a planear. — Juliet, claro que sim. Mas assim, pelo telemóvel? — Estou em casa. – Disse, sem grandes certezas da minha atitude. – E tu? — Estava no café. — Podes passar aqui? O nervoso miudinho atacou-me com força.
— Dá-me dez minutos. O tempo parava, em cada segundo que eu focava o visor do telemóvel. Os minutos arrastavam-se como ondas calmas da maré, desesperando-me. O que é que eu lhe ia dizer? Aos poucos, o arrependimento de ter pegado no telefone ia crescendo dentro de mim, como uma bolha de sabão a aumentar de tamanho. A campainha tocou, e eu sabia que era ele. Abri a porta, e não foram precisos dez segundos até o seu rosto estar frente ao meu. — Juliet. – Disse, sob um o sorriso. — Thomas. – Respondi, atrapalhada. – Hum, entra. Em rápidos passos, dirigi-me à sala, apontado para o sofá, para que ele se sentasse. — Querias falar comigo. – Disse, mantendo o mesmo sorriso. — Sim. Isto é, tu disseste que querias falar comigo primeiro. Tu sabes… — Ah, isso. – Interrompeu-me. – Pois. — E? — E, bem, eu. As suas palavras enrolavam-se umas nas outras. Encarei-o, obrigando a falar. Não éramos ambos bons conversadores, eu sabia disso. Mas naquele momento, estávamos a ser obrigados a tal. — Juliet, tu sabes que as coisas. Bem, elas mudaram desde há uns tempos. Assenti com a cabeça, era uma verdade. Eu mal o vira nos últimos meses. — Eu tenho saudades tuas. – Disse-me, com a voz receosa. Por apenas instinto, atirei-me para os seus braços, abraçando-o com força. — Eu também tenho saudades tuas. – Respondi-lhe. Porém, Thomas afastou-se de mim, não soltando as minhas mãos, e olhando-me nos olhos. — Juliet, não estás a perceber onde quero chegar. Quando eu disse que as coisas tinham mudado, eu referia-me ao que eu sinto. Relembrei as suas palavras há uns meses. “Juliet, espero que tenhas a noção do quanto eu gosto de ti.” Ele continuava a olhar-me, e algo na expressão do seu rosto me dizia que também ele recordava as suas próprias palavras. — Acho que minha noção não era bem essa. – Disse, num tom quase mudo. — Eu sei. Não houve mais palavras. Os meus olhos apenas se fecharam, e senti o toque dos seus lábios sobre os meus, que lentamente se abriram, encaixando sobre os deles, num beijo intenso. Soltei-o. Aquilo estava tão errado! Como é que eu o podia beijar? — Desculpa. – Pediu, com o olhar infeliz. — Não peças. – Disse-lhe. – É que… As palavras faltavam-me. Sentia um buraco a abrir-se sobre mim. Se isto tivesse acontecido antes, eu saberia que seria diferente. Mas agora, tudo tinha se modificado. Thomas continuava a olhar-me, perdido nas suas acções. Olhei-o, com as lágrimas a rasgarem-se dos meus olhos. Abracei-o novamente. — Calma Juliet. – Pediu-me ternamente. – Não chores. Não conseguia compreender o seu pedido. Tudo tinha mudado naquele momento, arrasando-me de uma forma incontrolável. E eu não sabia o que sentir. Sentia o sangue quente quebrando o gelo que me afrontava o peito. Havia tantas incertezas em mim, mas eu sabia que tudo aquilo estava errado. Eu não podia beijá-lo assim. Estava confusa, perdida, assustada. — Juliet, nada mudou. Suspendi os soluços que me atingiam naquele momento, suspirando longamente. — Ai é que te enganas. Acabamos de alterar tudo.
Notas finais
Reviews ?
Fale com o autor