Life Isnt a Word, Is a Felling
23 Capítulo 19. Unreal
Capítulo 19. Unreal
Matt POV
Estúpido!
Como é que eu podia beijá-la? Onde é que eu tinha a cabeça? Era uma miúda.
Porém, ela deixava-me louco. Só de imaginar por tê-la nos meus braços, tocar no seu rosto, beijar os seus lábios. Anne era linda, e era incrível como pessoa. Nada comparada à galdéria da Valary.
Fui até à sala, onde Zacky se encontrava, improvisando um riff.
- O Syn e a Jo? – Perguntei. Afinal aquela era a casa deles.
- Foram até casa do Jack. Só estamos cá eu, tu, a Anne e a Juliet. – Respondeu-me, sem tirar os olhos das cordas. – Acho que é para levarmos as miúdas até casa do Jack, depois jantamos naquela clareia que existe junto à casa.
- Hum.
Zacky largou a guitarra, e focou-me, serio. Ele estava a espera que eu lhe dissesse alguma coisa. Obviamente, ele percebera que alguma coisa se passa, ele conhecia-me.
- É a Anne. – Respondi, sem pensar mais. Eu não mentia à minha banda; eles eram meus irmãos.
Zacky soltou uma gargalhada.
- Estás apaixonado, meu!
- Não estou nada. – Zacky revirou-me os olhos. – Pronto, estou.
- E ela? – Perguntou-me.
- O que isso importa? Ela é da idade da Juliet! A filha do Syn, a Anne podia ser minha filha.
Zacky ficou subitamente tenso.
- Zack?
- Nada. – Abanou a cabeça, suspirando longamente.
- Zack, tu. O que foi?
- Nada! – Gritou.
Relembrei mentalmente as minhas palavras. Ela é da idade da Juliet! A filha do Syn. Não, não podia. Merda, não podia ter acontecido!
- Zacky, tu enlouqueceste!? A Filha do Syn!?
Zacky baixou a cabeça, confessando-se a si próprio. Sentei-me ao seu lado, pousando o braço sobre o seu ombro. Gritar era a pior coisa que eu podia fazer agora.
- Zacky, como é que isto aconteceu?
Zacky bateu com os punhos fechados nas suas pernas.
- Como é que não ia acontecer! Tu sabias que ia acontecer, eu sabia! Todos sabíamos!
- Podias ter evitado. – Respondi. Sabia que estava a ser cruel com ele, mas a situação não era a melhor.
- Como é que eu evitava? Explica-me! Como Matt? Tu sabes o que eu sempre passei. E tu sabes como a Juliet está agora! Ela é uma mulher, porra!
Olhei para o rosto, vendo as lágrimas a cair. Era difícil ver Zacky a chorar, era como se a dor também me pertencesse.
- Calma, vamos dar a volta nisso. – Tentei dar-lhe a segurança, que eu não tinha.
Anne POV
Fui no carro com o Matt até casa de Jack. O vocalista da banda da Jo.
Jack tinha sido um querido nos últimos dias e apesar de bastante mais velho era realmente fácil falar e aprender com ele. Tinha por volta de 30 e poucos anos, cabelo até aos ombros ligeiramente espetado, bastantes tatuagens, um piercing no lábio e outro no nariz, para não falar da quantidade de furos nas orelhas. Era bastante atraente, e tinha uma voz incrível. Durante os dias passados na Alemanha, ele e o Matt ensinaram-me várias técnicas para melhorar a voz.
Eu amava cantar, o que me fazia sentir ainda mais atraída por Matt. A sua voz.
Matt estava tenso, sem falar. Eu, porém, também perda a coragem de falar.
Chegamos e estavam lá todos. Juliet, The Rev, Syn, Zacky, Johnny, Jo, Jack, Oli, Smith, Mike. Ainda estavam uma outra banda. Bullet For My Valentine. Não sabia o nome deles, mas reconhecia as suas caras das fotografias de casa da Juliet.
Quando olhei para Matt, ele sorriu-me. No entanto, os seus olhos estavam a lestes dai. Aproximamo-nos das pessoas, que já preparavam o jantar, alegremente. Procurei encontrar Juliet.
Ela estava junto ao Zacky, e ele tinha o braço em volta da sua cintura, deixando Syn começara a olhar de forma duvidosa para eles. Até eu já desconfiava se aquilo se tratava apenas de protecção.
