Life Gives Just Another Chance
7 Human
Notas iniciais
POV LOUIS
Deitei Anne no chão, Andrew estava na volta pedindo para que as pessoas se afastassem. Chequei os sinais vitais dela, os batimentos estavam um pouco acelerados, liguei a lanterna do celular e abri seus olhos, havia resposta.
— Andrew, temos que levá-la agora ao hospital.
Peguei Anne em meus braços e segui para a porta da casa, Andrew havia ido pegar o carro. Entrei com Anne e a mantive em meus braços, ela não estava dando sinais de consciência ainda. Quando estávamos quase no hospital, Anne acordou devagar.
Calma, não diga nada. – falei. – Estamos chegando no hospital.
Andrew entrou com o crro na emergência e havia uma equipe a nossa espera, colocamos Anne na maca e eu segui com ela para a ala de emergência. O médico plantonista chegou rápido e foi fazendo os primeiros atendimentos e me perguntando algumas coisas.
— Ela estava bem, não bebeu demais e nem tem nenhuma possibilidade de gravidez. – falei. – Há umas semanas atrás, ela se queixou de fortes dores de cabeça. Estava sobrecarregada do trabalho e não quis ir ao médico. – continuei.
— Bo os sinais vitais estão estáveis, mas eu vou coloca-la em observação e pedir uma bateria de exames. – o médico disse.
Anne foi transferida para um quarto, sr. Lewis chegou em seguida e Christopher Johnson também. Eu estava no quarto com Anne, queria mantê-la calma e tentar me acalmar também.
— Filha. – sr. Lewis entrou no quarto já com suas roupas do hospital. – Querida.
— Me desculpe. – Anne falou baixo, estava com os olhos marejados.
— Ei, você vai ficar bem.
— Eu... Louis, por favor. – ela me olhou.
— Cerca de um mês para cá, Anne tem se queixado de fortes dores de cabeça e não foi ao médico como pedi. Ela estava sobrecarregada por cota do trabalho, nós acabamos deixando isso para depois. Eu a traria amanhã para ver isso...
— Bom, então você não irá deixar este hospital enquanto eu não souber o que você tem. – sr. Lewis afagou o rosto dela.
— Quais exames tenho que fazer agora? Estou cansada.
— Vamos esperar para amanhã, precisa estar de jejum para os exames de sangue. Vai ter que passar a noite aqui.
— Tudo bem. – ela s virou na minha direção – Pode ficar aqui?
— Claro. Não vou deixar você. – beijei sua cabeça.
Colocamos todos os equipamentos de monitoramento e fiquei com ela por um tempo. Quando já estava em sono profundo deixei-a, fui até a cantina buscar um café. Peguei meu celular para ver se alguém havia ligado, Emma tinha mandado inúmeras mensagens. Liguei para ela.
— Louis.
— Oi, desculpe não dar noticias mais cedo.
— Tudo bem. Como ela está?
— Está dormindo. Vai passar a noite em observação. Amanhã farão alguns exames, mas ainda não foi especulado nada.
— Ela precisa de alguma coisa? Ou você?
— Eu estava pensando em ir ao apartamento trocar de roupa e pegar algumas coisas para ela.
— Tudo bem, você fique aí com ela e vou até lá e busco as coisas. Encontro você ai no hospital.
— Tudo bem. Obrigado.
— Até mais. – Emma desligou.
Fui para a sala do sr. Lewis e encontrei ele conversando com Andrew e Christopher.
— Louis, tudo ok com Anne?
— Sim, está dormindo. – entrei na sala e me senti no sofá. – Eu devia ter insistido para que ela fosse ao médico.
— Não se culpe, cara. Anne teria feito a mesma coisa se estivesse aqui. Sempre foi assim, deixava estar quase morrendo para ir ao médico. – Andrew me deu um tapinha no ombro.
— Ela não apresentou nenhum outro sintoma? – Christopher perguntou.
— Ela teve algumas tonturas, enxaquecas, enjoos e febre. A única coisa que eu consegui convencê-la a fazer foi um exame de gravidez que deu negativo. Depois que ela entregou o projeto no qual ela estava trabalhando 24h por dia, os sintomas pararam um pouco. Mas eu juro que o nariz dela não havia sangrado. – contei.
— Isso está me preocupando. – Christopher disse. – Sangramentos relacionados a esses sintomas não são um bom sinal. Eu gostaria de pedir alguns exames, se o senhor me permite. – ele olhou para sr. Lewis.
— Qualquer coisa que a ajude.
— Não quero assustar vocês, mas eu lembro quando fiz minha residência, tinha uma menina, jovem como Anne, que foi diagnosticada om um tumor no cérebro. Ela apresentava os mesmos sintomas. – Christopher disse. – Esses exames que vou pedir, são para garantir que se há algo, podemos descobrir e tratar o mais rápido possível.
— Você acha que pode ser? – Andrew perguntou sério.
— Eu suspeito, mas espero estar errado.
POV ANNE
Acordei com o barulho dos aparelhos do hospital não faço ideia da hora que devia ser, mas eu estava me sentindo como se um caminhão tivesse passado por cima de mim. Olhei pelo quarto a procura de Louis e encontrei Emma sentada na poltrona do outro lado da cama.
— Emma?
— Oi amor. – ela sorriu. – Você quase me matou do coração, Anne!
— Desculpe. Você passou a noite aqui?
