Life Changing
40 Tempestade
TEMPESTADE
— Oh Meu Deus! Uma invasão Berry Fabray na Fabray Advogados, o que será de nós, os meros mortais? – Santana disse fazendo um show de pavor colocando a mão na boca e tudo para aumentar o drama. As crianças riam da tia.
— Tia Tana, nós só viemos conhecer os amigos da Mamma. – Luke disse simplesmente.
— Oh, eu pensei que vocês iam querer o meu trabalho... – Ela brincou dando um beijo molhado na bochecha do garoto, que fez careta.
— Dãrrr... Claro que não, Dinda. – Charlie disse e Santana explodiu no riso. Pegando a menina e girando no ar.
— Santana Lopez, você está proibida de ensinar essas coisas para os meus filhos. – Rachel disse com sua pose carimbada de brava, braços cruzados e um olhar mortal.
— Ok.. Ok.. Desculpe, por essa, mas foi engraçado.. – Ela se virou para Beth. – Ei, Lil Bee, não vai falar comigo? – Beth lhe abraçou e deu um beijinho na bochecha da tia.
— Oi, Tia Tana.
— Oi, Princesa... Uau, vocês estão arrasando, quem deixou vocês assim tão lindos? Pra onde vocês pensam que vão com esse estilo todo?
— Mamãe deixou a gente lindos, ela disse que tínhamos que mostrar o estilo Berry Fabray. – Luke falou e deu um aceno de cabeça como se confirmasse o que ele mesmo disse. Quinn e Rachel sorriram, e Santana balançou a cabeça.
— Dios mío, si ese tamaño ya están así, qué sucederá cuando sean mayores? Si pierde el mundo.
— Sem drama, Dinda. – Charlie falou e foi a vez de Quinn e Rachel explodirem em gargalhadas. Santana estava de boca aberta.
— Então o feitiço vira contra o feiticeiro, hum? – Rachel disse para Santana que passou a resmungar.
— Vamos lá, vamos conhecer o escritório. – Quinn passou a levar os filhos nos departamentos principais, todos achavam as crianças adoráveis, eles até se sentiam importantes com tanta atenção. Quinn sempre apresentava Rachel como sua namorada, e Rachel não a corrigiu em nenhum momento, mas estranhou a atitude da loira que parecia querer marcar seu território.
— Agora vamos conhecer escritório da Mamma.. – Quinn anunciou. Eles pegaram o elevador e subiram para o último andar. Marley estava em sua mesa quando foi surpreendida por uma Beth que se jogou em seu colo.
— Tia Marls, eu tava com saudades. – Marley abraçou a menina apertado e fez cócegas que a fez rir.
— Oi, Beth. Eu também estava com saudades. – Ela beijou o topo da cabeça da menina. – De todos vocês. – Ela abriu os braços para Luke e Charlie que se juntaram ao abraço. – Oi, Rachie, Quinn..
— Olá, Marley. Desculpe por isso. – Rachel falou se referindo as crianças que já estavam mexendo em tudo que alcançavam.
— Rachie, eles não estão fazendo nada demais, eu estava só organizando um pouco a papelada. – Ela deu papel e lápis para os três.
— Oh não os subestime, se você piscar, sua mesa estará de cabeça pra baixo. – Quinn concordou com um aceno e Marley riu.
— Está certo, vou me precaver. – Ela levantou e deu um abraço forte em Rachel. – Você está de volta com força total, hein? – Marley disse analisando a morena.
— Ela está arrebentando corações, os caras lá embaixo ficaram babando. – Santana disse saindo do elevador. Rachel ruborizou de vergonha e Quinn de raiva. Santana se aproximou da atriz com um olhar safado. – Se você não fosse minha irmã, Shorty, juro que te mostraria o paraíso.
— Sério, Lopez? Respeite Rachel. – Quinn esbravejou. – Porque você não mostra sua sala para as crianças, já que está com falta do que fazer?
— Uau, vejo que alguém está de mal humor. Tudo bem. Trindade de pirralhos, vamos ver onde a Tia Tana faz sua Mamma ficar mais rica. – Santana piscou para Rachel e levou as crianças.
— Venha, Rachel, vamos pra minha sala. – Quinn não esperou a morena responder e a puxou pela mão a levando, Marley ficou pra trás rindo.