Sentei-me junto a eles a ouvir a melodia. O Jack ofereceu-me uma bebida e por uma vez, aceitei. Perguntei o que era, e ele respondeu que era segredo dele mas não era forte, podia estar descansada.
Fiquei nervosa. Não era costume beber, ao contrário de Juliet. Apanhar uma bebedeira não ia ser bom.
O tempo passava bastante animado, com todas as pessoas comendo, bebendo, e tocando claro.
Matt estava junto de mim, constantemente, mas mantendo uma certa distância.
Syn e Jo pegaram nas guitarras, e começaram a tocar uma música que me era conhecida, Sidewinder. Matt começou a cantá-la, enquanto Jimmy tocava num tambor improvisado.
Era uma música que tinha um ritmo extraordinário, levando-me a levantar, e a começar a dançar. Não tinha ideia porque o estava a fazer, mas estava a dançar, e Matt olhava para mim, encantado.
Puxei Matt para junto de mim, e começamos a dançar a volta da fogueira. Estávamos cada vez mais próximos, e as minhas ancas rodavam apoiando-se nas dele. Aquela proximidade estava a tirar-me a respiração.
A Juliet permanecia junto de Zacky. Estavam os dois realmente próximos, e eu não tive dúvidas que tinha algo a esconder. O olhar de Synyster era furioso, e não parecia apenas raiva da proximidade que alguém tinha com a filha.
Parecia algo mais. Ciúmes.
O calor que a fogueira deitava era enorme, tornando a minha respiração cada vez mais alterada. A mão de Matt puxou dali para fora, para perto da casa de Jack.
Fomos até o seu carro, e ele ordenou-me que entrasse. A sua voz estava seca, mais rouca ainda, e o seu olhar era nervoso. Entrei no carro, e ele sentou-se ao meu lado.
Passou a mão pelos meus cabelos. E, por fim, abriu a boca para falar.
- Anne, preciso de falar contigo.
- Fala.
- Anne, nesta semana, tens me dado cabo da cabeça. – Aquela frase atacou-me por dentro. Como é que ele podia dizer aquilo? – Anne, desculpa. Eu gosto muito de ti, mas tenho de me afastar. – Disse rapidamente.
- Matt, para que?
- Para não te fazer mal. – Aquilo para ele parecia demasiado óbvio.
- Fazer mal? Matt, não estou a perceber.
Ele suspirou longamente.
- Anne, eu penso em ti em toda a hora. Os teus lábios fazem me arder em desejo, o teu corpo…
Não o deixei terminar. Peguei no seu rosto, e beijei-o, por mais incorrecto que isso fosse.
Ansiava por aquele momento há meses, mas sobretudo esta semana. Ele correspondeu ao beijo, cruzando a sua língua na minha, sob o doce sabor dos seus lábios. As mãos dele tocavam no meu corpo, receosas, ao mesmo tempo que me beijava. Eu sabia que ele queria mais que aquilo, mas o medo estava patente em si.
Aos poucos deitei-me sobre o banco do carro e ele caiu sobre mim. O seu peso não me fazia impressão, e parecia que todo o mundo tinha fugido naquele momento. Éramos apenas nós os dois. Queria permanecer aqui para o sempre.
Parou-me, afastando-se. Senti um aperto no meu peito, não queria que ele parasse.
Suspirou antes de começar a falar. Estava a ganhar coragem.
- Anne. Eu desejo-te mais do que posso ter. Estar contigo, tira-me o meu autocontrolo. Desculpa.
- Não tens de pedir desculpa. Eu percebo-te.
- Não, és uma miúda. – Disse bruscamente. — Quer dizer, para mim não. Tu és mais adulta do que eu. Mas não te posso fazer o que não devo, e se permanecer aqui isso vai acontecer.
- Não deves?
- Anne, tu sabes onde quero chegar. Eu não te posso fazer isto.
- Porque?
Matt calou-se.
- Matt, eu quero isto tanto como tu. – Disse.
- Mas tu não és mais uma, não te quero perder.
- E não vais. – Aproximei-me dele, beijando-o.
Matt tirou-me o meu vestido, e as suas roupas. A sua mão acariciou o meu seio, ao mesmo tempo que me beijava o pescoço. Dei-me ir, e tudo aconteceu.
Notas finais
Capitulo maior que o habitual, por isso, acho que mereco reviews aha Emoções fortes, para breve !
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