Life Gets Harder.
9 tudo o que nunca sonhei
Eu parecia que estava num sonho que não tinha fim, e e ainda bem, porque eu nunca queria que isto acabasse.
Mesmo com 7ºC, eu sentia tudo ao meu redor como se estivessem 40º, sempre que estava com ele o mundo estava sempre a arder. E quando ele me tocava era como ser queimada, mas era um fogo doce, um fogo que sabia tão bem, como comer um chocolate cheio de açúcar.
Nós nos beijavamos e os lábios dele confundiam-se nos meus como se fossem um só, a mão dele na minha anca e a outra nas minhas costas a puxar-me para si, encaixavam tão bem que era como um puzzle já construído.
Nenhum de nós queria parar, mas tínhamos. Quando nos largamos o nosso respirar era ofegante. Quando reparamos estava já de noite e a estava lua cheia, estava brilhante como tudo, e deu um grande brilho na água á nossa frente.
Começou a chover, ele pegou-me na mão e começamos a correr por entre as árvores e plantas. Quando chegamos por fim ao range rover já chovia torrencialmente. A meio do caminho a chegar ao carro, ele pôs-se á minha frente agarrou-me e beijou-me outra vez, foi a primeira vez que beijei um rapaz á chuva. E foi lindo.
Estava tudo perfeito até ele descolar os lábios da minha boca e eu me sentir tão zonza que achei que podia desmaiar.
Chegamos por fim ao carro, ele arrancou e lá fomos nós estrada fora, de volta a casa. E só depois é que raciocinei tudo… Casa! Ó que bom! Tinha me esquecido de falar com os meus tios, eles devem estar preocupadíssimos.
— Justin, os meus tios devem estar preocupados, achas que me podes levar a casa?
— Hum, acho que ainda não, eu disse que ainda tinhas de conhecer uma pessoa… e vou cumprir a minha palavra. Mas queres ligar-lhes?
— Sim, claro. – Ele passou-me o Blackberry dele, e eu digitei o numero. Ouvi chamar...
— Estou? — Falou a Joana.
— Joana? Sou eu, a Maria. Olha, eu sei que me atrasei, mas eu e … a minha amiga fomos sair, e eu nunca mais me lembrei!
— Maria? – Porque é que será que ela estava a falar como se estivesse prestes a gritar?
- Sim, sou eu! Que se passa?
- PORQUE É QUE ME ESTÁS A LIGAR DO NUMERO DO JUSTIN?! NÃO POSSO! TU ANDAS METIDA COM ELE? ELE É A TUA “AMIGA”? SÓ PODES ESTAR A GOZAR COMIGO!
Murmurei, muito baixinho.
— Justin, como é que a minha prima têm o teu numero?
— Todas as fãs têm o meu número, é claro que eu tenho outro telemóvel onde raras pessoas têm o número, mas eu esqueci-me dele, no hotel.
— Obrigadinha. – Fui tão irónica, que a minha cara deve ter parecido cómica, e ele desatou a rir.
— ESSE É O JUSTIN A RIR-SE! TU ESTÁS MESMO COM ELE! MEU DEUS!
— Olha, Joana.. eu quando for para casa eu falo contigo sobre isto, mas promete-me que não vais contar a ninguém! Diz aos tios, que eu volto a casa por volta das 11 p.m, está bem?
- Sim, mas tu vais mesmo contar-me tudo, meu deus, meu deus, meu deus! – E ficou assim aos “guinchinhos” até eu desligar-lhe o telemóvel na cara.
— Tu sabes que a minha prima vai fazer grandes filmes, não sabes? Ela nunca pára de falar de ti, nem um segundo. Isto é assim com todas?
— Hum… acho que sim. Não percebo porquê.
— Pelo que ela diz, é esse cabelo, quando fazes o big fliip ou o teu sorriso.. parece que tenho concorrência, hein?
— Tu… queres ter concorrência? – Murmurou. Eu percebi o que ele quis dizer com aquilo.
Hesitei.
— Acho que concorrência não faz mal – E mordi o lábio, completamente envergonhada, olhei para a janela e já estávamos a chegar á cidade, quando senti o carro a abrandar.
Até que parou, ali no meio da chuva e eu virei-me para ele, e no momento que faço isso estamos cara-a-cara muito perto.