Quinn colocou Rachel pra dentro e fechou a porta, jogando a morena de costas contra a parede mais próxima. Ela segurou Rachel com uma mão na cintura e outra puxando levemente os cabelos da morena pra trás. Encostou seus corpos e inalou o cheiro da mulher que tanto amava. Ela sentiu a respiração pesada de Rachel se confundir com a dela própria, então não teve mais forças e cedeu ao desejo. Ela passou a língua no lábio inferior da morena pedindo passagem e quando foi concedida, ela invadiu a boca de Rachel explorando tudo, marcando território, mordendo aquela boca que ela tanto amava. Rachel estava tonta, não esperava por aquilo, mas tinha desejado isso por tanto tempo que mal teve tempo de pensar. Quinn estava sentindo tudo naquele beijo, amor, saudades, felicidade, posse e ela não queria parar. Desceu beijando o pescoço de Rachel e apertando a bunda da morena, facilitando o roçar de seus sexos, ela sentia sua ereção crescer cada vez mais em sua boxer. Rachel gemia baixinho no ouvido de Quinn, aquilo era bom demais.
— Quinn.. Por favor.. – Quinn virou Rachel de costas e passou a chupar e morder as costas do pescoço de Rachel, todo o tempo se esfregando na bunda da morena, ela enfiou a mão na parte da frente da legging da morena e apertou a boceta de Rachel com vontade.
— Você é minha, Rachel, só minha, entendeu? Ela é só minha. – Ela falou enquanto massageava o clitóris da atriz por cima da calcinha. – Diz, Rachel, eu quero ouvir.
— Só sua Quinn, só sua, eu juro. – Quinn virou Rachel de frente e a pegou no colo colocando em cima da sua mesa.
— Eu quero você, eu não aguento mais. – Ela levantou a camisa de Rachel e empurrou o sutiã pra cima, abocanhou um seio, chupando, mordendo, lambendo, enquanto massageava, apertava e beliscava o outro, a morena se contorcia de prazer. Quinn estava com a mão dentro da calça da atriz, mas não era o suficiente, ela tirou rapidamente e voltou a colocar, mas dessa vez por dentro da calcinha e Rachel mordeu o ombro da loira para abafar o gemido. Quinn desejava tanto aquilo, ela estava inebriada por Rachel, ela queria senti-la tanto, por tanto tempo que não conseguia pensar naquele momento, seu corpo estava agindo por conta própria e era tão bom. Rachel gemia diante de sua carícias, pequenos gritos de prazer abafados pelos beijos cada vez mais impiedosos. Então Quinn sem aviso, pegou Rachel pela cintura fazendo a morena circular seus quadris com as pernas, ela a encostou novamente na parede, ela precisava sentir Rachel inteira, então ela penetrou a entrada da morena com dois dedos.
Rachel soltou um gemido gutural de puro prazer, Quinn a estocava num ritmo delicioso, Rachel sentia Quinn nela toda, mesmo que ainda estivessem vestidas, Quinn tratava seu corpo como o mais belo instrumento, com admiração e maestria. Rachel sentiu seu orgasmo escalando por todo o seu corpo e para não gritar cravou os dentes no pescoço da loira, que sentia seus dedos serem sugados cada vez mais pela boceta quente e apertada de Rachel, aquilo era tão gostoso, tão prazeroso, quando a loira viu que o corpo de Rachel acalmou, sem pudor algum, ela desabotoou sua calça e deixou descer, sua boxer acompanhou em seguida. Ela olhou para o próprio pau ereto e orgulhoso. – Eu preciso de você, Rae. – Rachel agarrou a ereção de Quinn e passou a bombear, a loira gemia, ela sentiu tanta falta de ter Quinn assim em seu poder, de sentir aquele prazer imenso.
— Eu também preciso de você, Amor.. – Foi o que bastou para Quinn se afastar. Rachel não entendeu nada. Quinn vestiu sua roupa sem tirar os olhos da morena. – O que aconteceu? – Rachel não estava acreditando naquilo.
— Nada... Isso não devia estar acontecendo. Me desculpe. – Quinn estava envergonhada e com tesão, mas ela não poderia fazer isso com Rachel, ela precisava ter certeza de tudo o que aconteceu, elas precisavam conversar. – Me desculpe.
