Life Gets Harder.
13 garota de sonhos
Notas iniciais
Dois dias depois… no Canadá.
- Não percebo como é que conseguiste convencer os meus tios, a ir para o outro lado do mundo contigo!
- Quando eu quero muito uma coisa eu consigo. – E sorriu malicioso.
A minha prima tinha ficado cheia de inveja de mim, eu não tinha gostado disso, mas quando estávamos já no aeroporto tudo correu bem.
Agora já estávamos a caminho de casa dele, eu estava… nervosa. Quando ele notou nisso, pôs-me o braço á volta da anca e puxou-me mais para ele, beijou-me a testa e disse-me que tudo ia correr bem.
Senti o range rover a diminuir de velocidade, até que parou.
- Chegamos. – Disse ele, ainda me agarrando.
Quando eu olhei para lá fora, a minha boca caiu ,literalmente, a casa era tão bonita, a típica casa Canadiana, feita de tijolo alaranjado, com um jardim coberto de neve, com poucas árvores.
A casa estava toda ela, coberta de luzinhas a brilhar na noite fria, notava-se a lareira acesa dentro de casa… e só apetecia entrar lá para dentro e ser aconchegada pelo quente do fogo.
Voltei a realidade quando o suspiro doce do Justin, me bateu na cara, leve. Virei-me para ele e dei-lhe um beijo, fazendo-o sorrir, ele pegou-me pela mão e saímos do carro em direcção á casa.
A casa estava quente como eu esperava, era acolhedora, estava enfeitada com as coisas de Natal e tinha uma fragrância doce… eram os doces de Natal, alguém estava a cozinhar.
- Avô! – Assustei-me quando ele gritou e abraçou o avô. Mas logo a seguir sorri, ao ver a ligação que tinham um com o outro.
- Oh, Justin que saudades. – Dizia a avó dele, ao sair da cozinha, era uma mulher bonita mesmo com todas as rugas na face, dava para notar que o era, ela sorria indo abraçar o Justin.
Ainda ninguém tinha notado que eu ali estava, até que de repente senti alguém a puxar-me pelas calças. Olhei para baixo directamente e vi uma menina com uns 5 anos, com o cabelo loiro da cor do Justin aos cachos, a olhar para mim com um sorriso, fazendo covinhas. Só depois de a ver bem, é que reparei logo que era a irmã do Justin, aquela que ele não parava de falar um segundo, uma das mulheres da vida dele, a Jazzy.
Eu tive de me baixar para ver bem, aquela luz toda do seu sorriso, como o do irmão.
- És a Jazzy, não és? – Perguntei dando-lhe o meu maior sorriso, — era impossível não sorrir á beira daquela boneca. – O Justin fala tanto de ti… pareces mesmo uma boneca, como ele diz.
Ela sorriu para mim, escondendo a cara.
- Sou eu! E tu? És a namorada do ‘utin’?
- Acho que podes dizer isso, mas tu é que decides! Achas que devo ser?
Ela levou a mão á cabeça, como se estivesse a esforçar para pensar e abraçou-me do nada.
Aquilo que eu ouvi foi “tu és «nita», tu sim.”
Quando olhei á minha volta, estava toda a gente a olhar para nós e a sorrir. Eu envergonhada, deixei a Jazzy me abraçar, para eu esconder a cara.
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