Ele beijou-me com suavidade, eu sentia que os lábios dele se movimentavam com cuidado como se não me quisesse magoar.
Quando nos afastamos, eu ainda queria mais, mas eu era demasiado envergonhada para o beijar outra vez. Mordemos os lábios, os dois ao mesmo tempo e sorrimos. Ele estava mesmo a pôr-me doida, a maneira como ele me tratava como nunca ninguém me tinha tratado, era tão carinhoso. Só me apetecia sorrir a todo o tempo.
Voltamos á estrada, chegamos em menos de 5min ao hotel, na cidade não chovia, que estranho.
Entramos no hotel, e fomos para o elevador, já lá...
— Então quem é que eu vou conhecer?
— É alguém muito importante na minha vida, e eu antes de “ter” alguma coisa contigo, quero que a conheças.
Fiquei baralhada, primeiro : “ter alguma coisa comigo?” será que ele sente alguma coisa por mim? E eu, a Maria iria namorar com o “teen pop” do momento? Eu só podia estar a sonhar. E segundo: ele vai-me a apresentar a alguém para me “aprovarem” mas que coisa é essa?
Chegamos á porta do quarto e eu não me atrevi a dizer mais nada.
Quando abrimos a porta e entramos estava uma mulher bonita sentada em cima da cama a ler um livro, tinha o cabelo comprido, estava de perna cruzada com umas calças de ganga e uma camisola branca e com alguns colares á volta do pescoço. Quando ela olhou para mim, eu vi os olhos dela e reconheci-lhe os olhos.
Era a mãe dele, de certeza nossa, ela era linda, muito parecida com o Justin nesse aspecto.
— Mãe! — Largou a minha mão e foi abraçar a mãe, eu percebi o quanto eles era ligados e fiquei envergonhada quando ela olhou para mim. Murmurou alguma coisa para o Justin como, “ela é mais bonita do que aquilo que disseste.”
— Eu sei, mãe. E ela é tão diferente.
Achei que era a minha deixa e apresentei-me.
— Olá! Eu chamo-me Maria, prazer. – E mandei o meu sorriso mais encantador segundo a minha tia.
— Olá! Eu sou a Pattie, eu sou a mãe do Justin e nossa! Tu és mesmo bonita.
— Obrigada. – Devo ter corado, porque o justin lançou-me um sorriso.
Depois das partes envergonhadas eu e a Pattie estávamos a falar como se fossemos amigas de infância. Ria-mos e partilhava-mos histórias, ela sobre o Justin e eu sobre mim. Quando ela começava a falar sobre a infância dele, ele olhou-me e estava completamente vermelho, e eu e Pattie começamo-nos a rir.
Gostei tanto de falar com ela, demo-nos mesmo muito bem, gostava de repetir aquele serão qualquer outro dia. Mas por hoje chegava eu tinha de ir embora.
— Justin, são 11.15 acho que é melhor eu ir… — murmurei.
— Ah sim, claro. Eu levo-te…
— Não precisas eu posso apanhar um táxi, tu podes ficar com a tua mãe!
— Não, querida. Ele leva-te, nós estamos juntos quando ele voltar, se não adormecer claro.
Eu ri-me.
— Vá, vamos. – Disse ele, envergonhado com a piada.
— Portem-se bem! — Gritou ela, enquanto saiamos.
Saímos do quarto e estávamos a chegar ao elevador.
— Ela gostou de ti, sabes? É raro ela gostar de alguma rapariga. Mas gostou realmente de ti…
O que é que aquilo significava? Tinha passado no teste?
— Hum, obrigada, acho…
— És importante para mim, e vai ser difícil eu esta noite não poder ficar a olhar para ti, enquanto dormes, sabes…
Ele tinha ficado a olhar para mim, quando eu dormia? Não resisti.
— Ficas-te a olhar para mim enquanto eu dormia? Até quando?
— Dormi duas horas. Eu gosto realmente de te ver a dormir, és tranquila e é como se o teu respirar fizesse fazer o mundo girar.
— Duas horas? Deves estar perdido de sono! De certeza que me queres levar, eu não me… — E ele interrompeu-me.
— Hey, hey, eu estou bem! Eu quero mesmo estar contigo o máximo tempo que posso.
Eu sorri-lhe, foi a única coisa que consegui fazer.
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