Life Gets Harder.

8 Sempre era melhor ficar calada


Notas iniciais
obrigada pelas reviews <3

Quando acordei, tive medo de tudo ter sido um sonho. Olhei á minha volta, mas não, eu estava mesmo noutro quarto que não era o meu, era o quarto do meu sonho.

Olhei para o lado, e faltava a coisa mais importante do meu sonho. O Justin. Levantei-me ainda meio atordoada e quase que caia ao tropeçar em todos os lençóis que estavam no chão, mas segurei-me á parede.
Olhei em volta, até que o meu olhar parou numa pequena folha amarrotada no lado da cama.
Abri:
“Se acordares e eu não estiver aí, é porque ainda estou no ensaio e volto assim que puder. Tens o teu pequeno-almoço na sala. Toma um banho e veste-te, hoje tenho um dia preparado só para ti. Até já.”
Fui então tomar um duche rápido, estava cheia de curiosidade sobre o pequeno almoço, quer dizer, o meu estômago estava. Vesti uma roupa que ele tinha posto em cima da cama, roupa de rapariga. Roupa de rapariga cara. Parece que com ele me teria de habituar a luxos. Enquanto me vestia, só tinha uma pergunta na minha cabeça.
“O que é que ele teria preparado?”
Então depois de estar pronta, fui até á sala, havia de tudo e mais alguma coisa. Panquecas, um copo de sumo, morangos, cereais, um copo de leite, bolachas e … Flores.
Será que ele pensava que eu ia comer aquilo tudo? Talvez sim, ontem eu tinha-lhe dito que adorava comer então obviamente ele esmerou-se, de novo.
Comecei por devorar as panquecas e os cerais com o leite, depois passei ás bolachas e ao sumo quando acabei por fim, comi os morangos. Cheirei as flores e pu-las num copo com água.
Liguei a televisão mas não me apeteceu ver nada. Então, fui ver se ele tinha jogos para a Xbox, eu adorava videojogos e pus um qualquer de guerra. Quando dei por mim, bateram á porta e o meu coração palpitou.
- Limpezas!
Oh, claro. Estou num hotel, e ele tinha chaves.
- Pode entrar.
- Bom dia.
- Bom dia – Murmurei.
Desliguei a Xbox já não me apetecia jogar e como não tinha mais nada para fazer, fiquei a ouvir os barulhinhos dos lençóis a juntarem-se uns aos outros, fiquei a contar cada passo que a empregada dava “pum, pum, pum.” E passados uns minutos, a razão de eu não me ter ido já embora, chegou.
Ele e a empregada murmuraram qualquer coisa que eu não consegui ouvir, e depois ouvi uma porta a fechar.
- Bom dia. – Murmurou chegando perto de mim.
- Olá! – disse eu, dando um sorriso envergonhado.
Pegou-me na mão e arrancou-me do sofá. Senti todos os arrepios e o fogo que sempre sentia, que ele me tocava.
Já tínhamos saído do quarto quando lhe perguntei.
- Onde vamos? Justin? – Ele ficou calado– Então, isto agora é o cala e espera? C’mon, diz-me porfavor!

Quando chegamos ao carro, ele respondeu-me…
- Não posso, é surpresa. Mas vais conhecer uma das pessoas mais importantes da minha vida e depois vamos passear, num sitio que descobri á uns dias.
- Que sitio? – E fiquei mesmo muito frustrada por que ele se calou.
- Oh está bem, não me dizes onde vamos eu não te digo o que estive a pensar, sobre tu e eu! – Bem, praticamente aquilo que eu tinha estado a pensar era começava a gostar de tudo o que ele me fazia era de que começar a gostar dele mais do que em amigo.
Ele mordeu o lábio, ainda o via a tentar cuspir as palavras mas estava a contê-las. Eu já o começava a conhecer, e já sabia que ele queria que eu lhe dissesse mas era demasiado teimoso para estragar surpresas.
- Não posso! Eu quero mesmo te surpreender. – Ele ficou mesmo envergonhado, eu notei pelos olhos dele e pelo trajecto dos lábios. — E tu nem sequer ias conhecer o sitio, é muito escondido…
- Só me resta esperar, não é?
- Sim, parece que sim. – E fez aquele flip com o cabelo que deixava qualquer uma no chão.
Durante o caminho ficamos a falar sobre musica. As musicas favoritas, as piores musicas algumas vez feitas, e concordava-mos com todas as respostas.
Sorriamos e dávamos gargalhadas, começamos a abrandar e ele mandou-me pôr uma fita preta, nos olhos. Mas eu confiei nele, como não podia? Aquele brilho nos olhos dele, obrigava-me a isso. E eu podia começar a habituar-me a ver aquilo todos os dias, eu podia habituar-me a tê-lo sempre comigo.
Ele saiu do carro e logo a seguir abriu-me a porta e pegou-me pela mão — o que me pôs a arder – devagar pus os pés no chão, e senti o piso incerto, estávamos no meio do mato eu conseguia ouvir e sentir as plantas a baterem-me nas pernas e o barulho.
Ele começou a levar-me numa certa direcção, parecia ser para sul. Abrandamos e ele tirou-me a venda, ainda segurando a minha mão e não me deixando larga-la.
Quando voltei a ver, fiquei pasmada.
Á nossa frente havia um rio, um rio com uma cor azul, magnifica. Era azul escuro mas brilhante, azul de magia. Aquele lugar era mesmo mágico.

Mesmo com as nuvens já cinzentas a taparem o céu aquele lugar continuava magnifico. Os dois lados do rio estavam cobertos de árvores já sem nenhuma folha, mas continuavam bonitas. No chão, estavam folhas de todas as cores o que só apetecia ficar a olha-las.
Quando olhei para o nosso reflexo na água reparei que ele me olhava como se me fosse proteger de tudo e todos se eu estivesse com ele. Virei-me para ele e olhei-o nos olhos e reparei naquele brilho dele.
- Porque é que tu me olhas assim, com esse brilho todo nos olhos?
- Não sei, talvez porque tu és diferente. Não só por não gostares de mim como o “justin bieber”, mas por seres mesmo diferente. Tu primeiro de tudo és linda depois tu observas as coisas tão bem que és capaz de reparar em algo que uma rapariga normal demoraria muito mais tempo a reparar, tu até podes saber que eu sou uma “estrela” mas tratas-me como se eu fosse um rapaz normal – e eu gosto de me sentir assim – e a tua voz, a tua voz têm uma certa magia, os teus olhos, meu deus, os teus olhos, eles são tão profundos que eu podia perder-me neles. E és honesta, és lutadora, és tu mesma. E eu estou a amar cada segundo que estou contigo. E ainda podia continuar a dizer o que gosto em ti, mas não íamos sair daqui.
Ele sorriu e mordeu o lábio, ele ficou mesmo envergonhado e eu fiquei pasmada, ele pensava mesmo aquilo de mim?
— Sabes, eu com a maior parte dos rapazes não falo. Só falo contigo por que quer dizer, és o JUSTIN BIEBER! Omg! – e comecei com os gritinhos histéricos que a minha prima fazia quando falava dele. e depois desatamos a rir.
Quando paramos, ficamos a olhar nos olhos, naquele nosso transe e ele pôs-me as mãos na anca, fomos chegando um ao outro, até que os nosso lábios se encontraram e a única coisa que eu senti foi fogo.

Notas finais
que tal? :)