— Louis passou a noite com você, mandei ele para o apartamento descansar e trocar de roupa.
— Obrigada, — sorri.
— Como você está se sentindo?
— Cansada.
— Pra quem não dorme direito há semanas... – ela riu. – Eu trouxe algumas coisas para você, já que não sabia quanto tempo ficará.
— Só hoje. O médico pediu a noite para observação. – falei. Eu não ia ficar mais do que isso.
— Vou chamar a enfermeira para te trazer o café. – ela disse apertando um botão.
Demorou cerca de 10min para que alguém viesse, chegaram uma enfermeira, um médico e meu pai.
— Como está se sentindo?
— Estou cansada.
— Certo. Antes de trazerem o seu café a enfermeira vai recolher uma amostra de sangue, para fazermos alguns exames, ok? – o médico disse enquanto checava minha temperatura.
A enfermeira fez o que precisava e saiu com o médico, restando só meu pai e Emma no quarto.
— Você está bem? – ele sentou ao meu lado.
— Creio que não. – sorri fraco.
— Precisa trocar essa roupa e trocar essa maquiagem. – ele afagou meus cabelos. – Tem mais alguns exames para fazer depois do café.
— Eu ajudo ela. – Emma disse.
— Certo. – meu pai assentiu. – Vai ficar tudo bem.
Passei o dia fazendo exames, Louis me acompanhou em todos, eu já estava me arrependendo de não ter ido ao médico antes. Consultei com médicos que eu não conhecia e com Christopher. Achei que quando os exames acabassem, eu poderia ir para casa, mas meu pai me mandou de volta para o quarto. Haviam colocado uma Tv agora e Louis me trouxe alguns chocolates da cantina do hospital.
— Por que não posso ir logo? – reclamei.
— Os resultados ficam prontos no fim da tarde.
— E eu não posso voltar amanhã para ver?
— Não quando você é filha do dono do hospital.
— É só isso mesmo? – olhei-o.
— É. Agora me diga uma coisa. O seu nariz sangrou outras vezes? – ele me olhou sério demais e eu engoli em seco desviando meu olhar do dele. – Anne.
— Desculpe, por favor. Eu não quis preocupar você. Eu viria no médico hoje. – as lagrimas chegaram com força.
— Droga, Anne. Quando ou quantas vezes aconteceu?
— Aquele dia que eu sai com Emma. Eu estava no banheiro do shopping. Não contei nada a ela. Juro que foi uma vez só.
Os aparelhos na minha volta começaram a apitar pela alteração de pressão. Logo havia uma enfermeira no quarto, Louis explicou o que houve e saiu do quarto me deixando ali com ela. Eu só queria levantar dali e ir embora, mas a probabilidade de ser barrada antes de chegar na saída do hospital era enorme. Quando Louis voltou eu estava quase dormindo, já era noite, a enfermeira havia trazido a janta, mas eu não estava com fome.
— Os resultados já saíram? – perguntei quebrando o silencio.
— Acho que sim. – ele deu de ombros.
— Está brabo comigo?
— Não, amor. – ele sentou-se ao meu lado.
— Você está estranho.
— Desculpe. Eu só... estou preocupado. Sabe que eu não me perdoaria se algo acontecer a você. Em seguida meu pai entrou com Christopher no quarto, eles não estavam com a cara de que tinham boas noticias, olhei para Louis e a expressão dele era a mesma. Ele já sabia o resultado.
— Já podem alar, estão com caras péssimas.
— Olha, não são boas notícias e eu preciso que você seja forte. – meu pai disse.
— Anne, você tem um tumor no cérebro. – Christopher começou. – É relativamente pequeno, mas precisaremos de uma amostra para saber a gravidade do problema. Eu não quero que se sinta mal por não ter procurado. Eu não quero que se sinta mal por não ter procurado um médico antes, pois se ele tomasse os sintomas com enxaqueca seria pior para você.
— Eu... a minha voz estava entalada na garganta e as lagrimas chegaram com força. Louis passou os braços ao meu redor e tudo o que consegui foi chorar.
— Precisamos dar esse tempo a ela. – Christopher disse.
— Vou ligar para casa. – ouvi meu pai dizendo. Eu não estava mais assimilando nada.
POV EMMA
Assim que o sr. Lewis e Christopher deixaram o quarto, eu forcei meu corpo a reagir e entrar para falar com Anne. Eu sabia que não seria fácil para ela, mas eu também não sabia o que fazer. Ela estava nos braços de Louis chorando, olhei-o e ele também estava chorando. Me juntei a eles.
— Estou aqui, meu anjo. – afaguei os cabelos da minha amiga.
Permanecemos por muito tempo ali, Anne dormiu depois que o choro passou. Ela não havia dito uma palavra, eu estava preocupada. Louis e eu saímos para comer alguma coisa quando Andrew chegou com a esposa. A essa altura todos da família deveriam estar sabendo. Se eu soubesse que poderia ser algo tão grave, eu tinha arrastado Anne para um médico. Mas agora era tarde e só restava estar ali ao lado dela dando a força que ela precisa. Eles acordaram ela durante a madrugada, queriam fazer a retirada de tecido para a biópsia e precisavam dela acordada. Louis e eu aguardamos até confirmarem que tudo estava ok. Anne nos fez ir para o apartamento dormir por lá já que Andrew ficaria com ela. Louis e eu precisávamos descansar mesmo e na forma como estávamos nervosos não ajudaríamos muito.
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