Life Gets Harder.

11 fica comigo, fica comigo para sempre


Notas iniciais
amores, digam o que acham da minha outra fic "amor de belieber" #

- AAAAAHHHH, ACORDA! ACORDA! – Ouvi a minha prima a gritar-me nos ouvidos!
Mas o que é que ela queria? Eu estava demasiado cansada.
- Que é? – E abri os olhos, ela estava vestida como se tivesse já saído de casa, toda maquilhada.
- O J…US…TIN ! – Ó bom! O Justin. Ele vinha-me buscar hoje de manhã!
- Onde? Que horas são? – Murmurei, saindo da cama e pegando nas minhas calças.
- Ele está lá fora! O JUSTIN BIEBER ESTÁ DO OUTRO LADO DA PAREDE, MEU DEUS!

- Sim, sim... Que horas são? – disse.
- São 10.00.
- Ok, agora vai-te embora, tenho de me vestir.
Fui então ao armário buscar uma roupa normal, uma t-shirt branca, umas calças de ganga justas e umas all stars. Fui ao espelho e o meu cabelo estava uma desgraça, tentei desembaraça-lo até que consegui por fim, despachei-me então a sair de casa. Com a minha prima a implorar-me para eu a deixar vir connosco.

Mas era de manhã e não me apetecia ser simpática e para além do mais eu hoje queria o Justin só para mim. Eu começava a apaixonar-me, uma coisa que eu não queria, pois apaixonar-te por uma estrela pop, não é lá muito uma coisa inteligente de se fazer e também por que eu sabia que sairia magoada disto. Como saí-a sempre.
Mas eu tinha de arriscar. Uma oportunidade como estas não vinham todos os dias e eu sabia que ele era especial.
Quando o vi encostado ao range rover com um ramo de flores eu fiquei completamente vermelha mas consegui sorrir, fui até ele, ele abriu-me os braços. – E como eu tinha decidido arriscar, sem querer saber se me magoava – eu encostei-me a ele, ele pôs-me as mãos na cintura e beijou-me suavemente. Fechei os olhos e deixei-me levar não sei quanto tempo estivemos ali, mas só me apercebi da realidade quando senti água a escorrer-me no braço. E começou a chover torrencialmente e eu apercebi-me da hesitação dele, quando me pôs a mão no braço para me largar e começou a chegar-se para trás, quando descolou os lábios dos meus, eu apercebi-me que não ia aguentar ficar assim muito tempo, então beijei-o outra vez. Não me interessou o tempo que ali estivemos parados com os nossos lábios a movimentarem-se como se estivesse ligados de alguma forma. Até que me lembrei que havia realidade lá fora e abri os olhos, separei-me dele o que me deu a volta á barriga e me fez tremer.

Depois de ele ficar um bocado com os olhos fechados, abriu-os de repente e ficou a olhar fixamente para os meus.
E sem eu notar, saiu da minha beira e foi-me abrir a porta do carro. Será que eu tinha feito alguma coisa mal? Ele olhava-me de uma forma séria. Eu achei que tudo tinha sido perfeito.
Quando entramos no carro, ele arrancou. Continuava com a mesma cara, e eu arrisquei.
— Fiz alguma coisa de mal? – Eu parecia uma criancinha de 5 anos a perguntar e achei que ele não se tinha apercebido até que ele me sorriu, aquele sorriso de criança que ele fazia, que me fazia sorrir de volta.
— Tu és real? – Eu não consegui perceber, ele perguntou-me se eu era real?
— Não, eu sou um sonho. – A minha cara de ironia, como sempre fê-lo desmanchar-se a rir.
Depois de se controlar finalmente me falou.
— Tu pareces mesmo um sonho, de todas as fãs, de todas que eu já conheci nenhuma é igual a ti és tão diferente.
— Sabes porque? – Quando vi que ele não ia responder eu disse – Porque eu não sou tua fã. Eu gosto de ti, por seres o Justin, não por seres o Justin Bieber, como tu próprio disseste. E gosto da maneira que me fazes sentir quando me olhas assim.
Ele parou o carro e beijou-me, até que eu comecei a ver flashes e mais flashes e pessoas a chamar o nome do justin, ele afastou-se de mim e arrancou. Depois de um momento eu perguntei o que se tinha passado.
— Paparazzis, eu sabia que devia ter mais cuidado! Não queria nada meter-te nisto.
— O quê? Em quê?
— Amanhã ou ainda hoje a tua cara já vai estar por toda a internet, jornais e televisões. – Fiquei completamente chocada a ouvir aquilo.
— O quê? Só podes estar a gozar comigo!
Vi a cara de sofrimento dele e parei com todos os meus pensamentos.
— Encosta. – Já não estava ninguém atrás de nós e estávamos numa rua deserta.
Ele fez o que eu pedi, quando estacionou não virou a cara para mim, por isso pus-lhe a mão ao queixo e virei-lhe a cara para mim.
— Eu não quero saber disso, eu estou bem contigo, não me vou afastar de ti por causa de umas fotografias. – murmurei.
Pelo olhar dele, percebi que algo se passava, não era só por causa das fotos que ele estava assim.
— Há alguma coisa mais não é? O que se passa?
Ele abanou a cabeça, não me ia dizer tão facilmente. Mas eu não ia desistir, havia alguma coisa mal, e envolvia-me então eu queria saber.
— Diz-me, confia em mim. Por favor.
— Não posso, eu nem o consigo dizer em voz alta. – Murmurou.
Fiquei mesmo preocupada, era assim tão mau ao ponto disso?
— Por favor, Justin. Conta-me eu preciso de saber!
Depois de um momento de hesitação ele resolveu me contar.
— Eu tenho de… ir me embora. Dentro de tr… três dias.
Quando ele disse aquilo, eu fiquei em choque, o meu mundo parou, desabou completamente o meu coração apertou e eu senti algo a escorrer-me pela cara. Uma gota de água.