Life Gets Harder.
12 perfect
Notas iniciais
Quando abri a porta e o vi de repente assustei-me, mas quando olhei para a cara dele, percebi que ele estava nervoso – eu começava a conhecer cada feição dele -, eu quase que podia ouvir o coração dele a bater alto.
Ele agarrou-me pelo braço e encostou-me á parede colou o corpo dele, ao meu até que eu ficasse sem folgo. Encostou a cabeça dele á minha, e só encostou os lábios aos meus. Não me beijou, apenas encostou os lábios aos meus, afastou-se um bocado sussurrou.
— Eu nunca conheci ninguém como tu. Eu… olho para ti e vejo…perfeição. Eu quando toco na tua pele – e passou a mão pela minha cara suavemente – o meu corpo todo incendeia. Eu beijo-te e sei que estou apaixonado. Eu estou apaixonado por ti. E quero que sejas minha… minha namorada…·
Vi a cara dele a corar e quando lhe olhei nos olhos, nem sequer tive de pensar duas vezes, eu soube que ele não me ia mentir.
Beijei-o e abanei a cabeça dizendo que sim, ele sorriu e pegou em mim ao colo, andou comigo às voltas, enquanto eu gritava “pára!” rindo-me com ele. Só paramos quando ele me atirou para cima da cama e se pôs em cima de mim, brincando com o meu nariz e dando-me beijinhos curtos e suaves nos lábios, fazendo-me comichão o que o fazia rir-se de mim, e quando ele se ria eu ria-me do riso dele.
Até que me lembrei que tinha comida a fazer e me larguei dos braços quentes dele para ir tentar refazer o nosso almoço, ou quase jantar quando olhei pela janela. Como o tempo, estava a passar depressa. Senti as mãos dele a agarrarem-me nas ancas.
- Está a passar rápido, não está? – Sussurrou-me ao ouvido.
- Está. Vais passar o Natal na tua cidade natal, que eu nem sei qual é? – E sorri tentando aliviar a tensão.
— Stanford, Canadá. – Sorriu também.
Eu sempre quis visitar o Canadá! E se…
- A tua mãe vai, não vai? – Murmurei, pensando para mim.
— Sim, mas porquê? – Ele estava confuso e não percebia nada do que eu estava a dizer ou a fazer, que neste caso, era tratar da carne.
Não lhe respondi mais e quando ele percebeu que não lhe ia dar mais pormenores deu-me dois beijinhos no pescoço – o que me fez encolher – e foi para o sofá.
Continuei a cozinhar e a pensar que talvez – e só talvez -eu poderia ir com ele, os meus tios nunca gostaram lá muito de gastar dinheiro em prendas e eu podia fazer uma espécie de acordo com eles…, eu queria passar mais tempo com o Justin, eu estava de férias e tudo, porque não?
Depois de jantarmos e ele de não parar de me perguntar o que eu estava a pensar e de dizer que a comida estava óptima – que por acaso estava – fomos arrumar as nossas roupas no armário mínimo, quando eu reparei que ele tinha o dobro da minha roupa!
Quando acabamos ele deitou-se na cama, fez-me um gesto para eu ir para a beira dele, eu sentei-me ele puxou-me para o peito dele, abraçando-me.
— És linda. – Sussurrou-me ao ouvido. Eu sorri-lhe e ele deu-me um beijinho na bochecha, fazendo-me corar.
- Como é que são as tuas fãs? – Perguntei.
- São fantásticas, eu amo-as.
Fiz uma cara de chateada para me meter com ele, ele percebeu e sussurrou de novo ao meu ouvido que me amava mais a mim. Eu podia habituar-me a isto. Mas não há distância.
- Quando fores embora… vais logo para o Canadá? – Perguntei sentindo os braços dele quentes.
- Sim, como é Natal eu vou passar com a minha família. Mas vou sentir tantas saudades tuas…que nem sei se vou aproveitar bem.
- Talvez até possas aproveitar bem… — Murmurei para mim, mesmo sabendo que ele ia ouvir, eu não aguentava mais ver aqueles olhos de tristeza quando falava em se ir embora.
- Como é que é isso? – Perguntou parando de me fazer festinhas no cabelo.
Não me contive, e tive que lhe contar.
- Eu… talvez possa ir contigo, se achares que posso, e se quiseres, claro… — Acabei de falar e olhei para ele tentando ver a sua reacção, e vi os olhos dele a brilharem como nunca e sorriu.
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