— Eu juro, Quinn, se você me pedir desculpas por isso mais uma vez, eu vou te dar um soco. – Rachel tinha a respiração descompassada. – Porra, Quinn, eu pensei que era isso, que você me queria. Merda, Quinn. – Rachel saiu da mesa e pegou sua bolsa. – Eu peço tanto em minhas preces pra você me perdoar, pelo menos me ouvir, mas nada, não adianta, você com essa sua cabeça dura. Sai por aí me exibindo, não pense que eu não percebi, me apresentando como sua namorada pra todos os seus funcionários, me pede pra falar que eu sou só sua e me rejeita. Que porra de namoradas nós somos? – Rachel respirou fundo e Quinn apenas assistia a explosão da morena. – Quer saber, Quinn? Eu estou cansada. – Ela colocou a mão na testa e secou o suor. — Eu busco meus filhos amanhã, porque é assim que você quer, meus filhos quando estiverem comigo e seus filhos quando estiverem com você. Não existem nossos, nós não temos nada, se não existe nós, não existem nossos. Adeus Quinn. – Rachel saiu da sala sem dar a chance de Quinn sequer abrir a boca.
A morena apertava o botão do elevador compulsivamente como se isso fosse acelerar sua chegada, lágrimas escorriam em cascata, ela não podia conceber a ideia de Quinn tê-la rejeitado porquê a chamou de Amor, será que ela não via que Rachel a amava, que ela cometeu um maldito erro, mas isso nunca anulou seus sentimentos. A morena sentiu uma mão a segurar pelo braço e quando olhou viu que era a de Quinn, ela viu os anéis de compromisso no dedo de Quinn, ela não tinha reparado que ela ainda os usava, ela segurou a mão da loira e olhou bem para os anéis, depois encarou Quinn.
— Isso não tem valor nenhum pra você, porque não joga fora. – Rachel perguntou com a voz grossa pelo choro.
— Pelo mesmo motivo pelo qual você não tira esta pulseira do braço. -Quinn levantou a manga da camisa da morena para deixar visível a pulseira de berloques. – Ou o anel da sua corrente. Eu acredito que sejam os mesmos motivos, eu quero muito acreditar que são.
— Oh não. Você não consegue isso. Eu tenho isso como lembrança de um amor verdadeiro que eu sei que eu vivi, como prova para os meus filhos de que eles foram concebidos com muito amor. – Ela apertou sua pulseira. – E isso eu apenas guardei pra você, era a esperança que eu tinha de um futuro que eu sonhei por muito tempo. – Ela falava enquanto tirava a corrente do pescoço. – Mas você nem sequer imagina como é isso. – Ela tirou o anel da corrente e enfiou na mão de Quinn. – E você nunca vai saber, porque você não quer. – As portas do elevador se abriram e Rachel foi entrando, mas Quinn a segurou pelo braço.
— Você não vai sair daqui assim. – Quinn dizia desnorteada.
— Me solte, Quinn. Você não é nada minha, não tem o direito de me dizer o que fazer. – Rachel gritou.
— Não. Você vai ficar aqui, comigo e nossos filhos. – A loira falava com convicção.
— Você sequer ouviu uma palavra do que eu falei, não é? Me solte, Quinn. – Quinn a puxou para fora do elevador.
— Eu estou dizendo que você não vai. — Marley que assistiu toda a cena não sabia o que fazer e foi chamar Santana.
— Você está me machucando, me solte. – Rachel falava chorando.
— Solte ela, Quinn. – Santana disse com a voz baixa e séria.
— Não se meta, S, isso é problema meu e de Rachel.
— Solte ela agora, ou você vai saber o que é eu me meter. Os únicos problemas que vocês tem em comum, que na verdade são bênçãos, estão na minha sala e eu não quero que eles assistam a esta cena patética. – Quinn soltou Rachel imediatamente. A morena entrou no elevador chorando descontroladamente e apertou o botão do térreo, fazendo as portas fecharem e deixando Quinn inerte no hall com Santana. – Que diabos aconteceu com vocês? Porque pelas marcas e arranhões no pescoço que as duas tem ou vocês estavam tendo finalmente uma boa transa, ou se engalfinharam feito gatas. O que aconteceu, Q?
— É culpa minha, ok? Minha. – Quinn começou a chorar e apertar o botão chamando o elevador compulsivamente, como isso o faria vir mais rápido. – Merda. – Ela abriu a porta da saída de incêndio, mas Santana a impediu de descer as escadas.
— Você não vai alcançá-la e ela não quer que você a alcance, ela está magoada. Se você for, só vai piorar as coisas.
— Eu preciso ir, ela não está bem, e ela teve um mal estar antes de virmos pra cá. Eu tenho que ir, Santana.
