Life Gives Just Another Chance
6 Waste A Moment (Love Me Now)
Notas iniciais
POV ANNE
— Amor, cheguei. – Louis disse na sala.
— Estou no quarto. – respondi.
Eu estava deitada, tinha passado o dia todo com uma dor de cabeça horrível, já fazia dias que eu estava com essa dor de cabeça, mas eu andava tão atarefada que eu nem tinha tempo para cuidar disso. No final da semana, Louis, eu e Emma viajaríamos para Seattle para a festa de aniversário do meu pai e eu tinha um projeto da empresa para terminar, não podia deixar acumular, pois eu não teria tempo para fazer lá em Seattle. Louis entrou no quarto e pendurou o casaco dele e foi guardar suas coisas e então veio me beijar.
— Descansando? – ele sentou ao meu lado.
— Na verdade estou assim o dia todo, minha cabeça parece que vai explodir. – fiz uma careta. – Já tomei vários remédios, se eu tiver um treco você já sabe.
— Dor de cabeça de novo, Anne? – ele ergueu a sobrancelha. – Você precisa ir no medico, meu anjo. Se for só enxaqueca ele vai poder lhe medicar direito.
— Já tenho um médico aqui. – me abracei nele.
— Já começou a aprontar as coisas para a viagem? – ele perguntou deitando ao meu lado.
— Não... preciso terminar aquele projeto antes de viajarmos, sabe que não teremos tempo para respirar lá em Seattle.
— Tudo bem, mas você está sobrecarregada demais, isso danifica a saúde.
— É só essa semana, vai passar.
Louis ficou comigo na cama mais um tempo e depois foi tomar banho, Emma viria jantar aqui hoje e eu tinha que me mexer e sair da cama, tinha que voltar ao projeto. Emma estava quase sempre conosco, ela morava há algumas quadras daqui, Lou e ela se deram muito bem, então era fácil arranjarmos programas nos quais todos nós nos divertíamos. O jantar foi melhor para Emma e Louis do que para mim, eu fiquei enjoada e ainda estava trabalhando no meu projeto.
— Anne! – Louis entrou no quarto.
— Estou bem, calma. – murmurei do banheiro. – Eu só estava enjoada, deve ser da dor de cabeça.
— Ou da quantidade de remédios que você tomou. – ele se abaixou ao meu lado tirando meu cabelo para trás. – Está com febre.
— Louis. – resmunguei. – Pare de me arranjar mais doenças, pode esperar ali fora, eu estou ok.
— Está mesmo? – Emma disse na porta do banheiro. – Anne, quem sabe nós vamos ao hospital, você está horrível.
— Não, eu odeio hospitais, sabe disso.
— Anne, você não vai morrer por ir ao hospital e ver se está tudo bem.
— Me deixem, vai.
Os dois me deixaram no banheiro e depois de um banho para baixar a febre eu resolvi ir dormir.
A semana passou rápida e quando vi já estávamos embarcando para Seattle, eu ainda estava com as dores de cabeça, não estavam tão frequentes nem tão duradouras, mas ainda me incomodavam um pouco. Emma ia ficar na casa dos pais dela e eu achei melhor ir para meu apartamento, a festa do meu pai seria na casa dos meus pais então deveria estar cheio de gente organizando os últimos detalhes, e eu não estava em condições de viver esse estresse. Louis havia me feito prometer que eu iria tirar a semana que ficaríamos em Seattle para descansar e que eu iria ao médico, ou ele iria aproveitar que meus pais estavam por perto e iria falar com eles.
Louis aproveitou para rever uns amigos do hospital, então planejei algumas coisas com meus irmãos e compras com Emma. Durante o tempo que estávamos morando em Vancouver, minha família havia nos visitado umas duas vezes quando eles se prestavam a tirar férias e eu só mantinha contato seguido com Andrew.
— Olha se não é Anne Lewis, a irmã desparecida. – Andrew disse assim que abriu a porta para mim.
— Oi. – pulei em seus braços. – Senti tanto a sua falta, seu idiota.
— E você acha que eu não senti? – ele me apertou em seus braços. – Parece cansada. – ele disse assim que me colocou de volta no chão. – Você definitivamente é uma Lewis e herdou a pior parte, a que se dedica demais. – ele riu.
Segui atrás dele até a sala da casa dele e de Pauline, Paul também estava lá com Diana e Johnny. Abracei todos e Andrew nos serviu algo para beber.
— Bom, já que você tirou um tempo para ver sua família, temos algo para te contar. – Pauline começou a falar. – Você vai ser tia, mais uma vez. – ela sorriu.
— Não brinca?! – sorri. – Oh meu Deus, porque não me contaram antes? Eu podia ter comprado algo para o bebê.
— Bom, nós descobrimos não faz muito e achamos que você não ia se importar em ficar sabendo pessoalmente. – Andrew sorriu.
— Eu estou muito feliz, é sério. – abracei os dois.
