Life Isnt a Word, Is a Felling

14 Capítulo 10. Falling in Love


Thomas engolia as minhas palavras, sobre um olhar arrependido. Ele sabia que eu tinha razão, nada voltaria a ser o que tinha sido.

Sem mais palavras, levantou-se e dirigiu-se à porta da sala.

— Acho que é melhor eu me ir embora.

— Thomas…

Não consegui dizer mais palavras, sentia-me de rastos. Ele desviou o olhar do meu rosto, e moveu para fora da minha casa.

Consegui perceber os seus passos, e ouviu-o a abrir a porta, porém não a fechou.

— Thomas!

Era a voz da minha mãe. Levantei-me e corri para a entrada.

Johanna estava ainda mais bela. Tinha pintado o cabelo de preto novamente, e estava bastante mais comprido e liso. Sorri ao encontrar o seu olhar, e corri para abraçá-la.

— Mãe!

— Oh Juliet, tive tantas saudades!

— E eu, suas, acredite!

Afastei da minha mãe, e pode ver o sorriso de Syn ao observar as duas mulheres da sua vida.

— Entrem. – Disse-lhes. – Bem, Thomas já estavas de saída, certo?

— Oh Thomas, fica. – Pediu Johanna. – Sabes que esta casa é como fosse tua.

Olhei para Thomas, sinto a sua insegurança e desconforto.

— Acho que é melhor eu ir andando. Depois falamos Juliet.

Thomas saiu, e Zacky deitou-lhe um olhar furioso. Estremeci. O que estaria Zacky a pensar?

Os meus pais entraram em casa, dirigindo-se para o seu quarto, para pousarem as malas, e Zacky veio atrás deles, parando junto de mim, sem expressar uma unica palavra.

Sabia o que ele estava a pensar, ele conhecia-me bem demais.

— Os outros? – Perguntei, tentado parecer natural.

— Foram para casa, preparar as malas. Amanhã vamos para a Alemanha, tu sabes. — Respondeu com desprezo.

— Zacky não aconteceu nada.

Ele apenas me revirou os olhos. Sabia que eu lhe estava a mentir.

— Querida, sobre a Alemanha. Era importante vires. – A voz da minha mãe projectava-se por detrás de mim.

— Eu vou mãe. – Voltei para trás, de forma a encara-la. Um sorriso abriu-se no seu rosto. – Mas não há problema por causa da escola?

— Não querida. O teu pai já falou com a tua directora de turma, hoje quando te foi por à escola.

Olhei para Synsyter, espantada.

— Isto é verdade, Pai?

— Sim. – Admitiu. – Eu não te disse, porque sabia que tu não ias querer isso. Por causa de eu ser famoso.

— E não queria! – Reclamei.

— Mas ninguém deu por isso Juliet.

Cruzei os braços, aborrecida. Odiava que fizessem coisas sem eu ter conhecimento.

— Querida. – A minha mãe chamou-me. – Vamos arrumar as malas? Amanhã partimos bastante cedo.

— Claro.

Dirigi-me para o meu quarto, na sua companhia. Jo fechou a porta, e depois encostou-se naquela, olhando para mim.

— O que foi? – Perguntei. Já sabia que ela estava a imaginar alguma coisa.

— O que se passou com o Thomas?

— Nada. – Disse secamente.

— E com o Zacky?

— Mãe… — Suspirei. Não era capaz de continuar aquela conversa.

Jo abanou a cabeça, ao mesmo tempo que deixara escapar um sorriso dos lábios.

— O Zacky não olhou com bons olhos para o Thomas. E tu também reparaste nisso.

— Sim, eu percebi. – Tentei encerrar o assunto.

Jo limitou-se a colocar mais uma camisola minha dentro da grande mala preta.

— Querida. – Mudou o seu tom de voz, sem olhar para mim. – Nem sempre a vida dos adultos é fácil. Tal como a vossa, enquanto jovens, mas nos sentimos as coisas de outra forma.

Olhei-a confusa. Onde é que ela queria chegar?

Finalmente a minha mãe fechou a mala já pronta, e olhou para mim. Pegou nas minhas mãos, e sentou-se comigo na beira da minha cama.

— Meu amor, tu já te apaixonaste por alguém? – Perguntou, entre um sorriso.

— Hum, não sei. Acho que não.

— Eu sei disso. – Soltou um riso. – As mães sabem quando uma filha está apaixonada. E quando é correspondida.

— Oh mãe.

— Juliet, eu não sou parva. – Respondeu-me vivamente. – Apenas quero que sabias, que deves ouvir sempre o teu coração, e é ele que manda na tua vida. O que está certo ou errado, pouco importa. Porque se tu fizeres o que realmente desejas, é porque sentes que isso é correcto.

Abracei-a com força.

— Mãe, se eu me apaixonar, serás a primeira pessoa a sabe-lo.

Jo soltou uma gargalhada, e olhou-me com os seus olhos doces de mãe.

— Querida, eu apenas estou à espera do momento em que tu vais abrir os olhos, e perceberes tudo. Sabes o amor nem sempre se encontra onde se está à espera, por vezes, ele viveu sempre ao nosso lado, apenas não o viamos.

Notas finais

Queridos leitores, preciso de criticas! Tanto boas como más, por isso deixem reviews Prometo se tiver muitos reviews faço capitulos muito maiores e posto todos os dias