— Escute, Q, Rachel é adulta, ela não vai fazer nada que a prejudique, ela ama demais os filhos para fazer qualquer coisa sem pensar. Eu vou ligar pra ela. Vá pra sua sala e se recomponha, não quero que as crianças te vejam assim. – Quinn fez o que Santana pediu a duras custas. Ela se sentia um lixo.
.............
Rachel entrava em seu antigo apartamento, as coisas pareciam estar exatamente como no dia do acidente, e aquilo só a fez sentir o coração mais apertado, ela invadiu seu quarto, mas as memórias com Quinn a encheram, então ela foi direto para o quarto de Santana. Cerca de 20 minutos depois ela ouviu seu celular tocando, ela o pegou e viu que era Santana.
— San.. – Ela ainda estava com a voz pesada pelo choro.
— Ei, Shortstack, onde você está?
— Na nossa casa, San.
— Okay. Você está bem?
— Depois de tudo pelo que eu passei, eu deveria dizer que estou ótima, não é? – Ela fungou. – Mas eu não estou, San, eu não aguento mais a frieza com que Quinn está me tratando, e depois de hoje, eu não vou mais me submeter a isso.
— Tudo bem, se acalme, ok? Você está em casa, suas coisas na maioria foram para a casa de Quinn, mas ainda tem alguma coisa por aí, no máximo você vai ter que usar coisas minhas, e estão no mesmo lugar de sempre, ok? Você quer que eu vá ficar com você?
— Não, Sannie. Está tudo bem, eu provavelmente vou dormir um pouco, você pode ajudar Quinn com as crianças? Diga à eles que os amo, por favor.
— Ei, babys, Mamãe teve que ir resolver um problema, ela está dizendo que ama muito vocês e manda muitos beijinhos. — Rachel ouviu seus filhos mandando vários beijinhos de volta. – Eles vão ficar bem. Descanse, Rachie. Te amo.
— Eu também te amo, Sannie. Obrigada. – Rachel encerrou a ligação, vestiu um short e regata de algodão de Santana e entrou num sono profundo.
................
Dias se passaram, Rachel não atendia e nem recebia Quinn, Santana não ajudava a loira, ela era a fiel escudeira de Rachel. Santana sabia que ambas precisavam sentir o que estavam perdendo, e colocar a cabeça no lugar para priorizar as coisas antes de se encontrarem novamente, mas ela também sabia que Quinn estava sofrendo muito e isso a matava, não é que Rachel não estava sofrendo, mas foi ela, por precipitação quem começou tudo isso, certo? Não, isso não era certo, Rachel sofria tanto ou mais que Quinn, mas ela tinha a constância dos filhos em casa, com certeza eles estavam sendo sua rocha. Seja lá qual era a sua opinião, ela sabia que Rachel e Quinn não estavam passando por nada fácil.
Rachel tinha ido buscar os filhos no outro dia, como prometido. Elas apenas trocaram olhares, Rachel reuniu uma parte das coisas das crianças e saiu com os filhos, deixando o coração de Quinn quebrado em milhões de pedacinhos, Quinn não tentou impedir, ela sabia que tinha que se concertar primeiro, antes de procurar Rachel.
Rachel havia estipulado que Quinn poderia pegar as crianças sempre e quando quisesse, desde que sua convivência diária com os filhos não fosse afetada, ela só não queria ter que ver a loira, portanto Johanna fazia a intermediação, porque todos os dias Quinn buscava os trigêmeos para passarem um tempo com ela, ela passava o dia todo só esperando esse momento, era o que a estava mantendo em pé.
Rachel se sentia um lixo, era a segunda vez que se sentia usada por Quinn, usada e rejeitada, e isso doía tanto, ela sabia que havia errado feio, todos haviam feito questão de deixar bem claro pra ela, mas no fundo só ela sabia o que tinha a levado a fazer isso. Quinn pode ter se revelado a melhor mãe, pode ter cuidado dela e dos filhos, mas isso não apaga que ela não queria tê-los, talvez depois de conhecê-los, seus pensamentos mudaram, talvez até mesmo o amor que sentia e o tempo que haviam ficado separadas tenha feito ela aceitar a situação, mas nada diminuiria o fato de que ela não os queria antes mesmo de saber que eles já existiam em seu ventre.
Tudo estava um caos para Santana que se dividia em ver o sofrimento de Rachel em casa e o de Quinn no trabalho, estava se tornando insustentável, e as crianças estavam sendo afetadas, por mais que as duas se esforçassem para dar todo o seu afeto e cuidados aos três. Ela precisava fazer alguma coisa, e ela faria.
Fale com o autor