O resto do dia com meus irmãos foi maravilhoso, voltei para meu apartamento e Louis ainda não havia voltado, aproveitei para tomar um banho e me deitei para descansar, antes que a maldita dor de cabeça voltasse.
No dia seguinte, Emma e eu iriamos fazer compras, eu tinha que buscar o presente do meu pai que eu havia encomendado. Louis tirou o dia para ir a um jogo de beisebol com meus irmãos, eu até gostaria de acompanha-los, mas só de pensar no barulho do estádio, desisti na hora. Passei praticamente o dia todo indo de loja em loja com Emma, não sei o que tanto ela queria comprar, mas Emma sempre foi assim.
— Ok, vamos lanchar e então vamos para casa. – Emma disse assim que saímos da última loja.
— Certo, vá escolhendo o restaurante que eu vou no banheiro e já te encontro lá, ok? – falei.
— Tudo bem. – ela deu de ombros.
Segui para o banheiro, eu precisava respirar e tomar um remédio para dor de cabeça que estava voltando. Aproveitei para molhar a nuca com água gelada, isso aliviava um pouco, mas quando olhei no espelho, meu nariz estava sangrando. Imediatamente limpei e dei um jeito de estancar aquele sangramento. Eu precisava ir ao médico urgentemente. Voltei para encontrar Emma, comemos e então voltei para casa. O aniversário do meu pai já era amanhã e no dia seguinte eu iria logo cedo ao hospital para ver o que estava havendo comigo.
POV LOUIS
Estava tudo muito tranquilo na festa de aniversário do Sr.Lewis. Anne estava alegre, nem parecia aquela garota cansada dos últimos dias, os pais dela também não estavam tão neuróticos com ela, talvez a distância entre eles tenha sido um tratamento de choque para eles notarem o mal que estavam fazendo a ela. Eu estava feliz que Anne não estava reclamando de dores de cabeça nesses últimos dias e muito menos inventando coisas para não ver os pais, mas ainda assim, estava preocupado com ela e a sua maldita relutância em ir ao médico, mas a levaria sem falta amanhã para o hospital.
— Anne? – alguém falou atrás de mim. Me virei junto com Anne para ver quem era. Christopher Johnson.
— Ah, oi Christopher. – Anne sorriu, um dos seus mais radiantes sorrisos, isso me incomodou um pouco.
— Louis. – ele me cumprimentou com um leve aceno de cabeça.
— Johnson. – cumprimentei de volta.
— Está sumida. – ele continuou falando com Anne.
— Não tive muito tempo para passar uns dias aqui. – Anne deu de ombros, ela parecia um pouco nervosa. – Soube que está trabalhando com meu pai.
— Estou sim, devo muito a ele. – Christopher sorriu. – Sobre não ter tempo, não é o que Andrew anda espalhando por aí.
— Que novidade. – Anne revirou os olhos. – Vocês dois... – ela bufou.
— Te achei. – Lisa surgiu atrás de Christopher.
— Oh, olá Anne. Louis. – nos cumprimentou.
— Lisa. – cumprimentei.
— Oi. – Anne sorriu fraco.
— Espero não estar interrompendo nada.
— Não... Louis e eu já estávamos de saída, quero dançar essa música. Se nos derem licença. – Anne me puxou pela mão para longe dos dois.
Seguimos até a pista de dança.
— Tudo bem?
— Está... eu só... não gosto dela. – Anne deu de ombros.
— Você nem deixou claro isso. – ri.
— Sinto muito. – ela mordeu o lábio.
— Bom, eu não me importo. – dei de ombros. – E então, me concede essa dança, Anne Lewis?
— Claro. – ela me deu a mão.
Dançamos lentamente pelo salão embalados pela música, parecia perfeito para mim. Anne com o rosto colado ao meu peito, fazia tempos que não arranjávamos um momento assim para nós dois, isso até me lembrava aquele baile dos pais dela.
— Eu te amo. – Anne disse antes de me dar um selinho enquanto dançávamos.
— Te amo também. Sabe, precisamos ter mais momentos como esse. –beijei sua testa.
— Assim que eu receber minha promoção. – ela riu.
— Maldita hora que você herdou essa parte dos Lewis. – ri.
— Ah, cale a boca. – ela riu.
Continuamos dançando mais umas músicas, então Anne pareceu cansar, eu estava prestes a dizer a ela para nos sentarmos quando ela perdeu o passo da dança e se apoiou em mim. Afastei ela um pouco para ver se estava tudo bem e ela estava com a mão no rosto.
— Anne? Querida o que foi?
— Lou... eu preciso sentar... – ela disse rápido.
— O que há? – tirei a mão dela do rosto, seu nariz estava sangrando. – Meu deus, Anne.
— Preciso sentar. – ela se apoiou em mim. – Estou tonta, Louis.
Segurei ela no exato momento em que ela apagou.
— Anne! – ouvi Andrew falando, ele estava quase do nosso lado.
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